Você vale por quantas pessoas? – DTP 8/25

11/04/2022

Você vale por quantas pessoas? – DTP 8/25

A pergunta pode ser um pouco estranha a princípio, mas é uma questão para a qual você precisa ter uma…

A pergunta pode ser um pouco estranha a princípio, mas é uma questão para a qual você precisa ter uma resposta. Boa, de preferência!

Na média, acima ou abaixo dela?

Somos medidos o tempo todo, quer gostemos ou não. E também fazemos isso com outras pessoas, gostem elas ou não.

Para tudo na vida existem, pelo menos, três classificações: abaixo da média, acima da média ou (aqui vai uma palavra que muita gente detesta) medíocre.

Tempos atrás, a maioria das pessoas (na maioria das coisas) ficava na faixa da mediocridade, o que significa fazer aquilo de deve ser feito dentro do normal que se espera.

Hoje, porém, ao que tudo indica, é que a maioria das pessoas migrou para a faixa abaixo da média, ou seja, fazem menos do que deveriam fazer.

Uma pequena minoria (que diminui cada vez mais) é que se dispõe a fazer algo acima da média, isto é, mais do que se espera, algo além, inclusive, do que são pagas para fazer.

Neste fim de semana, meditando no livro “Pão Nosso para 365 Dias” (que traz uma mensagem para cada dia do ano), me deparei com esta passagem:

Homens valentes, homens de guerra para pelejar; seu rosto era como de leões, e eram eles ligeiros como gazelas sobre os montes… O menor valia por cem homens, e o maior, por mil

1 Crônicas 12.8;14

Essa descrição se refere aos soldados de Davi e dão uma ideia do quanto eles eram valiosos.

Há muitas coisas para comentar sobre isso, mas vamos começar pelo fato de que todos eles estavam muito acima da média.

Não era por acaso que eles lutavam ao lado de Davi, do homem mais valoroso de Israel, mas sim, porque eram excelentes.

Trazendo isso para a sua vida, talvez você reclame pelo fato de não estar entre os melhores ou não trabalhar ao lado de quem faz a diferença, mas as perguntas que você deveria responder são:

• Você vale por quantas pessoas?

• O que você faz além do que as outras pessoas fazem?

• No que você se destaca mais do que a maioria?

• Você está mesmo acima da média?

Para estar entre os melhores é preciso, primeiro, ser melhor.

Rumos perigosos

Outra vertente que podemos entender por meio dessa passagem é que o rumo que a sociedade está tomando é péssimo.

Refiro-me a questões que, em vez de fazer as pessoas almejarem ser melhores, as coloca como incapazes, vítimas e como quem não têm condições de se manter sem a ajuda de outras.

Veja que os soldados de Davi não apresentavam a mesma performance. Alguns valiam por 100 e outros valiam por 1.000. E, obviamente, entre os de 100 e 1.000 havia os que valiam por 200, 300, 500.

Havia bons, ótimos e excelentes, mas todos eram fora do comum.

Essa conversa de “igualdade” não passa de uma narrativa, pois nós não somos e jamais seremos iguais.

Todos têm condições de serem acima da média, mas sempre alguns irão ainda mais além, enquanto outros ficarão na inércia. É uma questão de escolha, esforço, dedicação, coragem, disciplina.

Mas atualmente, a sociedade está nivelando todo mundo por baixo e o resultado está aí para todo mundo ver.

Se as crianças não passam de ano porque o ensino é fraco, qual é a “solução”? Inventar que o fato de serem reprovadas criará traumas irreparáveis, então, vamos passar todas elas automaticamente!

Ora, quem tem mais de 30 anos de idade sabe muito bem que tinha que estudar ou ia “levar bomba” na escola. Muitos repetiram de ano e tiveram a oportunidade de aprender o que perderam. Será que essas pessoas estão traumatizadas até hoje por causa disso? A resposta é óbvia.

Agora estão querendo mudar até a letra do Hino Nacional alegando que as pessoas “não têm condições de entender palavras tão difíceis”. Como assim? Hoje em dia temos, além dos dicionários em papel e on-line, o Google, que responde qualquer pergunta em questão de segundos.

