Nesses dias de confinamento em que muita gente passa o dia em frente à TV é preciso ser seletivo para não deixar entrar na sua mente o que lhe faz mal.

Afaste-se do que lhe faz mal

Publiquei hoje no meu Instagram um vídeo no Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta sobre o mal que o excesso de notícias ruins pode fazer.

A postagem não tem nenhum fim político, mas sim, de evitar que as pessoas se encham de notícias tóxicas, como ele mesmo classificou.

Nós agimos de acordo com o nosso pensamento, portanto, se estivermos com a cabeça cheia de negatividade, nossas ações serão igualmente negativas.

Não é segredo para ninguém que desgraça vende, por isso, os noticiários não economizam nesse quesito.

A imprensa sabe muito bem como manipular a opinião pública e, como jornalista, tenho propriedade para falar sobre isso.

Quando a mídia quer falar mal, usa os mesmos dados que serviriam para falar bem, basta um simples jogo de palavras.

A notícia de que uma senhora italiana de mais de 90 anos foi curada do coronavírus poderia ser boa ou ruim, dependendo de quem a dá.

Por exemplo, se eu quero apenas dar a notícia, a manchete seria:

Mulher italiana de 95 anos é curada de coronavírus.

Essa é a notícia pura e simples. Sem emoção e sem parcialidade.

Mas se eu quero fazer dessa notícia algo para alarmar as pessoas, eu poderia trabalhar com o título:

Apenas uma idosa tem alta, enquanto milhares morrem na Itália

Veja que nem citei a palavra cura, pois ela foi encoberta pelo uso da palavra alta.

Não é mentira, ela teve alta, mas o impacto de algo que deveria ser comemorado é trocado pelo alarde de milhares de mortos, o que também não é mentira.

E se eu quero que as pessoas se alegrem com a notícia, eu poderia escrever:

Italiana de 95 anos é curada e mostra que é possível aos idosos sobreviver ao coronavírus.

A notícia é a mesma e todas são verdadeiras, mas tom muda completamente a forma como as pessoas receberão a informação.

E o que você tem mais visto, principalmente numa certa emissora aí?

Mortes o dia todo, tragédia, assassinato de reputações de quem não reza na cartilha dela e por aí vai.

Não estou falando que você não deve se informar, pois isso é importante, mas sim, que seja seletiva.

Você não deixaria alguém entrar na sua casa e jogar uma lata de lixo no seu tapete, não é mesmo?

Então, não permita que essas notícias tóxicas sujem a sua mente.

 

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Leia os posts anteriores:

#1 – Quando a guerra estoura

#2 – Fuja da hipocrisia

#3 – Fake news, em que acreditar?

#4 – Não há empatia, apenas discurso

 

Nos vemos amanhã!

Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • É fato Patrícia, quando começaram as noticias acerca desse assunto acompanhava o tempo todo, até mesmo pela tal emissora (até mesmo porque meu esposo gosta dela, eu nem um pouco) e buscava mais informações pela internet. Resultado: estava ficando estressada, mal humorada, reclamona. Agora só dou uma olhada no telefone 2 vezes por dia, o básico e não quero mais notícias vindas da TV. Já me sinto bem melhor, não vendo a hora disso tudo passar e a vida voltar ao normal (não o normal de antes, pois acho que temos muito a aprender com tudo isso que vem acontecendo, e melhorarmos como seres humanos).

  • Percebi isso claramente quando há alguns dias vi um manchete assim “Casal morre após ingerir remédio indicado por Trump”. Fiquei chocada e fui ler a matéria. Não era nada daquilo… o casal ingeriu um produto para limpeza de tanques de peixes que contém uma substância que o Trump disse que ajuda no tratamento do Covid-19.
    Ou seja, manipularam a matéria, porque boa parte das pessoas lê apenas a manchete e ficaria com uma visão negativa do discurso do presidente. Seria tendencioso isso? Poucos conseguiriam reconhecer…

  • Já alertei aqui em casa que ninguém precisa ficar vendo TV o dia todo na quarentena. Inclusive, a tal emissora alterou toda a sua programação, liberou sinal de sua TV fechada, um exagero total.
    Já sabemos como nos prevenir, já sabemos que as atualizações diárias, basicamente, são contaminados e mortos. Os casos leves nem estão entrando na conta pois não estão sendo testados, então, a letalidade da doença é mais baixa do que os atuais indicadores estão apontando.

    • Além disso, há indícios de mortes dadas como causa o coronavírus, mas não são… Em breve veremos a quem interessa toda essa manobra.

  • Bem esclarecedora seu ponto de vista. Aqui não assistimos mais noticia desagraveis. Sempre é um cobrando o outro para não assistir, cobramos dos filhos e netos… para que sejam seletivos.

  • Já ouvir gente falando que está doente com tantas noticias,eu particularmente concordo com você Patricia e vejo que o menos e mais.

  • No começo eu olhava muito sobre o coronavírus, passando alguns dias estava intoxicada com tanta notícia ruim, já estava em um ponto que não dormia mais a noite, então vi que tinha que parar de ver notícias. Fiz o seguinte, parei de ficar me alimentando de notícias, comecei a ler mais e coloquei ordem na minha rotina. Graças a Deus hoje estou muito melhor.

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