Por que o brasileiro é pouco produtivo?

Uma pesquisa aponta o Brasil como um país menos produtivo do que Ruanda, Botswana e Kazaquistão. Veja no post de hoje alguns inimigos da produtividade.

produtividade

Um estudo da KPMG chamado “Índice de Variáveis de Crescimento Sustentável” (clique aqui para ver) analisou a produtividade de 181 países e colocou o Brasil na posição de número 94. Estamos atrás de países como Namíbia, Ruanda, Vietnã, Botswana e Kazaquistão.

Sempre que falamos em produtividade e constatamos que o Brasil é pouco produtivo, as pessoas começam a apontar o dedo para todos os lados, buscando justificativas e culpados. Os primeiros alvos são os políticos, depois veem o funcionalismo público, o grande número de feriados, o colega da mesa ao lado e até o fato de termos muitas praias, mas raramente as pessoas olham para si mesmas para avaliar seu próprio desempenho.

Mas a verdade é que encontrar UMA pessoa produtiva é algo raro. No Brasil, impera a lei do mínimo esforço, para “compensar” os salários baixos e as más condições de trabalho. Porém, em vez de compensar algo ruim com algo pior, deveríamos quebrar esse ciclo e fazer essa enorme roda chamada Brasil, girar.

Antes de apontar as falhas na produtividade alheia, olhe para si mesma e responta a essas questões com honestidade:

  • Você passa a maior parte do seu horário de trabalho realmente trabalhando?
  • Você atende seus clientes da melhor maneira possível – ainda que leve tempo e requeira muita energia – ou faz o mínimo para que eles apenas não reclamem de você para os seus superiores?
  • Você falta ao trabalho e dá desculpas para não ter o dia descontado? Inventa uma virose para conseguir um atestado?
  • Quando avista um feriado já começa a fazer corpo mole “justificando” a baixa produtividade por causa de um dia a menos de trabalho?
  • Você pensa em formas de melhorar sua performance no trabalho ou pensa apenas em conseguir um aumento de salário?
  • Você é pontual?
  • Você mantém seu trabalho organizado ou se o seu superior fizesse uma “inspeção” se espantaria com a maneira que você trata os assuntos da empresa?
  • Você checa mais as suas redes sociais durante o dia do que verifica se seu trabalho está em dia?

Estas oito questões podem lhe dar um norte sobre sua própria produtividade e mostrar em que você pode melhorar para que a SUA produtividade se destaque no seu ambiente de trabalho.

Se podemos tirar algo de bom dessa pesquisa é que, diante de números tão tristes sobre nossa produtividade, podemos concluir que é muito fácil ser produtivo no Brasil. Em um lugar onde a maioria faz pouco ou quase nada, qualquer pessoa que faz um pouco a mais se destaca. Imagine então se você der o seu melhor? Vai arrebentar!

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • Lucimara Machado Pires diz:

    Texto excelente,Patrícia, ótima reflexão. Uma grande verdade em nossos dias.

  • VANESSA SOTERIO diz:

    Verdade Patrícia!

    O grande problema do brasileiro é não se empenhar em dar o seu melhor, fazendo apenas o essencial para não tomar aquela bronca do chefe e manter seu emprego. Quando se sente ameaçado de perder seu posto, dá uma melhorada nas atitudes pra tentar levantar a moral, mas só até ter a sensação de conforto novamente, depois fica tudo igual. Triste realidade. Infelizmente um pouco deste comportamento se justifica pois algumas empresas não estão nem aí para o quanto você é proutiva. Eu mesma passei por uma experiência muito triste em uma empresa que trabalhei. Eu entrei como estagiária e comecei a galgar cargos na mesma, até ser contratada e tomar um cargo de coordenação (mesmo o salário não condizendo com a responsabilidade). Quando cheguei neste ponto fui pedir um aumento (já havia um bom tempo que eu não tinha e a empresa não dava aumento anual para os funcionários, nem mesmo o do sindicato) e sabe o que eu ouvi quando disse minha pretensão (que nem era alta, sou bem realista nestas questões)?? Um sonoro não. E o motivo era porque ninguém na minha função em carteira ganhava mais do que eu. Toda a empresa sabia que eu fazia muito mais do que a minha obrigação (inclusive meu chefe), que assumia todas as responsabilidades que me eram pedidas e sempre dei o meu melhor, mas a empresa não reconheceu isso, apenas me igualou com os demais funcionários que não faziam questão de se esforçar em dar o seu melhor, dando apenas o necessário para não tomar bronca do chefe.
    Ficou grande o comentário mas esta é minha experiência. Talvez o motivo que desmotive os profissionais que dão o seu melhor a não darem o seu melhor e entrarem para estatística que você citou no texto.
    A pior injustiça no mundo corporativo é a igualdade. Se as pessoas fossem avaliadas pelas empresas individualmente e elas parassem encaixar as pessoas numa determinada categoria as coisas seriam bem diferentes.

    • Patrícia Lages diz:

      Também passei por experiências parecidas com as suas, mas apesar de as empresas não terem reconhecido financeiramente, eu ganhei experiência e jogo de cintura e isso ninguém pode me tirar! rs…rs… Quando estamos em um local que não sabe apreciar nossos esforços, temos que buscar em outro lugar, pois certamente, em algum momento alguém vai reconhecer. Beijos

  • Julya diz:

    Tenho um pequeno trauma de trabalhar para empresa justamente por isso: poucas reconhecem o valor do funcionário.
    Fiz estagio em uma empresa e já sabia que não seria contratada ao final ( pois isso foi deixado claro pela própria empresa desde o começo). Mas sempre me dediquei e fiz o melhor que pude nas condições de trabalho que eu tinha. Mas eu vi muitos funcionários muito bons nao serem valorizados por esta empresa, vi uma cobrança absurda por resultados de um pessoal que sequer tinha um treinamento adequado, vi pessoas sofrerem acidentes de trabalho pq a máquina nao podia parar pq afetava a produtividade do setor. Enfim…hoje sou autonoma e apesar de trabalhar para empresas ter muitos benefícios (fgts, plano de saude, alimentação, transporte, ferias e 13) eu penso duas vezes.

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