Muitas mulheres vivem inseguras quando se veem desempregadas e na dependência do marido, mas a raiz do problema não está nas finanças. Confira o post!

“Não posso viver na dependência do meu marido”

Realização profissional, crescimento pessoal e oportunidade de fazer a diferença.

Esses são objetivos cada vez mais escanteados por mulheres que trabalham movidas apenas pelo temor de viverem sob a dependência financeira de seus maridos.

Receber relatos de mulheres que dizem preferir um emprego maçante realizando funções que detestam só para poderem fazer o que quiserem com as suas finanças demonstra que há algo de muito errado nos relacionamentos de hoje em dia.

O cinema, as novelas e as músicas têm vendido as falsas ideias de que relacionamento afetivo significa encontrar a tal cara-metade ou a tampa da panela.

Levando em conta que somos 7 bilhões de seres humanos, a tarefa de encontrar essa única “pessoa certa” estaria mais para missão impossível…

Ao crer nesses mitos, as pessoas – principalmente as mulheres – deixam de atentar para o que realmente importa quando o assunto é relacionamento de longo prazo.

Casam-se (ou moram junto) com pessoas que mal conhecem ou que, apesar de notarem os indícios de não serem adequadas, relevam situações e comportamentos que colocarão o relacionamento – e elas mesmas – em risco.

Questões financeiras sempre têm como pano de fundo a confiança, afinal, ninguém empresta dinheiro para alguém em quem não confia.

Aliás, a falta de confiança faz com que o simples fato de revelar o valor da renda já seja um tabu.

Até mesmo entre marido e mulher não são poucos os casais que não têm ideia de quanto o outro ganha.

E a pergunta é:

Pode uma união dessa natureza sobreviver a esse grau de falta de confiança?

As pesquisas apontam que não.

A segunda maior causa de divórcio no mundo são os problemas financeiros, quer seja a falta ou o excesso de dinheiro ou outras questões relacionadas a ele.

A onda do empoderamento feminino tem levado as mulheres a pensar individualmente e não mais em família (e os homens agradecem que elas se virem em tudo sozinhas).

O conceito “meu dinheiro, seu dinheiro” tem dividido os casais e feito cada um viver sem considerar objetivos em comum.

Os próprios pais têm aconselhado os filhos a priorizarem carreira, dinheiro e construção de patrimônio individual, pois se o relacionamento não der certo, eles estarão com o “futuro garantido”.

Quando somamos os mitos a esse tipo de conselho – que obviamente é dado com a melhor das intenções – o resultado é:

Pessoas que não se importam em conhecer a fundo com quem se relacionarão e não veem o menor problema em colocar o carro na frente dos bois.

Ou seja, mal se conhecem hoje, mas já se casam amanhã.

E, se não funcionar, é só optar pelo plano B e partir para outra.

Porém, nenhum fim de relacionamento está livre de dores e sofrimentos.

Além do mais, viver pulando de frustração em frustração não parece ser o “futuro garantido” de que tanto se fala.

Esse tipo de coisa é que coloca a vida de ambos na dependência do destino.

Se os casamentos fossem construídos em bases sólidas e não em sentimentos efêmeros, não haveria espaço para frases tristes como a que dá título a este texto.

Emoção acima da razão é uma equação que sempre dá um resultado negativo.

Nos vemos amanhã!

 

Confira o post anterior clicando aqui.

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Bom dia, Patricia!
    Se eu vivesse de passada imitaria a hiena triste: “Ah se eu tivesse lido isso há 14 anos, não teria feito bobagem!”
    Mas como eu não sou das que retrocedem, respondo: “Uau! Mais uma lição aprendida para não fazer bobagem no próximo relacionamento!”
    Beijos e obrigada!

  • É um caminho difícil mas possível ver o cônjuge com olhos novos todos os dias! Saber que não somos perfeitos e viver o amor como ascese e não como sentimento. E o mais importante: vivendo assim somos completos e felizes! Faço essa experiência há 31 anos!

  • Olá Patrícia, certamente virão muitasssssssssssssssss críticas nesse posts parabens por falar o que incomoda muita gente!

