Julgar uma mãe: quem nunca?

Hoje temos um texto muito especial da Isabela Munhoz que nos faz refletir sobre o quanto somos injustas ao julgar quem quer que seja. Vale a leitura para mães e não mães!

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Estava lá eu com a minha irmã dentro do “Espaço Família” de um shopping para trocar a fralda do meu sobrinho. Ele tinha poucos meses e sua pele era extremamente sensível. Minha irmã já tinha feito de tudo: lavava o pequenino todas as vezes que fazia xixi ou cocô e passava vários tipos de pomadas indicadas pelo pediatra, mas ainda assim ele assava!

Por isso, logo que percebemos que ele havia sujado a fralda, fomos trocá-lo sem demora. Havia no local uma senhora com a netinha, que acabara de ser trocada. Mal minha irmã começou a tirar a fralda do neném, ele já começou a berrar, afinal estava com dor pela assadura… Ao ver o estado do menino, essa senhora soltou um comentário: “Judiação! Coitado!” – e olhou para minha irmã como se ela fosse a mais criminosa das mulheres.

Eu tentei explicar, mas a senhora parecia não acreditar e achava mesmo que era culpa da minha irmã… “Tenho esse creme de assadura, você não quer passar um pouco?”, disse a senhora. A vontade era de responder: “Nossa! Que ideia genial! Nunca pensamos em passar num creminho nele!” Mas preferimos ficar caladas, o que nos deu mais vontade de sair logo dali.

Essa cena me marcou demais, pois naquela época, eu ainda não tinha tido filhos. Pensei em quantas vezes não julguei mães, pais e outras pessoas, não falando, mas em meus pensamentos. Pensava que quando eu fosse mãe, comigo as coisas iriam ser diferentes. “Eu não vou dar chupeta”, “Meu filho não vai fazer birra assim”, “Ele vai comer de tudo”, “Nunca vai assar” e por aí vai…

Só que quando passamos na pele por esse tipo de situação percebemos o quanto não temos o controle total das coisas, o quanto nossos filhos podem nos surpreender e o quanto as coisas podem sair de forma totalmente contrária ao que imaginávamos, sem que tenhamos culpa alguma nisso.

Por essa e por outras situações que aconteceram comigo, vi o quanto dói ser julgada e passei a perceber o quanto estamos erradas quando pensamos mal dos outros, sem saber a realidade dos fatos.

Serviu para mim e vou levar para a vida inteira esse aprendizado de que julgar é ser injusto.

Até a semana que vem!

Isabela Munhoz

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Crianças
  • Cristina De paula diz:

    Não achei o comentário da Sra ruim. Sentimos do mesmo quando a criança está com algum incomodo e nem sempre é julgamento. E eu também ofereceria um creme caso fosse diferente na intenção de ajudar.
    De qualquer modo eu tb era excelente mãe até ter filha. Antes de me tornar mãe dizia que não faria isso ou aquilo. É preciso sempre se polícia

  • Isabel Souza diz:

    Trabalho em uma loja de alimentação infantil e tenho um filho de 6 anos, e entendo o que muitas clientes que vêm aqui passam, as pessoas não entendem que seres humanos são únicos, mesmo quando ainda são bebês não dá para pautar comportamentos e reações baseados em livro de regras, têm criança que chora muito, têm criança que quase não come, têm aqueles igual ao meu que parecem que têm formigas na roupa,e cada um é diferente. Já vi mães chorarem no meu trabalho por conta de se acharem insuficientes e frustradas, tudo por essa mania do ser humano de falar sobre o que não lhe diz respeito, uma coisa que eu levo comigo para a vida, eu posso achar o que for das pessoas e situações guardo comigo, o máximo que divido é com meu marido em casa, sem mais ninguém saber.

  • Vânia Maria Gabriel de Souza diz:

    Então é legal ver mães andando sem perceber o tamanho do passo da criança… na rua… vendo o celular…. e sem prestar atenção na criança também? É, é melhor não falar nada.

  • Rejane de souza leite diz:

    Muito pertinente esse post, é uma realidade o julgamento acontece, por isso temos que nos colocar no lugar do outro e nunca julgar porque não sabemos o que aquela mãe está passando ou os sacrifícios que já fez pelo seus filhos. Importante concientizar para respeitarmos sempre o espaço do outro.

  • Ana paula ramalho diz:

    Também passei por um caso bem parecido, tenho uma sobrinha e logo nos primeiros anos de idade ela já aprontava, e minha cunhada tentava de todo jeito fazer com q ela obedece-se, mas não adiantava eu achava um absurdo ela não respeitar a mãe, e sempre dizia para meu esposo, que menina mal criada, se fosse minha filha ela ia ver….
    E hoje já passa e por situações até mais constrangedora com a minha filha, foi aí que percebi q não devemos nunca julgar a educação dos filhos de ninguém, como está no post, muitas das vezes a situação foge do nosso alcance
    Hoje também não julgo mais nada e ninguem ,procuro fazer o melhor q acredito e pronto

  • Estela Pereira diz:

    Olá,

    Nossa tendência natural é julgar a todos e em vários aspectos, na vida real e também na ficção, ao vermos uma notícia, filme, também julgamos, inevitável termos opiniões acerca de tudo, porém vale pensar que muitas vezes podemos avaliar sem ter informações suficientes e sermos injustos ou superficiais. Acredito que como eu todos já vivenciaram ou ainda irão passar por alguma situação que as pessoas sem me conhecer julgaram erroneamente…
    Apontar e julgar os outros é sempre mais fácil que olhar para nossos próprios defeitos e erros. Lembre que como vc julga também será julgado.

  • Maria braga diz:

    Muito legal! Esses post sempre nos ajuda e refletir antes de julgar
    Alguma mãe.As vezes as pessoas caem de paraquedas e nem sabem o realmotivo.

  • Ana Carla Saud diz:

    Realmente, a sociedade culpabiliza muito a mãe… Mas no caso de assaduras, posso garantir que meu filho nunca sofreu disso. E sabem porquê? Porque a receita da vovó de passar AMIDO DE MILHO (mantido em um pote de talco bem seco e destinado apenas para essa finalidade)na pele do bebê, depois de bem higienizada e bem sequinha, é muito eficiente (e acessível também).

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