A ordem tem sido sobrecarregar mulheres com cobranças que não nos permitem nem sequer envelhecer, mas a pergunta é por que nos atacar tanto?

Por que sobrecarregar tanto as mulheres?

Uma de nossas leitoras questionou, muito inteligentemente aliás, por que esse bombardeio contra a mulher?

Por que estão tentando nos masculinizar, fazendo com que nossa imagem seja a da barraqueira, da reclamona, da que está sempre com as sobrancelhas franzidas “lutando” por seus direitos?

É uma questão muito pertinente e sobre a qual devemos meditar, afinal, não é de hoje que estamos sob ataque.

E a minha pergunta é: quais leis nos impedem de fazer alguma coisa por sermos mulheres?

 

Se você conhece alguma lei que vete às mulheres o direito de ter ou fazer algo, deixe abaixo nos comentários, pois eu não conheço nem sequer uma.

Nós podemos fazer o que quisermos e nada nos impede, mas, apesar disso, vivemos em uma sociedade que tenta 24 horas por dia nos convencer de que precisamos lutar, lutar e lutar.

Porém, lutar pelo quê?

Lutar por posições no mercado de trabalho? Pois bem, a quais delas não podemos nos candidatar?

Empresas inteligentes contratam quem é mais competente e ponto.

Se as mulheres ganham menos do que os homens exercendo a mesma função, por que as empresas – que existem visando lucro – não contratam mais mulheres?

E se as mulheres são assediadas no trabalho – onde lutaram para estar – há leis que as protegem muito mais do que aos homens.

Então, por que essa imposição de que nós temos de nos masculinizar e viver brigando até com a nossa sombra?

A quem interessa esse tipo de comportamento? Afinal de contas, à mulher é que não é!

 

Quando as leis atrapalham

Há tantos direitos exclusivamente voltados às mulheres no ambiente de trabalho que é isso, muitas vezes, que impede a sua contratação.

Mulheres não ganham menos que homens ao exercerem a mesma função, porém, mulheres custam mais caro às empresas do que homens ainda que exerçam a mesma função.

Você sabia que, por exemplo, há diferenças até no descanso?

Por lei, quando uma mulher vai fazer hora extra, ela tem direito de descansar 15 minutos na primeira hora, mas o homem não.

Ou seja, se uma mulher vai fazer uma hora extra, ela trabalha, na verdade, 45 minutos e recebe por 60.

Mas o homem, que recebe a mesma hora extra, trabalha a hora cheia. Logo, quem ganhou mais, mas trabalhou menos?

Há inúmeras leis como essa que fazem diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho e que, no fim das contas, mais atrapalham do que ajudam.

Sem falar na licença maternidade que agora busca ampliação para 12 meses.

Talvez, provavelmente, para uma empresa grande, multinacional, dar 12 meses de salário para uma pessoa que não está trabalhando seja possível.

Mas o que vai acontecer com uma empresa pequena que tem uma única funcionária que engravida?

Com certeza vai ficar em uma situação financeira extremamente arriscada e, sem poder arcar com um gasto desses sem poder contar com a funcionária, vai preferir contratar um homem.

Logo, a quem a lei beneficia? Se você ainda não percebeu, eis a resposta:

Ela NÃO beneficia os homens, mas sim, às grandes empresas.

Afinal de contas, enquanto as pequenas quebram por simplesmente não terem condições de pagar direitos dessa envergadura, as grandes dominam cada vez mais o mercado.

 

Nunca foi para o bem das mulheres, sempre foi para sobrecarregar mulheres

Se você ainda acha que esses “direitos” e essa insistência toda de jogar as mulheres contra tudo e todos é pelo nosso bem, engana-se.

Nunca foi, mas pouca gente percebe.

Sobrecarregar mulheres com futilidades e com exigências absurdas (como comer tudo o que quiser, mas ser magra e saudável) tira de nos o foco do que realmente é importante.

A mulher não está mais presente na criação dos filhos, não cuida mais da casa com satisfação – mas por obrigação e reclamando de tudo –, e não pode nem sequer envelhecer, o que é absolutamente impossível.

E enquanto estamos às voltas querendo provar ao mundo que somos melhores do que as poucas “Amélias” que ainda valorizam casa, família, marido, estamos nos perdendo.

Eu sou mulher, trabalho e tenho uma carreira bem-sucedida, por isso posso dizer com todas as letras: minha carreira é importante, mas não é o centro da minha vida.

Além disso, a única vez que fui excluída de um processo de recrutamento foi por conta de uma lei que supostamente foi criada para me beneficiar.

Isso aconteceu aos 24 anos, quando uma recrutadora me disse que, por estar em idade fértil, eu faltaria muito “assim que engravidasse” e depois me afastaria por 5 meses…

Perdi uma oportunidade importante por algo que eu não tinha a menor intenção – engravidar – e que, de fato, nunca aconteceu.

Para terminar, sempre chamo a atenção para o vídeo abaixo, gravado já há alguns anos, mas sempre vale a pena rever e relembrar.

Esses são os nossos verdadeiros inimigos, confira!

