Devido à pandemia, muitos pais foram “apresentados” às suas crianças como se nunca as tivessem conhecido. Quem esteve educando esses filhos?

Quem está educando os seus filhos?

Primeiramente, volte um pouco no tempo e lembre-se de como as coisas eram na sua infância.

Como sua mãe cuidava da casa, como, onde e com quem você brincava, como tratava seus amigos, como era sua relação com os professores na escola.

Se você está na faixa dos 45-50 anos como eu, brincava na rua, pois não havia a violência que impera hoje em dia.

Certamente se sujou muito de terra, ralou os dois joelhos e os cotovelos e ainda escalou árvores.

Quando se machucava, lá vinha o mertiolate, aquele vermelho que ardia até dizer chega e, depois de passada a dor, ia de novo “aprontar” um pouco mais!

Chegando em casa, sua mãe estava esperando com alguma coisa para você comer, reclamando da sua roupa imunda e lhe mandando direto para o chuveiro.

E se por acaso você trouxesse um bilhete da escola revelando algum mau comportamento, sem dúvida alguma ficaria de castigo por um bom tempo.

 

Mas como está sendo a infância dos seus filhos, sobrinhos ou das crianças da sua família?

Acredito que totalmente diferente disso… E, por mais que pareça que eu esteja narrando coisas de 200 anos atrás, estou falando apenas de uma geração atrás.

Isso mostra que, na velocidade com que o mundo está mudando, basta uma geração para que as coisas se tornem completamente diferentes.

Logo, a pergunta: “quem está educando os seus filhos?” é extremamente importante.

Afinal de contas, é essa geração que vai comandar o mundo amanhã. E o que será deles e do mundo que virá?

 

Geração menos inteligente e mais fragilizada

Pela primeira vez na história, os filhos têm um quociente de inteligência inferior ao de seus pais.

Esse fato, por si só, já diz muita coisa. Tanta que nem caberia em um único post.

Sem falar de que, além de terem menos capacidade intelectual, tornaram-se frágeis, ao ponto de serem chamados de “geração floco de neve”.

Você não pode mudar o mundo – que caminha a cada dia para um futuro muito, mas muito estranho –, mas certamente pode preparar o seu filho para sair dessa triste estatística.

Recebo muitas mensagens de mães que mal conheciam os filhos antes da pandemia e que não estão suportando tê-los agora dentro de casa.

“Já faz um ano que estou com ‘essa criança’ dentro de casa. Por mais que seja meu filho, não há quem aguente!”

Triste frase, não?

São mães que querem dicas de como conseguir um emprego ou qualquer ocupação que seja simplesmente para não terem que estar com seus próprios filhos.

Se dizem preocupadas em poder dar “o melhor” para eles, mas isso não passa de desculpas, pois o que elas querem mesmo e não ter que lidar com alguém que as desafia o tempo todo.

Quem realmente quer investir no futuro dos filhos não está preocupado em suprir necessidades materiais ou guardar dinheiro para o futuro acima de qualquer coisa.

Os valores que as crianças de hoje precisam urgentemente são aqueles que não têm preço e que, se não foram dados na infância, custarão caríssimo mais tarde.

Pense nisso e não negligencia a sua tarefa mais importante.

 

Nos vemos!

 

Confira o post anterior clicando aqui.

 

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Bom dia! Realmente concordo contigo ,pois os pais não conhecem seus filhos e muitas vezes eles colocavam a culpa na escola que nao dava conta de ensinar e educar seus filhos, e na pandemia eles passaram a conhecer essa realidade e de como os professores fazem falta e pegaram a lã embaralhada e estão tentando achar o fio certo para consertar seus erros .A preocupação deles era somente saber o porque seu filho caiu, porque você nao viu? …Sendo que o professor só tem 24 criancas para olhar e ainda deixou o filho dele cair e ralar o joelho….Como meu filho não foi alfabetizado ainda?….Essa professora manda lição de casa ,sendo que e dever dela ensinar?…Essas são alguns questionamento dos pais nas escolas .Hoje os pais nao dão autonomia a seus filhos e acham que eles precisam de tudo na mão. Como diria um ditado ” Não de o peixe e sim ensine a pescar.”‘

