O poder da influência – DDP#8

22/09/2021

O poder da influência – DDP#8

Todos somos influenciáveis, a questão é analisar quem e o que tem influenciado você. Para o desafio de hoje teríamos…

Todos somos influenciáveis, a questão é analisar quem e o que tem influenciado você.

Desafio

Para o desafio de hoje teríamos um post totalmente diferente deste, porém, ontem à noite aprendi esta lição e não posso esperar para passar para vocês!

Para quem não conhece a história do personagem bíblico Daniel (aquele da cova dos leões), aqui vai um breve resumo.

Daniel era um jovem de 16 anos, de família nobre, habitante de Jerusalém, quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu sua cidade e prendeu todos os habitantes .

Depois da invasão, veja o que aconteceu:

O rei Nabucodonosor chamou Aspenaz, o chefe dos serviços do palácio, e mandou que escolhesse entre os prisioneiros israelitas alguns jovens da família do rei e das famílias nobres. Todos eles deviam ter boa aparência e não ter nenhum defeito físico; deviam ser inteligentes, instruídos e ser capazes de servir no palácio. E precisariam aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios.

(Daniel 1:3 e 4)

Como falamos sempre no nosso Clube da Leitura, ler não é simplesmente decodificar letras, mas sim, meditar no que cada palavra quer dizer.

Só que, para isso, é preciso escolher boas leituras, senão você vai acabar se aprofundando nas bobagens que muita gente escreve por aí, cujo único sentido é vender ou passar adiante um monte de inutilidades. Mas voltemos a Daniel!

Ele foi um dos jovens de família nobre, inteligente, instruído e de boa aparência que, de prisioneiro, passou a ser um dos escolhidos do rei para estudar no palácio.

E para quê o rei queria esses jovens, uma vez que já possuía inúmeros servos no palácio? Não era para servirem cachos de uva em bandejas de prata, mas sim, para “aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios” a fim de que INFLUENCIASSEM os demais israelitas.

Para quem não sabe, os israelitas tinham um único Deus e não serviam aos reis das terras vizinhas. Eles respeitavam as autoridades, mas não as serviam, pois tinham seus próprios costumes determinados por Deus.

O que Nabucodonosor queria era destruir a cultura dos israelitas e implantar a cultura babilônica.

E não é exatamente isso que acontece nos dias de hoje?

O poder da influência é levado tão a sério que ser “influenciador” se tornou até uma profissão.

Muitos influenciadores têm milhares e até milhões de seguidores que os veem como “pessoas nobres”, com uma vida “sem defeitos”.

Geralmente são muito bonitos no que se refere à aparência e ditam as novas regras e costumes, levando muita gente a experiências negativas, como:

  • Gastar mais do que deveria comprando tudo o que indicam
  • Entrar em dívidas para levar uma vida parecida
  • Viver descontente com a própria aparência por não ser “perfeito” como seu influenciador parece ser
  • Ficarem doentes tentando ter o corpo que o influenciador tem, sem levar em conta de que sem as dezenas de procedimentos que fazem, isso não é possível
  • Terem problemas alimentares por conta de dietas malucas para emagrecer além do que é saudável
  • Frustrar-se por não ter o que eles têm, materialmente falando

Criou-se toda uma cultura em torno dos “digital influencers” e há quem não viva um dia sequer sem acompanhar as postagens de pessoas que nem sabem que elas existem.

Quantos não são os influenciadores – com milhões de seguidores – que, de vez em quando, anunciam estar com depressão, sem vontade de viver? Enquanto isso, milhões de pessoas querem ter uma vida igual à deles.

Veja que ironia: milhões querendo ter a vida que nem a própria pessoa quer mais…

Vivendo na Babilônia como escravo de Nabucodonosor, Daniel não tinha escolha: ele passou a se vestir como um babilônio, a se adornar como eles (naquela época os homens se enfeitavam bastante e usavam até maquiagem) e a aprender a língua e a cultura local. Até seu nome foi trocado: de Daniel para Beltessazar.

Porém, há um detalhe importantíssimo que fez toda a diferença: Daniel cedeu às coisas externas (até porque não tinha opção), porém, não deixou que nada o influenciasse internamente.