 

 

Nos vemos!

 

Confira o post anterior clicando aqui.

 

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Bom dia querida! Pois é, o eu como já comentei no post anterior, nunca tive problemas por ser mulher e sempre trabalhei entre homens, tive meus dois filhos, fiquei os meses afastada, retornei ao trabalho e só sai quando eu quis mudar de área, nunca precisei lutar por nada, trabalhava e recebia meu salário mensalmente. Amo cuidar da minha casa, do meu marido e de mim, criei dois filhos, sempre trabalhando, hj um com 34 e outro com 29, dois GATOS 😍😍😘

  • Se existem todas essas leis que beneficiam as mulheres é porque houve quem lutasse por todos esses direitos. Você disse que foi excluída de um processo de recrutamento por conta de uma lei que supostamente foi criada para te beneficiar, porque supostamente acharam que você faltaria caso engravidasse. Sendo assim, a lei existe para o benefício, porém na prática, ela exclui, já que as empresas optam por não contratar mulheres. Creio que a luta continua porque apesar de tantos direitos, na prática o que acontece é a exclusão das mulheres do mercado, simplesmente pelo fato de terem mais direitos. Não é todo mundo que quer abrir mão de ser mãe e priorizar o trabalho, e nem pode abrir mão do trabalho para se dedicar somente à casa e aos filhos. O foco da “luta” não são por direitos que já existem, mas sim de poder usufruir desses direitos então.

    • Existe uma coisa chamada Lei das Consequências não Intencionais, ou seja, fazem uma lei achando que na base da canetada tudo vai se resolver, mas, na prática, vêm as consequências não intencionais que fazem as leis funcionarem exatamente de forma contrária. E é isso o que acontece e não há como fugir. Não há como o governo obrigar uma empresa a contratar uma mulher em idade fértil, então, a empresa diz que não a contratou por qualquer outro motivo e fim de papo. Esse tipo de coisa não funciona e nós temos visto isso há décadas.

  • Olá Patrícia, bom dia! Já “achei” o motivo “Por que sobrecarregar tanto as mulheres?”: pura inveja!!! (rs…rs…) e, eis o que está em Eclesiástico 26,1-2.16-23 “1.Feliz o homem que tem uma boa mulher, pois se duplicará o número de seus anos. 2.A mulher forte faz a alegria de seu marido, e derramará paz nos anos de sua vida.16.A graça de uma mulher cuidadosa rejubila seu marido, 17.e seu bom comportamento revigora os ossos. 18.É um dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa, e nada se compara a uma mulher bem-educada. 19.A mulher santa e honesta é uma graça inestimável; 20.não há peso para pesar o valor de uma alma casta. 21.Assim como o sol que se levanta nas alturas de Deus, assim é a beleza de uma mulher honrada, ornamento de sua casa. 22.Como a lâmpada que brilha no candelabro sagrado, assim é a beleza do rosto na idade madura. 23.Como colunas de ouro sobre alicerces de prata, são as pernas formosas sobre calcanhares firmes.” Abraços!

  • Paty, se me permite, vou sugerir uma correção no seu texto na seguinte parte: “Talvez, provavelmente, para uma empresa grande, multinacional, dar 12 meses de salário para uma pessoa que não está trabalhando seja possível”. Da forma que está escrito está dando a entender que é a empresa quem vai pagar os 12 meses de licença maternidade diretamente, mas quem paga é o INSS. Eu entendi, claro, que você quis dizer que no fim das contas é a empresa quem paga, embora seja entre aspas o INSS quem paga, mas da forma que está escrito está dando a entender que é a empresa quem paga diretamente. Abraços.

    • Oi, Juliana!
      Obrigada pelo comentário.
      A regra é esta:
      O empregador é quem paga pela licença maternidade, mas, posteriormente, o INSS realiza o reembolso para a empresa, que deve estar ciente de que o valor pago para a funcionária deve ser o salário total da mesma. Caso a gestante receba uma remuneração variada, como comissões e horas extras, deve, então, ser feita uma média desse valor, para que a funcionária tenha total suporte neste momento.

      Ou seja, se o empregador não tem o dinheiro para pagar tudo do seu bolso primeiro, estará propenso a receber um processo trabalhista que pode lhe custar até seus bens pessoais. E o mais injusto: terá de pagar comissões sobre o que a funcionária nunca irá vender, pois não está trabalhando. O INSS apenas repõe posteriormente e para poder ficar regularizado, muito empreendedor de pequeno porte faz empréstimos e se enrola com juros. É complicado, é injusto e só beneficia os grandes cada vez mais…

  • Patrícia, sobre o pagamento do afastamento de funcionárias para parir, existe uma confusão quanto ao real pagador da licença. A não ser que tenha mudado (desculpe se não pesquisei pra fazer esse comentário) mas, quando fui RH da escola da minha mãe, quem pagava o salário mensal era o INSS. Eu preenchia um formulário que era apresentado no setor de benefícios e a professora recebia o salário direto na conta dela. Assim, apesar de sermos uma escola infantil com apenas 6 funcionárias (nenhum homem), nunca tivemos problema em contratar professoras substitutas para o período de licença-maternidade das nossas garotas.

