“De gentil presença” foi uma das formas usadas para descrever o maior rei de Israel, Davi, que até hoje é considerado herói na Terra Santa. Saiba mais no post de hoje!

A gentil presença

 

(Desafio 5 MNC – Mulher na contramão) 

 

A fim de entrar no clima do post, vamos fazer um pequeno exercício?

Então, pense em uma mulher que pode ser descrita como alguém de gentil presença.

É aquela mulher que espalha gentileza onde quer que chegue, que tem sempre um sorriso no rosto – mas sem ser falsa – e que, no fundo, você sabe que se precisar de alguém, ela estará lá.

Talvez, em um primeiro momento, você tenha pensado: “Nossa, que difícil!” e é mesmo, infelizmente.

Pode ser que você tenha lembrado de algumas, ou pode ser que até conheça várias, mas certamente não se trata da maioria.

Quem sabe você teve de pensar em alguém que nem é do seu convívio, por falta de uma pessoa mais próxima.

Enfim, creio que com esse pequeno exercício é provável que você tenha percebido que trata-se de uma qualidade simples, mas que está em falta.

No primeiro livro de Samuel, Davi – que ainda era um adolescente – foi descrito como alguém de gentil presença no capítulo 16, versículo 18.

Entre outras características como valente, vigoroso, homem de guerra e prudente em palavras, a gentileza da presença de Davi foi citada a Saul, que era o rei na época.

Em conclusão, isso me fez pensar no fato de que, se essa qualidade não fosse importante, não seria citada diante de um rei.

Hoje, porém, a gentileza está sendo deixada de lado e, em alguns casos, vista até como uma fraqueza.

Mas não para nós que queremos andar na contra-mão!

Lembro-me que, em um dia de reunião, me levantei para pegar um café e ofereci às demais pessoas, uma vez que eu já estava de pé.

Dois homens aceitaram, mas as mulheres não.

Inclusive uma delas fez uma cara de indignação que, a princípio, não entendi.

Terminada a reunião, as mulheres vieram chamar minha atenção dizendo que eu não devia me “fazer de empregada” de ninguém.

Respondi que não me importava em servir café e que se outra pessoa estivesse ao lado da máquina eu também não hesitaria em pedir que me fizesse a mesma gentileza.

Pois uma delas ficou mais indignada ainda, dizendo que o certo seria responder: “Você quer café? Levanta e pega!”

Só fazendo um parêntese: essas mesmas pessoas são do tipo politicamente corretas que defendem que empregadas domésticas não devem ser chamadas de empregadas, mas sim de secretárias do lar ou alguma outra ginástica verbal.

Ou seja, dar o nome oficial não pode, mas achar que se trata de uma função degradante ou inferior pode. Sei, sei…

Enfim, o assunto aqui é essa confusão entre ser gentil e ser boba ou que gentileza é se colocar em posição inferior.

Lembro-me sempre de uma frase da Constanza Pascolato que diz:

É preciso recuperar rituais de dignidade social que andam tão esquecidos como duas palavras essenciais em nossa língua: ética e empatia.

Tanto se fala em ter empatia, não é mesmo?

Porém, hoje em dia, a gentileza de oferecer um café já é motivo de ser confundida como uma tonta.

Onde fica a empatia se não podemos fazer o mínimo para com as pessoas que nos cercam?

Davi, mesmo sendo homem, tinha essa qualidade e isso o aproximou de um rei.

Em contrapartida, como você deve ter percebido no exercício inicial, não é fácil encontrar essa característica na maioria das pessoas atualmente.

Por isso, seja gentil.

Dê passagem para quem está com pressa, ofereça ajuda e pratique pequenas gentilezas que podem fazer o dia de alguém (e o seu) melhor.

Não custa nada, mas pode tirar você do lugar-comum e levá-la diante de reis!

 

 

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Confira os desafios anteriores

#1 – Mulher na contramão

#2 – Conquiste seu espaço

#3 – “Patricia, você perdeu dinheiro com essa crise?”

#4 – Não seja mais uma Kardashian

 

Nos vemos na sexta!

Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Verdade Patricia, pequenos gestos estão ao alcance de todos!

    Percebo no trânsito o quanto as pessoas poderiam praticar isso também, muitos condutores gostam de pirraçar uns aos outros, não custa nada se você pode deixar a pessoa passar a sua frente e evitar tanto trânsito dependendo da rua.

    No supermercado também não custa nada deixar uma pessoa passar a sua frente quando ela tem menos produto que você. Faço isso sempre que tenho oportunidade e reparo o quão feliz a pessoa fica quando faço isso, e sabe o que acontece? Quando acontece comigo a mesma situação, elas deixam eu passar a frente, que lindo né?

    Grande abraço.

  • Quanta ignorância no comentário que lhe fizeram!

    Infelizmente ser gentil nos dias atuais, para muitos, é sinônimo de “ser besta” ou “interesseira”. Já deixei de ter atitudes gentis por receio de parecer interesseira diante de pessoas que têm um grau de importância em alguns lugares. E alguns colegas já foram julgados como interesseiros por fazerem o que é correto.

    Bjs

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