Hoje em dia muito se fala sobre preconceito, mas em muitos casos, isso não passa de puro oportunismo da grande mídia. Confira o post de hoje!

Preconceito: cuidado ao classificar

Hoje em dia parece que à medida que os meios de comunicação crescem, a forma de se comunicar fica cada vez mais difícil.

Isso porque qualquer coisa que se diga, ainda que com boa intenção, pode ser distorcido e classificado como preconceito.

No meu trabalho como educadora financeira, levo as pessoas a abrir a mente em relação à prosperidade e o crescimento financeiro.

Parece óbvio que esse seja o meu trabalho não é mesmo?

Mas para alguns, falar bem da riqueza é visto como preconceito contra os pobres.

E tem mais: chamar pobre de pobre também não se pode!

Agora são “pessoas menos favorecidas” (como se isso resolvesse a questão da pobreza).

A verdade é que é muito mais fácil contornar os problemas do que resolvê-los.

E essa “patrulha do idioma” faz exatamente isso: maquiar questões como se isso fosse solução para tudo.

Por isso, se você está entrando nessa onde de achar que tudo é sinal de preconceito, cuidado!

A grande mídia tem ganhado muitos simpatizantes com essa conversa de preconceito, pois as pessoas têm se sentido “defendidas” ao serem simplesmente mencionadas.

Mas, não se deixe enganar!

Essa onda de “promoção da tolerância” e discussões intermináveis sobre preconceito, em muitos casos, não passa de oportunismo para ganhar admiradores.

Muitos famosos nunca puseram os pés em uma comunidade, mas quando alguém de alguma delas alcança a fama, logo é convidado a participar de programas de TV, estampar capas de revista e ter sua imagem “usada” para que esses famosos e seus veículos de comunicação pareçam muito preocupados com quem mora lá…

Analise bem o que ouve

Acredito que a campanha eleitoral deste ano vai nos bombardear com os temas: preconceito, tolerância e diversidade.

Na minha opinião, o que um candidato precisa apresentar é um plano de governo que trate de segurança, saúde, transporte, educação e coisas do tipo.

Porém, o que você acha que é mais fácil? Criar um plano de governo de verdade ou agradar a maioria trazendo os “assuntos da moda”?

O que eu quero de um novo governo é a solução para as questões básicas que nos faltam.

Para a conduta do dia a dia, aceitação da diversidade e tolerância já existem muitos movimentos e ONGs trabalhando bem (e espero que o governo não as atrapalhe criando milhões de regras).

Por isso, analise bem o que você ouve. Pese o que realmente vale a pena e o que é puro oportunismo.

 

Nos vemos!

Jornalista especialista em finanças, autora do best-seller Bolsa Blindada, colunista do programa Mulheres, TV Gazeta e youtuber.

  • Concordo com vc porem ninguem quer candidato machista, racista , homofobico como os que temos por ai, afinal dignidade tb passa por ser respeitado dentro da sua especificidade enquanto cidadão, não podemos diminuir as lutas, temos sim que lutar por pautas que incluam todos, sem distinção, pois só quem passa por situações de discriminação pode falar sobre, minimizar as lutas das minorias e das mulheres não fará com que nada melhore, tudo tem que estar incluido nos programas de governo, saude, educação paz para todos, e se precisofor melhorar as leis para punir com rigor quem desrespeitar o cidadão, seja com racismo, homofobia ou misoginia…de que maneira for… afinal tem gente que ainda acha “normal” em pleno 2018, mulheres ganharem salario menor…abraços

    • A questão, Marli, é que nenhum candidato vai se apresentar como machista, racista ou homofóbico. Falar é fácil e político sabe bem fazer isso…

  • sim… estou estudando cada canditado, vendo videos de suas discursos, as falas deles nas redes sociais e já dá pra saber bem quem anda mentindo…só de ver as biografias já dá pra ter noção… oremos pelo melhor pro nosso pais né?