    Espero ter ajudado.

    • Oi, Liliani
      A regra é esta:
      O empregador é quem paga pela licença maternidade, mas, posteriormente, o INSS realiza o reembolso para a empresa, que deve estar ciente de que o valor pago para a funcionária deve ser o salário total da mesma. Caso a gestante receba uma remuneração variada, como comissões e horas extras, deve, então, ser feita uma média desse valor, para que a funcionária tenha total suporte neste momento.

      Ou seja, se o empregador não tem o dinheiro para pagar tudo do seu bolso primeiro, estará propenso a receber um processo trabalhista que pode lhe custar até seus bens pessoais. E o mais injusto: terá de pagar comissões sobre o que a funcionária nunca irá vender, pois não está trabalhando. O INSS apenas repõe posteriormente e para poder ficar regularizado, muito empreendedor de pequeno porte faz empréstimos e se enrola com juros. É complicado, é injusto e só beneficia os grandes cada vez mais…

  • Na prática a vida da profissional mulher gira em torno das leis das consequenciais sim.
    Eu trabalho desde os 14 anos com carteira assinada e passei por problemas para ser contratada, mas isso não me deteve.
    Quando casei aos 21 sabia de tudo que poderia ocorrer com a minha carreira profissional, pois queria ter filhos.
    Entrei na faculdade de Estudos Sociais, dois anos depois de casada, mas abandonei porque queria filhos.
    Quando o mais velho nasceu fui trabalhar meio período na Conectel e por motivos de saúde não poderia engravidar novamente, mas quem decide é Deus e o Gabriel “meu anjo Gabriel” veio ao mundo.
    Quando meu caçula nasceu tentei voltar ao trabalho por duas vezes, mas percebi que estava trocando figurinhas.
    Conversei com meu marido, diminuímos o padrão de vida e fiquei em casa até que os dois tivessem idade suficiente para eu voltar a trabalhar e assim aconteceu. O meu anjo Gabriel teve até depressão, pois estava acostumado comigo em casa.
    Expliquei que eu não poderia viver em função deles porque tinha uma carreira a seguir, logo ele cresceria e iria seguir a vida. Ele entendeu, começou a praticar esporte, se ocupar e eu voltei ao mercado de trabalho.
    Com 42 anos voltei para a faculdade e em seguida um curso técnico.
    Trabalhando no RH e uma empresa, que era de médio porte, fazíamos de tudo para não contratar as mulheres que estavam na mesma idade que você citou e as que estavam na empresa os diretores pediam para avisar se tinham intenção de engravidar. Todas respondiam com a verdade, desta forma não tínhamos problemas, pois a empresa estava sempre ciente de que precisaria ter uma pessoa de reposição. Na época eu entendia como malabarismo, pois a empresa precisava contar com uma funcionária a menos arcando com as despesas, para depois ser ressarcida. Afff. um porre!! De novo eu pensava, será que se fossem todos autônomos não seria melhor?, igual ao caso dos funcionários que queriam seus direitos e iam colocar no “pau”. rsrs.
    Esse assunto rende um livro.
    Beijos e até daqui a pouco no Clube da Leitura.

  • Eu tenho dado preferência para marcas médias. Pequenas empresas, acho que só restaurante tenho conseguido apoiar. Vou à feira livre.
    E to voltando a usar alguns clássicos nacionais que eu amo como o sabonete de glicerina da Granado.
    Tenho pensado muito sobre qual o caminho que o meu dinheiro percorre desde que entra na conta e sai pela carteira. Quem o meu dinheiro apoia pelo caminho ao longo do mês.

  • Oi Patrícia,
    Nunca foi mesmo para o bem das mulheres, são leis criadas para seus próprios interesses, uns ganham e outros perdem. As mulheres estão sendo cobradas o tempo todo e, aos poucos estão perdendo sua essência. Que possamos estar sempre atentas em tudo que acontece ao nosso redor, e saber discernir o que realmente é para o nosso bem.

    Grande abraço.

  • Entendi seu ponto de vista Paty, mas então qual seria a solução? As mulheres terem menos direitos? Tirar a licença maternidade? Pq eu não entendo muito de leis mas as q eu conheço em benefício da mulher acho de muita necessidade, e ainda q tenham sido criadas em benefício de grandes empresas ajudaram as mulheres sim!

    • Para ajudar meia dúzia atrapalham centenas… O governo precisa parar de intervir em questões privadas, afinal, um governo que não sabe nem gerenciar o que é seu (estrutura caríssima, péssimo serviço e ainda consegue dar prejuízo) não tem condições de palpitar no setor privado.

  • Olá, Patrícia,
    A Palavra de Deus ensina sobre prosperidade com instruções apropriadas até para quem torce o nariz quando se fala que é possível se valer de um bom trabalho, de signficativas recompensas e o melhor, não é pela reclamação, mas por seguir pelo caminho certo!
    Nossa fonte que é o Senhor, não nos engana!

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