A resposta nunca será certa se a pergunta for errada

Será que você não obtém as respostas certas por estar repetidamente fazendo as perguntas erradas? Confira o post de hoje e passe a obter as respostas que você necessita.

errada

Esses dias eu estava na sala de espera de um consultório aguardando enquanto minha irmã era atendida. Nessas horas eu tento ler, digo “tento” porque geralmente as pessoas ao redor não respeitam. Conversam em um volume desnecessariamente alto e quase sempre sobre nada… Além de não poder ler, tenho que ouvir conversas que não me interessam nem um pouco. 🙁

Uma dessas conversas foi entre um paciente e a recepcionista do consultório, onde cada um parecia falar num idioma diferente. Ele perguntava se o atendimento era na zona Sul e, depois de ouvir que sim, que havia atendimento naquela região, passou a explicar detalhadamente que não conseguiria de jeito nenhum chegar lá…

A recepcionista começou a dar várias opções de como chegar ao local, mostrando que não era tão complicado assim. Mas depois de uns 15 minutos dessa conversa, onde ela estava nervosa por ele só ficar se esquivando e ele cansado de explicar que não dava para ir lá, eis que chega o desfecho e o paciente solta a seguinte pérola:

“Moça, eu não quero ir no da zona Sul! Na verdade quero ir no da zona Leste, mas pensei que não podia ser atendido lá, então já estou explicando que para mim não dá pra ir na zona Sul, entendeu? Pode marcar pra mim na zona Leste?”

Sim, podia marcar na zona Leste… Com a pergunta certa, a resposta certa surgiu e o caso foi resolvido em 2 minutos (além da paz voltar a reinar e eu poder voltar a ler!).

Por isso, tenha sempre em mente essa máxima: Não é possível obter uma resposta certa fazendo a pergunta errada.

Mas a questão é que, muitas vezes, também caímos no erro de fazer a pergunta errada e depois ficamos frustradas por não recebermos o retorno que queremos. Quer outro exemplo? Lá vai: eu tenho memória. Dificilmente esqueço um compromisso, ou de levar algo que me pediram, ou ainda de fazer alguma tarefa mesmo que corriqueira.

Quando vejo pessoas que esquecem de tudo, que não conseguem se organizar e que todo mundo já sabe que não se pode contar com ela, meu desejo é que elas me façam “a pergunta certa”, mas quase sempre essas pessoas me fazem a pergunta errada…

A pergunta errada é: Paty, já que você tem memória, me lembra de fazer tal coisa, por favor?

A pergunta certa seria: Paty, já que você tem memória, me explica o que você faz para conseguir se lembrar das coisas?

A pergunta é errada só camufla o problema e é como se a pessoa assinasse um termo de incapacidade afirmando: “eu não posso fazer isso, alguém tem que fazer por mim.”

Já a pergunta certa resolve o problema e é como se a pessoa dissesse: “se você pode, eu posso. Só me diga como.” Percebe a GRANDE diferença?

Portanto, de hoje em diante, pense antes de perguntar e, querendo a resposta certa, faça a pergunta certa.

E você, já passou por algo parecido alguma vez? Já teve alguma conversa sem pé nem cabeça ao fazer ou ouvir perguntas erradas? Conte sua experiência, pois a sua participação sempre enriquece esse humilde bloguinho 🙂

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • Caroline diz:

    Pois é… Lidar com o ser humano não é fácil. Atender pessoas confusas, então, nem se fala. Tem situações em que é preciso analisar a linguagem corporal para tentar entender a pergunta e formular a resposta correta. Em outros momentos, meu lado psicólogo entra em cena e penso “mais ou menos” igual à pessoa que precisa da informação e consigo chegar a um consenso.
    Com muita dificuldade, mas dá para resolver. 😉
    A comunicação falha pois cada um tem seu raciocínio e não analisa que talvez (só talvez) a outra pessoa não pense como ela…
    Beijos Paty

  • Laila diz:

    Eu tenho uma dificuldade de falar ou escrever o que penso, então, procuro sempre reler e reler o q escrevo (até esse trecho q escrevo rsrs) e ateh às vezes ensaio o q vou falar pra não sair nada errado….
    Mas recentemente, participei de uma entrevista onde o recrutador, me fez uma pergunta e parecia q eu estava falando grego com ele, precisei falar três vezes a msm respostas com palavras diferentes o que ele me perguntou… Ateh q procurei de forma cordial, pedi desculpas e falei “acho q eu não estou entendo a sua pergunta..” E aí ele foi mais claro… No intervalo pra sabermos se iríamos passar dessa faze, perguntei pra uma colega do lado se eu tava entendo errado, e ela me disse q não…. q tinha ido super bem, e qdo passei dessa faze entendi q ele estava me testando ?
    Ele não podia fazer a pergunta direto e não ficar me torturando?!?! Rsrs ?
    Mas foi ótima a experiência rsrs
    Obrigada Patty pelo seus posts!

  • Gloria diz:

    Bom dia
    Vou aproveitar a dica rs…

    Paty, já que você tem memória, me explica o que você faz para conseguir se lembrar das coisas?

    Gde bj

    • Patrícia Lages diz:

      Aleluia! Kkkkk. Vou preparar um post sobre isso!

      • RUTE MARIA COSTA RAIMUNDO RODRIGUES _ diz:

        Preciso urgentemente dessa dica também! Muito obrigada desde já!Aproveitando, seus posts têm me ajudado muito, suas dicas e livros são ótimos e tem me ajudado bastante. Bjs. Rute.

        • Patrícia Lages diz:

          A dica da memória está no post de hoje, Rute! Bjs

  • Marta Florêncio diz:

    Kkkkk gostei! Já passei, e passo por esses tipos de perguntas, e muitas vezes penso duas vezes antes de responder, porquê as vezes são perguntas realmente sem pé e nem cabeça.

  • Karina diz:

    Faça minha a pergunta da Glória rs.

    Aguardando ansiosa pelo post.

    Beijos!

  • Tatiane diz:

    Hahahaha muito bom!!
    Me deparo com pessoas assim,respiro fundo e peço a Deus muita paciência!! assuntos sem pé nem cabeça!
    Já fui assim também e, é ótimo aprender com os erros dos outros e ajudar aos outros a não errarem mais.

    Parabéns Paty.
    Bjs!

  • Paola diz:

    Boa tarde!

    Sou argentina, moro no Brasil há um ano. Dou muita importância para a comunicação! É por causa disso que quando cheguei no Brasil, sempre “elaborava” antes de sair de casa minhas conversas ? (com todas as probabilidades de respostas e perguntas para essas respostas kkk) com o taxista, com a recepcionista, com a pessoa da portaria, com a mulher do caixa do hortifruti rsrs. As vezes a comunicação ja é dificil entre duas pessoas da mesma nacionalidade, imagina duas que falam línguas diferentes! Já errei muito, surgiram situações contrangedoras e engraçadas, mas estou me esforçando o máximo para aprender o português direitinho!

    Amo seus post Paty! É a primeira vez que comento, mas já recomendei seu blog e ivro para muitas amigas!

    ???

    • Patrícia Lages diz:

      Vc está escrevendo muito bem!! Parabéns ?

  • Fernanda diz:

    Paty, já que você tem memória, me explica o que você faz para conseguir se lembrar das coisas?

  • Jarlenys Dias diz:

    Olá, querida Paty.
    Eu já. Uma grande vergonha para mim por não saber fazer certas perguntas como deve ser e claro não recebia as respostas que tanto queria. Obrigada, memória branca por me fazer papel de que não sei falar bem a língua. Eu costumo sempre pensar como fazer pergunta mas na hora H esqueço o que tenho programado na minha mente e daí fiz perguntas erradas por não lembrar o que iadizer. Argh que revoltante! ?

  • Amanda diz:

    Pati, sigo seu blog diariamente, adoraria receber mais dicas de como ensinar educação financeira para minha filha de 6 anos, e dicas de como conversar sobre consumismo consciente com ela. Sigo todas as suas dicas, no último ano consegui quitar minhas dividas. Também percebi, com suas dicas que gastava meu dinheiro em coisas completamente desnecessárias, e através de uma reeducação passei a investir esse dinheiro numa escola particular para minha filha. Não é fácil, meu orçamento é apertado, mas você me fez enxergar que o melhor investimento é em educação. Estou terminando a faculdade, trabalho e minha meta é passar em um concurso público, então meus principais investimentos são em livros e cursos, na minha formação e na da minha filha, e gostaria de agradecer, pois você e suas dicas contribuem muito para tornar nossas vidas melhores. Bj