Como assim as pessoas “não têm condições de entender palavras tão difíceis”? Emburrecemos por acaso? Ou estão trabalhando duram para nos emburrecer?

Você é quem escolhe o seu destino

Não caia na besteira de acreditar que esses discursos de igualdade, tolerância e amor são reais. Se fossem, a sociedade estaria muito melhor, mas qualquer um, por mais desatento que seja, pode perceber que estamos caminhando ladeira abaixo.

Você é capaz de qualquer coisa, inclusive daquilo que dizem que você não é.

• Não permita que os outros diminuam as suas capacidades.

• Não deixe que tratem você como vítima.

• Não acredite que você só pode conquistar o que quer se alguém lhe ajudar.

Você pode, desde que acredite, tenha coragem, disciplina e lute pelo que quer.

Nos vemos!

Confira os desafios anteriores clicando nos títulos abaixo:

Não esconda um defeito atrás de uma qualidade – DTP 1

Carência: porta aberta para todo tipo de perigo – DTP 2

Sucesso demora, dói e dá trabalho – DTP 3

Você está no ambiente certo? – DTP 4

O que mais limita o seu crescimento – DTP 5

Cuidado com o que você pede – DTP6

25 comentários

    Achei divino o texto, nos faz pensar que tipo e pessoas temos sido, e se não gostamos do que identificamos, está em nós mudar.
    As pessoas tem o hábito de se vitimizar, alegam que não recebeu a promoção porque preferiram promover o puxa saco, que foi demitida por uma injustiça, que ninguém reconhece o que ela faz de bom.
    É momento de mudar os hábitos, do contrário, ficaremos estagnados, e pior, tentando encontrar um culpado.

    Esse texto é ótimo. É preciso estar sempre atento para nao se nivelar por baixo, nao cair na armadilha de aceitar que algo é dificil e que nao conseguimos fazer. Podemos tudo.
    Certa vez minha filha chegou em casa com nota 6. Nao briguei mas disse que ela tinha que melhorar porque ela tem mais conhecimento do que essa nota. Ela respondeu imediatamente, mas mãe a media é 6 entao minha nota é azul…. na hora falei mais rigorosa: Filha nunca aceita isso voce nao é mediana! Ela levou isso para escola e acabou virando meme entre as amigas da escola e durante o restante do ano todas fugiam do 6 porque ninguem queria ser mediana. Achei engracado quando soube pela professora o efeito positivo que gerou.
    E realmente acredito nisso, nao podemos aceitar ser a media. Em algum momento de vida precisei desacelerar alguma coisa para acelerar em outra, mas sempre com foco que posso tudo que tenho que buscar melhorar sempre. nao é a busca pela perfeição mas a busca pela MINHA melhor entrega.

    Obrigada Patrícia pelas palavras.
    Às vezes me sinto um peixe fora d’água. Olho meus filhos e me pergunto: o que houve com essas últimas gerações?
    Gratidão! Boa semana!

    Olá Paty,
    Te acompanho desde 2018 e amo o seu conteúdo, sempre muito ricos, mas confesso que não sou muito de comentar. Porém esse post de hoje vai muito de encontro com o que comento aqui em casa. Hoje em dia essas inúmeras bandeiras que são levantadas estão se tornando “muletas” para as pessoas ficarem acomodadas, esperando sempre uma ajuda para conseguir algo. Eu sou uma mulher negra, de família humilde, mas jamais acreditei que preciso de cota disso ou daquilo para conseguir uma colocação, seja nos estudos ouno trabalho, e sim, o que sempre precisei e preciso, é me esforçar e me preparar para conquistar o meu objetivo, seja ele pessoal ou profissional.

      Fico muito feliz com o seu comentário!

      Me identifiquei com você. Também penso assim

    Uma mensagem verdadeira e motivadora. Muito boa.

    Bom dia,Patrícia!Nossa,que reflexão!Obrigada!

    Isso mesmo! Só precisamos depender de Deus!

    Sem comentários para esse texto.
    Sempre Patrícia Lages.
    Parabéns!

