Falar na hora certa pode fazer a diferença entre ser ouvido e entendido ou ser ignorado ou mal interpretado. Confira o post de hoje e comunique-se melhor!

Falar ou calar

A cultura brasileira muitas vezes nos leva a calar no momento de falar e falar no momento de calar. Veja se não é assim:

Você está precisando se concentrar em uma tarefa, mas a sua amiga insiste em contar todos os detalhes de uma história irrelevante. O que a “educação” pede?

Que você finja que está ouvindo, aja como se estivesse interessada e espere que a história acabe.

Mas você acha mesmo que isso é ser educada?

Você atura o falatório e, depois, quando alguém vem cobrar o que você não fez, você coloca a culpa na amiga, dizendo que ela tirou toda a sua concentração e nem se tocou que você estava ocupada.

Bem, você acaba de fazer o inverso do que deveria: calou quando deveria falar e falou quando deveria calar!

Uma simples frase dita na hora certa teria feito toda a diferença, por exemplo:

“Vou querer saber dessa história assim que eu terminar essa tarefa. Vamos conversar sobre isso!”

Você teria deixado claro que aquele não é o momento e, como toda boa amiga, reservaria tempo para ouvir uma história, ainda que seja irrelevante para você.

Não adianta fingir amizade para não magoar a pessoa e, depois, falar mal dela pelas costas. Isso é uma das coisas que mais se vê por aí!

 

Se não falou, não fale mais

 

Sabe aquela pessoa que, depois que acontece um erro, aparece para dar todas as soluções do que “poderia” ou “deveria” ter sido feito?

Pois é, falou na hora errada!

Se você tem as soluções, fale, ainda que as pessoas não deem ouvidos. Pelo menos você terá feito a sua parte.

Mas se for para deixar os outros errarem para depois dizer o famoso “eu sabia” ou “ninguém me ouve”, é melhor mesmo ficar calada!

Perder o momento certo de falar é um erro crasso nas comunicações e só causa discussões, desentendimentos e ressentimentos.

Por isso, analise: se você não disse algo que deveria, mas ainda há tempo, fale. Se já passou da hora, cale.

 

“Não é minha obrigação”

No trabalho, muitas vezes a pessoa está vendo um problema, mas não alerta o departamento ou seu superior sobre aquilo a tempo de ser corrigido, simplesmente porque “não é sua obrigação”.

Se você está em uma empresa que tem problemas, você faz parte do problema, não importando se é ou não sua obrigação.

O mercado não tem mais lugar para pessoas que executam apenas suas funções básicas. Hoje, o que se espera é a proatividade.

Se você só se compromete com o mínimo que a sua função exige, é justo que seu retorno também seja mínimo, concorda?

Por isso, não se cale diante de um problema no trabalho, fale, comunique-se, disponha-se a ajudar, pois falar na hora certa, pode contribuir para que você seja colocada no lugar certo.

 

Amanhã teremos mais um ponto de vista para analisarmos e melhorarmos nossa comunicação.

Nos vemos!

 

Jornalista especialista em finanças, autora do best-seller Bolsa Blindada, colunista do programa Mulheres, TV Gazeta e youtuber.

  • Patrícia, boa tarde!

    Constantemente passo por uma situação semelhante à relatada: Trabalho num setor com várias pessoas, porém o meu trabalho é diferente, minha parte é de análise e tenho que conferir os “erros alheios”. Fico numa posição chata na maioria das vezes, pois não gosto de conversar no trabalho, principalmente quando estou muito atarefada. Não adianta pedir silêncio e nem dizer que não posso falar no momento. Já houve momentos que precisei trabalhar com fone de ouvido pra conseguir concentração. Tenho uma colega que ainda é mais difícil de lidar, gosta de reclamar de tudo e todos e quando digo que estou ocupada, ela levanta e fica falando na minha frente, querendo que eu participe, não gosto de ser grosseira com ninguém, mas com ela precisei ser inúmeras vezes. As colegas do setor ainda dizem: “Você é muito boba! Especializou à toa! Se especializar pra ter a responsabilidade que você tem e ganhar a mesma que a gente!”. Conversei com a diretora do setor e com o diretor geral que necessito de silêncio para o trabalho que realizo, mas infelizmente não tomam uma posição, cheguei a dizer que não queria continuar mais na empresa, me enrolaram dizendo que iriam dar um jeito, que não querem e não podem me perder. Isso tudo gera um estresse muito grande. Às vezes gostaria de não ser tão responsável, mas não consigo mudar e sei que não posso mudar, pois um dia terei o reconhecimento e valor profissional que desejo, embora ainda não tenha alcançado não posso desistir.

    • Não desista! Mas insista em pedir o espaço que necessita. Seja mais persistente do que a enrolação deles e cedo ou tarde terão de lhe atender. Beijos

  • Se tem um negócio que estressa é o comentarista de video tape. Depois que aconteceu, sempre é fácil palpitar! E a tal expressão “bem que eu avisei” deveria ser banida da face da terra. Que tal começar a substituir por carinhoso “posso ajudar?” Ou ainda um sincero “conte comigo!” Tão melhor, né?

    • Sentado confortavelmente assistindo os outros ralarem é fácil, fácil! hahahahaha

  • Patrícia, bom dia.
    Na parte do “Não é minha obrigação”, não é tão simples assim. É preciso avaliar se posso de fato alertar para não levar bronca a respeito de “algo que não devo me intrometer”. Se for levar bronca, melhor calar.
    Beijo

    • Nas situações que passei por isso no meu departamento (não no dos outros) eu preferi alertar, ainda levando bronca. Fiz minha parte e várias vezes viram que eu tinha razão depois de ter acontecido o erro. É saber analisar cada caso. Bjs

  • A mais pura verdade, no meu trabalho também é assim, tenho um setor especifico, mas tenho que diariamente me envolver nos outros, pois prefiro alertar quando algo está errado, para que o meu serviço possa fluir na empresa. Penso exatamente da mesma forma, pois se eu não colabora (por mas que não seja no meu setor) a empresa vai tendo prejuízos e consequentemente, mais tarde me afetará.

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