Estabelecendo padrões – Parte 1

Você já passou por alguma situação na qual se perguntou: “Por que  isso sempre acontece comigo?” Então o post de hoje é para você!

Comigo era assim: em qualquer lugar que eu chegasse para trabalhar, em um curto período de tempo, já dava para concluir que o pessoal era folgado!

  • “Dá isso para a Paty que ela ‘desenrola’, não se preocupe!”
  • “Não esquenta, tem muito trabalho mas a Paty faz!”
  • “Está em cima da hora? Não tem problema, a Paty tá acostumada!”
  • “O cliente é chato, manda a Paty atender, ela sempre se vira!”
  • “Tem que segurar essa ‘bucha’? Manda a Paty, ela se sai bem sob pressão!”

PadrõesApesar de ter trabalhado em poucas empresas por longos períodos, passei por muitas promoções, com isso, mudava de departamento, de chefe, de colegas de trabalho etc. Mas não importava o quanto eu mudasse de ares, no fim, a história se repetia: eu tinha sempre que administrar as piores situações e ficava, na maior parte do tempo, com mais trabalho do que uma pessoa poderia dar conta.

Eram quase sempre 2 ou 3 pessoas fazendo nada, enquanto eu tinha que trabalhar por 3 ou 4 para suprir a necessidade da empresa. E, pior: ganhávamos a mesma coisa! Cargos iguais, salários iguais. Muito injusto, na minha opinião (e você vai se dar conta do porquê).

Eu não entendia e vivia me perguntando por que isso sempre acontecia comigo, por que eu só trabalhava com gente folgada, por que as pessoas são tão cuca-fresca etc. etc. Até que percebi que o problema não eram as pessoas. O problema era eu…

Era eu que acostumava as pessoas a largarem tudo nas minhas mãos, pois quando eu via que elas até faziam, mas não “como eu fazia”, tomava a frente e assumia as tarefas dos outros. Na minha cabeça, a empresa não podia sofrer por ter um funcionário ruim, então eu tinha que ir lá e fazer o que tinha de ser feito.

Mas depois de me ver sobrecarregada e ganhando o mesmo que os demais (que não faziam quase nada), mudei meus padrões. Estabeleci regras – primeiro para mim mesma – e, depois, com meus superiores.

Comecei a deixar as tarefas dos outros para os outros e priorizei as minhas. Claro que o padrão de serviço da empresa caiu, pois os outros não estavam acostumados a terem que trabalhar duro e se viram em maus lençóis quando  eu deixei de trabalhar de graça para eles. Daí, adivinha quem foi chamada na sala do chefe? Eu, claro!

Amanhã conto o final, mas por enquanto, vá pensando aí no que você precisa mudar em relação à sua vida profissional, à empresa ou até mesmo no convívio com seus colegas de trabalho. E se há alguma situação injusta que vira e mexe acontece com você, compartilhe com a gente deixando o seu comentário abaixo.

Vamos nos ajudar a compreender em que podemos melhorar os nossos padrões por meio das nossas experiências.

Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • Delândia Silva diz:

    Oieeee…

    Caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaamba…eu acabei de falar isso para uma amiga na hora do almoço, que não era possível que só existia euzinha aqui nessa empresa…e dai vc me vem com esse post…
    Ah Patty linda do meu coração…vc é o máximo…rsrsrsrs !!!
    Pois eu vou refleti bem no que acabou de escrever…
    Bjs bjs

    • Patrícia Lages diz:

      hahahaha… eu tava lá só ouvindo!!! Beijossss

  • Fabiola diz:

    Ola paty adoro seu trabalho,sigo sempre seu blog e tem me ajudado muito na minha vida, principalmente profissional, minha situaçao essa eu trabalho num hospital sou tecnica de enfermagem e no setor que eu trabalho so tem eu como tecnica, minha funçao e auxiliar os medicos e os paciente, sempre fico depois do meu horario, chego antes fico, fico sem hora de almoço, sempre faço mas do que me pede, e na maioria das vezes meu chefe nao entende por eu fiquei sem almoço o porque eu saio sempre depois do meu horario, reclama, enfim tambem acabo fazendo outras funçoes como administrativo, ja conversei com meu chefe que nao irei mas fazer funçao de outros funcionarios mas ele nem escudou, agora mas vou tomar atitude vou falar nao tenho probleminha com essa palavra, ah as vezes fico ate de segurança para quebrar um galho para o pessoal ir almoçar kkk

  • Jéssica diz:

    Paty, estou passando por uma situação parecida. Só que não como colegas de trabalho. Mas sim com um cliente… Acabei acostumando ele mal e tudo o que ele sempre me pediu fiz e sempre além do que deveria. Acabei fazendo várias coisas sem cobrar, como uma forma de tentar agradar. Só que no ultimo mês ele me pediu para parar com um tipo de serviço que presto, e ficar só com os outros. Fiquei chateada, porque sempre fiz além do que me pediu. Mas enfim… a partir de agora, vou começar a cobrar aquilo que não cobrava. Preciso valorizar o meu trabalho para ser valorizada também.

  • Débora Cunha diz:

    Trabalho num escritório que a minha colega que ganhou 30% de aumento que jogar um pouco do serviço dela para mim pq ela está fazendo faculdade e se sente sobrecarregada ai eu me pergunto o que eu tenho haver com isso? Essa semana falei com ela com educação e fui sincera que não acharia justo e continuar com uma parte da função dela pq não ganho para isso. Entendo que ela faz faculdade só que tudo tem seu sacrifício na vida mais eu não posso fazer serviço de uma pessoa que ganha por isso. Msg de hoje me ajudou muito pq sempre fiz serviço de outra pessoa e nunca tive valor.