    Pati, tenho 38 anos e lembro bem dessa época da escola.

    Eu tinha que estudar, me esforçar, abrir mão do lazer muitas vezes para ter boas notas.

    E realmente não fui uma criança traumatizada.

    Lembro que meu pai prometia sempre um presente no fim do ano se eu e meu irmão passasse de ano.

    Era um estímulo para nós…. cabia eu e ele fazer a nossa parte.

    Que texto Patricia!
    Vc como sempre sensata, autêntica, e com um assunto impar!
    Ontem fui conversar seriamente com meu filho sobre colaboraçao e responsabilidade. Disse a ele que cuidar das próprias coisas é obrigação de qualquer pessoa. Fui dura com ele e disse que se em uma casa todos resolverem apenas comer e beber sem limpar ou organizar após o.usode cada espaço , viveremos como animais, que apenas sujam. Ele disse que isso é bullying. Fui aprofundar o assunto e ele disse que na escola disseram que comparar as pessoas é bullying.
    Mais uma vez a conversa rendeu, pois precisei explicar em sílabas que não era uma comparação e sim um exemplo. Pois todo ser humano que quer viver em um lugar organizado precisa cuidar do mesmo.
    O quero dizer é que cada vez mais as pessoas deixam de ouvir, deixam de aprender pois adotam falas e hábitos que empobrecem, que as deixam medíocres. E isso está em todos os lugares. Cabe a cada um criar o hábito de deixar o mimimi e aprender a encarar a realidade, que é nua e crua, só assim ser acima da média. Ser bom naquilo que se dispõe a ser e fazer.
    Querer aprender e evoluir cabe a cada um !

      As escolas não estão ensinando, estão doutrinando. Que bom que seu filho tem uma mãe que o educa!

    Patrícia Lages
    Que excelentes palavras, um texto que me fez refletir e me posicionar em relação a classificação. Muito obrigado. Deus abençoe muito.!!!

    Olá, Patrícia, boa noite.
    Sinceramente? Cansei dessa competição. Todos temos valor esta é a verdade.
    Cada um é livre para escolher o seu estilo de vida é há muita gente boa em áreas específicas, conforme.o talento que desenvolveu.
    Meu pai dizia que “quando a água bate no traseiro é que se aprende nadar!”
    Eu sou prova disso!
    Beijos

      Os pais sabem das coisas!

    Olá
    Esse trecho […]Se as crianças não passam de ano porque o ensino é fraco, qual é a “solução”? Inventar que o fato de serem reprovadas criará traumas irreparáveis, então, vamos passar todas elas automaticamente![…]
    É a verdade puríssima da educação!!!
    Sou professora, e atuo no reforço e preparatório para crianças .
    Edrely, Santarém- Pa

      Obrigada por comentar! É importante que os professores exponham que o problema da educação não vem deles, mas de cima.

    Excelente texto. Parabéns por sua coragem em expor este problema tão sério que é o do discurso da igualdade, que nada mais é do que uma armadilha para aprisionar as pessoas e as manterem dependentes de auxílios que fazem muito pouco para mudar as suas vidas.

    Texto excelente, sensacional!!! 👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽

    Patrícia obrigado por compartilhar suas opiniões, sempre agregam muito.

    Caramba… hoje cedo ouvi um áudio e concordei que estamos caminhando pro abismo a passos largos. Entro aqui e leio esse post.
    Já liguei o modo ‘imunidade ao caos’. Os tempos fáceis acabaram e também sinto que vamos chacoalhar muito daqui pra frente.
    Que situação! Às vezes, eu me pergunto se dormi em algum ponto, se não estava atenta o suficiente…

      Acredito que todos nós, em algum momento, “dormimos no ponto”. Principalmente quando achávamos que o fim estava muito longe. Mas como está escrito (e se confirma mais do que nunca): “o fim está próximo”.

    Excelente texto, finalmente vejo alguém corajoso o suficiente para criticar a política do “nivelamento por baixo” do “coitadismo”; e claro, como isso é uma grande ferramenta de manipulação política e social. Parabéns!

    MARAVILHOSO como sempre!!!!!! Amei..

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