O vitimismo invadiu nossa sociedade fazendo com que as novas gerações cresçam achando que o mundo todo deve algo a elas. Seria isso algo bom?

Vitimismo não é heroísmo

Certamente esse é um dos títulos mais autoexplicativos já publicados aqui.

É bem isso: quem é vítima não pode ser herói, assim como quem é herói não pode ser vítima.

Mas, o que está em alta hoje em dia: heroísmo ou vitimismo?

Com toda a certeza essa pergunta é bem fácil de responder.

Porém, há outra pergunta que quero fazer, cuja resposta já requer mais análise:

A quem interessa cultivar o conceito de vitimismo, principalmente em relação aos mais jovens?

Será que é bom para os filhos que seus pais os eduquem para se verem como pessoas injustiçadas?

Ou seria bom para crianças e jovens acharem que o mundo deve algo a elas seja lá pelo que for?

Vamos fazer alguns comparativos para tentar analisar melhor a situação. Por exemplo:

Até algumas décadas atrás, quando um professor reportava aos pais mau comportamento e notas baixas de seu filho, eles reagiam de que forma?

  • Sentiam-se envergonhados por não terem percebido antes
  • Ficavam gratos pela preocupação do professor
  • Viam-se na obrigação de tomar providências para mudar a situação
  • Disciplinavam o filho, mostrando a importância do estudo e do respeito às normas
  • Cobravam e acompanhavam a evolução do filho
  • Todas as alternativas

Hoje, SE um professor OUSAR reportar aos pais mau comportamento e notas baixas de seu filho, como eles reagem?

  • Culpam o professor, a escola e o sistema por não darem ao filho o que ele merece
  • Reclamam por terem sido incomodados com coisas que cabe à escola resolver
  • Ameaçam mudar o filho de escola, afinal, pagam mensalidades caras para não terem dor de cabeça
  • Justificam toda e qualquer falha do filho e desautorizam o professor, a escola e a disciplina como um todo
  • Vão à diretoria reclamar do professor que está perseguindo seu filho indefeso
  • Todas as alternativas

Como resultado dessa mudança de postura, temos crianças e adolescentes simplesmente insuportáveis, salvo raras exceções.

Isso porque estão se tornando pessoas cheias de si, que acham que o mundo gira em torno delas e que todos devem servi-las.

Aos seus próprios olhos, eles são pequenos super heróis, portanto, merecem ser tratados como seres superiores.

É o que o psicólogo Léo Fraiman chama de “síndrome do imperador”.

Aliás, se quiser saber mais sobre o assunto, recomendo investir 14 minutos da sua vida assistindo este vídeo:

Outro questionamento bem simples é:

Como essas “vítimas” – geradas nessa fábrica de vitimismo que a nossa sociedade se tornou – vão resolver seus conflitos no futuro?

Ou eles não terão nenhum conflito porque papai, mamãe e o Estado estarão lá para protegê-lo de tudo e de todos?

A questão é que está sendo moldada uma geração fraca, que ao mesmo tempo que se diz empoderada, chora e se deprime por qualquer coisa.

Crianças ansiosas, “adultizadas” e cheias de pressa em crescer, enquanto os jovens estão mais perdidos do que nunca e os adultos se “infantilizam” o tempo todo.

As etapas da vida estão desordenadas, as pessoas correndo feito baratas tontas sem saber para onde ir e a sociedade dizendo que alguém tem de defendê-las delas mesmas.

Diante disso, devemos parar e raciocinar, sem nos deixarmos levar por essa loucura toda.

Se você quer ser o herói da sua vida, deixe de se colocar como vítima.

Heróis se levantam, lutam, às vezes perdem, mas também vencem.

Vítimas se prostram, reclamam e esperam por socorro, portanto, jamais vencem.

De que lado você quer estar?

 

Nos vemos amanhã!

 

Confira o post anterior clicando aqui.

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Texto perfeito… Um grande problema social…
    Adultos infantilizados e
    Crianças adultizadas…

    Deus, salve essa naçao!!!

  • Bom dia querida! Realmente o comportamento de muitos pais mudaram em relação a criação dos filhos, acho que por comodismo mesmo, jogar para a escola a obrigação de educar, a vida muito intensa e sem tempo para ver o crescimento dos filhos. Um grande abraço! 😍

  • Patricia….adoroooooooo sua palavras, suas colocaçoes……estou acompanhando todos seus post dos 100 dias…..concordo com suas posturas….sensacional…..Deus continue te iluminando……e vc, iluminando nossas vidas

  • Bom dia, infelizmente e desse jeito que as crianças estão sendo criadas.
    Tenha um ótimo dia!!

