Observe os sinais do seu filho

Há crianças consideradas “atrasadas” ou portadoras das mais diversas síndromes, quando seus problemas podem ter outras causas. Confira o post para blindar seus filhos!

shy

Não sou expert no assunto e nem tenho filhos, mas não posso deixar de usar este espaço privilegiado para alertar minhas leitoras sobre algo que tem me incomodado muito ultimamente em relação às crianças. Não tem nada a ver com finanças – assunto do nosso blog – mas não posso deixar de comentar.

Agora há “síndrome de tudo”, cada nome mais maluco que o outro tentando explicar todos os problemas que as crianças têm. Até aí, OK! Mas a questão é que muitas dessas “síndromes” têm sido tratadas com remédios fortíssimos que nem sequer sabemos ao certo o impacto que poderão ter futuramente na saúde física e mental dessas crianças.

E pior: às vezes nem se trata de síndrome alguma. Agora, se eu que não tenho filhos estou preocupada, não consigo nem imaginar como anda confusa a cabeça de quem os tem…

Há crianças sendo entupidas de remédios por terem sido diagnosticadas com uma dessas diversas síndromes quando, na verdade, seus problemas vêm, por exemplo, de abusos sexuais que elas não têm coragem – ou oportunidade – de contar. Será que tem remédio que resolva isso?

óculos

Outras, como uma amiga oftalmologista me disse, são consideradas “atrasadas intelectualmente” quando, na verdade, apenas não enxergam e não se dão conta disso. Até que se perceba que a solução é um par de óculos, essa criança já tomou vários tipos de remédios que não resolveram o problema – claro – e, além disso, deixaram pais e familiares extremamente preocupados.

Uma de nossas leitoras mesmo, a Jarlenys, contou que sempre foi considerada mentalmente comprometida, mas na verdade, ela apenas tinha um problema auditivo que nem chegava a ser surdez. Como aprender sem ouvir? E como saber que esse era o problema se ela não se dava conta de que não estava ouvindo? Imagine o que já pode ter passado pela cabeça dela ao ser tratada como intelectualmente inferior sem, na verdade, ser…

Por isso, você que é pai, mãe ou tem crianças na família, invista tempo com elas. Há problemas que só podem ser percebidos com o tempo, observando as atitudes da criança, conversando, incentivando-a a se abrir e praticando atividades que ganhem a confiança dela. Isso não se resolve com remédio, brinquedo, roupa de grife ou celular. Isso se resolve com dedicação.

Não estou de forma alguma simplificando o problema ou julgando a falta de tempo de muitos pais, ao contrário, não tive filhos por me achar totalmente incapaz de conciliar tudo o que os pais de hoje têm que fazer. Meu objetivo é simplesmente deixar um alerta para que pais e familiares não aceitem que todas as questões de suas crianças se resumam a “virose” ou a uma síndrome qualquer diagnosticada em 20 minutos de consulta.

CarimboQuestione os diagnósticos, ouça outras opiniões profissionais, converse com os professores de seus filhos, enfim, invista no seu maior tesouro. Não permita que coloquem seu filho em um molde e lhe carimbem a testa com um diagnóstico fajuto. Se não compramos um produto caro sem fazermos diversos questionamentos, por que aceitaríamos de cara o que estão fazendo com nossas crianças?

Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Crianças
  • Mayara diz:

    Ótimo artigo!

  • Sara diz:

    Excelente texto! Não é fácil mais requer dedicação, paciência e muita atenção! O que infelizmente está faltando muito por ai, quer seja por causa da vida corrida e agitada de hoje em dia, trabalhos e uma porção de coisas para se fazer, mais filhos tem que ser a prioridade! E o principal a criança precisa ter confiança acima de tudo nos pais! E confiança e conquistada diariamente! Bjs

  • Steffanie diz:

    Eh verdade Paty, tenho uma menina de 9 anos que foi pre diagnosticada com Innatentive ADD. A primeira alternativa que me deram foi medica-la. Mas eu resolvi sacrificar por ela, estudei sobre assunto, descobri que ela se sentia desmotivada é que muito era fruto da minha falta de atenção com ela. Mudei a dieta, analisei resultados, diminui a quantidade de horas na frente de telas (tv, eletrônicos ) e uso a minha fé na corrente de libertação toda sexta feira.
    Os resultados têm sido maravilhosos! Ela hoje é considerada modelo pra outros alunos na sala de aula. No meu ponto de vista, a raiz da maioria dos problemas é o falta desequilíbrio que gera falta de sacrifício em determinada área.
    Gostei do artigo!

    • Patrícia Lages diz:

      Fico feliz por vc ter encontrado outras alternativas e ela estar bem! 🙂

  • Ricardo diz:

    Excelente Dna Patrícia já passei por isso, na escola sempre fui muito ruim em atividades esportivas, e apesar de já usar óculos a anos só a alguns meses descobri que tenho problemas de binocularidade. Descobri pq ao olhar filmes em 3D pra mim é como olhar um filme normal, ao comentar isso com um oculista ele constatou o problema.

  • Ruth diz:

    e não somente as crianças, os adultos também.passei no medico por causa de uma infeção pelo qual me foi receitado 3 antibióticos e 2 tipos de remédios para a dor. Chegando na farmacia e conferindo o valor deu quase 100 reais aos quais decidi perguntar ao farmacêutico para que era cada remédio. Ele explicou que os que eram para dor eram iguais e os antibióticos 2 eram para a mesma finalidade. Ou seja entope de remédios que não são precisamente necessários… e quera ou não este post tem a ver sim, com finanças.

