Para muita gente – eu inclusive – política é um assunto mega chato! Porém, é muito importante que a gente entenda o que está acontecendo e saiba o que apoiar e o que não. Você concorda?

Você gostaria de entender mais a política?

Primeiramente, se você NÃO GOSTA da forma como a política no Brasil funciona, saiba que estamos juntas!

Para ser ruim, a nossa política ainda tem de melhorar muito, em vários aspectos, mas…

Infelizmente é a política que decide coisas que afetam a nossa vida e o nosso bolso.

Por isso, é preciso sim, entender mais a política.

E, falando em bolso, veja a imagem abaixo.

As comparações de encargos tributários, ou seja, impostos sobre produtos, trazem nesta ordem:

Estados Unidos, Chile, Portugal e Brasil.

Quando você pergunta coisas como:

“Os celulares no Brasil são tão caros, por quê?”

“Nossa gasolina é um absurdo mesmo a Petrobrás sendo nossa, por quê?”

“Nossos carros são ridiculamente caros (e inferiores) aos de outros países, por quê?”

“Tanta gente passa fome sendo que o Brasil é um dos maiores produtores de diversos tipos de alimentos, por quê?”

A resposta não deve ficar apenas em “porque nossos impostos são altos”.

A questão vai muito além disso, pois o que a gente precisa analisar é:

“Em que esses impostos são usados?”

Veja a resposta no tuíte que o Flavio Augusto postou há alguns dias:

Inegavelmente essa é a triste realidade:

“Quase tudo no Brasil é mais caro para sustentar o Estado”.

Por isso, quando você ouvir falar em privatização, saiba que isso ajudaria – e muito – a diminuir nossa carga tributária.

Não é justo que o governo tenha empresas imensas que geram prejuízo enquanto eu e você cobrimos esse rombo.

Você sabia que há servidores federais que ganham quase o dobro do que a mesma função em uma empresa privada?

A diferença dos salários é de 96% a mais para os funcionários públicos.

Enquanto você se sacrifica para ter um salário que pague as contas há quem ganhe o dobro do que o mercado oferece.

E o mercado a que me refiro não é só o brasileiro, pois esse estudo contemplou 53 países.

Ou seja, há funcionários públicos que ultrapassam os ganhos de funcionários do setor privado em 53 países!

E quem paga a conta somos todos nós.

Se as empresas públicas fossem um modelo de bom funcionamento talvez minha opinião fosse outra.

Mas tanto eu quanto você sabemos que elas estão longe de serem modelos de competência…

Deixe a sua opinião (seja ela qual for) e vamos debater!

Segue também uma indicação de releitura de um post de mais de 2 anos atrás, mas que continua em alta!

Pequenas corrupções do dia a dia.

Nos vemos!

 

 

Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • É necessário acompanhar as votações dos deputados e vereadores.
    Vejam se eles realmente te representam.
    É muito fácil fazerem uma propaganda durante a campanha.
    Nas votações é que vemos qual é o real interesse deles.
    Já me decepcionei em quem votei, mas agora não sou mais enganada porque acompanho o que fazem.
    Não acreditem no que te dizem, não importa de onde estas pessoas vêm.
    Verifiquem o que fazem e se está de acordo com seus princípios e objetivos.
    Os políticos estão lá para NOS representar. E como todo funcionário, precisa ter o seu papel e o seu desempenho analisados.
    Se atende, continua.
    Se não atende, rua.

  • “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”

    Ayn Rand

  • A forma como a política no Brasil funciona é resultado da falta interesse e de conhecimento do povo.
    Temos sim que nos interessar por política pois nossas vidas serão diretamente influenciadas pelas decisões de nossos representantes.

  • Olá Patrícia!!
    Então, sou servidora pública do Poder Executivo Federal, administração direta e quando você diz há servidores federais que ganham quase o dobro do que a mesma função em uma empresa privada, realmente existe, mas são na maioria servidores de cargos exclusivos e não da mesma função. Eu ganho até menos que muitos trabalhadores da iniciativa privada.. eu e a maioria do Executivo Federal.
    Desde 2015 não temos reparação salarial, tudo aumenta e nosso vencimento está ultrapassado e tabelas defasadas. Ao contrário da iniciativa privada, não temos plano de saúde e nós que custeamos do nosso bolso. Boa parte dos servidores estão com idade acima de 55 anos, ou seja, os planos de saúde bem salgados para eles. Ele estão sem plano e usam o SUS. E nós do Rio, sem comentários….. E também, nós temos auxílio transporte e alimentação, e não cobre, porque como o nome diz é auxílio e temos que cobrir com o nosso vencimento, e não há aumento do “auxílio” alimentação desde 2013 (inclusive, tem o apelido de auxílio coxinha). Eu costumo trazer meu almoço, o que ajuda, mas sei de alguns órgãos que não oferecem estrutura para isso.
    Eu entrei no serviço público após 1998, então não tenho direito ao Pasep (tenho somente o número) e outros benefícios que alguns trabalhadores da iniciativa privada têm, ainda. Não tenho licença prêmio e para ter a licença capacitação concedida é uma via crucis… Atestado de comparecimento somente 44 horas anuais. Passando tem que compensar….
    Nós não temos recesso de fim de ano no Executivo. Revezamos, metade do pessoal na semana do Natal e metade na semana do Ano Novo. E temos que pagar essas horas de acordo com uma portaria (link no final do texto) que sai todo ano. Há ponto eletrônico na maioria das repartições. Hoje, dia 24 de dezembro, estou no trabalho até as 14 horas. E agora parei para comer alguma coisa e escrever esse imenso comentário.
    Portanto esse estigma que nós ganhamos bem e não fazemos quase nada, não existe. Pode sim ter acontecido no passado.
    E quanto as privatizações, outro texto grande, que ficará para outro dia, ou não.
    Por fim, eu não reclamo, até porque tenho trabalho e amo o que faço e ser servidora pública, e sim, agradeço por ter e ser todos os dias, respectivamente. Mas me incomoda quando se generaliza essa questão do serviço público.