  • Bom dia Patrícia! Eu como tenho 60 vivi td isso que vc falou e mt mais, filha de auto-didata, comunista, preso politico, militar etc…sim esse era meu pai, ñ vários pais, só um mesmo, tínhamos uma estante enorme cheia de livros e clássicos da literatura de vários países, meu pai nos ensinava a ler antes de irmos para a escola, que era aos 7 anos. Logicamente ñ criei meus filhos da mesma forma, mas sempre moramos em casa com quintal e estávamos sempre fazendo algo da nossa infância p passar um pouco p eles. Saudade da minha infância 🤗🤗

  • Olá, bom dia Patrícia! Gostaria de enriquecer o post de hoje, acrescentando as passagens do “Livro, maior entre todos os livros”… Provérbios 22,6 “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles.”; Deuteronômio 6,7 “Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.”; Deuteronômio 5,16 “Honra teu pai e tua mãe, como te ordenou o Senhor, o teu Deus, para que tenhas longa vida e tudo te vá bem na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá.” e, Efésios 6:1,2 “1.Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. 2.Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa;” Abraços!

  • Pensei que era só eu que enxergava as coisas desse jeito, as pessoas querem ter filhos e não querem abrir mão de nada, pagam para os outros criar os filhos ou empurraram para os avós cuidar de segunda a segunda.

  • eu que o diga…. tenho escutado cada uma!!!! sou com muito orgulho professora da educação infantil municipal…. é triste ver a fala exteriorizada dos pais…. isso “justifica” o comportamento dos filhos…. nossa!!!! desastroso!!

  • Boa tarde Patrícia!
    Eu sou dessa geração de joelho ralado, mertiolate, novalgina, hipoglós e minancora para as espinhas.
    Bola queimada na rua – rua de cima contra rua de baixo – a gente chamava o amigo de neguinho a amiga de bolota, eu era a baixinha. Subíamos em árvore para brincar de Jetson’s.
    O canal de TV a cabo Cartoon Network tomou uma decisão segundo o canal, os episódios são “politicamente incorretos” por mostrarem agressões do gato ao rato. Eu em?
    Íamos à praia sozinhos (tinha um mais velho “de 17 anos” para cuidar dos menores), depois de fazer a lição de casa.
    Meus filhos foram criados por militar, estudaram em escola militar, eu sou um pouco militar, percebo que por mais que tentamos ser firmes o sistema enfraqueceu a cabeça deles, seguem em um mundo irreal, falam da política de uma forma que não condiz com a nossa inteligência. Sei que não sou PhD para falar desse assunto, pois nem pós-graduação tenho, mas…
    A nós só resta orar. Aproveito enquanto isso ainda é permitido. Triste realidade das nossas crianças e do futuro que as espera.
    Beijos!

  • Olá, Patrícia,
    Outro dia uma colega me falou que estava desesperada com a filha dentro de casa porque estava odiando a convivência.
    Pensei comigo: “Triste isso, mas como não sou mãe, nem posso avaliar!”
    Agora você retratou o meu episódio quase que ao pé da letra do que ouviu.
    Situação complicada somente para quem não conhece a Deus e não sabe das Suas instruções mencionadas pela colega na resposta acima!
    Cabe a nós pregamos a Palavra a todas as pessoas!