    O individual e priorizar carreira e patrimonio é um coisa bem diferente de não assumir uma construção conjunta e cheia de riqueza a dois, sejam elas as que o casal desejar!
    Sim isso é fato, eu mesma como mulher me coloco em primeiro lugar, mas vejo que muitos estão se acomodando nesses sonhos solitarios ao inves de aprenderem uns com os outros.

    Obrigada por compartilhar sua ideias conosco

  • Olá eu já penso que pessoas que pulam de galho em galho em questão de relacionamentos amorosos são pessoas que são carentes, que não conseguem conviver bem consigo mesmo, que precisam do outro para fazerem sentido a sua vida, um relacionamento amoroso e para transbordar um ao outro.

  • Boa tarde querida! Eu como trabalho desde os 12 anos, já aposentei e continuo trabalhando prestes a fazer 60, e falo sempre: trabalhar para mim sempre foi muito importante, tanto pelo dinheiro como pela satisfação pessoal, ñ consigo me ver sem trabalhar, enquanto tiver disposicao trabalharei, porém, isso nunca atrapalhou meus relacionamentos, e nossa renda é em prol de todos, sem essa de “esse é meu e esse é seu”, tudo é conversado para o bem de todos. Um grande abraço 😍😍

  • Este ponto é bem profundo. Começa com os maus casamentos que geram filhos que crescem com conselhos “Seu marido é seu emprego”, “Não deixe de trabalhar se o casamento der errado você tem um pé de meia”,… Isso vem da base casamento falha. Onde o homem de mau caráter começava a se aproveitar e a largar a esposa dedicada e até mesmo aos filhos também. Como vemos muitos hoje que nem pensão aos filhos querem dar. A Bíblia fala sobre os maridos que se aproveitavam e repudiavam suas esposas. E a Palavra de Deus as protegia. Mas conforme as pessoas foram se distanciando da Palavra de Deus as coisas pioraram. Os abusos geraram mulheres amargas. Mulheres amargas que já casam elaborando um plano B. Se der errado eu tenho um emprego. Que já criam filhas para não confiarem em homens. Dizendo que o importante é ser independente. Mulheres hoje agressivas, que batem, insultam os maridos e dizem que eles não servem para nada! Que não precisam de maridos! Assim como infelizmente o abusador já foi um dia o abusado, elas estão replicando o horror. E não são felizes. Eu fui criada com esta mentalidade de ser independente. Mas eu queria casar! Era um conflito entre os ensinamentos do mundo e minha essência dada por Deus. Eu casei com as diretrizes do mundo. Nem meu nome de solteira aceitei mudar para o de casada. Casei com a ideia meu dinheiro e seu dinheiro. Casei com a ideia que eu faço o que quiser pois eu tenho meu dinheiro e não preciso de ninguém. E veio o divórcio! Aí vem um “como assim?” Depois de conhecer Jesus e ler o livro Casamento Blindado eu pude ver os meus erros. Eu antes só enxergava o erro e a deslealdade do outro. E me achava uma esposa top por ter sido leal e fazer minhas tarefas de casa! Mas a cada capítulo eu enxergava cada erro. E percebi que eu nunca casei. Eu nem sabia o que era um casamento. Casamento são dois formando um. E para formar um, ambos tem que perder pedaços de si para formar um nós. E no final do livro independente das atitudes do outro pelo básico já estava tudo errado. Como ser independente e casar? Impossível. Casar é depender um do outro. é como a dupla de vôlei de praia. Cada um faz sua parte. O ponto forte de um compensa o ponto fraco do outro. E a dupla se fortalece conforme conseguem ter maior entrosamento. Tanto que as duplas campeãs são as que tem maior entrosamento. E também tem a parte que você falou de casar sem conhecer realmente a pessoa. E até se colocar em situações de risco como vem aparecendo em notícias de jornais. Mas nunca é tarde para aprender. Assim como a Patrícia falou no Clube da Leitura eu recomendo Casamento Blindado e Namoro Blindado. Este último me mostrou mais erros meus ainda!!! A Bíblia é um espelho de quem realmente somos! E isso é realmente maravilhoso!

  • Boa tarde, realmente num casamento a vida financeira não e tão fácil, conforme era a vida antes do casamento.

