Não se trata de um novo trava-línguas, mas, sim, da galera da lacração sentir na pele o resultado de suas próprias hipocrisias

 

Quem com lacre lacra, com lacre será lacrado

Este texto foi primeiramente publicado na minha coluna do R7. Acompanhe.

 

A turma do cancelamento se apropria de todas as virtudes e atira para todo lado suas acusações de transfobia, racismo, misoginia, machismo.

Afinal, na sua visão, esses grupos precisam ser defendidos, pois sozinhos não chegarão a lugar algum.

A galerinha do “ódio do bem” exige que redações demitam jornalistas que não rezam pela sua cartilha e que empresas que não se acovardam diante de sua gritaria percam suas receitas publicitárias.

Porém, um novo, mas muito sábio ditado diz que “quem com lacre lacra, com lacre será lacrado”.

Dias atrás o adulto mais infantil do país deu uma entrevista onde choraminga ter perdido R$ 7 milhões em contratos publicitários por ser contra o governo Bolsonaro.

Mas, ao mesmo tempo que afirma “a gente sabe que foi por esse motivo”, também diz que “por alguma razão que ninguém sabe qual foi, vetaram meu nome”.

E completa: “Eu não podia perder esses dois contratos. Eu não tenho tanto dinheiro quanto as pessoas pensam que eu tenho”.

Surfando na onda da representatividade, o Magazine Luiza deu o que falar ao abrir vagas de trainees exclusivamente para negros.

A medida – que exclui candidatos de todas as demais raças – seria em prol da igualdade racial.

Porém, esta semana, o Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC) condenou a rede varejista a indenizar um funcionário gay em R$ 40 mil por ter sido discriminado por um gerente na frente de uma cliente.

Pois é, seja em maior ou menor proporção, nem sempre quem lacra, lucra.

 

Lacração reversa

E quanto ao PSOL, que se apresenta como única opção verdadeiramente de esquerda, representante daqueles que não têm nenhuma representação?

O partido que diz lutar contra o racismo e a transfobia não tem um histórico muito coerente a esse respeito.

Em 2018, o historiador Douglas Belchior, negro e presente no PSOL desde a sua fundação, afirmou que o partido é racista e não mantém coerência.

“Há um histórico de desrespeito desse partido com a construção do movimento negro em São Paulo”.

Ele acusa o partido pela “concentração dos recursos em torno de candidaturas brancas”.

Já em 2019, a professora Duda Salabert, primeira candidata travesti a concorrer ao Senado pelo estado de Minas, se desligou da legenda dizendo:

“Deixo o PSOL por não concordar com a transfobia estrutural do partido.”

E, para completar, Keit Lima, negra, moradora da periferia de São Paulo e candidata a vereadora nestas eleições pelo PSOL, ficou com menos de 10% da verba eleitoral dos candidatos brancos.

“O valor oferecido pelo partido à minha candidatura é uma ofensa não só a mim, mas a toda coletividade de mulheres negras que por várias razões não constroem diretamente o partido, mas constroem movimentos de base”, declarou.

Fica que vai ter Boulos

Vamos falar daquele que tem a fórmula para acabar com o rombo nas contas da previdência: abrindo mais concursos públicos e aumentando a folha de pagamento.

Com esse tipo de estratégia, não é de se admirar que a legenda não soube administrar os mais de R$ 5,3 milhões de verba de campanha, alcançados com a soma do fundão eleitoral, vaquinha, doações de artistas e até de herdeira de empreiteira.

Agora, para cobrir as despesas de campanha que a verba arrecadada não deu conta, Boulos faz campanha para arrecadar mais verba e poder fechar a conta.

Ele postou em seu Instagram:

As eleições terminaram e foram um processo muito bonito de mobilização e esperança. Durante toda a campanha contamos com milhares de pessoas que contribuíram financeiramente com esse projeto coletivo. Agora pedimos mais uma vez a ajuda de quem puder colaborar para que possamos cobrir os custos ainda pendentes”, apela Boulos em sua conta do Instagram.

Pois é, pelo visto, quem com lacre lacra pode não lucrar e ainda ficar devendo…

Nos vemos amanhã!

 

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Olá, Patrícia!
    Que confusão! Até me revirou o estômago essa terra de pouco índio prá muito cacique!

  • Bom dia querida! Vamos esquerdistas ajudar Boulos a pagar as contas da campanha!!🤣🤣

  • Bom dia, tem muitas empresas, políticos, etc… Que usa esse discurso de que vai dar oportunidades e respeito aos negros , pessoas com deficiência e outras pessoas, somente para ganhar clientes, dinheiro ou fama. Só para aparecer de “bonzinhos”.

    • Exatamente. Se vissem todas as pessoas como iguais não haveria nenhum tipo de divisão.

  • Gente hipócrita, se derretesse a grande maioria desses políticos em um caldeirão fervendo, a sobra não faria um que realmente faz o que fala ou promete.