    • Patrícia Lages diz:

      Que legal, Amanda! Arrasou ? Vamos ter mais dicas para educar os pequenos sim. Bjs

  • Steffanie diz:

    Paty,

    amei esse artigo! Enquanto lia me lembrei de uma situacao na Disney com minha amiga e ela decidiu não pedir ajuda na hora de comprar um sorvete (ela não fala inglês) resolvi esperar lá fora e quando ela saiu reclamava que o atendente era doido pq ela pediu “ice cream” “caramel” e o atendente tentou se comunicar pra ter certeza q ela queria esse mesmo e a serviu sorvete com calda de caramelo, o que ela não sabia era que por ter invertido as palavras ( talvez por traduzir o português pro inglês ) ela estava pedindo exatamente o q ele serviu! Oras se ela quisesse sorvete de doce de leite deveria ter pedido Caramel Ice Cream! Hahaha
    Agora já imaginou como a gente erra pra se comunicar com Deus também? Pra se pensar!

    • Patrícia Lages diz:

      Verdade! Não é a toa que está escrito “pedis e não recebeis porque pedis mal”. Pra se pensar mesmo!

  • Amélia Cristina Marques Caracas diz:

    Obrigada pelas suas dicas. Acompanho sempre seu blog.

  • Flávia Luiza diz:

    Olá Patrícia, gostei do post. Eu gostaria de reafirmar o que a Amanda pediu: Um post sobre Educação Financeira para crianças e adolescentes. Tenho duas filhas, uma com 9 anos e a outra com 18 (que já optou por fazer administração, já que acompanha a muito tempo nossas dificuldades), mas ainda acho que posso melhorar com elas. Na minha infância eu não via o dinheiro “vivo”, meus pais recebiam em contas bancárias e o cheque era o único instrumento de pagamento que eu conhecia, já o meu esposo que viveu sua infância no comércio de seu pai, sempre via o dinheiro, mas nunca entendeu a palavra “capital de giro”. Eu gostaria que minhas filhas tivessem uma experiência diferente da nossa. Então, se você sabe como nos ensine. MUITO OBRIGADA!!! Estamos lendo seus livros e aprendendo mais. Um grande abraço.

    • Patrícia Lages diz:

      Ok!!

  • jaqueline carvalho diz:

    Paty eu tb estou na espera de educação financeira para as crianças.Meu filho tem 4 anos e já tento explicar que tudo o que ele deseja tem que trabalhar pra ter o dinheiro pra comprar.Vou aguardar as suas dicas de como eu posso falar melhor a linguagem de uma criança tão pequena.bjos

  • jaqueline carvalho diz:

    *na espera do post sobre educação financeira para as crianças.

  • POLLIANA DE VASCONCELLOS SILVA FERNANDES diz:

    Fazer a pergunta certa p Deus é o mais difícil. Principalmente qdo a reposta não é o que queríamos ouvir.
    Muitas vezes já sabemos a resposta mas tentamos desviar dela.
    Ótimos post.

  • Sara diz:

    Amei o texto Paty, pra mim é a falta de atenção! As pessoas falam no impulso e sem pensar! Falam a primeira coisa que vem na cabeça, digo isso por experiência própria, moro no exterior e converso muito diariamente espanhol e inglês! todos os meus erros que fazem as pessoas não me entenderem de forma clara, é sempre quando eu falo no impulso e sem pensar! Se na nossa própria língua nativa se fazer entender às vezes é um desafio, quando mais em outros dois idiomas! Mais pra tudo eu vejo que é a falta de atenção e de pensar antes no que vai dizer! agente tem a tendência de achar que as pessoas vão “adivinhar” o que agente quer..rsrs assim para com Deus também, agente não pede, ou pede errado, mais agente acha que por Deus conhecer nossos pensamentos, agente não precisa se esforçar e ter atenção para pedir, porque vem aquela ideia de ah! Deus sabe! Bjs

    • Patrícia Lages diz:

      Quando nós falamos em outros idiomas geralmente nos saímos bem porque somos obrigadas a pensar antes de falar! hahahaha

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