Essas são as perguntas que sempre devemos fazer caso tenhamos realmente a intenção de ajudar alguém. Vamos falar mais sobre isso?

Quer ajuda? O que posso fazer por você?

Lembro-me de ter ficado chateada várias vezes depois de ter ajudado alguém e ver que a pessoa não apreciou muito o que fiz.

Porém, depois de pensar melhor sobre as diversas vezes que isso aconteceu, percebi que o erro não era da pessoa, mas meu.

E sabe por quê?

Porque eu fiz o que eu achava que a pessoa queria ou precisava, mas não perguntei o que ELA queria ou precisava.

O que me fez enxergar isso foi uma mãe que havia acabado de ter seu bebê e estava naquela loucura de fazer mil coisas ao mesmo tempo.

E uma dessas mil coisas era receber as inúmeras visitas que apareciam de repente para ver o bebê e entregar presentes.

A maioria das visitas dizia: “Deixa eu segurar o bebê para você poder fazer as suas coisas”.

Diante disso, a mãe – que estava morta de cansada – se via meio que na obrigação de ir para a cozinha fazer algo para atender as visitas que ficavam brincando com o bebê até que ele chorasse.

E bebê chorando você já sabe: chame a mãe para que ela se vire!

Entretanto, o que aquela mãe queria era que alguém fosse para a cozinha servir os convidados para que ela pudesse, pelo menos, sentar.

Assim os dias se passaram: ela cada vez mais exausta, embora a casa estivesse cheia de gente que poderia ajudar.

Em vez disso, as visitas passavam o tempo todo fazendo aquelas piadinhas sem graça sobre a maternidade:

“Está preparada para dormir quando ele completar 5 anos de idade?”

“Já se conformou de que vai demorar para entrar nas suas calças jeans?”

“Minha filha, daqui a pouco você vai querer que essa licença maternidade acabe e você volta logo ao trabalho!”

Fora isso, obviamente não faltaram os palpites:

“Por que você não põe o berço no seu quarto?”

“Não pegue a criança assim, não dê chupeta, não fale baixo senão a criança não acostuma com barulho….”

Enfim, muita gente, muito palpite e zero ajuda…

Até que, inesperadamente, uma criatura apareceu e fez a pergunta de um milhão de dólares:

“Como eu posso te ajudar?”

A mãe abriu um sorriso e, depois de ter confirmado se realmente podia pedir o que quisesse, simplesmente falou:

“Você pode estender as roupinhas que estão lavadas na máquina e recolher as que estão secas?”

Feito isso, a pessoa voltou e perguntou mais uma vez:

“E agora, algo mais que eu possa fazer?”

E assim a mãe passou duas ou três tarefas simples que a deixaram muito mais tranquila e descansada.

Os demais visitantes fizeram o mesmo e isso facilitou imensamente a vida da mãe.

Portanto, se a sua intenção é oferecer ajuda a alguém, procure saber o que ela quer, o que ela precisa, e então faça, se estiver ao seu alcance.

Nos vemos amanhã aqui no desafio ou ainda hoje (domingo), às 16h, no meu canal do YouTube para o nosso Clube da Leitura!

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Bom dia querida! Ixe já passei por isso, hj ñ visito ninguém que acabou de ganhar um bebê, principalmente se o parto foi cesárea. Deixo passar pelo menos 30 dias.
    As pessoas são sem noção!!
    Um grande abraço! Até as 16 horas. 😍😍

  • Bom dia Patrícia
    Realmente tem pessoas que não tem consciência das coisas e ao invés de ajudar , atrapalham.
    Vivenciei uma situação um pouco diferente: certa época fiz uma cirrurgia em uma cidade distante da que moro , e ao retornar em minha cidade, apesar das visitas que recebir , nenhuma ser ofereceu ajuda
    Sofrir muito e fiquei bastante abatida.
    Mais como tudo passa nessa vida, com Deus , tudo a gente vence.
    ❤️

  • Pati lendo esse texto, essa semana passei por uma situação semelhante.

