Carreira X relacionamento – Dá para conciliar?

Muitas mulheres evitam entrar num relacionamento por estarem “focadas na carreira” e, quando percebem, os anos se passaram e estão sós. Outras abandonaram ou deixaram de se dedicar ao trabalho após o casamento. Será que as duas coisas não podem andar juntas?

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Atualmente não é difícil encontrar mulheres bem-sucedidas em suas carreiras reclamando que não há homens para elas. Geralmente são mulheres com mais de 30 anos e que conquistaram sua estabilidade financeira – talvez até às custas de um divórcio. Agora elas percebem que os homens na sua faixa etária se encaixam em uma de 2 opções: já estão casados ou buscam mulheres mais novas.

Por outro lado, há aquelas que abandonaram suas carreiras e sonhos priorizando o relacionamento e hoje sentem-se frustradas por não estarem no nível profissional que gostariam.

Vou dar o meu exemplo, pois vivi ambas as situações.

Meu primeiro casamento, aos 19 anos, foi uma tragédia. Eu queria trabalhar, “ganhar a vida” e me dedicar ao máximo à minha carreira que havia começado apenas um ano antes. Não recusava entrar mais cedo, nem sair mais tarde e estava tão focada no trabalho que nem me lembrava que havia vida fora da empresa. Detestava finais de semana e feriados, pois “não tinha nada para fazer”. Por essas e (muitas) outras o casamento foi para o espaço quando completei 30 anos.

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Me dediquei ainda mais ao trabalho e chefiei uma grande redação. Morava em um apartamento de quase 200 metros quadrados, dois carros (um deles blindado), roupas, sapatos e bolsas de grife, dinheiro, viagens e… solidão! Lembro-me de uma ocasião em que me senti completamente sozinha (embora rodeada de pessoas). Estava em frente ao Palácio de Buckingham, em Londres (foto), mas só pensava: um lugar tão legal e eu aqui sem ter com quem compartilhar!

Foi aí que percebi que eu “espantava” os homens com minha independência e que a maioria deles só queria se aproveitar da minha condição. Até que meu marido apareceu e tudo mudou. Detalhe: eu estava morando no Rio e ele em São Paulo, por isso, tive que fazer uma escolha: carreira ou casamento. Escolhi, sem a menor sombra de dúvida, o casamento.

PURSESNos casamos depois de 1 ano de namoro e noivado, eu tinha 33 e ele 38 anos. Fui morar no apartamento dele onde mal cabiam minhas bolsas, tive que dar metade e ainda assim foi difícil achar lugar para todas, pois eu tinha 60! Adaptei meus hábitos, pois queria uma vida nova, além do que, aquelas 30 bolsas que dei nunca fizeram falta. Um total exagero, jamais faria isso hoje! Afinal, agora minha bolsa é blindada!

Meu marido tinha uma boa carreira, um estúdio bem estruturado (ele é fotógrafo), mas ainda podia crescer muito. Então deixei minha carreira de lado e priorizei a dele.

525360_4665313477065_2141815257_nPassei a cuidar das finanças, da parte comercial, da prospecção de clientes, da publicidade, administração e tudo que estava ao meu alcance. O estúdio cresceu em número de clientes, ele lançou dois livros, mudamos para um espaço duas vezes maior e estava tudo ótimo, mas…

Com o passar dos anos comecei a me achar meio inútil. Queria voltar a atuar nas coisas que eu gostava, a escrever, a desenvolver meus próprios projetos, mas ao mesmo tempo achava que não ia dar conta e ficava frustrada.

547677_4665337677670_1638569992_nQuando entendi que podia fazer as duas coisas, desde que não perdesse o foco, tudo se encaixou. Qual era o foco? Priorizar o casamento. Comecei a desenvolver meus próprios projetos e outros em conjunto com ele. Se algo fosse exigir demais de mim a ponto do meu marido ficar em segundo lugar, eu abria mão. A prioridade era o nosso casamento, depois a carreira dele e, em terceiro, a minha carreira, o que pode parecer absurdo para muitas mulheres!

Hoje, além de continuar fazendo todas as coisas do estúdio, tenho vários projetos muito bem-sucedidos: minha carreira de escritora (que além dos livros inclui também este blog diário), minhas palestras, eventos e viagens de trabalho, além de vários outros projetos que estou tocando paralelamente (logo, logo você vai ficar sabendo!).

Por isso, posso dizer que é perfeitamente possível ser bem-sucedida no casamento e na carreira, desde que o dinheiro e a carreira não sejam colocados acima do relacionamento.

