Problemas todas as empresas têm e o que vai fazer a diferença é forma como lidamos com eles. Você tem sido parte do problema ou da solução?

Problema ou da solução: onde você se enquadra?

(Post 16 de 30 do Desafio 30 dias para crescer)

Às vezes, ao conversar com funcionários de alguma empresa, eles reclamem de problemas no local de trabalho.

A princípio, nada de novo!

Porém, a questão é que, muitas vezes, quem reclama tem pelo menos uma sugestão de solução.

Por outro lado, vejo empresários e empreendedores reclamando que estão cheios de problemas para resolver, mas ninguém os ajuda.

É provável que nem toda sugestão de solução dê frutos, mas as perguntas que me faço são:

Por que colaboradores não levam suas ideias aos seus superiores?

E por que seus superiores não pedem ajuda a seus colaboradores?

Em primeiro lugar, quero deixar claro que não tenho a pretensão de matar essa charada.

Mas de tanto ouvir os dois lados (e também fazer parte dos dois lados), tenho algumas reflexões e vou dividi-las com você.

Quando estou no “modo colaboradora”, percebo que, às vezes, fico com um certo receio de sugerir algo e ser mal interpretada.

Sabe quando você tem a intenção de ajudar, mas a pessoa pode achar que você quer tirar a autoridade dela ou que você é um tipo de “sabe tudo”? Então, é isso!

E quando estou no “modo empreendedora”, gostaria imensamente que as pessoas que me trazem problemas, trouxessem junto algum tipo de solução.

Seja como for, creio que a raiz disso é a falta de comunicação.

Ficar querendo que o outro faça sem dizer qual é a nossa expectativa não resolve.

O que, infelizmente, faz de nós parte do problema e não da solução.

O que fazer?

Só para exemplificar, o que tenho feito é algo tão simples que chego a ficar com cara de tacho por não ter feito desde sempre!

Quando estou no “modo colaboradora” e tenho uma sugestão de solução, pergunto se a pessoa quer ouvir minha sugestão.

E quando estou no “modo empreendedora”, pergunto se a pessoa tem alguma ideia de como resolver o problema.

O que tenho visto é que, quando deixo a pessoa decidir se quer ajuda, não há brecha para má interpretação.

E quando deixo a pessoa saber que eu gostaria de ouvir uma sugestão de solução, também não há conflitos, nem frustrações.

Essa é mais uma prova de que a vida pode ser simples, mas nós é que complicamos!

Por isso, seja qual for o lado que você está, experimente essa técnica de simplesmente perguntar e deixar a pessoa decidir.

Vivemos em um mundo que promove o tempo todo que a nossa vontade tem de ser feita, que esquecemos que a boa educação ainda é a melhor saída.

Recomendo!

Então faz aí e me conta depois!

 

Para ler os desafios anteriores, clique nos títulos abaixo:

 

1 – Regras: uma relação de amor e ódio

2 – Por que não consigo mudar?

3 – Vivo sem dinheiro, o que faço?

4 – 10 segredos dos campeões quenianos

5 – Boa comunicação faz diferença

6 – O desafio de tomar água

7 – Sextou! Como aproveitar bem o fim de semana

8 – Boa convivência na internet

9 – Seu mês de janeiro teve 100 dias?

10 – Viver de crédito é a escravidão moderna

11 – Hábitos de fracasso levam ao fracasso

12 – Como fugir das fake news

13 – Comodismo só leva ao fracasso!

14 – O mito da zona de conforto

15 – Você vive para trabalhar e ter dinheiro?

 

Para ler o próximo post, clique no título abaixo:

17 – Guardar dinheiro é sinal de falta de fé?

 

Nos vemos!

Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Muito bem pensado essa verdade 🙂 perguntar ‘se’ a pessoal quer ouvir não a/o ofende neh 🙂

  • Patrícia, parabéns! Você arrasou hoje no tema do post 16! A boa educação está mesmo em desuso!

  • O problema é quando damos sugestões e/ou reclamações para a parte interessada, e ao longo do tempo percebemos que entrou por um ouvido e saiu pelo outro. O mundo não está para Poliana. Definitivamente.

    • Sim, corremos o risco da pessoa não acatar as sugestões, mas o que eu creio que seja importante é mostrar que somos proativos, criativos e dispostos. Claro que desanima um pouco ver que a pessoa não nos ouve, mas…. é um risco! 😀

  • Gostei da ideia. Como colaboradora eu sou aquele tipo de pessoa que esta sempre querendo ajudar, melhorar e quando vejo uma oportunidade eu dou minha sugestão e sempre deixo a pessoa decidir o que fará ou não. Na maioria das vezes minhas sugestões foram aceitas, mas também outras vezes não. Mas não fico com receio do que os outros vão pensar, embora esses pensamentos venham, mas ignoro e digo as minhas sugestões. Obrigada Patricia e um ótimo dia de trabalho.

  • Amei a dica de hoje… e acredito que valha também para todos os aspectos da nossa vida, pois nem sempre quem “desabafa” quer de fato ouvir nossa opinião.

  • Paty, vc sempre dá ótimos conselhos e sugestões. Mas, acho que neste aqui vc arrasou! A vida é simples quando não existe orgulho e vaidade em nossas atitudes, pensamentos e palavras. Bjos!

  • Pati o seu “modo colaboradora” é quando tem que prestar um serviço a um cliente?

    • Sim, e também nas empresas em que presto serviço, como o R7 e a Record TV.

  • Muito interessante! Sou Professora e estou como Gestora de uma Escola. Tenho colocado em prática seus conselho e temos melhorado muito como equipe.
    Obrigada!

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