  • oi paty
    infelizmente as pessoas não vão parar e pensar sobre isso, hoje em dia você falar pra uma pessoa olha você poderia emagrecer um pouco para ficar mais saudável mais ativo você esta ofendendo e cometendo gordofobia, alias hoje em dia tudo se tornou fobia, modinha pura mas enfim, as pessoas estão cada vez mais indo em modinhas, isso é triste e se você não se guia por elas você e escorraçada de tudo, eu sei que eu estou analisando cada um dos candidatos e suas propostas e seu histórico só assim vou saber escolher.

  • Patrícia, bom dia, minha Amiga!
    Você resumiu o que é essencial para nós brasileiros!
    É o que eu espero, também!
    Estou cansada dessas palavras da moda, que não dizem absolutamente nada!
    Beijos

  • Olá Patrícia! Olha eu aqui de novo! Vou aproveitar a fala da moça acima sobre gordofobia e como uma profissional de saúde que sou (Nutricionista, com quase 10 anos de formada, especialização e Mestrado) para dizer que sim, existe gordofobia.
    Aliás essa questão está no centro da forma como o mercado exige que nós mulheres consumamos. Há uma expectativa surreal para que sejamos um determinado padrão de beleza, ou que “morramos” para atingi-lo. E se você não se enquadra, há uma segregação social. Não falo por mim, por exemplo, que estou longe do padrão fitness mas dentro da faixa saudável, mas de uma pessoa obesa de verdade: não há roupas, não há transporte público . Além disso, pessoas obesas costumam ser taxadas de preguiçosas, safadas e desleixadas. Como alguém que trabalha com essa população, sei que todos esses rótulos são puro preconceito. São pessoas que merecem ser tratadas com dignidade e cujo valor vai além da imagem corporal. A obesidade nada tem a ver com falta de compromisso; ela é multifatorial. Recomendo a leitura do livro FOME, da Roxanne Gay (ela relata como o peso a ajudou a se livrar de estupro- e olha só aqui entramos em mais um tema “polêmico” que é a objetificação do corpo da mulher pela mesma sociedade de consumo machista).
    Acima de tudo, eu não sou de nenhum partido, apenas gostaria de deixar meu relato de que muitas coisas que são vistas como “mimimi” são dores reais.
    Concordo que tem muitos aproveitadores. Isso é fato! Precisamos estar atentos. Não só “celebridades”, mas mesmo empresas, marcas de produtos. Precisamos de visão crítica e bom senso. O que infelizmente nos falta é uma educação que permita pensar e não apenas reproduzir conceitos matemáticos. Isso fica bem claro quando somos capazes de receber dinheiro e entregar todo nas dívidas mas não paramos para pensar que estamos gastando demais com coisas inúteis. Assim, vale para todos os raciocínios.
    Encerro explicando que muitos desses temas estão inseridos em políticas públicas: a obesidade por exemplo é um caso de saúde pública. No entanto, as abordagens tradicionais (dietas restritivas e exercícios de alta intensidade) tem se mostrado ineficientes, porque não conseguem a adesão do paciente. A violência contra a mulher, criança e a população negra é pauta da segurança pública. E como não afirmar que a alta criminalidade dos jovens é apenas um reflexo no fracasso da educação básica?
    Vamos ter muito que esmiuçar nos candidatos. E que Deus nos abençoe, pois o futuro do país (e não apenas os próximos quatro anos) está em jogo.
    Mais sucesso para sua carreira!

    • O que quero dizer é que cabe ao governo lidar com a governança para todos e não a ganhar voto levantando falsas bandeiras, que é o que acredito que veremos nessas eleições. Vamos mesmo ter que nos empenhar muito para escolher bem!! Bjs

  • eu sinceramente tem um candidato ai que esta na liderança, e olha ele é o mais despreparado de todos, com discurso de odio puro, e o pior de tudo a grande maioria da populacao o esta apoiando cegamente ao ponte de se vc não concorda ou acha ele maluco voce e ofendido, nem argumentam direito, estou de verdade temendo pelo meu país, as que as pessoas estao sem orientação nenhuma e apenas acreditando no que querem ouvir e ler que não estao buscando informações so estao se levando pela emoção e essa quando governa da ruim em todos os sentidos, qualquer um pode falar o que voce quer ouvir, mas o que vai mudar mesmo é a pessoa parar pensar e analisar

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