Na semana que vem vou falar sobre os motivos que têm levado os casais a inverter esses valores. Para não perder…

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • Shirley Martins - Portugal diz:

    Como sempre, adorei o post de hoje Patrícia!!! Muito obrigada, todos os dias fico a espera de ler o seu post diário, parece que tenho uma amiga que me ajuda tanto…rs
    Eu estava precisando de “ouvir” o que você me disse hoje, eu sinto-me frustrada por estar colocando o meu casamento e filhos em primeiro lugar há 115 anos e não conseguir subir na minha carreira como gostaria e sei que tenho capacidade para alcançar patamares muito elevados (trabalho com marketing de rede e tenho tantos projetos que acabaram por ficar para trás…blogs…livros escritos somente na minha cabeça…etc) mas agora percebi que estou a priorizar o que está correto. Muito obrigada mesmo e que Deus continue lhe abençoando grandemente!

    • Shirley Martins - Portugal diz:

      Ups! 15 anos, corrige por favor Patrícia. Obrigada 🙂

  • Sula Laiane diz:

    Arrebentou! Gostei demais do exemplo. Isso é que é uma nova história.

  • elizeth da conceicao cossengue diz:

    Dona Paty,
    muito Obrigada pois que aprendemos com os erros dos outros. e as vezes so erramos porque nos falta orientacao. thank you very much. kisses

  • Marta diz:

    Que bacana Patty, como sempre dando exemplos que acrescentam em nossa vida.

  • Susie diz:

    Gostei do texto, mas não aborda o item filhos, que é um dos motivos que fazem as mulheres abrirem mão da carreira e ficar em casa

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Susie. Não mencionei filhos, pois estou contando minha experiência e eu não tenho filhos 😀

  • Bianca diz:

    Bom diaaaa…

    Amei o post.

    Me lembrei das dicas da Cris e Renato Cardoso.

    Bjuss

  • Jacira Escorcio diz:

    Obrigada por colocar essa materia de hoje justamente hoje, era o que eu precisava ler.

    Obrigada mesmo.
    Jacira Patricia

  • Jéssica Veríssimo diz:

    Que lindos! Muito legal o post. Sucesso!

  • Mirianne diz:

    Dá para conciliar sim, o seu depoimento é prova disso! Mas antes mesmo de tomar conhecimento dele, eu já tinha esse pensamento comigo. Hoje eu penso como você, mas não foi sempre assim. Também fui uma mulher que se apoiava na realização profissional e ela estava acima de todas as outras coisas na minha vida, antes mesmo de qualquer homem que fosse. Até que um dia eu me casei. E quando tomei essa decisão foi pensando também conciliar as duas coisas: relacionamento e carreira, pois sou atriz e produtora, e me casei com um diretor e professor de interpretação. Parecia o casamento perfeito, tinha tudo pra dar certo, afinal de contas tínhamos tanto para compartilhar um com o outro através de nossas experiências… Chegamos a montar um espetáculo juntos, foi um sucesso! Eu já estava me preparando para circular em cartaz pelo país e lançá-lo no exterior, quando ele me deixou logo após a última apresentação agendada que tínhamos.

    Antes mesmo de acabar esta primeira temporada, eu já percebia a dificuldade de manter o relacionamento. Embora eu estivesse sempre priorizando o nosso casamento, manter esta relação me exigia muito! Era eu quem cuidava de tudo: da casa, do espetáculo, do meu trabalho (na época eu mantinha um emprego como funcionária concursada do Banco do Brasil), das finanças, ou seja… Eu tinha um homem banana do meu lado! O pior de tudo é que, mesmo assim, eu o amava mais que tudo. Cheguei a dizer para ele, um pouco antes da estréia, que desistia do espetáculo em detrimento ao nosso casamento, pois discordávamos em muita coisa durante os ensaios e estávamos nos desentendendo muito. Graças a Deus não fiz isso! E não porque eu não estava priorizando a minha carreira, muito pelo contrário, mas porque eu estava valorizando uma pessoa que não me deu o devido valor.

    Somente depois do divórcio pude enxergar o risco que eu estava correndo: estava literalmente dormindo com o inimigo, porque ele se incomodava demais com o meu sucesso – que nem era tão grande assim, pois eu até tinha fama, mas no meio artístico local. Mesmo assim, quando eu estava em evidência, procurava sempre colocá-lo ao meu lado, e quando ele alcançava alguma realização, eu sempre o apoiava , incentivando-o, ainda que não fosse um grande feito. Sempre procurei somar numa relação e procurei uma pessoa que viesse somar comigo, mas não foi isso que aconteceu no meu casamento, pois para que o meu ex-marido se sentisse bem, ele tinha que me diminuir. Eu jamais entendi isso, porque quando amo alguém eu me alegro com a felicidade desta pessoa! Como vou desejar o mal a quem eu amo?

    Desta experiência toda eu pude concluir o seguinte: Tanto a carreira quanto o casamento são importantes na vida de uma mulher, porém no casamento não se pode errar, pois uma carreira pode ser reconstruída caso ela venha a fracassar ou caso necessite de adequações, mas um casamento que não deu certo não. E você pode até me perguntar: Mas eu não posso me casar de novo após o divórcio? Sim, é possível casar-se novamente, mas o casamento não foi feito para ser desfeito e é por isso que não se pode errar na escolha, pois ele não deve jamais ser encarado como uma tentativa e sim como uma decisão.