    Eu estava conversando com uma amiga pelo watsapp, e ela estava contando como estava sobrecarregada de trabalho por conta que ela está produzindo uma curta metragem, e a pessoa que esta ajudando ela nesse trabalho, essa semana não pode estar presente para auxiliar nas gravações, e eu na hora vendo a sua necessidade me coloquei à disposição para ajudar nas gravações, e ela ficou muito feliz e muito grata.

    Às vezes o que falta nas pessoas é ter essa sensibilidade para saber o que o outro precisa.

    Um grande abraço pra você!

    Até às 16h00 aí e 20h00 aqui kkkk

  • Olá Patrícia! Nesse contexto de maternidade, no meu caso, a pergunta de dois milhões de dólares, era a que eu mais queria ouvir quando meu primeiro filho estava com um ano e cinco meses e o outro tinha acabado de chegar, tudo acontecia em dobro!! (rs…rs…) As visitas não se cansavam de comparar como era o primeiro quando nasceu e o recém-nascido, a conversa era bastante “animadora”… embora ter os bebês um em seguida do outro tenha sido uma opção desejada, eu queria apenas ter um pouco de ajuda ao invés dos milhares de “conselhos”. Que bom que o tempo passa, tudo se resolve e a gente pode dar boas risadas ao relembrar aqueles momentos que pareciam intermináveis! Abraços

  • Bom dia Paty,
    Precisamos ser sensíveis e nos colocar no lugar do próximo sempre 😍.

  • Boa tarde!!! A intenção é sempre de ajudar,
    Nunca, e jamais atrapalhar..por isso é bom pergunta
    “Como eu posso te ajudar!!!?”

  • Olá Paty. Obrigado pelos desafios. Não consigo responder todos. Mas a cada dia anoto na agenda a idéia principal para mudar minha forma de pensar e agir.

    Hoje mais uma profunda reflexão. Também já me.senti chateada por achar que minha ajuda nao foi reconhecida, mas lendo o desafio me fez analisar que também não perguntei o que realmente a pessoa queria como ajuda.

    Obrigado por nos abrir os olhos.

  • Ótimo assunto. Nossa da até medo de oferecer ajuda, mas é assim mesmo! Um dia de cada vez. Abraços ate as 16h

  • Boa tarde, gostei muito post. Até às 16:00hs. Apesar que assisto mesmo e durante a semana, pois esse horário estou trabalhando. 😘

  • Nessas horas, eu lembro de Jesus na parábola do cego. Ele pergunta ao cego: que queres que eu te faça? E se ele respondesse que queria outra coisa? Estava óbvio para todos que seria a cura de sua cegueira mas e se não fosse isso o pedido?

  • Olá Pati,
    Gostaria de agradecer suas postagens através deste desafio. Tem me ajudado bastante! E lendo o post de hoje me recordei de uma situação inusitada que me aconteceu este mês.

    Minha mãe sempre me reclamava por deixar algumas atividades domésticas a desejar (hoje reconheço isso) coisas que para mim eram / e ainda são insignificantes e irrelevantes (porém para minha mãe é de extrema importância e relevância) mas que quando eu ouvia as mesmas reclamações cotidianamente me deixavam irritada, impaciente, com raiva e terminava em muitas discussões, desentendimentos e eu ficava muito mal com tudo isso… De saldo negativo, olhava para minha minha mãe como a pessoa mais rixosa do universo.

    No início deste mês propositalmente, eu fiz uma enorme lista com todas as reclamações que minha mãe me fazia.. chamei de lista dos porquês que eu recebia tanta reclamação e sou chamada atenção mesmo já estando na fase adulta (hoje com 26 anos). Pendurei a lista ao lado o meu guarda-roupa e todos os dias eu passei a acordar por volta das 05:00hs da manhã olhava e fazia um bloco de atividades que estava na lista. Decidi fazer absolutamente TUDO o que eu era chamada a atenção sem falar nada a ninguém da minha casa comecei a desenvolver as coisas… Acredite, foram aproximadamente 15 dias de paz de espírito, sem ninguém achar motivos para me reclamar ou me chamar atenção.

