Hoje em dia ficou muito fácil ser “militante” de qualquer coisa, afinal, basta postar uma hashtag e está tudo bem. Mas, que tal termos mais atitudes?

Menos hashtags, mais atitudes

Primeiramente quero comentar sobre a última semana sem posts.

Há quem pensou que eu estivesse doente, com coronavírus ou desmotivada a escrever, mas não é nada disso!

A semana passada foi de MUITO trabalho e de planejamento de várias coisas legais que estão por vir.

E, obviamente, você que segue o blog vai ficar sabendo primeiro (mais abaixo eu vou dar uma pista!).

Mas, vamos entrar no tema de hoje que é menos hashtags e mais atitudes!

Confesso que estou meio enjoada dessa tal #fiqueemcasa…

Além de ter um tom imperativo – dando uma ordem – no fundo, isso não quer dizer nada.

Mandar as pessoas ficarem em casa NÃO as ajuda.

O que é necessário é DAR CONDIÇÕES para que as pessoas fiquem em casa.

Afinal de contas, quem é que não sabe que devemos todos ficar em casa?

Será que as pessoas estão saindo por falta de saberem que não deveriam?

Claro que não!

Elas estão saindo porque PRECISAM levar o pão para casa.

É óbvio que não estou me referindo a quem sai para ir a uma festa, a um baile funk ou encontrar os colegas.

Estes estão tão fora da realidade que nem vale a pena gastar tempo com eles…

Não é sobre esse tipo de gente que estou falando, mas de pessoas que abrem a geladeira e não têm nada em casa.

A pessoas cujos filhos estão com fome e não sabem mais o que fazer.

Que não têm tempo para começar algum trabalho porque têm que cuidar dos pais ou mesmo das crianças que estão sem aula.

Para essas pessoas podemos postar quantas hashtags da moda quisermos, mas isso não vai ajudar em nada!

O que eu e você podemos fazer é dar CONDIÇÕES para que elas não saiam.

Na sua próxima ida ao supermercado, troque sua hashtag por um quilo de alimento não perecível.

Se você pode fazer mais do que isso, faça!

Se quiser doar diretamente para alguém, doe.

Ou se não pode nem se sente confortável para circular e distribuir, passe em uma igreja ou alguma ONG de confiança que esteja fazendo distribuição.

Pense: 1 quilo de arroz não chega a custar 3 reais, mas pode matar a fome de várias pessoas.

Um quilo de fubá sai por menos de 5 reais e rende bastante na casa de quem não tem o que comer.

E uma proteína, como uma lata de sardinha não chega a 4 reais.

Portanto, com menos de 12 reais você consegue fazer uma família ficar em casa, pelo menos por um dia.

Pode parecer pouco, mas se todos trocassem uma hashtag por uma atitude concreta, estaríamos fazendo o bem e não apenas falando sobre ele.

 

Novidade para maio!

Sem rodeios, já conto a novidade logo de cara: teremos um mini CURSO GRATUITO pelo meu canal do YouTube!

Serão 9 aulas ao vivo que eu farei todas as terças e quintas às 20h e aos domingos às 15h.

Vou abordar 3 temas importantíssimos:

  • Finanças para enfrentar a crise (às terças)
  • Preparo da carreira profissional para o futuro (às quintas)
  • Aprendizado para renda extra (aos domingos)

Teremos 3 aulas de cada tema, portanto, você pode assistir todas.

Não é necessário nenhuma inscrição para assistir, porém, se você quiser baixar o material de apoio (que também é gratuito), teremos um formulário para que você possa recebê-lo.

Por hora, se você não é assinante aqui do blog (o que também é de graça), coloque o seu e-mail abaixo:

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O curso vai começar dia 12 de maio, então, tome uma atitude e program-se para assistir!

Leia também: A que você está apegada, mas não deveria

Nos vemos!

 

Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Paty sempre com post sensatos. Também estou cansada dessas #fiqueemcasa, tô cansada da chuva de lives no Instagram, da briga política no Facebook. As pessoas estão ficando doentes emocionalmente e deixando os outros assim também.

