Preço X valor: você sabe a diferença?

Por que as coisas são tão caras no Brasil? Será que são só os impostos que fazem os preços serem mais altos do que em outros países? Será que o brasileiro valoriza demais as coisas e isso faz os preços subirem? Confira as respostas no post de hoje!

 

IMPORTANTE: Antes de entrarmos no assunto de hoje, se você quer informações sobre o curso desta sábado, mande um e-mail para: [email protected] com o assunto “Palestra de sábado” e você receberá todas as informações.

Para começar, você sabe a diferença entre preço e valor? Anote aí:

  • Preço é a soma de dinheiro que se cobra por um produto ou serviço. É o número que está na etiqueta.
  • Valor é o benefício que um produto ou serviço oferece.

Por que o preço das coisas é tão alto no Brasil?

Basicamente por 3 aspectos:

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1. Impostos – estima-se que uma empresa precisa lidar com 88 impostos diferentes (federais, estaduais e municipais). SIM, OITENTA E OITO! O nosso governo tributa a nossa renda e também tributa o consumo. Você paga impostos conforme o que ganha, mas além disso, também paga impostos em tudo o que compra e aí não importa quanto você ganha, o imposto pela mercadoria é o mesmo para todo mundo!

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2. Super valorização – infelizmente o brasileiro tende a valorizar demais as coisas. Enquanto um americano não aceita pagar mais do que 650 dólares (cerca de R$ 2.300) em um iPhone 6S, o brasileiro paga – feliz da vida – 4.000 reais pelo mesmo aparelho. Detalhe: nos Estados Unidos é possível pagar 33 dólares por mês (cerca de R$ 120) em um plano de telefonia que vem com o aparelho incluído… Se o preço das coisas aumenta, o americano boicota, reclama e não compra, mas aqui as pessoas se endividam para comprar, pois entendem que ter coisas caras é sinal de status. É uma questão de cultura: o americano considera que pagar caro é fazer papel de bobo, enquanto o brasileiro faz questão de comprar o que é caro e não perde a oportunidade de dizer que pagou caro. Fazer o quê?

3. Lucro excessivo – muitas empresas, sabendo que as pessoas estão dispostas a pagar caro e tendo em suas costas uma carga tributária absurdamente alta, trabalham com margens de lucro na estratosfera para garantirem seus ganhos e não arriscarem seus negócios. É um ciclo vicioso em que aquele que cobra caro ganha, o governo ganha e o consumidor– que é quem deveria mandar no comércio – perde. Triste, não?

Conceitos errados

  • O que é bom custa caro.
  • A parcela é pequena.
  • O que eu tenho mostra quem eu sou.
  • Mais vale um gosto do que dinheiro no bolso.

Conceitos corretos

  • Um produto só é bom se tem um preço justo.
  • A parcela pode ser pequena, mas tem juros.
  • O que você tem mostra se você sabe ou não comprar.
  • Mais vale a tranquilidade de que uma pilha de contas a pagar.

Impostos sobre alimentos

O Brasil está entre os países que cobra mais impostos sobre alimentos. Outros países que nem produzem como o Brasil cobram menos impostos, como Espanha, Alemanha, França, Holanda, Bélgica e Itália, por exemplo, que cobram em média 6,5% de imposto sobre os alimentos. Já o Brasil cobra muito mais do que isso…

O valor da cesta básica subiu em todas as capitais. Seria necessário receber 4 salários mínimos (R$ 3.520) para sustentar com certa tranquilidade uma família de quatro pessoas. São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil (em média R$ 444 em fevereiro). Brasília e Manaus vêm em seguida.

Veja alguns exemplos de produtos alimentícios com maior imposto no Brasil:

  • Refrigerante –  45,35%
  • Biscoito – 38,50%
  • Achocolatado – 37,84%
  • Café – 36,52%
  • Macarrão – 35,20%
  • Leite – 33,63%

Os alimentos abaixo têm uma faixa de impostos entre 20% e 30%:

  • Ovos
  • Frutas
  • Iogurte
  • Sal

Os produtos com impostos abaixo de 19%, entre outros, são:

  • Arroz
  • Feijão
  • Frango
  • Carne bovina
  • Peixe

Os produtos que compõe a cesta básica não têm cobrança de impostos federais (PIS, Cofins e IPI), mas pagam impostos estaduais e municipais. São eles:

  • Carne
  • Leite
  • Arroz
  • Feijão
  • Farinha
  • Batata
  • Tomate
  • Pão
  • Café
  • Banana
  • Açúcar
  • Óleo
  • Manteiga
  • Creme dental
  • Sabonete
  • Papel higiênico

Confira os 10 produtos com mais impostos segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário):

  • 10º lugar – Motos – 64,65% de impostos para os modelos com mais de 250 cilindradas;
  • 9º lugar – Perfumes nacionais – 69,13%;
  • 8º lugar – Armas – 71,58% (revólveres);
  • 7º lugar – Vídeo games – 72,18% (aparelhos e jogos);
  • 6º lugar – Caipirinha – 76,66%;
  • 5º lugar – Perfumes importados – 78,43%;
  • 4º lugar – Cigarro – 80,42%;
  • 3º lugar – Vodka – 81,52%;
  • 2º lugar – Casaco de pele – 81,86%;
  • 1º lugar – Cachaça – 81,87%.