    https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-3.409-de-24-de-setembro-de-2019-218018766

    • Olá, Fernanda
      Obrigada pelo comentário, muito pertinente.
      Vc e seus colegas de trabalho estão na base da pirâmide, a que sustenta todo o resto. Olhe para cima e veja se as regras são as mesmas. Não são, infelizmente.
      No geral, o serviço público brasileiro não é bom, apesar de ter bons funcionários. O problema é o sistema em si, no meu ponto de vista.
      Há muito para se mudar nesse setor e não é o povo quem deve pagar caro por serviços onde a boa qualidade é exceção. Vc mesma cita o SUS de uma forma ruim (pois vc e todos os colegas gostariam de ter plano de saúde privado). O SUS é público, custa bilhões e atende como?
      Novamente: base da pirâmide.
      O que é para o povo é péssimo, enquanto outros enchem os bolsos. É disso que estou falando.
      Beijos e mais uma vez obrigada!

  • Muito bacana esse post, e esclarecedor o comentário da servidora, bem esclarecedor para que a gente possa analisar os dois lados da moeda, sem preconceitos.

    • Precisamos nos manter informadas e não achar que se trata de um assunto chato e que nós não temos nada com isso. Informação é tudo!

  • Oi, Patrícia.
    Também sou funcionária pública federal (professora) e fico realmente chateada, como bem escreveu a colega Fernanda Reis, quando generalizam o funcionalismo público resumindo todos os trabalhadores a pessoas que ganham muito para não fazer nada. Por exemplo, na Universidade além da imensa responsabilidade de formar os profissionais que irão atuar no mercado, temos ainda que ser pesquisadores e buscar as inovações que nosso país tanto necessita, não é uma tarefa fácil e muitas vezes tiramos dinheiro do próprio salário para fazer isso tudo acontecer, salário esse que não é reajustado desde 2015, como bem escreveu a colega.
    Por outro lado, sua resposta foi muito pertinente e concordo com ela… o que é para o povo é que não está sendo bem pago e bem investido. E o que não é para o povo… mina luxo. Dessa forma, acho que isso poderia vir no seu post também, pois certas instituições públicas, caso privatizadas, ocasionariam em verdadeira tragédia para o povo, como é o caso da universidade pública.
    O que realmente temos que acabar é com as regalias do funcionalismo do alto escalão… porque gastar tanto com um senador, por exemplo? Li algumas estimativas de que o presidente do senado chega a custar meio milhão de reais mensais aos cofres públicos, com motoristas, moradia, viagens, etc… (fui farmacêutica no serviço público municipal e esse valor abasteceria mais de 4 meses de medicamentos para um município de 70 mil habitantes, incluindo os medicamentos básicos e hospitalares.). Esse tipo de gasto é que precisa ser cortado, mas, sinceramente, não consigo imaginar uma saída… quem fazem as reformas são justamente quem são beneficiados com as regalias, logo, estas não serão cortadas. Dessa forma, atacam a base da pirâmide. Só não sei quanto tempo mais esta pirâmide permanecerá de pé.
    Grande abraço!

    • Olá, Isabel!
      Pensei que havia deixado claro que estou falando das empresas públicas que devem dar lucro, mas realmente pode não ter ficado explícito. Universidades públicas deveriam ser as melhores (como já foram no passado), e não se trata de falta de recursos, mas sim, de que eles cheguem onde deveriam. Tenho professor de escola pública na família e sei como a base da pirâmide sustenta um peso absurdo. Mas tb sei que os recursos que são enviados religiosamente todos os meses “desaparecem” antes de serem usados onde fazem falta. Professor nem vê a cor dos recursos (que não faltam, repito) e aluno então… quase nunca vê o benefício pelo qual o dinheiro foi enviado.
      Isso precisa mudar, pois a corrupção existe em muitas camadas, infelizmente. E quem trabalha duro é que paga o pato (e a conta toda)…

  • Ei, Patrícia.
    Primeiro não posso deixar de expressar o quanto fico feliz quando recebo uma resposta sua aos meus comentários.
    Você está certíssima, infelizmente, muitas vezes o recurso é disponibilizado e não chega onde deveria chegar, combater a corrupção que acontece mais perto de nós talvez (ou certamente) é o primeiro e mais estratégico passo.
    Gosto demais do seu conteúdo e já estou devorando o desafio nº 1, pois é exatamente uma das minhas maiores dúvidas… o que fazer com todas as informações que tenho lindamente organizadas sobre as minhas finanças horrivelmente bagunçadas?
    Grande abraço!

    • É verdade! Recebo bastante mensagens que se resumem à sua frase “informações que tenho lindamente organizadas sobre as minhas finanças horrivelmente bagunçadas”. Essa eu vou usar, tá? rs…rs…

  • A ausência de atitudes dos bons fortalecem as atividades dos maus. Essa frase me abriu os olhos e então mesmo sem boas expectativas com relação a polícia, ela existe e é necessária. Assim procuro me informar e agir.

  • Tudo bem que a frase é desesperadora, mas vou ficar super honrada de você usá-la!
    Grande abraço!

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