Pare o mundo que eu quero descer

Sabia que nosso planeta é uma grande escada rolante? Veja como podemos tirar grandes lições de coisas comuns do nosso dia a dia!

“Pare o mundo que eu quero descer!” Quem nunca disse isso que solte o primeiro freio! Às vezes dá vontade de correr pra debaixo da cama quando nos vemos cheias de coisas para fazer, tendo que trabalhar cada vez mais e vivendo numa sociedade que parece nunca estar satisfeita com nosso desempenho.

Mas, ainda que se cante sobre um tal “dia em que a Terra parou”, podemos tirar nossa bolsinha blindada da chuva, pois isso não passa de música mesmo! O mundo não para, o tempo não para e quanto mais queremos fugir disso, mais ficaremos atrasadas…

A Terra é como uma grande escada rolante e nós, os habitantes, somos como os passageiros da escada. Você já observou como as pessoas se comportam numa escada rolante? Eu já. Principalmente quando morei em Londres e pegava o metrô para trabalhar. Lá, quem ficava parado do lado esquerdo da escada levava cotovelada, empurrão e uma baita bronca! Quem queria ir no ritmo da escada tinha que ficar do lado direito, deixando o esquerdo livre para quem quisesse subir andando. Aliás, veja estas imagens que estão espalhadas em locais onde há escadas – principalmente no metrô londrino – ensinando a forma correta dos britânicos usarem as escadas.

Stand_Walk Screen Shot 2013-07-02 at 4.18.46 PM

Mas, a conclusão que tirei dessa longa “escada da vida”, foi que há 3 tipos de atitudes:

1) Dançar conforme a música – são os que ficam parados esperando a escada conduzi-los para seu destino: subir ou descer. Pelo que vejo, esta é a característica da maioria;

2) Aproveitar a ajuda – são os que acrescentam um pouco de esforço e sobem andando para chegar mais rápido ao seu objetivo;

3) Os que vão na contramão – são os que não querem seguir as regras, mas querem “inventar moda”, fazer tudo diferente. Eles querem subir, mesmo quando a escada está descendo.

O que podemos aprender com isso é que a maioria das pessoas segue um curso natural, evitando fazer qualquer tipo de esforço extra. O conceito é: se a escada está subindo, uma hora eu chego lá! Se forem promovidas no trabalho, tudo bem. Se não forem, tudo bem também, afinal, o fato de estarem trabalhando já é o suficiente.

Por outro lado, há aqueles que se destacam um pouco mais e aproveitam as oportunidades que surgem para atingir mais rápido seus objetivos. Geralmente, os que querem subir quietinhos pela escada acabam se incomodando com os que estão caminhando e passando a frente deles. Com isso, muitos logo reclamam: “qual é? vai tirar o pai da forca?” Quem fica para trás sempre ataca os que passam na frente. É inevitável.

E os que vão na contramão? Quem é essa gente? Estes são os que não esperam surgir oportunidades, eles fazem a oportunidade acontecer. Pode o mundo estar falando que está mal, mas em vez de engrossar o coro, eles fazem ficar bem. Só que tem uma coisa: para subir uma escada que está descendo é preciso muito esforço: tem que desviar de quem está parado, ignorar os xingamentos, driblar quem está descendo e, ainda por cima, tem que ser mais rápido que a própria escada. A recompensa? Chegar onde ninguém esperava!

E você? Que tipo de passageiro tem sido?

Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • Vânia Maria Gabriel de Souza diz:

    Bom dia, Patricia!
    Concordo, em parte. Enquanto corria, me apressava em chegar antes, sair mais tarde, “adivinhar” pensamentos, só acumulei dores em meu corpo (gastrite, hérnias na coluna, nervosismo, insônia); e hoje vivo à base de remédios para controlar tudo isso.
    Vejo as jovens que sofrem os mesmos problemas que eu sofria quando mais nova e ao checar suas vidas profissionais, enxergo 12, 14 horas de trabalho, 2, 3 horas dentro do transporte público ou dentro do carro no trânsito.
    Tentar se organizar no meio disso tudo pode ser uma saída para preservar a saúde dessas meninas!
    Não estou sendo pessimista, apenas constatando fatos.

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Vania. Quando fazemos algo contra nossa natureza sempre será um esforço prejudicial. Por isso, o que temos que fazer é mudar a nossa natureza. Isso é possível! Eu, por exemplo, era extremamente nervosa, ansiosa e queria tudo pra ontem. Esperar, para mim, era uma tortura, a ponto de ter distúrbios do sono, pois eu não queria parar nem pra dormir. Quando entendi que eu tinha que mudar essa natureza, tudo mudou. Hoje eu sei que devo estar à frente, mas isso não é um peso para mim. A ansiedade que na verdade era pura preocupação, foi deixada de lado. Entrego na mão de Deus o que eu não posso fazer e vou em frente!! Bjs e ótima semana pra vc, musa das panelas!! 🙂

      • Vânia Maria Gabriel de Souza diz:

        Ah, aí sim!
        As suas palavras “me descrevem”, rsrsrs….. exceto na noite que estive em crise e os medos vieram me fazer companhia!
        Mas também não sou de ferro, né?
        U-húúúúú! Musa das Panelas? Amei!
        Esta semana tem receita nova na minha Cozinha Blindada!!!
        Beijos, Musa das 90 mil blindetes!!