  • Divou!
    Inclusive, a emissora da lacração, apontadora de dedo master, parece que tá descobrindo que suas estrelas são um tanto quanto meia boca.
    A hora que a galera entender que aonde está o seu tempo e seu dinheiro é aonde as coisas frutificam, vão parar de gastar seu tempo e seu dinheiro com qualquer um e com qualquer coisa.
    Apoie o pequeno, apoie a marca pequena, apoie a empreendedora do seu bairro. Nada de cultura de celebridades!

  • Patrícia, diva das finanças! O assunto é sério, mas ri muito com seu texto…rs De fato, a lacrosfera vem sentindo na carne os efeitos do lacre, e não têm lucrado nadinha. Se um candidato a cargo público mal sabe fazer as “contas”, imagine o estrago que faria numa cidade como a nossa. É muito bonito usar “mobilização”, “esperança” e “projeto coletivo” quando o dinheiro é dos outros. Mobilizar a esperança seria criar o projeto coletivo de uma cidade que abre oportunidades de trabalho e geração de riquezas. Lacrar é fácil, já lucrar…

  • Fico triste com estas divisões, a vaga no trabalho, faculdade ou onde quer que seja é de direito para quem tem capacidade e não pela cor da pela.

  • Vai virar uma guerra de mimimis…infelizmente o que deveria ser levando em consideração, o respeito, é deixado de lado. Amei o próximo nunca ficou tão distânte.

  • Meu Deus, quem lacrou agora vc vc diva divina! Amei seu texto e assino embaixo! Tô cansada de tanta gente “lacrativa”. Em vários momentos e posts de redes sociais me abstenho de opinar, justamente para não perder tempo explicando o óbvio! Tá difícil viver neste mundo de lacrações de opiniões tão díspares, que chegam a dar náuseas… o povinho socialista de Iphone é ridículo demais! Minha melhor amiga de infância é negra e totalmente contra a essa política paternalista de cotas. Estudamos juntas por 9 anos. Depois prestamos vestibulinho para o Ensino Médio Técnico e depois Vestibular! Minha amiga sempre disse que era capaz de estudar e trabalhar como qualquer pessoa e ela é sim, inteligente demais pra precisar dessas cotas!

  • Olá Patrícia! O “trava-línguas” desse post “chegou chegando” bastante inspirado para “validar” o ditado popular “quem com ferro fere, com ferro será ferido”, exatamente isso o que ocorre com as pessoas que prejudicam outras, pois um dia serão prejudicadas do mesmo modo. E é o que está em Mateus 26,52: Disse-lhe Jesus: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão.” Deixando de lado esse contexto do “trava-línguas” de hoje, vou acrescentar também o que está em Mateus 7,12: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles façam a vocês; pois esta é a Lei e os Profetas.” Abraços!

  • Este post nos dá a lição: Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. (Gálatas 6:7)
    As pessoas podem até pensar que estão engando as outras pessoas, porém ninguém foge da lei da semeadura.
    Fica a dica do outro post que devemos cozinhar as notícias que nos chegam para verificar se realmente são verdadeiras e não sermos enganados por falsos discursos .

  • É impressionante como nos deixamos levar por qualquer pensamento, isso se dá pelo afastamento de Deus, pois se não O conhecemos, como podemos ter bons e corretos pensamentos? As pessoas aceitam que não podem, que não têm capacidade pela cor de sua pele, pela sua condição social, gênero e etc. E engolem isso como uma verdade absoluta.
    Gosto de uma frase que aprendi do filósofo Friedrich Nietzsche, que diz “Uma ideia colocada na cabeça do homem o aprisiona”.
    Não concordo com seus pensamentos, porém essa frase faz todo sentido.
    E depois as pessoas dizem que crer em Deus é fraqueza ou tolice, mas se O conhecessem, conheceriam a verdade sobre quem de fato são, e assim não seriam enganadas por conceitos e ideias erradas de quem quer se manter no poder.
    São tantas ideias tolas colocadas na cabeça das massas que ninguém para pra pensar ou refletir, as pessoas apenas reagem ao que recebem aceitando mesmo. Mas na hora de aceitar a corrupção, mentiras, políticos enganadores, não tem nada a ver, pois se ele roubou, mas fez pelo povo, está tudo certo.
    Quanto mais são criadas bolsas como bolsa família e derivados além de outras facilidades, mais são fortalecidas as ideias de incapacidade das pessoas, sendo que nenhuma é incapaz. Querer diminuir as batalhas que precisamos travar na vida, trazendo algo mais fácil, além de impedir o verdadeiro crescimento do ser humano, cria pessoas altamente dependentes, que sempre irão optar pelo mais fácil e gerará pessoas que aceitam que qualquer um as domine, como vemos no cenário político e em várias outras situações.

    • É isso, Marcela. E a tendência é que os pensamentos que aprisionam só aumentem!

  • Bom dia!!!! é….Faça o que falo,mas não faça o que eu faço….é bem assim

  • Disse tudo!!! Essas pessoas têm que se conscientizar que não há mais espaço para tanta hipocrisia e politicagem barata!!!

  • pra completar esse texto, só faltou citar o tio dorinha, rsrsrs, afff, Deus nos livre dessa corja

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