Efeito manada: um erra, todos erram

Por que postagens com notícias falsas ou instruções de mentira viralizam tanto nas redes? O que faz uma pessoa repassar uma informação sem se preocupar se é verdade?

 

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Ela voltou! A “declaração” que visa não autorizar o Facebook a usar o conteúdo que as pessoas publicam circula na rede há cerca de 4 anos. Nada novo, mas sempre que ela ressurge muita gente começa a compartilhar, levando informação falsa a milhares de pessoas em todas as partes do mundo.

A BBC (que é uma fonte idônea de informação) divulgou a declaração oficial do Facebook sobre o assunto: “sempre circulam rumores de que o Facebook está fazendo mudanças relacionadas à propriedade da informação e do conteúdo que as pessoas postam na plataforma. Isso é falso.”

Mesmo assim, nossa timeline é invadida por compartilhamentos de uma notícia falsa com toda cara de falsa, mas as pessoas nem se dão conta de que se trata de uma tentativa bem pobre de usar termos jurídicos em um texto mal escrito. É só pensar por um minuto e questionar: como pode uma declaração dizer que “o conteúdo deste perfil é informação privada e confidencial”? Como pode ser privada uma informação que a própria pessoa publica? Como pode ser confidencial uma coisa que é postada na internet em uma rede social que é um ambiente público? Tem sentido isso?

Alguns até ouviram dizer que a notícia é falsa, mas nem por isso deixaram de publicar e, para todos os efeitos, incluíram a frase “falsa ou não, não custa nada compartilhar, então lá vai…”.

Será mesmo que não custa nada? Eu creio que custa sim, e muito! Quando você compartilha informações falsas está colaborando para encher a internet de mentiras (ainda que pareça que mentiras virtuais são diferentes das reais). Além do que, estará mostrando para todos os seus contatos que você não se importa se o que publica é verdadeiro ou não.

É a velha história do lobo mau que falava tanta mentira que, no momento em que falou a verdade ninguém acreditou! Várias pessoas me escrevem dizendo que querem ter um blog de sucesso, mas que ninguém as leva a sério na internet. Por que será, hein? Será que não é porque boa parte do que essas pessoas publicam não passa de boatos?

Quando compartilho informações tenho o cuidado de saber qual é a fonte, se é confiável e se a notícia é verdadeira (procuro até ver se está bem escrita). Na dúvida, não curto nem muito menos compartilho. Esse cuidado me traz credibilidade, tanto que, quando compartilho algo, as pessoas confiam. Já li vários comentários em minhas publicações do tipo: “eu estava na dúvida sobre isso, mas agora que você postou sei que é verdade!” Para mim esse tipo de coisa não tem preço.

Muita gente ainda não percebeu o poder que tem nas mãos. Quando você tem uma página no Facebook ou um perfil em qualquer rede social, você se torna um divulgador de informações. Se você posta qualquer coisa sem se preocupar se é verdade ou mentira pode estar atrapalhando a vida de muita gente, denegrindo a imagem de pessoas e empresas e até colaborando para a disseminação de vírus.

Tenha compromisso com a verdade e não se esconda atrás de um “nunca se sabe” ou “vai que é verdade”. Se você não tem certeza de que é verdade, não publique. É melhor você ficar na sua do que fazer parte do efeito manada, onde um erra e leva um monte consigo. E lembre-se:

Uma mentira publicada um milhão de vezes não se torna verdade!

Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Tecnologia
  • Gabriela Nunes diz:

    Bom dia, Pati! Está muito top o post de hoje. Disse tudo!
    Sucesso sempre ?

  • Dag diz:

    Excelente!Seus posts sempre edificantes!amo te acompanhar!

  • Liliane diz:

    Bom dia Patricia! Esse assunto de compartilhamento de notícias é algo sério e demonstra o tanto de imaturidade de várias pessoas, talvez da maioria dos perfis do Facebook. Eu me recuso a compartilhar notícias antes de verificar se realmente procede e sem refletir qual é a finalidade do meu compartilhamento.

  • Diana Carvalho diz:

    Hahahaha…. você é o máximo mesmo. Adorei o post. Usar o raciocínio é sempre a melhor escolha.

  • Tatiane Maciel diz:

    Oi, 🙂

    Também sou assim, me policio para não divulgar ou acusar alguém ou alguma coisa que não sei se é verdade. A bíblia nos ensina a não levantar calúnia contra o nosso irmão e não julgar.

    Muito valido o artigo de hoje! 🙂

  • Francisca Silveira diz:

    Te amo Paty! Estava com saudades de ler os seus posts! Eu concordo plenamente com vc, também sou criteriosa quanto a isso, confesso que cheguei até mesmo a ficar preocupada com uma publicação que li, sobre o fato de ter que pagar para ter a privacidade mantida no facebook! Achei um absurdo e pensei, pensei e pensei, até que decidi não dar crédito para aquela informação, pois de uma forma ou outra quem está nas redes, já está expondo a privacidade e o cuidado está aí, no que postar não é mesmo. Bjs. Fica com Deus Paty.

    • Patrícia Lages diz:

      O segredo é esse: pensar, pensar e pensar. Exatamente o que vc fez. Quando usamos a cabeça o resto do corpo (e a credibilidade) não perecem!! Beijos 😀

  • Ana Carla Saud diz:

    Estávamos mesmo comentando sobre isso hoje, aqui em nosso escritório.
    Patrícia, realmente você é uma pessoa que tem valores e princípios e utiliza sua grande inteligência a serviço do que é bom.
    Nós comentávamos exatamente como tem surgido mensagens para que os amigos e amigas simplesmente “copiem e colem” em seus murais, textos sem sentido, contraditórios somente para provar que são “inteligentes”, que sabem “interpretar”, ou que “leram” o conteúdo do texto.
    Nós trabalhamos, também, com textos na “Arte e Ciência em Textos” e a professora Ana Maria Z. Saud é exímia na análise e correção deles. Então, ela tomou como exemplo um desses “copiados – colados – disseminados” e começamos a observar o seu teor, a contradição, os apelos psicológicos utilizados (nesse caso, tratava-se de um “desafio”). Comentamos que há pessoas que não “pensam” sobre o que está sendo dito. Podemos ter lido o texto até o fim, mas por vezes, não compreendemos ou não pensamos naquilo que está sendo informado.
    E eu (que sou advogada, empreendedora e diagramadora)analisei a questão da impossibilidade de se chegar ao autor de um texto disseminado na base do “copiar – colar”. Ao meu ver, a pessoa que compartilha algo saberia detectar a fonte daquilo que está sendo “informado”. Mas aquela que simplesmente “copia e cola” em seu mural, parece ser o autor daquela informação. Isso, inclusive, deixa os amigos confusos, pois às vezes não conseguimos entender o motivo pelo qual estão postando aquele conteúdo.
    Realmente, Patrícia, a credibilidade das pessoas faz parte da construção da sua personalidade, do caráter, da honra.
    Suas postagens são informativas, alentadoras, iluminadas.
    Agradeço muito por ter acesso aos seus “posts” e poder aprender e ter oportunidade de manifestação.
    Respeito muito o que diz e fico grata.

    • Patrícia Lages diz:

      Eu que agradeço seus comentários aqui no blog! ?

  • joselene lima diz:

    O nome disso se chama preguiça de pesquisar e burrice também rsrsrsrs

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