Intolerância: como conviver com ela?

Todos nós passamos por algum tipo de intolerância e isso é inevitável, mas “sofrer” com a intolerância é uma escolha que depende de nós. Confira o post de hoje e não se deixe abater!

Neste áudio, faço uma reflexão sobre a intolerância à qual todos nós estamos expostos. Nele, acabei não mencionando a intolerância contra os negros e vale explicar o motivo pelo qual quase sempre me esqueço dos negros!

Simplesmente eu não consigo ver o negro como negro. Sei que é difícil de entender porque também é difícil para mim explicar, mas é isso: eu não percebo que a pessoa é negra! Para tentar explicar, seguem dois exemplos:

1. Quando fui chefe de redação de um jornal, vi que uma das repórteres atuava como subeditora havia anos, mas não tinha sido promovida ao cargo. Assim que soube, pedi ao RH para oficializar o cargo que já era dela na prática. Depois de oficializada a promoção e o aumento de salário, ela veio me agradecer e disse:

“Tive que ouvir de um ex-chefe e até de colegas de trabalho que nunca seria subeditora porque sou negra…”

Naquele momento fui “pega de surpresa” com a notícia de que ela era negra! Na minha cabeça, a primeira coisa que veio foi: “Gente, não é que ela é negra mesmo?”

2. O brinquedo de infância que mais amei foi uma bonequinha marrom (que minha irmã fez com uma meia marrom e botões) e eu jamais entendi porque diziam que eu era a “menina da boneca encardida”, sendo que ela era limpa ou a “menina da boneca ‘adotiva'”. Eu amava a Dita Cajarana e detestava quando me mandavam jogá-la fora ou diziam que minha irmã deveria ter usado uma meia branca… Quem é branco da cor de uma meia branca nesse mundo? Não fazia o mínimo sentido (e ainda não faz…).

Alguns tipos de preconceito eu posso até entender… Entender não significa concordar, mas consigo até compreender um ponto de vista e o porquê de algumas pessoas terem reservas com respeito a outras, mas em relação aos negros, para mim, é difícil entender os motivos e, graças a Deus, quase nunca me lembro que isso existe!

Para ouvir, clique aqui.

Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Espiritual, Ética
  • LETICIA LUIZ diz:

    👏👏👏👏👏👏👏

  • Regiane diz:

    Muito bom! Deus continue te abençoando.

  • Ida Nisia Lopes da Silva diz:

    Muito legal Paty! Amei

  • Cidalia-Tunisia diz:

    Parabéns pour este post Patty!!
    Intolerância é falta de conhecimento do Amor e da Palavra de Deus.
    Pessoas intolerantes não sabem o que é o amor ao próximo porque só amam a sua própria pessoa ,se esquecem que só estamos de pé unicamente pela Graça de Deus .. Enfim, só a vida para lhes abrir o entendimento,
    Obrigada por falar deste tema, “Porque se não ouver quem fale como vão saber?”
    Beijinho

  • ANA KAROLINE DE OLIVEIRA COSTA diz:

    Boa noite!
    Gosto muito do seu blog e sou católica. E preciso esclarecer: nós católicos também temos práticas sim! a Missa dominical é uma “prática visível” básica.
    A vivência do Evangelho, a prática da Caridade e a oração em suas variadas formas (pessoal, coletiva), entre outras coisas.
    Bem entendo seu desconhecimento sobre a nossa fé pois vejo isso acontecendo do lado contrário também. Mas peço que reveja suas palavras para não acabar gerando mais intolerância. Como católica também sofro intolerância, mas sinceramente, meu compromisso é com Cristo e quanto mais perseguidos formos, mais próximos Dele estaremos não é? Infelizmente essas pessoas que “se casam, batizam seus filhos” mas não vivem a fé, podem até ser batizados mas não confirmaram a sua fé e nem a vivem… então não podem ser católicos, apenas estão cumprindo um “compromisso social” como escuto muitos dizerem. Tenho amigos de várias crenças (evangélicos, umbandistas, espíritas, ateus), fora os de esquerda, de direita, gays e etc… tenho até amigo que é evangélico não praticante. Acho que nesse caso, vi essa reportagem e fiquei bastante triste, não se trata de uma religião agredindo outra…. Mas a mídia manipula mesmo para parecer que determinados grupos são os vilões. E no mundo onde o dinheiro é o deus, qualquer pessoa pode ser taxada de radical e intolerante simplesmente por não ter vergonha de viver sua espiritualidade.
    Beijos!

    • Patrícia Lages diz:

      Entendi o seu po to de vista e creio que essa história tão comum de “católico não praticante” acaba confundindo quem não conhece a fundo a religião. Mas uma coisa é certa: sempre seremos perseguidos por mantermos nossa fé e sermos fiéis às nossas crenças. Fico feliz de vc não abrir mão do que acredita mesmo sofrendo intolerância, pois não devemos mudar quem somos para agradar aos outros. Beijos e obrigada pelo toque!

      • Kaysa diz:

        Paty desde sexta recebi por e-mail a notificação da sua nova pastagem, abri o link e deixei pra ler quando eu estivesse com tempo, no domingo, pela manhã ao fazer esteira peguei o celular e acessei o blog pra conferir sua nova pastagem, sendo que não dei a devida atenção justo por esta me exercitando mais ouvi o áudio até o final, em seguida fui me organizar pra ir fazer o enem, quando me deparo com o seguinte tema da redação: ” A intolerância religiosa no Brasil “… Que raiva senti por não ter prestado atenção no seu áudio. RS

        • Patrícia Lages diz:

          Eu deixei a dica…. 😀 Não que eu soubesse qual seria o tema (ninguém sabia), mas eu imaginei por ser um tema que está sendo amplamente discutido nos dias de hoje, principalmente nas escolas. Espero que vc tenha se saído bem!

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