        • Patrícia Lages diz:

          kkkkk… gostei!!

  • Eilma Bezerra diz:

    Outra coisa que tenho observado também é que,por vezes,achamos que temos apenas um único talento,e pensando assim deixamos várias oportunidades passar,simplesmente por pensar ‘pequeno’. Somos dotados de inteligência e eu creio que podemos ir muito mais além. Ultimamente tenho feito de tudo,descobri vários talentos e tenho trabalhado em cima deles. E quanto mais talentos descubro,mais consigo enxergar meu potencial. Não adianta reclamar e nada fazer,é preciso uma atitude de coragem e ousadia,ter confiança em si e sobretudo em Deus e não esperar por ninguém. 😉

    • Patrícia Lages diz:

      É isso mesmo, Eilma. Uma coisa puxa a outra. Só não acha quem não procura! 🙂

  • aniele hidaka diz:

    Oi paty, este post e a realidade de muita gente. eu por exemplo, nao me esforçava pra aprender coisas novas,por puro medo. Na igreja a esposa do pastor aprendeu um brinde de dia das maes e passou pras obreiras,na hora exitei, pensei que nao ia conseguir aprender, mas amarrei o pnsamento e me lancei.Nossa fiquei muito feliz porque foi bem mais simples do que imaginava agora descobri um talento pra artesanato que nem sabia que tinha. ou seja fui na cintramao da escada.

    • Patrícia Lages diz:

      Foi mesmo, que legal!! 🙂

  • Luiz diz:

    Oiieeee Paty …
    Eu já disse muito isso ….“Pare o mundo que eu quero descer!”…rsrsrsr….
    E podemos tirar nossa bolsinha blindada da chuva mesmo!!!
    Concordo com vc que a Terra é como uma grande escada rolante e nós, habitantes, somos como passageiros da escada!
    Eu mesmo nunca consegui´ficar parado numa escada rolante!
    sempre que uso uma vou andando enquanto ela está subindo! … e j a ví muita gente que fica parada e esperando chegar lá no final!
    Só não experimentei usar na contramão!…. rsrsrs
    Mas aprendí muito com essa mensagem e quero sempre estar entre aqueles que se destacam mais e aproveitam as oportunidades que surgem para atingir mais rápido seus objetivos!!!
    Suas mensagens são sempre uma ingeção de ânimo e coragem para nós Blindetes!
    Deus a abençoe grandemente!

  • Daiana Schemes (Rio Grande do Sul) diz:

    Boa noite Pati!!

    Eu posso dizer que sou um pouco dos dois últimos, não consigo ficar parada esperando, porém as vezes extrapolo e com isso, acabo me prejudicando.
    Tenho que aprender a ter um pouco mais de equilíbrio rsrsrs.
    Mas vamos em frente.
    Bjão guria.

    Dai.

    • Patrícia Lages diz:

      Boenas, guria. Aos poucos a gente acha o equilíbrio! Bjs

  • Elisangela Paula diz:

    Olaaa Patricia, a cada dia aprendemos mais com você. Posso dizer estou caminhando na vida ffinanceira e ja sei onde quero chegar. Porém, eu não consigo ter disciplinas na minha vida pessoal. Sou aeromoça, amo minha profissão mas eu não consigo administrar meu tempo. A cada dia em uma cidade, sem horario para dormir e sem saber onde estarei nos próximos meses. Trabalho muito e nos dias de folga, tenho que cuidar da minha mãe que tem problemas de saúde. Todas as dispesas e responsabilidades da casa sao minhas. Entao, ir ao mercado, feira e pagar contas sobram tudo para mim. O meu curso de inglês esta pago a varios meses e eu nao consigo ser frequente nas aulas. Minha faculdade somente em planos e sonhos. Por favor me ajude. Sinto que estou parada na escada. Mesmo decolando todos os dias, sinto que não tenho destino.

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Elisangela. Sua rotina (ou a falta dela) vai exigir de você mais disciplina ainda. O que eu faria no seu lugar seria ter um orçamento muito bem elaborado e segui-lo ao máximo. Evite os gastos arbitrários e coloque valores para cada conta (quanto vai gastar no mercado, feira, cartão etc.). O inglês para a sua carreira é muito importante, então veja com a escola se vc pode fazer um esquema de repor as aulas que perde por não estar na cidade ou que lhe dêem exercícios on line. Nos dias de folga, tenha uma rotina de cuidar da roupa, da casa, da mãe, mas sempre reserve um tempo pra vc. Isso é importante, pois vc tb precisa de cuidados e um pouquinho de descanso. E aproveite para resolver algumas coisas pela internet como compras de supermercado e pagamentos de contas. Vai ser uma grande aliada na sua falta de tempo!

      • Elisangela Paula diz:

        Ja estou seguindo as dicas e ja tenho ate uma agenda de planejamento. Em breve, terei resultados e irei compartilhar. Muito obrigada e beijos!

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