    Obrigada D.Paty aguardando a 2 parte.

  • Carmem Lucia diz:

    refletindo , e aguardando cenas do próximo capitulo

  • Viviane diz:

    Nossa rsrs, me identifiquei muito Paty!
    Aguardo os próximos capítulos rs

  • Bianca diz:

    Comigo acontece mais é em coisas pessoais. ah, a Bianca (mãe e filha concomitantemente) dará um jeito…rs…Desde marcar médicos até pagar tudo…mesmo sem grana…heheheh…
    Quando parei de ser boba, apareceu emprego, estágio, menos doenças…

  • Fernanda diz:

    Oi Paty eu vejo isso acontecendo comigo… estava realmente pensando que preciso achar o ponto de equilíbrio entre a responsabilidade na empresa e disciplina comigo, pois muitas vezes acabo ficando até mais tarde para terminar um serviço sem receber nada em troca, enquanto isso minhas responsabilidades como dona de casa e comigo mesma ficam para depois… estou curiosa para saber suas dicas! Bjos

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Fernanda. Eu creio que nós devemos analisar todos os prós e contras que uma situação nos impõe. Muitas vezes é necessário trabalhar até mais tarde para dar conta de tudo, o que não significa que a empresa vá pagar por isso (como é o seu caso). Mas vc tem o direito de descontar as horas a mais pelo esquema de banco de horas. Assim vc repõem o tempo extra em outro momento em que o serviço esteja mais brando. Essa pode ser uma saída. Mas se forem muito comuns essas horas excedentes sem remuneração, vc precisa analisar se vale a pena deixar as suas coisas de lado pelo emprego. É sempre uma questão de analisar a melhor escolha! Bj

  • Rosinei Ribas diz:

    Uia! Eu até me vi no texto. Hoje, estou deixando mais de lado as coisas que não me dizem respeito. Faço o meu trabalho e da melhor maneira possível, sempre tomando cuidado para que o desleixo dos outros não atrapalhe a qualidade do meu trabalho. Interfiro menos na rotina alheia.
    Aos poucos as chefia intermediárias estão vendo a lacuna que tem ficado em alguns procedimentos. Mas como eu disse, não estou deixando estas lacunas afetarem a minha produtividade.Parabéns pelo post.
    Abraços

    • Patrícia Lages diz:

      Aproveite as lacunas para mostrar seus talentos e, quem sabe, conseguir uma promoção para assumí-las! Bjs

  • Aurélia diz:

    OIEEEE
    NOSSA ISSO ACONTECE SEMPRE COMIGO. NA EMPRESA QUE TRABALHO UNS DOS MEUS SUPERIORES DECIDIU CONTRATAR ALGUÉM PARA ME AUXILIAR PARA QUE EU PUDESSE ASSIM SER MAIS APROVEITADA E POR INCRÍVEL QUE PAREÇA ESTÁ GANHANDO O MESMO QUE EU E NÃO FAZ QUASE NADA SABE!!
    TODA RESPONSABILIDADE E A PARTE BUROCRÁTICA DE TUDO AINDA FICA COMIGO.
    OBS.: ESTÁ COMIGO A RESPONSABILIDADE PORQUE ELA ESTÁ APRENDENDO E NÃO QUEREM QUE ELA POSSA ERRAR EM UMA COISA QUE EU FAÇO MUITO BEM “SEGUNDO ELES FALARAM”.
    FICA ENTÃO EU FAZENDO TUDO E GANHANDO O MESMO QUE ELA QUE NÃO FAZ NADA, SÓ FICA DE PAPO PRO AR.

  • VALERIA LEITE diz:

    EU SOU UM FAZ TUDO AQUI NA EMPRESA, E NÃO SOU VALORIZADA, RECOMPENSADA, TODOS RECEBEM GRATIFICAÇÃO DO MEU CHEFE NAS SUAS ÁREAS, MENOS EU …E O PIOR É QUE MEU CHEFE TEM CONSCIENCIA DISSO E MESMO ASSIM SÓ SABE ME SOBRECARREGAR…E EU NÃO TENHO CORAGEM DE REAGIR…

    • Patrícia Lages diz:

      Enquanto vc aceitar a situação e se submenter ao medo de reagir nada vai mudar, Valéria. Não é o seu chefe quem a está sobrecarregando, mas, sim, esse medo. Livre-se dele o quanto antes. Bjs

  • Kalyne Amorim diz:

    Já percebi que meu padrão é: as pessoas sempre falarem mais pra mim, cobrarem mais a mim, então imaginei por quê isso acontecia sempre. Me dei conta que é porque eu normalmente não questiono, não digo não e, na grande maioria das vezes, aceito “numa boa” o que me é imposto. Acabei tendo problemas de ansiedade por querer dar conta de tudo que os outros me pedem. Estou revendo minha postura e seu artigo, assim como o blog, me ajudou muito! Beijos!

  • Vânia Maria Gabriel de Souza diz:

    Que artigo incrível, Paty!
    Já estou refletindo cada linha…
    Beijos

  • janaina diz:

    Me sinto assim sobrecarregada, mais sei se eu não fizer o que tem quer ser feito , no final sobra para eu mesma ter que ficar até mais tarde e ir trabalhar aos sábados para tirar o gargalo , pois quem finaliza o serviço é meu departamento… não sei como agir nessa situação. help

    • Patrícia Lages diz:

      Você poderia falar com o seu superior sobre a situação E se vc tem que trabalhar além do horário, deveria ganhar para isso. Bjs!

  • Karina diz:

    Estou gostando muito do seu blog, e quando leio suas histórias parece que estou lá com você..rs
    bjs

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