  • Aqui em casa não existe o meu dinheiro e nem o dinheiro do meu marido, existe o nosso dinheiro e decidimos em conjunto o que fazer com ele! Dá super certo e temos um casamento solido, é lindo em uma foto de casamento dizer que agora “somos um” mas na prática ser totalmente diferente!

  • Acredito que essa frase seja no sentido de corrigir o que aconteceu às mulheres das gerações passadas, por não terem carreira, nem fonte de renda própria, mantinham casamentos muitas vezes abusivos por conta da dependência do homem para sobreviver. Toda forma de dependência traz muitos prejuízos e limitações para quem depende, uma coisa é ficar desempregado por um tempo, outra é você ter que ficar justificando todo e qualquer gasto para o parceiro o resto da vida, vi isso na minha família e sei o quanto é desgastante.

    • O erro está na palavra “depender”. Se se trata de um casamento, trata-se de uma família onde todos fazem tudo para o bem de todos, não deveria existir esse conceito de dependência. Em um time ninguém “depende” de ninguém, mas todos lutam para que todos vençam. Esse deveria ser o objetivo de um casamento, mas vemos que não é. Por isso tantos divórcios…

  • Patrícia, seus posts têm me ajudado a refletir sobre minhas atitudes, meus posicionamentos e erros. Minha mãe (na melhor das intenções) me aconselhava: “Se você tiver um marido que te dê um carro e uma conta bancária, já está bom”. Ao mesmo tempo, ela me incentivou a estudar, a ter uma profissão, o que foi maravilhoso. Porém, eu desejava também ter um casamento baseado em amor e parceria. Lendo o relato da Cristiane, reconheci essa ambivalência que vivi em minha vida. Tive relacionamentos fracassados e um casamento relâmpago que quase colocou minha vida em risco. São muitos fatores que levam a escolhas equivocadas. Hoje sou sozinha e lamento não ter criado minha própria família, mas como disse a Vânia, mais uma lição aprendida! Um abraço afetuoso

  • Olá Patrícia! Penso que essa frase “Não posso viver na dependência do meu marido”, leva a refletir sobre a importância de não ser “dependente” de quem seja lá quem for, isto é, não ser dependente material ou emocionalmente de ninguém! O ideal é que se busque o equilíbrio no relacionamento para não ser “peso” um para outro. Quanto ao casamento, é difícil para quem está “do lado de fora” da convivência diária do casal entender os pormenores do que se passa na sua rotina, pois ocorre muitas vezes, enquanto solteiros, tudo é “um mar de rosas” e a “realidade se apresenta” quando se está sob o “mesmo teto” diariamente, principalmente no aspecto das finanças (“meu dinheiro, seu dinheiro”). Poderia ser bem interessante se em cada casa, houvesse um quadro enorme na parede com alguns “lembretes”, assim como está em 1 Tessalonicenses 5,15: Tenham cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal, mas sejam sempre bondosos uns para com os outros e para com todos. Poderia incluir também o que está em Eclesiastes 3,20: Todos vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e ao pó todos retornarão. Abraços

  • Somos um massa de hábitos. Vamos carregando o que nossos pais ensinaram e viveram e vamos passando isso de geração em geração. Realmente, muitas mães ensinam as suas filhas a não dependerem de homem algum, pois a mulher deve ser independente, deve ter seu próprio dinheiro para não dar satisfação de nada ao marido. Isso já ouvi aos montes de mulheres que vivem um casamento ruim e acham que esse conselho é o salvador da pátria. O pior é que os filhos vindos desses casamentos passam adiante todos esses ensinamentos errôneos em seus relacionamentos, e o pior é a mídia através dos filmes mostrar que curtir e ficar com todo mundo não tem nada haver. “O certo é seguir o que diz o coração.”
    É muito triste! Quem dera que todos colocassem suas cabeças para pensar e que buscassem a Deus para ter ensinamentos e reflexões tão maravilhosos quanto esses que temos tido aqui nesses cem dias.
    Por isso o nosso dever é compartilhar a verdade, para que mais pessoas sejam livres do engano e possas ser felizes de fato, começando de dentro para fora.
    Deus te abençõe Patrícia!
    Obrigada!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *