Hoje em dia pouco se vê a prática de algo que é crucial para a prosperidade: o comprometimento. Será que você tem?

4 conselhos para sair da crise – Comprometimento – Parte 3

Imagine que um cano estoura na sua cozinha inesperadamente e você precisa de um encanador o quanto antes.

Você busca indicações e chega a um profissional, então, telefona imediatamente e relata o problema.

Ele pede que o registro seja fechado até que ele chegue e anota o seu endereço.

“Mas você vem que horas?”, você questiona.

E ele, por sua vez, responde que sairá de um cliente em quinze minutos e, já que leva meia hora no percurso, chegará em 45 minutos.

 

Logo depois, você faz as contas: são 9h15, então, por volta das 10h o encanador vai chegar.

Mas, nesse meio tempo, como nem tudo acontece como as pessoas dizem, você pensa que já será ótimo se ele aparecer, ainda que seja às 8 da noite!

Por fim, a campainha toca e, lá está ele, às 10h em ponto, para a sua surpresa!

Contei toda essa historinha com a finalidade de que você veja que comprometimento hoje pode significar fazer nada mais que o mínimo.

É isso mesmo: por mais que o trabalho esteja escasso, a maioria das pessoas não têm comprometimento algum.

Por conta disso, quem faz o que deveria fazer já sai na frente.

 

Está mais fácil se destacar

Desde o começo da minha carreira eu estava acostumada a me destacar mais do que os outros, isto é, eu fazia sempre mais do que era a minha obrigação e ainda ajudava meus colegas.

Porém, quando fui trabalhar em Buenos Aires, vi que a concorrência era bem mais acirrada.

Enquanto no Brasil já era o máximo chegar no horário, lá, todo mundo fazia isso.

Quando eu passava horas e horas em casa, pensando em chegar no dia seguinte com a solução para algum problema, me deparava com mais três ou quatro colegas que haviam feito o mesmo e que, ainda por cima, apresentavam ideias melhores do que as minhas…

Pela primeira vez me dei conta de que eu não era tão boa assim, mas apenas fazia um pouquinho mais do que a maioria e que, fora do Brasil, eu não me sobressaía em quase nada.

Tive que me esforçar muito mais e, ainda por cima, em espanhol, que era natural para todo mundo, menos para mim que ainda estava aprendendo.

Foi, ao mesmo tempo, uma decepção para comigo mesma, mas também um desafio e uma grande escola.

 

Mais desafios pela frente

Mais tarde, quando fui trabalhar em Londres, a coisa ficou ainda mais desafiadora, pois além do inglês, minhas colegas eram verdadeiras máquinas de trabalhar…

Elas tinham uma única folga na semana e, durante o horário de trabalho, mal olhavam para o lado. Foco total, atenção total!

Eu tinha boas ideias e isso ajudava bastante, mas ninguém era mais rápida do que elas na execução.

Quando voltei ao Brasil, as pessoas achavam que eu era um robô, afinal eu trabalhava desde a hora que chegava até a hora de ir embora e só isso já era demais!

Portanto, aproveite o fato de que por aqui o mínimo já é muito, até porque:

Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com cavalos?

Jeremias 12:5

 

Nos vemos!

 

Confira a Parte 2 clicando aqui.

 

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Bom dia Patrícia, Eu tenho me deparado diariamente com esse tempo de colegas de trabalho, chegam atrasado e sai antes do horário, e aí a empresa está passando por um período ruim e eu não vejo nenhuma preocupação com o final da empresa. Tenho falado com o patrão temos que mudar e o funcionário que não estiver colaborando temos que mudar. Eduardo Almeida. Parabéns pelo seu trabalho.

  • nossa, já li esse versículo mas nunca fiz essa conotação!!!!! Amo esses textos, aprendo muito… Deus continue te abençoando , Patrícia Lages.

  • Olá, Patrícia!
    Aplaudindo em pé a sua postagem! Estou cuidando para que os meus dias continuem como nos dias que trabalhava, já que acabei de me aposentar!
    Nada de ficar de papo pro ar, muito pelo contrário! Já tenho uma agenda de atividades e à medida que vou cumprindo cada uma delas, as próximas ficam mais desafiadoras ainda! E eu gosto disso!
    Obrigada

  • Boa tarde querida! Eu vim morar em São Paulo em 2011 já como esteticista, e estava com muito receio em trabalhar com as paulistas, pois no Nordeste achamos que tudo em São Paulo é mais que perfeito, puro engano, faço meu trabalho e ñ fico em desvantagem com nenhuma profissional daqui, pelo contrário, já me destaco e mts médicos já me indicam para fazer pós operatório nas pacientes deles. 🤗🤩🙏

  • Boa tarde querida
    Quando eu trabalhava como professora(atualmente aposentada) sempre procurei chegar pontualmente, exceto quando havia algum imprevisto.
    Sempre valorizei meu emprego e agora trabalho dentro da minha própria casa v todo o prazer em dar conta das minhas tarefas.
    Gosto de ler ,isso é bom para abrir a mente e adquirir mais conhecimento.
    💋💋😘
    .

  • Hoje, infelizmente as pessoas são muito “rasas” para o trabalho, não tem iniciativa, reclamam demais, não usam a criatividade para produzir melhor o serviço. Falo isso, porque onde eu trabalho, apesar de ser uma empresa pequena com poucos funcionários não vejo um comportamento de atitude de comprometimento em nenhum deles. Eu tinha uma auxiliar, que passava uma 3 horas vendo yotube, mas agilizar, organizar os documentos era só por Deus.
    Ah sim, levo o nome de chata, puxa-saco, etc por querer ver o serviço em ordem.
    bjs

  • Olá, Patrícia! Até perdi a respiração…como diria minha mãe, “vida real meu bem!” Estive por um período em Portugal, presenciei algumas cenas até engraçadas, pois naquela ocasião, muitos brasileiros iludidos com um “novo eldorado”, chegavam lá para trabalhar, por exemplo em um café, lugar mais comum e que há um estabelecimento desse ramo praticamente em cada esquina, iniciando como “garçom” logo se achavam no “direito” de ocupar a gerência… (rs…rs…). Por se tratar de um país que recebia muitos turistas quase que diariamente, era de se esperar que o contratante perguntasse ao brasileiro se ele comunicava também em outro idioma, imaginando que o inglês era normal saber, espanhol ou francês seriam de conhecimento comum, afinal se aventurar pela Europa, começando por Portugal…muita calma nessa hora!!! Então, quero dizer que, essa pequena descrição da minha vivência, faz bastante sentido com a palavra de Jeremias 12:5. Obrigada pela partilha da sua experiência. Abraços!

  • Oi Patrícia,

    A Itália foi uma escola, me achava a melhor, quando morri de vergonha na hora do jantar, cheguei atrasada, e todos estavam me esperando para comer, não era acostumada com isso. Fiquei admirada com o compromisso dos italianos com horário, e o quanto eles são bons no trabalho, as mulheres passa o dia todo trabalhando, quando chega em casa faz um jantar delicioso em pouco minutos, eles têm tempo para tudo, nossa! Voltei outra pessoa.

    Grande abraço.

  • Ótima dica. Amo isso. Amo fazer a minha parte, me dedicar, cumprir o objetivo pelo qual fui contratada. Amo no meu trabalho ser produtiva e minimizar tempo ocioso.

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