Ele aprendeu a cultura e a língua, mas nunca abandonou sus raízes, seu bom caráter e sua fé no único Deus. Daniel nem sequer aceitou que a comida do rei entrasse em seu corpo. Ele se recusou a se alimentar das finas iguarias e do vinho da mesa do rei e pediu que lhe dessem apenas legumes e água. E olha que ele só tinha 16 aninhos!

O grande desafio de hoje é: você tem deixado as “finas iguarias e o vinho da mesa do rei” influenciarem quem você é?

Será que você tem se deixado levar pela “lacração” dos dias de hoje e pelas bandeiras que têm sido levantadas pelo “politicamente correto”? Ou será que, apesar dessa enxurrada de conceitos sem pé nem cabeça você tem se mantido firme em suas convicções, conservando seus valores?

Lembre-se: todos nós somos influenciáveis, mas cabe a cada um escolher quem e o quê nos influenciará.

Nos vemos amanhã no DDP#9!

13 comentários

    Boa tarde querida! Uma ótima reflexão para quem vive direto nas redes sociais alimentando-se de porcarias, uma doença, vivo aconselhando algumas clientes que perderam a noção do ridículo, claro que falo para aquelas que tenho intimidade e sinto-me na obrigação de falar , tá difícil 😐😘

    Oiiii
    Dica de filme: Amor por contrato
    2009 ‧ Drama/Comédia dramática ‧ 1h 36m
    Os Jones formam uma família aparentemente perfeita. Tanto Steve e sua esposa Kate, quanto seus filhos, são bonitos, populares e confiantes, causando inveja na vizinhança. Entretanto, eles não são uma família de verdade: são funcionários de um empresa que resolveu inserir famílias em mercados de luxo para dar vida aos seus produtos e aumentar sua lucratividade.
    Com Demi Moore no elenco.
    Essencial para estes tempos.

      Anotado!

    Maravilha!!
    Acredito que estou caminhando bem. Uso as redes sociais, sigo pessoas, mas procuro não basear ou definir minha vida em tudo o que vejo. Confesso que nem sempre é uma tarefa fácil porque tudo é muito sedutor. Há quase dois meses que não o uso o Instagram e asseguro que não estou sentindo falta. Depois do detox, aprovetei melhor o meu tempo, me tornei mais produtiva, focada na minha vida, no presente e o silencio me ajudou a encontrar novos caminhos.

    Bjs

    Fiz um estudo sobre Daniel para os adolescentes na minha igreja e foi tremendo ver a sua convicção. De fato, temos que ficar “espertos” em quem nos espelhamos, nos permitimos influenciar porque é sutil no trabalho e em casa mesmo. Ter opiniões diferentes leva a rótulos extremistas. Uma pena. Muito bom o desafio de hoje. Busquemos vida real para se influenciar.

    Muito atual esse post. Mais conhecimento de quem somos e o que queremos, com certeza não seremos tão influenciáveis

    Excelente reflexão, Patrícia.

    Hoje esse texto foi pra mim…. muitas vezes aquela olhadinha no instagram me deixa profundamente triste, me sinto inferior e fracassada, pq parece q todos tem uma vida tão feliz e próspera …. mesmo sabendo que nem tudo é verdade… estou cada vez menos perdendo o meu precioso tempo acessando as redes socias…. O texto de hoje foi fantástico.. parabéns

    A R R E B E N T O U ! ! !
    Excelente reflexão.

    Amei a reflexão.

    Olá Patrícia!! Excelente Reflexão!! Nunca havia analisado essa passagem bíblica dessa forma.
    Sem dúvidas, a Palavra de Deus é muito rica, e precisamos analisar os detalhes, para que possamos
    aprender as mais excelentes lições.

    Boa tarde Paty.
    Já vou dar uma aprofundada no livro de Daniel.

    Maravilhosa reflexão Patrícia, exatamente assim na história da humanidade: quer dominar um povo tente suprimir sua língua e cultura, impondo novos costumes e nova forma de comunicação. A influência acaba “matando” a cultura ou língua de origem.
    Daniel e a grande lição: sua fé ninguém rouba !
    Muito obrigada! 💙

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