  • É verdade. Já estou fazendo isso. E me sinto muito bem ajudando a quem precisa. E é exatamente como você falou doar ao menos um kilo de alimento. As pessoas criticam muito os trabalhadores que precisam sair e estão se arriscando, mas é momento de crise, é momento de ajudar e não criticar quem precisa. As vezes passando na Internet, vejo diversos artistas com estes #… mas nenhum falando que tirou 12 reais da sua fortuna para ajudar alguma família. É fácil ficar em casa com geladeira cheia, mas e quem está com a geladeira vazia? Ontem eu ouvi uma senhora na reportagem falando que não tinham comido nada naquele dia inteiro. O marido não conseguia emprego na crise COVID e nem ela. E haviam 8 crianças na casa. O que escrever # fica em casa adiantaria nesta situação? A # mataria fome daquela família? Não. O que matou a fome da família foi uma cesta básica doada por uma Igreja que conseguiu os alimentos pela doação de pessoas conscientes, independente da religião, de que a FOME MATA MAIS DO QUE A COVID no mundo. Precisamos realmente fazer mais como a Patrícia falou.

  • Que bom que você sempre se dedica para dividir conhecimento. Estarei, novamente, lhe acompanhando no mês de maio.
    Muito obrigada!

  • Patricia, sempre com palavras sensatas. Estou fora do país e minha zona é de conforto, mas tenho um filho preso na Italia e outro na Casa do Estudante Luterano em Curitiba, confinados. Um sem trabalho e o outro sem aula. Minha família é toda de Sao Paulo e Rio de Janeiro, um verdadeiro caos pelas noticias desencontradas que vemos e o que dizem do Brasil aqui, entao?sofrível. Minha irma está com o filho de 27 anos trancado no quarto com o virus, porque ou trabalho ou rua. Resumo: o que fazer nestas horas? Orar e ajudar. Nossa # ja está mudando para desescalada (palavra espanhola para retornarmos a vida “normal”). A hora é mesmo de nos solidarizar. Minha mãe de 78 anos: filha, nao esta sobrando, nem faltando. Acha que eu não sei que está faltando? Bora ajudar. Beijos a todos.

  • E verdade concordo plenamente, e muito fácil para que tem de sobra falar; não custa nada falar: fique em casa!! Mas a realidade é outra, tenho visto pessoas desesperadas por que não tem nada para comer, mães que traz uma dor, seus filhos estão em casa sem nada para comer, mulheres sem nenhum amparo, então se todos que usam o rashtags tomasse a atitude de ajudar alguém o Brasil não seria de tanta desigualdade, aonde uns tem sobrando e outros morrendo por que está faltando.

  • Você disse tudo o que eu queria falar, e que não consigo. Me identifico muito com seu jeito de pensar sobre certos assuntos,sempre com sensatez e não com alienação hahaha.
    Te admiro muito

  • Gostei muito do tema e concordo, pois sou uma das que cuidam de idosos e não posso fazer nada além de ficar em casa. Queria salientar que fazer Live as 20 horas é horrível para quem cuida de pessoas, pois é exatamente essa hora que damos de comer, damos remédios, ajudamos na higiene pessoal para irem dormir. Vejo TODOS os influencers que existem no mundo fazendo lives as 20 horas. Sabe o que acontece? Só assiste quem não tem o que fazer. Porque quem tem o que fazer perde. Não consigo assistir uma live ao vivo, que traz uma energia fantástica para quem precisa, pois ao vivo é como Jesus falou. Se tiverem 2 ou mais reunidos… Só consigo assistir no que foi gravado no dia seguinte, ou seja, vivo das sobras. Quem realmente gostaria de ajudar quem precisa ser ajudado deveria mudar o horário. Principalmente porque todos estão transmitindo nesse horário. Difícil decidir quem assistir ao vivo e a transmissão é ruim por sobrecarregar o horário. Fica a dica para abrir a mente dos que influenciam, mas que tem são influenciados…

  • Oi, Patrícia! 😄
    Obrigada pela oportunidade, nesse momento é muito importante esse tipo de conteúdo. Não conseguirei assistir nesse horário, mas a Live ficará salva? Obrigada e que Deus continue te inspirando. Bjos

  • Muito bom poder colaborar, um pouco da cada um faz uma grande diferença, isso pode mudar o mundo.

  • Boa noite, Paty!
    O melhor que existe na vida é ser útil, dar e melhor que receber!
    Quanto mais se age, mais fortalecido se fica! Isso se chama galardão…. é é garantida!!

  • Parabéns pelo comentário lúcido e oportuno. As pessoas estão saindo porque precisam trabalhar. É muito importante falarmos de que é necessário nesse momento que aqueles que têm condições ajudem de alguma forma os mais vulneráveis. A ajuda com alimentação é importantíssimo. Gostaria de colocar aqui uma outra forma de ajuda. Vejo que muitas pessoas dispensaram suas diaristas pois não querem receber ninguém em casa. Eu sugiro às pessoas que fizeram isso que mantenham o pagamento da faxina. Que não seja o valor total, pelo menos uma parte do valor para não deixar a pessoa totalmente sem renda.

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