    O casamento, portanto, complementa a carreira, tanto do homem quanto da mulher. Eu diria até que um casamento é capaz de fazer uma carreira, mas uma carreira, ainda que bem sucedida, não faz um casamento.

  • Jessica diz:

    Nossa….Patty é exatamente oque eu vivo meu marido me apóia em td mais esse ano eu decidi trabalha como corretora de imóveis e lei esposo pediu pra eu espera mais 6 meses ou seja só vou entra mesmo na área em 2015 na verdade não eh nada fácil mais acredito que valera a pena

  • Cidalia -Tunisia( Africa do Norte) diz:

    Boa tarde Patty,

    Obrigada por nos contar seu testemunho, porque para as mulheres que hoje vêm as coisas como você via, dá para refletir se verdadeiramente querem continuar a pensar e viver da mesma forma.

    Para as outras , como eu, que já se deram conta que não deveriam ter dado prioridade à vida professional por mais prazerosa e interessante que seja, hoje é o dia de se dizer a nós mesmas que Sim. Ainda existe uma chance de refazer nossa história do futuro de outra forma e concerteza nunca mais encontraremos a solidão ao abrir- mos nossas lindas malas!!!

    Afinal , nada pode compensar um relacionamento feliz e harmonioso e quando se ama não é sacrificio ´perder’, porque o que se tem a ganhar é muito mais precioso!!

    Bisous- Cidalia

  • Kátia Bernardes diz:

    Nossa Pati, muito bom seu post de hoje viu!!!

  • ingrid diz:

    Interessante sua história. Vc viveu dois mundos diferentes e divergentes e encontrou um equilíbrio. Parabéns. E filhos? Ja pensaram? é uma aventura tb. Estou vivendo ela agora com Iasmin com 1 ano e 3 meses. E com filhos vem outros dilemas p uma mãe heheh bjs

    • Patrícia Lages diz:

      Sim, nós pensamos bastante em filhos e optamos por não tê-los

  • Simone diz:

    Patricia, você é um grande exemplo de mulher. Te acho incrível!!! leio seus textos todos os dias e você nunca para de me surpreender.

    • Patrícia Lages diz:

      😀 😀 😀

  • Gisele Alves diz:

    Puxa Paty… Que exemplo! Glória a Deus pela sua sabedoria e vitória! Deus abençoe vcs!

  • Joana diz:

    Me vejo na sua história. Acho que é parte da história de muitas mulheres que tiveram uma vida de trabalho/ financeira e depois se arrependeram da vida que tinham e se casaram. A minha não é muito diferente. Eu sempre quis ter uma família de comercial de margarina, mesmo assim, por motivos que não cabem citar, priorizei a carreira. Cresci um bucado, numa hora caí, e hoje sou vendedora. De uma forma sobrenatural eu e meu esposo começamos a namorar. Somos de meios sociais e de interesses diferentes. Ele é exatas, eu humanas. Sinto que ele, por não ter tido oportunidade de ter estudado mais, se sente rebaixado. Isso porque volta e meia me pedem para dar aulas de inglês ou falar sobre algum tema de alguma pós que fiz. Em compensação, ele trabalha. Muito! Todos os dias, o dia todo, inclusive nos finais de semana. É difícil de lidar. E eu sei que a Sabedoria dos Altos Céus vai me ajudar. Outro dia recusei uma grande oportunidade por conta do nosso casamento. Ele, por sua vez, me disse que eu tinha que fazer o que minha consciência dizia. E fiz. 🙂 Priorizei meu casamento.
    Beijocas

  • Adiusa diz:

    Ameiiii

  • Patricia diz:

    Que legal sua historia! A idade que vc e seu segundo marido se casaram é a mesma que eu e meu marido temos hoje. Eu com 33 e ele com 38 🙂

    Li num comentário acima que vocês optaram por não ter filhos… Eu e meu marido temos pensado nisso também, mas me sinto tãooo estranha se eu não tiver filhos… Se não for um assunto incômodo pra vc, poderia escrever um post sobre isso? Sobre sua opção de não ter filhos.
    Queria saber de mulheres inteligentes como vc, como é lidar com essa situação.
    Eu não tenho enorme desejo de ser mãe, mas ainda não tenho certeza de que não quero. Acredito que seja mais pela imposição da sociedade e pq parece que estou deixando de fazer algo que agradaria a Deus, ter filhos…
    Nao sei, to perdida nisso.

    • Patrícia Lages diz:

      Vou abordar o tema sim, acho importante!

  • Joselene Lima diz:

    Que legal a sua história, parabéns!

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