  • Giovana diz:

    Excelente texto Patricia!!!
    Acho importantíssimo investir tempo com as crianças!!! Diminui meu ritmo de trabalho depois que tive filhos e vejo o quanto é prazeroso e gratificante esse tempo com eles!
    E percebi também que trabalhamos menos, ganhamos menos ( e dá perfeitamente para viver bem )mas ganhamos mais no sentido de maior realização como mães.
    Um beijo

  • Nayane Guilherme diz:

    Compartilhando…

  • Joselene Lima diz:

    Isso se chama erro médico e falta de atenção dos pais com seus filhos.

  • Maria Carolina Urizzi diz:

    Simplesmente genial!!!! Tb não tenho filhos por opção, mas penso exatamente como vc, ando horrorizada com esse tantão de “síndromes” diagnosticadas atualmente, e mais horrorizada ainda com a qtidade de crianças tomando tarja preta sem sequer exames profundos!! Parabéns pela abordagem, e mto grata pelo ótimo blog!!!!

  • Ana Carla Saud diz:

    Patrícia. Muito importante essa preocupação. Comecei a ter interesse pelo tema das “supostas” dificuldades de tantas crianças nas escolas e encontrei as informações abaixo, que compartilhei em minha linha do tempo, no Facebook. Não estou criticando nada, apenas formulei um texto informativo. Compete a cada pessoa de bom senso avaliar a situação de suas crianças e decidir o que fazer para fazê-las progredir, na vida. Seguem as informações pesquisadas nos sites oficiais do governo brasileiro.
    Um “parecer” equivocado sobre uma criança, pode selar o seu futuro e atrapalhar o seu desenvolvimento, ao inverso de auxiliar. Os únicos que ganham com pareceres de “portador de necessidades especiais” – se equivocado o “diagnóstico”- estão elencados no texto abaixo.

    SABIAM ? ? ?

    O PDDE é um programa do FNDE que significa “Programa Dinheiro Direto na Escola” e existe para assegurar condições de ensino melhores aos estudantes.
    A quantia será maior, quanto maior é o número de estudantes de uma escola. Existe um valor variável pago à Instituição Escolar e um valor “per capita” tabelado e corrigido anualmente.
    No caso dos alunos considerados portadores de necessidades especiais (hiperativos, com talentos especiais, superdotados, autistas, desatentos, hipoativos, portadores de transtornos comportamentais, cegos, mudos, surdos, cadeirantes, etc.), o PDDE disponibiliza recursos “per capita” QUADRUPLICADOS.
    Para melhorar as condições de ensino dos alunos considerados “normais” ou sem necessidades especiais, a verba “per capta” repassada à escola é menos atrativa, ou seja, QUATRO VEZES MENOR em relação ao aluno especial.
    O cálculo dos valores “per capita” a serem liberados para cada escola é formulado a partir do número de alunos da educação básica recenseados no ano anterior ao do repasse.
    Para a percepção de valores maiores “per capita” destinados aos alunos especiais, deve ser apresentado um parecer firmado por profissional do comportamento infantil até o mês de abril de cada ano letivo. Mas, atualmente, há escolas que ainda não conseguiram terminar o senso escolar deste exercício.
    O parecer que determina a “especialidade” de cada aluno é custeado pelas famílias, que devem contratar profissional para avaliar a criança teoricamente “especial” e elaborar parecer diagnóstico, que acompanhará aquela criança por sua vida escolar.
    Entretanto, as primeiras sugestões de “diagnóstico” do aluno considerado “portador de necessidades especiais” geralmente são formuladas pelas pedagogas da instituição de ensino na qual foi matriculado o aluno.
    O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) também repassa verbas para gratificações de professores que lecionam em classes com alunos considerados portadores de necessidades especiais, “per capita” (GAEE).
    O FNDE também tem programas de repasse de verbas “per capita” para o ensino de alunos portadores de necessidades especiais em favor de Instituições de Ensino PARTICULARES e gratificações aos professores.
    Professores, Coordenadores Pedagógicos e Orientadores Educacionais também recebem rendimentos extras por atendimento de alunos considerados portadores de necessidades especiais, diretamente do FNDE, do FUNDEB e do PDDE.
    Em Roraima, os valores para lecionar em classe onde há criança portadora de necessidade especial, são atraentes: chegaram, em 2012, a R$ 620,00 “per capita”. Auferem esse valor: os professores regentes de classe e as coordenadoras pedagógicas e orientadoras educacionais.
    Esses projetos começaram a vigorar em 2008 e os valores começaram a ser repassados para as escolas em 2009.
    Em 2013, no Rio de Janeiro, 85% das crianças matriculadas em escolas públicas foram consideradas “portadoras de necessidades especiais”.
    Esse aumento significativo, em tão pouco tempo, chamou a atenção das autoridades e dos estudiosos no assunto, que estão buscando respostas para esse aumento repentino e astronômico de crianças especiais-inclusas em um intervalo de tempo tão curto.
    Conclusão: Como as crianças consideradas “normais” diminuíram…
    FONTE desta resenha:

    Um grande agradecimento, a você, Patrícia Lages, por seu senso de realidade e seus posts tão inteligentes e necessários atualmente.

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