  • Olá Patrícia!
    Tenho aprendido e refletido bastante através dos seus posts, especialmente os post desses 100 dias.
    Parece que houve uma troca de papéis entre homem e mulher, entre pais e filhos, entre adultos e crianças. Porque os homens tem se tornado cada vez mais frágeis, sem força alguma e sem aquele espírito provedor que era ensinado no passado. Os homens atuais são incapazes de serem líderes de seus lares, em contrapartida as mulheres tem tomado esse papel pra si. Assim temos mulheres super independentes, porém altamente dominadoras e frustradas e homens super sensíveis. Agora imagine esse homem e essa mulher formando uma família! Os filhos serão super desorientados!
    E o que mais tenho visto são mulheres que vivem esses casamentos frustrados, que querem maridos fortes, porém ensinam os filhos(homens) a serem totalmente dependentes da mamãe. Quando esse menino crescer vai repetir os mesmos erros do casamento dos pais. E esse ciclo vai longe!
    É triste ver homens com 30 anos que não avançam na vida, porque nunca foram ensinados a serem desbravadores. Ou marmanjos de 18 anos que a mãe faz tudo porque eles ainda não decidiram fazer nada na vida.
    É triste ver como a nossa sociedade tem se embriagado em meio a tantos sentimentos bestas, que não fazem crescer em nada! Avançamos tanto tecnologicamente, porém regredimos moralmente e nos princípios básicos da família.
    Tantas coisas mudaram, que apesar de eu ter apenas trinta anos, me sinto um extraterrestre, pois vejo meninas de 12 anos com a sexualidade super aflorada, se vestirem de forma tão vulgar pra chamar atenção, que se alguma outra menina não se veste assim é tida como tola ou boba. Pais que passam a mão na cabeça dos filhos em tudo e dão presentes caros porque não estão participando da vida dos seus filhos. Esposas que acham que cuidar do marido e do seu lar é coisa antiquada e do passado. Maridos que não deixam a vida de meninos pra trás. Crianças de dois anos que dormem pra lá de meia-noite ou uma da manhã na cama dos pais, porque estão vendo Discovery Kids.
    Antigamente, para uma menina namorar, o rapaz tinha que vir até os pais pedir a mão dela, pedir permissão, mas hoje em dia pra quê isso? Nada haver! Antes, uma criança tira horário para comer e dormir, para já aprender a ter disciplina e os pais terem tempo pra si. Mas hoje em dia é a criança que manda em tudo. Antes os homens aprendiam cedo a ter responsabilidade e por aí vai.
    Hoje em dia manter os princípios e valores que de fato nos fazem crescer e nos mantém firmes naquilo é bom, puro e agradável, é loucura e uma prisão para esse mundo.
    Mas não faz o menor sentido, pois se pararmos para pensar o que é que vai nos aprisionar: curtir a vida como se não houvesse amanhã e colher os frutos de uma falsa alegria, solidão e angústia ou viver uma vida onde Deus é o maior princípio e colher os frutos de uma vida equilibrada, feliz e sadia?
    Bem, quem dera que esse conteúdo chegasse a todos que precisam. Mas pode chegar sim, através de cada leitor(a) que viver cada ensinamento passado aqui. Assim poderemos quebrar muitos ciclos nocivos na nossa vida e quem sabe à nossa volta.
    Só mais uma coisa, caso seja útil e de interesse para alguém, nessa questão do vitimismo, a BBC News Brasil, publicou um vídeo de um novo documentário, que fala sobre essa questão através das redes socias. Nesse vídeo de 12 minutos mostra como o número de suicídio infantil cresceu absurdamente por essa vitimização e fatores similares.
    O nome do vídeo é “Os segredos dos donos de redes sociais para viciar e manipular, segundo o ‘Dilema das Redes’”. Segue link:
    https://www.youtube.com/watch?v=P2fgvkmhH2A&t=630s

    “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
    E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”
    Romanos 12:1,2

  • Muito alarmante este alerta! Há coisas que eu preciso corrigir. Tem uns pontos abordados que eu nem percebia por ser uma coisa comum…como esta moda de pais quererem agradar os filhos a qualquer custo. E a alta sensibilidades das crianças. E realmente como você falou no texto os heróis tem uma trajetória de dificuldades que vão forjando a ser um herói mais forte a cada dia. Mas eu queria falar das escolas pois elas estão cedendo diante da chantagem das mensalidades. Elas estão cedendo ao pensamento que é mais importante receber a mensalidade do que corrigir o aluno. Eu procurei o diretor de uma escola sobre um aluno que cortou o cabelo e passou cola em outra criança. E a resposta foi do que conversaram com os pais que consideraram uma brincadeira. Brincadeira com tesoura? e se fosse no olho? no ouvido? ou ele passasse em outra área perigosa? eram crianças de 7 anos. Mandei fotos de incidentes com crianças e tesoura e nada. A escola colocou como brincadeira. Os pais também E a mãe do menino resolveu deixar para lá. Mas aquilo me assustou muito. A escola é um ambiente de disciplina. Eu acredito no que o doutor falou sobre isso que os pais estão fazendo é uma violência e na minha opinião deveria ser até denunciado ao conselho tutelar para acompanhamento da criança enquanto da para ajudar.

  • Bom dia, Patrícia!
    Excelente matéria para muitos pais que pensam/agem com os filhos como se eles “fossem absolutos” e “que não podem ser contrariados”. O pai ou a mãe que sempre cede a birra do bebê de 10 meses que esperneia com o controle na mão e que não quer que o canal da TV seja mudado, ele já está exercendo a dominação e os pais não se dão conta do quão nocivo pode ser esse comportamento, “que parece divertidinho”. A criança é um adulto em potencial, que precisa de limites, que precisa aprender desde cedo a lidar com as perdas, com os desejos não atendidos, com as frustrações. Educar, formar um ser humano é uma tarefa difícil e vemos muitos pais se esquivando nesse processo e transferindo para escola, o que cabe a eles. Aprendi que não podemos dar tudo aos filhos, nem o que podemos e muitos menos o que não podemos dar. Na minha opinião, quem não exerce sua autoridade em casa, naturalmente não terá o devido respeito dos filhos. E destaco que sou mãe.
    Abraços!

  • D++++ este post de hoje!

    Qualquer uma de nós temos que estar atentas para não se deixar levar pelo vitimismo.

    Há um casal na bíblia que mostra bem esse comportamento: Adão e Eva.

    Ambos cometeram um erro, mas Adão culpou Eva, e ela culpou a serpente, eles não reconheceram os seus erros e resolveram dar desculpas.

    E assim age quem se faz de vítima, por isso temos que nos responsabilizar pelos nossos atos e não culpar os outros.

    Eu mesma me fiz várias vezes de vítima e paguei um alto preço por isso, vou partilhar aqui algumas experiências com vocês:

    Aprendi aos 12 anos na escola fazer boneca de lã com a cabeça de porcelana, e quando terminei as bonecas vendi para uma tia que se interessou, mas ela não me pagou, e isso foi suficiente para eu guardar mágoa dela!

    Ela errou? sim.

    Mas não justificava eu estragar minha vida alimentando um sentimento ruim por mais de 20 anos que não afetou ela, mas a mim mesma.

    Outra situação: quando morava no Brasil, tinha 2 amigas que errou muito comigo, fora o péssimo relacionamento que tive com a minha mãe desde criança, devido tudo isso a vítima Laura começou a odiar as mulheres, e começou a fazer amizades só com homens.

    Na minha cabeça as mulheres não prestavam, olha como é a vítima! só eu que prestava e as outras não!

    Eu me justificava com uma “BOA” razão para errar com os outros também!

    Isso é vitimismo!

    Eu tive que reconhecer que eu estava errando também, parei de focar nos erros dos outros e passei a olhar pra mim, perdoei minha tia, amo ela, oro por ela, quero o melhor pra ela, parei com essa birra que eu tinha com as mulheres, pois eu tinha muita dificuldade de fazer amizades por causa de tudo o que aconteceu no passado e passei a ser uma amiga de verdade, independente do que as pessoas faziam de bom ou não por mim!

    Pra finalizar o assunto, estou fazendo um curso de inglês, e estou tendo dificuldade na aula, não entendo muito bem a professora, mas a questão é: se eu me fizer de vítima eu vou culpar a professora, vou dizer que ela não sabe ensinar e etc…. mas sabe o que eu faço?

    No fim de semana eu pesquiso em outros sites com conteúdo do Brasil o que ela ensinou para eu poder entender e assim eu consigo fazer os exercícios que ela passa.

    Esse exemplo é bobo, mas é isso que acontece conosco se deixarmos levar pelo vitimismo.

    Abraço enorme pra você Patrícia!

    Que Deus te abençoe grandemente.

  • Uma coisa eu aprendi nessa vida e nesses tempos que vivemos: casar não amadurece o casal e ter filhos também não faz esse casal amadurecer. Para deixar um filho melhor pro mundo – diferente de deixar um mundo melhor pros filhos – é necessário uma decisão pessoal de evoluir como ser humano nas esferas de trabalho, estudo, autoeducação, espiritualidade.

    Hoje, não temos mais Supernanny, Içami Tiba e Rosely Sayão que já nos mostraram lá atrás que isso não estava dando certo.

  • Crianças ansiosas, “adultizadas” e cheias de pressa em crescer, enquanto os jovens estão mais perdidos do que nunca e os adultos se “infantilizam” o tempo todo.

    Grande verdade! Minha filha tem 3 anos e confesso que ja ando assustada com a adultizacao infantil. Espero instrui-la com sabedoria.

  • Boa tarde, Patrícia,
    Romanos 12:1-3 deve ser o que, no mínimo, deve ser inculcado pelos pais na cabeça dos filhos:
    “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.
    Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
    Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.”

    Enquanto lia o texto em minha mente eu lembrava dos muitos tabefes que levei em minha infância… e como sou grata a Deus pela rigidez dos meus pais! E, claro, somado a isso, após conhecer a Palavra de Deus – hoje muito mais ainda – prefiro mesmo obedecer limites para não sofrer consequências!

  • Excelente leitura. Penso como a Marcela. Quando vamos na contramão da sociedade parece que somos de outro planeta. As crianças é que mandam em casa. Triste realidade.
    Fico aqui pensando, como será essa geração? Se nem mesmo um NÃO são capazes de ouvir, ou mesmo passar por uma frustração. Abraços Patrícia!!!

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