  • Olá Patricia, bom dia. Sou separada e tenho um filho de 13 anos. Desde de os 3 anos dele quando me separei, ele ficava na escola no horario integral, para que eu pudesse trabalhar. Não tenho familiares vivos que morem SP, e a familia do meu ex marido me ajudava da forma que podia. A opção de deixá-lo na escola o dia todo era porque não tinha com quem deixar, e achava mais seguro a escola a ficar em casa sozinho e assim foi até antes da pandemia. Ficávamos juntos 3 horas por dia, somente. Um peso enorme para mim. E neste periodo de pandemia, foi quando percebi o quanto eu desconhecia o meu filho no íntimo. Muito além de educar materias academicas, está a formação de carater, de valores, de princípios. Tudo o que voce escreveu eu posso ver na minha casa, uma criança insegura, fragil, desprerada e cheia de complexos, e emocionalmente imaturo.E a sensação de culpa é tremenda. Para mim a escola e professores, foram meus aliados durante todo esse tempo, mas existem ensinamentos que somente os pais podem passar, e com isso, vem a segurança deles, a percepção de serem importantes na nossa vida não um peso, e não só na nossa, mas também na sociedade onde estão. Assumo a minha responsabilidade, e sei a falta que fiz na vida dele. Agora é aproveitar essa tempo de homeoffice para ficar mais tempo juntos e ir corrigindo o que precisa e pedindo em Deus, para conseguir. Não é fácil, mas é possível. Eu creio.

  • Se as familias fizerem sua parte na educação dos filhos, o restante melhora. A educação começa no berço e não na escola.

  • Boa noite Paty, saudades de um
    tempo que se foi. Eu sou dessa geração nossa,como agente era feliz e não sabia porque vendo essa geração de hoje dia, você é capazde ter um colapso de tanta raiva porque parece que eles não entende, haja paciência . Sou feliz e agradeço a Deus por tudo que vivi e que Deus nos abençoe a todos nós. Beijos 😘 com carinho 💋

  • Oi Patrícia,
    Sempre penso em como será a geração futura, mesmo que os filhos sejam educados pelos pais, ainda assim não é uma educação como nos tempos passados. Não quero dizer que a educação passada foi perfeita, mas, o que tenho observado são pais, que se dedicam mais ao trabalho, ao lazer, e não dão mais prioridade na educação dos filhos, isso acontece porque o resto de tempo que lhe sobra não é suficiente para ensinar a seus filhos. Para eles é mais fácil fazer tudo que o filho quer, porque dá menos trabalho e gasta menos tempo. Os pais estão comprando o amor dos filhos com presentes o tempo todo, e um monte de industrializados para eles comerem. Já vi várias mães andar com uma bolsinha de doces para quando o filho aperrear deixar eles comerem tudo, sinceramente eu não sei se faz muita diferença os outros criarem ou os próprios pais.

    Grande abraço.

  • Bom dia, Patrícia!
    Valores são aprendidos em casa, na família, na convivência, no dia-a-dia, a criança assimila por meio das práticas de convívio e conduta do pais. Valores não se encontra para compra nos balcões da farmácia, gôndola dos supermercados ou lojas do shopping. É um árduo exercício diário, e as coisas do mundo estão aí para trabalhar no sentido contrário.

  • Olá, Patrícia!
    Como professora dos anos iniciais, já tive que apresentar algumas crianças para seus pais.
    Não é nada agradável!
    Já tive até que dizer para uma mãe que a filha de 7 anos tinha sérios problemas de visão. A mãe não acreditou, mas a levou em um especialista. A criança estava quase cega.
    Como você tem um ser humano por sete anos em sua casa e não enxerga suas necessidades básicas?

    Um abraço!

  • Todos os dias me faço essa pergunta: O que será do futuro com essa geração nutela. Estou com 59 anos, já tenho uma filha casada e outra adolescente, mas o meu modo de educar esta última tem sido de como foi com a primeira. Nunca transferir minhas responsabilidades e penso que o melhor que posso dar pra ela é ensinar-lhe a ser uma adulta madura e com responsabilidades, tem sido a minha batalha. Acho triste a maneira como o amor mudou de posição na cabeça de muitos pais. Amor virou sinônimo de receber tudo na mão e poder tudo, sem freios.

