Você acha que as finanças não afetam um relacionamento afetivo e não causam divisões ou já entendeu que sim? A reflexão de hoje é sobre isso!

Finanças e relacionamento afetivo

Sempre que escrevo sobre finanças e relacionamento afetivo recebo relatos de problemas semelhantes.

Ainda que muitas pessoas estejam colocando a carroça na frente dos bois quando o assunto é vida sentimental, a realidade mostra que essa prática não é nada boa.

Vou citar alguns comentários para que você analise comigo onde quero chegar.

  • “Tenho um ‘namorido’ há 3 meses e ele ‘mora’ na minha casa de sexta a segunda. Não me ajuda com dinheiro, mas come, bebe, toma banho e ainda traz roupa para lavar. Eu o amo, mas essa situação me incomoda.”
  • “Meu namorado só aparece em casa para dormir de vez em quando, mas diz que nunca tem dinheiro para me ajudar. Só que ele gasta tudo com a família dele. Onde eu fico nessa história?”
  • “Moro com meu noivo há quase 4 anos, mas ele não se mexe para casarmos de uma vez. Se eu não contratar a festa e pagar tudo sozinha esse casamento não sai! O que faço?”

Antes que você pense que sou machista, sexista, maquinista, eletricista… saiba que trabalho com mulheres há quase 10 anos e minha intenção é abrir os olhos delas – no que eu puder – para o verdadeiro empoderamento.

Sim, porque por aí o que mais tem é o falso empoderamento.

Vamos analisar as situações:

A pessoa vive “quase” como casada, mas não é casada.

Ela também não namora porque o sujeito vive na casa dela apenas metade da semana.

Como esse tipo de relacionamento nem tem classificação, inventaram a palavra “namorido”.

Mas a verdade é que o camarada não é nem uma coisa nem outra…

E, ainda que no segundo caso o rapaz seja considerado “namorado”, ele está mais para hóspede.

Com a única diferença de que hóspedes pagam pelos serviços que recebem.

Mas  a questão é:

Que tipo de relacionamento é esse onde um aparece para dormir de vez em quando enquanto o outro só se incomoda com o fato de não receber dinheiro por isso?

É sério mesmo?

E o que dizer de uma mulher que acha que casamento se resume a uma festa?

Para que esse “noivo” vai se mexer para “casar” se ele já vive como casado?

Por si mesmos, relacionamentos não são fáceis, além do que, casamento feliz dá trabalho.

Mas, apesar de já haver dificuldades naturais, as pessoas estão criando mais problemas ao fazerem as coisas de trás para frente.

Em síntese:

O dinheiro, nesses casos, é o de menos!

As mulheres estão se sujeitando a relacionamentos onde são apenas usadas no dia e hora que os homens desejam.

Elas têm suas próprias casas, seus próprios filhos e seu próprio dinheiro e, sendo assim, agem como se não precisassem de mais nada.

Depois, quando o homem não colabora com coisa alguma, se incomodam com a situação, mas ainda assim, aceitam!

Qual é o papel de um homem que, com apenas três meses de relacionamento, já tem permissão para dormir, comer, beber e levar roupa suja para lavar? Aproveitar, né?

E cadê o empoderamento dessas mulheres?

Dinheiro não é sinônimo de empoderamento e é nisso que eu gostaria que você refletisse hoje para não cair nessas roubadas “moderninhas”.

A modernidade cria o problema, só que não ajuda a resolver!

Para ler as reflexões anteriores, clique abaixo.

Dia 1 – Tempo para pensar

Dia 2 – Andar a segunda milha

Dia 3 – Cuide da sua vida

Dia 4 – O que as dúvidas causam

Dia 5 – Não se perca pelo caminho

Dia 6 – O que o mimimi faz por você?

Dia 7 – Eu sei o que fazer, mas como faço?

Dia 8 – Caráter, intenção e conduta

Dia 9 – Preguiça até para receber ajuda

Nos vemos amanhã!

Jornalista, especialista em finanças, autora de 5 best-selleres, colaboradora dos programas Mulheres (TV Gazeta) e Escola do Amor (Record TV). Colunista do portal R7 e youtuber.

  • Oi Patrícia, gostei da sua fala sobre o empoderamento. Tem muita mulher achando que viver esse tipo de vida, atrelada a nada, sem objetivo e insegura, mas tendo dinheiro é empoderamento. Família e o papel da mulher dentro dela é bem diferente. Um abraço.

  • Um tapa na cara da sociedade!!!
    Super apoiado!!! Quando falo coisas similares ao que você escreveu sempre escuto a seguinte frase: “você não entende.”

    • Sim, vc não entende que as pessoas amam se fazer de vítimas dos problemas que elas mesmas causaram…

  • Afeta totalmente; principalmente se o parceiro não está na mesma sintonia financeira e não consegue enxergar a gravidade da situação e se recusa ver as contas.

  • Bom dia, Paty!!
    Já vivi situação assim, de fato foi falta de sabedoria de minha parte, já que a vida não é assim como de brincar de casinha!
    Beijos
    Vânia

  • Se o cara já tem onde dormir e com quem dormir, comida, roupa lavada, porque ele vai se dar ao trabalho de casar? Acabou a fase da conquista e tudo virou monótono e confortável pra ele. As mulheres estão baixando o nível, somente pra não ficar sozinhas, mas o ditado é verdadeiro: Antes só, do que mau acompanhada.

  • Paty…valou tudo em poucas palavras
    Deus é contigo mulher.

  • Como sempre mais um artigo útil à sociedade! Suas colocações são perfeitas, penso exatamente igual. Mas não encontro ao redor pessoas que pensam como você, infelizmente!

  • Palmas para você Pati! Que é amiga de verdade, não fala o que os outros querem ouvir e sim o que precisam ouvir! Que Deus continue te abençoando mais e mais pela sabedoria!

  • Amei esse post! ( Um melhor que o outro)
    É bom fazer essas reflexões. Precisamos pensar e repensar as formas como estamos nos relacionando, hoje. Qualquer tipo de relacionamento. Está cada vez mais difícil manter uma comunicação/relação saudável. Ultimamente estou refletindo muito uma frase que li: ” Cada um tem o que tolera”. A mudança deve acontecer em si próprio. Esses namorados, maridos, namoridos nunca vão mudar se elas não mudarem de atitude primeiro. Um outro ponto, é que as pessoas não estão tendo paciência para respeitar e viver as etapas da vida e principalmente de um namoro para que produzam bons frutos.! Atropelam tudo!

    Bjs

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