Copiar a vida das blogueiras e famosas das redes sociais tem feito estragos na vida financeira de muita gente e, em alguns casos, afetado até mesmo a saúde. Esse é o assunto de hoje!

Blogueiras: para o bem ou para o mal

Esse é um dos inúmeros relatos que recebo no meu blog, onde falamos sobre finanças pessoais:

 

Dias atrás caí na real de que estava muito ansiosa para ter coisas que nem iam ser usadas. Esse bombardeio de vídeos de blogueiras me influenciou a querer ter dinheiro para fazer coleção de coisas. O pior é que eu nem tinha me dado conta. Queria ter as coisas que elas têm para não ficar para trás. Isso me fez muito mal, afetou até a minha saúde.

 

É certo que as blogueiras são a bola da vez da publicidade.

Por isso, as agências buscam influenciadores para promover seus produtos.

Aliás, não vejo nada de mal nisso.

Afinal de contas, não é isso que vemos o tempo todo na TV e em outros meios há décadas?

Mas, em relação ao mundo virtual, há seguidores que acham que aquela vida das redes sociais é a vida real da blogueira.

Com isso, começam a ansiar por uma vida semelhante e se frustram quando a sua não parece tão perfeita assim.

É diferente do artista da TV, que o telespectador sabe que leva uma vida totalmente fora da sua realidade.

Achar que ter a mesma quantidade de bolsas da blogueira de moda é normal ou necessário faz as pessoas gastarem o que não podem para levar uma vida que não existe.

Isso mesmo: não existe!

Isso porque nem mesmo a blogueira comprou todos os produtos que está promovendo…

Ao contrário, recebeu um cachê para divulgá-los.

É claro que não é sempre, pois há quem divulgue o que gosta e não apenas o que lhe pagam para divulgar.

 

Como ficam as finanças?

Como blogueira e youtuber, tenho contratos de publicidade, porém, devido à minha profissão, existe uma ética profissional a ser seguida.

Esse cuidado não vem apenas de mim, mas também dos meus companheiros de finanças, de advogados, médicos, nutricionistas e tantos outros profissionais que trabalham de acordo com a ética da profissão que escolheram.

Isso, de certa forma, protege os seguidores de coisas que poderiam prejudicá-los.

Porém, essa mesma ética não é exigida em outros segmentos como moda, beleza e life style.

Com isso, há pessoas sem o menor conhecimento ensinando dietas absurdas, incentivando as pessoas a gastarem o que não podem e promovendo tratamentos estéticos complexos como se fossem aspirina.

O número de influenciadores vem crescendo a cada dia e a tendência é aumentar.

Por isso, ainda que não haja uma regulamentação para todo tipo de conteúdo, seja criteriosa com o tipo de informação que recebe.

Analise, aproveite o que faz sentido e não se deixe levar por um estilo de vida que não cabe no seu bolso ou que pode prejudicar a sua saúde.

 

Esse post é uma adaptação do texto da minha coluna no R7 “Meu Estilo”, onde publico todas as quartas e domingos.

Quer conferir mais dicas sobre estilo de vida e análises interessantes sobre o nosso dia a dia?

É fácil: clique aqui e acompanhe! 🙂

Nos vemos!

 

Jornalista especialista em finanças, autora do best-seller Bolsa Blindada, colunista do programa Mulheres, TV Gazeta e youtuber.

  • Que coisa muito proveitosa ler isso logo pela manha !
    Parabéns a todos os envolvidos nessa postagem , eu mesma fui prejudicada financeiramente e também materialmente pois devido a minha profissão de maquiadora , eu acabava fazendo um monte de comprinhas ( que no final viram compras grandes) de produtos lançados , divulgados que aos pouquinhos virou mania .. e hoje tenho um montão de maquiagem de varias marcas que algumas doei e outras descartei pois venceram. Hoje sou bem mais observadora e não saio comprando tudo não ! Analiso bem, vou usar isso ? ou é só pra ver como é? e não compro sem pesquisar e ver se realmente vou usar muito .

  • Amei, estava em uma pegada tipo isso e parei total e estou tentando das a virada financeira.

  • Comigo tem acontecido o contrário:: a cada dia tenho menos vontade de gastar/comprar por influência das blogueiras que sigo.

  • Fico vendo os vídeos das youtuber e simplesmente tenho vontade de ter tudooooo. Até que acordo do sonho kkkk

  • Existe uma dualidade. No outro lado, estão os minimalistas, que ensinam a reduzir, reutilizar e reciclar. Há pessoas que ensinam a fazer ótimos utensílios com objetos que seriam descartados e até móveis de papelão que ficam mais firmes e melhores que alguns móveis comprados em lojas. Outros ensinam a reutilizar o que as pessoas já possuem em suas casas, objetos duradouros na construção civil (como por exemplo, revestimentos em paredes e até calçamento com tampinhas plásticas – que tem garantia de mais de 100 anos). É incrível o que se pode fazer com o luxuoso “lixo” que descartamos todos os dias e que também é dinheiro que estamos desprezando (quanto mais vistosa uma embalagem, mais caro se torna o “produto” nela contido). Gosto de blogueiros que comparam produtos quando preciso adquirir algo (como, por exemplo, um eletrodoméstico, uma ferramenta elétrica, etc.) e estou em dúvida quanto ao que seria melhor.
    Há muitas coisas interessantes para ver na Internet, além do consumo de produtos.
    Parafraseando a sra. Priscila: “vendo os vídeos dos Youtubers, tenho vontade de aproveitar tudooo”.
    Obrigada pelo alerta, no seu post, Patrícia Lages.

  • Boa Tarde! Conteúdo abordado muito bom e consequentemente aproveitàvel em todos os sentidos. Estar atento é uma questão de sobrevivência(financeira) e mental diante de tantas sugestões e ofertas no mundo virtual. Acredito que a pior propaganda é aquela em que a gente sabe que o produto em questão não tem nada haver com quem está fazendo a propaganda. Celebridades fazendo propaganda de café, e não tomam café etc. Blogueiras na maioria das vezes são pagas pra divulgarem produtos, e não usarem. Cabe a nós saber identificar essas armadilhas, e saber selecionar quem seguir, pra quem dar likes, enfim começar a valorizar isso.

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