  • Isso é um fato. Temos filhos pra que? Serem educados por avós, tias ou escolinha? Não. A responsabilidade é nossa, mesmo não sendo nada fácil, mas Deus nos capacita pra isso. Basta buscarmos Nele esse dom.

  • Bom dia Patrícia
    Lembrei dos meus bons tempos de criança, tudo isso que você descreveu.
    Eu tenho só uma filha, apesar de trabalhar fora, nunca abri mão de cuidar e educar dela.
    Com excessão de uma vez que fui chamada na escola pelo diretor que minha filha bateu em um moleque, mas o problema foi o seguinte, todo dia esse moleque atormentava, colocava o pé na frente para ela cair e etc. , então eu falei para ela reagir, não deixar isso ir adiante, sei que não fiz certo, mas eu já estava cansada de todos os dias era uma situação com esse mesmo garoto. Eu mesma falei para o diretor que foi eu que mandei minha filha revidar e expliquei o porque, e também falei se a mãe dele achou errado que ela viesse falar comigo, o Diretor da escola entendeu o motivo da atitude dela e relatou o fato a mãe do garoto, porque ele só reclamou quando ele levou a pior, então a mãe achou um absurdo, mas ouvindo os relatos do que ele fazia, ela entendeu.
    Hoje se os pais são chamados na escola por qualquer problema, a escola que é errada, no meu tempo era diferente, nossos pais reagiam de outra forma, escutava o que o professor ou direção falava, chegava em casa e tinha uma conversa muito séria com os filhos
    Abraços

  • A minha infância foi exatamente dessa forma que você narrou!!! Passou um filme muito bom na minha mente!! Caso eu tenha filhos, farei o possível para ele experimentar um pouco da infancia que eu tive,apesar dos tempos modernos, tecnológicos e violentos em que estamos imersos.

    Obrigada

  • Patrícia, sou uma leitora e ouvinte assidua dos seus conteúdos. Aprendi e venho aprendendo muito com vc. Graças ao seu vídeo sobre renda extra, comecei quase sem dinheiro, a fazer bolos caseiros pra vender. Estou começando a faturar.
    Outro agradecimento, tenho um filho de 15 anos, fazendo aulas on LINE e jogando nos intervalos, depois desse posto, coloquei ele pra ler livros nos intervalos das aulas e assim ele saiu um pouco dos jogos no computador.
    Deus aumente sua sabedoria. Obrigada.

  • Estamos caminhando a passos largos para uma dependência, (na minha opinião, pois não sou especialista) sem precedentes.
    Os homens do passado eram de guerra, faziam questão de prover o sustento da família, se sentiam desonrados quando falhavam nesse quesito, pois lhes era ensinado que a honra do homem estava em poder cuidar da sua família. E que ao tirar sua esposa da casa dos pais, onde era bem cuidada, deveria dar o melhor a ela, por respeito.
    Hoje em dia, falar algo do gênero é ser careta e ainda por cima interesseira. As pessoas dizem “Isso é coisa do passado!”. A questão é que princípios nunca mudam, são leis fundamentais, não dá para viver sem. Por deixar de lado o que forma o carácter do homem e da mulher, vemos tantas crianças desorientadas, que por sua vez apenas retornam para os pais os valores que têm recebido.
    Os filhos de hoje não são independentes e fortes, mesmo tendo tamanho acesso a informação e conhecimento. Mesmo tendo a gigantesca oportunidade que os pais não tiveram. Mas, isso acredito eu, se deva a falta de princípios que vivemos hoje, que parece crescer cada vez mais rápido.
    Pena que não existem mais programas com Super Nanny, pois era muito esclarecedor ver que os filhos refletem quem os pais são ou as atitudes que os pais têm tomado. Lembro de um caso em que a Cris Poli teve que desistir de ajudar a família, pois os pais não cooperavam com a mudança. Muito triste.

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