Crianças brasileiras são as mais estressadas do mundo

Uma pesquisa divulgada recentemente afirma que as crianças brasileiras são as mais ansiosas e mais estressadas do mundo. Saiba mais no post de hoje da Isabela Munhoz.

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A matéria divulgando os dados alarmantes dessa pesquisa foi exibida no Domingo Espetacular da Record TV no domingo passado. Se quiser conferir a reportagem completa, o link está ao final do texto.

Entre as razões apontadas estão a falta de segurança, a violência doméstica, a pobreza e outras más condições que o país oferece. Uma das possíveis razões citadas na matéria é o excesso de atividades nas agendas das crianças.

A reportagem também aborda casos de alunos que sofrem pressão por parte dos pais que cobram um desempenho alto demais. É o caso daquele que tira nota 9 e a mãe diz que poderia ter sido 10.

Nós, que somos pais e mães, queremos o melhor para os nossos filhos e por entendermos que crianças aprendem com mais facilidade, nossa vontade é que assimilem tudo o que puderem o mais cedo possível. Assim não precisarão sofrer como nós, que enfrentamos mais dificuldades ao ter que aprender mais tarde um novo idioma, mexer em novas tecnologias, praticar esportes etc.

Porém, precisamos quebrar o paradigma de que “quanto mais, melhor”. Outra reportagem, desta vez da BBC, apesar de pouco distante da nossa realidade, vale como exemplo. A Finlândia é citada como um país de “referência mundial em educação, mesclando jornadas escolares mais curtas, poucas tarefas e exames e também adiando o início da alfabetização até que as crianças tenham sete anos de idade”.

O problema é que muitas vezes enxergamos nossos filhos como “mini-adultos”, capazes de assimilar tudo o que nós podemos hoje, conciliando mil coisas ao mesmo tempo e tendo várias responsabilidades. Mas temos que ter em mente que crianças são crianças e que pensam, agem e reagem conforme a idade que têm. Apesar de termos na ponta da língua a frase de que “as crianças de hoje são muito mais espertas”, não podemos esperar que tenham a mesma maturidade que nós.

Por isso a palavra, mais uma vez, é equilíbrio. Vamos deixar nossos filhos serem crianças, terem tempo para brincar e se divertir. Talvez eles não aprenderão tudo o que queremos na velocidade que gostaríamos, ou quem, sabe nos surpreendem aprendendo mais e melhor no ritmo deles!

Para conferir a matéria completa do Domingo Espetacular, clique aqui.

E para acessar a matéria da BBC sobre a educação na Finlândia, clique aqui.

Até a semana que vem,

Isabela Munhoz

 

 

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Crianças

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