Abuso financeiro, um tipo de violência – Parte 1

O abuso financeiro está entre uma das formas de violência e tem aumentado consideravelmente entre as mulheres. Entenda o problema e saiba como pedir ajuda.

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A violência financeira é uma inimiga silenciosa, pois não deixa hematomas em suas vítimas. Apesar disso, as marcas causadas por esse tipo de abuso podem ser profundas e perdurar por muito tempo na mente de quem sofre com isso. Mas o que é abuso ou violência financeira?

Esse tipo de violência é caracterizada quando ocorre um ou mais itens da lista abaixo:

  • Quando alguém se apodera do seu dinheiro;
  • Quando alguém controla a sua conta bancária, exigindo suas senhas e cartões;
  • Quando alguém acompanha seu movimento bancário exigindo que você apresente seus extratos;
  • Quando alguém intimida ou impede que você determine como usar seu próprio dinheiro ou que gaste consigo mesma;
  • Quando alguém faz compras em seu nome mesmo contra sua vontade;
  • Quando alguém usa o seu nome contra a sua vontade para financiamentos e empréstimos; 
  • Quando alguém toma posse do que é seu por incutir na sua mente que você não é capaz de fazê-lo. 

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Infelizmente muitos idosos têm sido vítimas de violência financeira por parte de seus familiares mais chegados. Na maior parte das vezes são os filhos ou netos que se apoderam de suas aposentadorias ou fazem empréstimos consignados em sue nome, em alguns casos, até mesmo sem a vítima saber.

Além dos idosos, muitas mulheres sofrem desse tipo de abuso por parte de seus maridos ou pais. Tenho recebido vários relatos de pessoas passando por esse problema e achando que a situação nunca vai se resolver. Realmente, se a vítima não fizer nada, a coisa vai continuar exatamente como está.

Para que exista um abusador é necessário haver um abusado. O abusador só pode exercer seu papel se tiver alguém se sujeitando a ele e, para não perder seu poder sobre o outro, usa de ameaças e todas as ferramentas possíveis para continuar seu controle sobre o que não lhe pertence. Enquanto a vítima se mantiver na posição de vítima e não fizer nada para mudar isso, continuará sendo vítima, pois o abusador não tem nenhum motivo para deixar de abusar…

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Há dois caminhos: procurar a delegacia da mulher ou, se você precisa de apoio para tomar uma decisão, buscar ajuda em um grupo que lhe dará toda assistência necessária. Se esse é o seu caso, ou se você conhece alguém nessa posição, recomendo o projeto Raabe.

O projeto atende em todo Brasil, pois conta com diversas filiais. O sigilo é absoluto e você será atendida por mulheres que já passaram por casos de violência e abuso, portanto, pessoas que sabem o que é ser abusada, mas que conseguiram virar o jogo. Ninguém melhor do que quem já passou pelo problema para entender o que você está passando.

Para saber onde encontrar o Projeto Raabe, clique aqui ou escreva para [email protected] Rompa esse silêncio, peça ajuda e dê uma virada na sua vida!

Amanhã vou trazer alguns exemplos de abusos financeiros que tenho recebido de leitoras e leitores para que você se dê conta do que é ser abusado e como esse tipo de violência é mais comum do que imaginamos.

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • Ida diz:

    Bom dia Paty!
    Muito obrigada por sempre abordar temas importantes aqui no blog, os quais com certeza encorajarão e ajudarão muitas pessoas que sofrem com esse problema.
    Deus te abençoe grandemente.
    Abraços

  • Maria Carolina Urizzi diz:

    Nossaaaaaaa q tema pertinente e contemporâneo! Tenho mtas amigas q deveriam ler essa série de posts… mas como não se acham vítimas de nada, até se ofenderiam… e acho q justamente isso é gde parte do processo, se enxergar, admitir que são vítimas, e aí sim passar a fazer algo por si mesmas!

    • Erika diz:

      Verdade Maria! As pessoas que passam não percebem. Eu passei 9 anos por isso e posso garantir que o meu pensamento era “é meu dever como filha”, “coitados, se esforçaram muito para me criar, agora tenho a obrigação de retribuir”. O primeiro passo (e o mais difícil) é aceitar que isso não está certo.

  • Misleine diz:

    Meu Deus, Patrícia, nem sabia que existia isto… Novamente, parabéns. Seu trabalho está se tornando (ainda mais!) de utilidade pública. Sinal claro de que o Espírito de Deus age através de você.

  • Fabiana Aparecida dos Santos Rocha diz:

    Realmente este tipo de abuso existe em nossa sociedade e tem crescido muito nos últimos tempos, mas de maneira sutil tem passado desapercebido para os que estão de fora deste contexto, mas há muitos que sentem na pele e no bolso esse abuso cruel e indigno.

  • Ingrid diz:

    Muito bom. Eu estava sofrendo abuso do meu ex cunhado e.Não.me.tocava. pidão q pede.as.coisas usando o.filho p eu ter pena mas já chega. Fora meu ex.marido q não pagava uma.conta de casa kkjj . Agora ja foi embora. A gente sofre esses abusos por achar q.deve algo a alguém ou por pena. Ou p nao magoar. Mas há limites. Temos q nos respeitar primeiro e valorizar nosso dinheiro. Ganho com muito suor

  • Erika diz:

    No caso de pais e filhos acredito que seja uma questão de cultura, onde os filhos são mão de obra e produzem para os pais. Em alguns casos os filhos ganham uma parte para depois seguir o ccaminho.
    É muito comum também vermos a pergunta feita para pessoas que ganham um dinheiro a mais: “o que vc vai fazer com esse dinheiro?” E a resposta é “vou comprar uma casa melhor para os meus pais”.
    Obrigada por abordar este tema tão importante e atual!

  • Joselene Lima diz:

    E ainda tem aqueles que abusam sutilmente, pedindo sempre seu dinheiro emprestado, pedindo para comprar no seu cartão de crédito, deixando sempre você pagar a conta, etc. Meu ex marido era assim e eu sempre ia cedendo e até hoje pago uma conta indevida para ele e que adquiri com o divórcio.É triste mas é verdade!

  • Miguel diz:

    Sou homem que fica em casa cuidando do lar e dos filhos e sou vítima dessa violência. Se fala muito de violência financeira sobre idosos e mulheres mas não esqueçam que há muitos homens que a sofrem todo o dia…

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