    Nesta sexta-feira, simplesmente quando chego do ensaio de uma reunião, me deparo com o seguinte bilhete em cima do meu nootebook :” Não vou cobrar mais nada de você, não vou pedir nada, não vou te incomodar, não precisa fazer nada para mim. Me perdoe se estou te fazendo infeliz, faça da sua vida o que você quiser, seja feliz.” Subo, para a casa que minha mãe mora e pergunto: O que significa isso: Minha mãe me responde: – É a respostas dos seus porquês.

    Me questionei, como assim? Durante anos me reclamou, encheu meu saco por não realizar atividades que não competia a mim e agora que resolvo fazer recebo esta “carta de alforria”.

    Enfim sigo realizando as atividades e tendo paz de espírito por não ter que ficar ouvindo um CD arranhado cuja a letra da melodia eu já conheço.

    RESUMINDO:
    Essas perguntas são norteadoras até mesmo para evitar conflitos e confusões com os nossos familiares. E quando juntamos ela com a observação do que estamos vivendo as coisas tendem a se tornar mais simples e menos complexas.
    Agradeço por mais esta dica valiosa, talvez se eu fizesse essas perguntas antes de construir minha lista dos porquês teria evitado a surpresa do bilhete em cima do meu notebook.

    Deixando aqui algumas coisas que eu mais ouvia que escrevi na lista:
    1-dar banho, limpar as excreções, sair para passear, dar comida ao cachorro – (obs: o animal não é meu e nunca concordei com a existência dele na casa);
    2- Fazer comida, limpar, arrumar e organizar as duas casas; (moro sozinha há 6 anos, porém no andar abaixo da casa de minha mãe, onde ela, meu pai e minha irmã tem livre e total acesso a tudo)
    3- Molhar e cuidar das plantas; (diga-se de passagem que não são minhas)
    4- Lavar e passar as roupas de todos das duas casas (passar roupas para mim é desperdício de tempo e energia, só passo roupa se for sair e se o tecido verdadeiramente precisa ser passado um ferro)
    5- Por que eu não fico atenta aos horários que ela deve tomar os remédios, não agendo os médico que ela precisa, ou que eu tenho que adivinhar que ela necessita – (Autoresponsabilidade aqui passou longe)
    6- por que a cozinha das duas casas devem dormir limpa e arrumada… etc… etc… etc…

    A lista é extensa… assustadora… e todas reclamações são relativas a atividades domésticas ou de responsabilidade pessoal.
    Mas só sei que funcionou e está funcionando, pois só em me sacrificar (sim pois realizo diversas atividades externas como autônoma e como freelancer tendo que atender diversos clientes e administrar algumas redes sociais não tem sido nada fácil) sacrifício árduo pois ir contra as nossas vontades, crenças não é nada fácil! Mas nada se compara em ter em paz de espírito por saber que não vou ter ninguém agoniando meu juízo, me chateando, tão pouco me irritando na hora que sento ´para estudar um conteúdo novo ou desenvolver um novo trabalho. E só em saber que se perguntarem se já fiz tal coisa e eu responder que já fiz é o que me dar mais prazer, pois não irão achar mais motivos para me apontar.

    Espero que eu tenha contribuído para quem sabe você ter mais ideias ao longo desses 100 dias.

    Gratidão por você existir Patricia!!!

    • Oi, Deise
      EM um primeiro momento a vontade é de colocar mais um por que na sua lista: “Por que vc não vai morar em outro lugar onde não seja explorada dessa forma?”
      Mas, creio que Deus esteja usando vc para mostrar algo para a sua família e vc escolheu o caminho mais difícil, mas que já demonstra resultados.
      Paz não tem preço!

  • Gratidão Pati, que Deus continue usando sua vida para ajudar muitas outras.

  • Gostei muito do que a Leida colocou. Na bíblia encontramos passagens como: “Que queres que Eu te faça?” Ao que lhe respondeu o homem: “Senhor, eu quero voltar a enxergar!”. Eu nunca me atentei. Vou praticar.

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