Bom, beber, fumar e usar casaco de pele está fora de cogitação! rs…rs…

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • Ana Carla Saud diz:

    Bom dia. É, Patrícia, realmente você é uma pessoa bem realista. Conheço pessoas que não tem casa própria, nunca se esforçaram para obter um local para morar, mas esnobam e tem pretensões de querer “tomar conta ou posse” do alheio. Pessoas que até ganham bem, tem cargos com fé pública (por apadrinhamento e não por capacidade) e gostam de tentar fazer os outros de bobos. Por acaso pude ver o padrão de consumo de uma família assim. Mantém até sociedade em Clubes (o que é dispendioso), mas não possuem casa própria e atrasam o valor do pagamento dos aluguéis. Mas os telefones celulares (utilizados para fazer selfies de “língua e pernas de fora” nas redes sociais) são de última geração. Vestem-se com roupas de lojas caras e utilizam perfumes importados caros. Alguns não trabalham e chamam pessoas trabalhadoras de “chinelões”, porque se vestem mal ou se esforçam para progredir (e nós sabemos que o trabalho requer roupas confortáveis e, simples, na maioria das ocasiões). Entretanto, quando alguém lhes presta serviços, fazem tudo o que podem para evitar pagar pelos mesmos. Existem muitas pessoas com essa mentalidade neste país e é por isso, que aqui, as coisas só retrocedem e só involuem…

    • May/SP diz:

      Olá Ana Claudia,

      Infelizmente também conheço uma família assim, a ponto de atrasarem contas “básicas” como água e luz, deixando para pagar faltando 1 dia para cortar, sem casa própria ( já tendo condições financeiras para isso um dia mas atualmente estão com o nome restrito) mas ostenta nas redes sociais com poses, caras e bocas de gente “rica”.
      Me tratam como um E.T por eu não fazer o mesmo. concordo com a sua última frase: Existem muitas pessoas com essa mentalidade neste país e é por isso, que aqui, as coisas só retrocedem e só involuem…

      • Patrícia Lages diz:

        Às vezes a melhor escolha é ser ET mesmo…

  • jaqueline carvalho diz:

    Seria uma solução morar fora do Brasil ?

  • Shoraya diz:

    Durante muito tempo em fui adepta do “mais vale um gosto que dinheiro no bolso”!!!! Mas o problema é que nunca tinha dinheiro no bolso, então me endividava toda em prestações a perder de vista. Estou aprendendo a duras penas… mas estou caminhando bem. Claro que eu queria ter um telefone de R$ 4.000,00, mas quando penso em quanto tempo posso manter o supermercado aqui de casa com esse valor, vejo que esse tipo de bem não me interessa mais. O único bem que eu busco hoje é o “bem viver”. E sou muito bem resolvida com meu aparelho de R$ 328,00 pago à vista.

    • Ingrid diz:

      Boa!!!

  • Marta Florencio diz:

    Infelizmente cada dia que passa as pessoas querem marca, querem por quê o outro tem, não quer saber quanto irá pagar no objeto. Vejo muitas pessoas, que não tem condições nenhuma em pagar 4,000,00 em um IPHONE, mas pagam porquê querem tirar foto na frente do espelho do banheiro de casa, e muitas vezes não usufrui dos benefícios do IPHONE,que só usa para as redes sociais e conversas no whtaspp, enquanto meu padrão reclama por falta de memoria o IPHONE que usa para o trabalho, não tenho nada contra ao IPHONE, uso de outra marca, não achei necessário um IPHONE se eu vou usar o celular só para coisas básicas, se não preciso, não pago caro, e mesmo que precise procuro sempre um bom que supra minhas necessidades e que seja mais barato.

  • Edna/ SP diz:

    Bom dia Patrícia, sei que este site preza pelos direitos do consumidor por isso estou divulgando um absurdo, pasmem o que está para acontecer em uma faculdade a Universidade Nove de Julho, pois querem mudar o método de aplicar as provas, segundo os professores e a coordenação passaram para nós que daqui há duas semanas as provas serão projetadas em um telão/data show e os alunos terão oito minutos para responder cada questão, eles forneceram apenas o gabarito para respondermos. E as questões serão simplificadas para otimizar o tempo. Porém nós alunos seremos prejudicados pois as provas também são um preparo para um concurso público e lá as questões não serão simplificadas pelo contrário cada questão é um ¨texto¨, sem contar que cada aluno tem seu tempo e estratégia, por exemplo as questões que sei respondo primeiro, mas as que não eu a deixo pra depois, agora imagina com essa forma de aplicar a prova.
    E esse método não vem do MEC, isso é pra eles economizarem papel e tinta da impressora, porque se fosse em prol da tecnologia eles forneceriam um tablet para os alunos no inicio do curso e não esse absurdo de projetar a prova em um telão na sala.
    E a coordenação e/ou o dono sei lá, está irredutível, falaram que vai ser assim e ponto, que não adianta fazermos nada, por isso estou divulgando em seu site, quero ver se não vão mudar de ideia. Bjs

    • Edna/ SP diz:

      ah só fazendo uma pequena correção as questões terão um tempo de quatro minutos e não oito minutos, como eu havia dito.

  • Cristina diz:

    Me identifiquei!durante muito tempo usei meu celular bem velhinho e até defeituoso,pq era caro comprar um novo e eu tinha outras prioridades,e não comprei outro até q encontrasse um aparelho que atendesse minhas necessidades sem custar o olho da cara.Sou uma cliente muito exigente,não gosto de ter que comprar duas vezes,meu lema é: Prefiro ficar sem o objeto do que comprar qualquer um agora e daqui a pouco ter que comprar outro.Esperei um novo modelo da marca que me agrada e comprei a vista na promoção de lançamento!Meus amigos que tanto me zuaram nem acreditaram que estava de celular novo rsrs.

  • Michele Flores diz:

    É verdade Patrícia, nós brasileiros temos essa cultura de que caro é sinónimo de bom e acabamos endividados. Obrigada pelas dicas!

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