Estar exposta a informação demais e ver como as pessoas as interpretam me faz afirmar que quanto mais informação, mais aborrecimento.

Informação demais, aborrecimento demais

Trabalho com comunicação há exatos 30 anos e recebi meu MTB de jornalista há 17.

Considerando essa trajetória, posso dizer que, semelhantemente ao que comentei no post anterior, as notícias estão sendo mais “fabricadas” do que nunca.

Sempre houve manipulação, sempre houve interesse em divulgar uma coisa enquanto se esconde outra.

Mas hoje, mesmo diante do fato de termos milhões de câmeras – considerando que todos temos celulares e eles captam fotos e vídeos – a mentira é mais abundante que a verdade.

 

Isso inclui o que se refere a abertura de processos, pois, no Brasil, qualquer pessoa pode processar quem quiser, pelo que quiser, a hora que bem entender.

E, quando o processo serve para denegrir a imagem de alguém, a mídia explora enquanto lhe convier.

Porém, depois que o processo não dá em nada, por exemplo, por falta de provas, a mesma mídia que divulgou a abertura, não divulga o resultado.

Nesse meio tempo, o público já “comprou” a ideia de que a pessoa processada é mau caráter e ponto.

Diante disso, o que aconselho – a todos que possam – que evitem acompanhar essa manipulação toda.

Não estou dizendo para que você seja uma pessoa alienada, mas sim, que seja uma pessoa seletiva.

 

Disciplina da seletividade

Sei bem que quando você vê alguma notícia absurda na internet, a vontade que dá é de compartilhar na hora.

Porém, a probabilidade de que seja falsa, meia-verdade ou esteja manchada de algum tipo de manipulação é enorme.

É preciso que tenhamos, mais do que nunca, discernimento e senso crítico apurado.

Uma grande rede social aí já informou que vai “diminuir” a quantidade de postagens políticas, mas até isso é uma meia-verdade…

Portanto, seja seletivo, tenha discernimento e segure a vontade de sair compartilhando o que aparece no seu feed.

 

Nos vemos!

 

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Bom dia Patrícia! Ser seletiva é a melhor solução, meu marido ama um compartilhamento rsrsr.. mas meu filho e meu sobrinho ficam no pé dele e já enviam mensagem na própria postagem e provam que é fake-news e quando ele vem mostrar-me, eu falo: ” bem feito”, vamos selecionar mais o que andamos vendo, lendo e assistindo. 😍😍

  • Bom dia. Só a palavra de Deus é a verdade. O resto tem que ser muuuito bem filtrado. Temos que estar mais no esconderijo do Altíssimo, Ele sim que da direção certa.

  • Será que essas redes chegam em 2030 relevantes? Eu saí em 2016 e vejo muita gente saindo hoje ou parando de atualizar. Na minha época, eu ocultava do feed os amigos inconvenientes kkk.

    • Vai saber, né? Tem mesmo muita gente saindo, mas aparentemente o número dos que entram é maior. De qqr forma, hoje eles têm ferramentas de manipulação que funcionam super bem e temos de vigiar!

  • Bom dia, Patrícia!
    “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.
    Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;
    Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” – Colossenses 3:1-3
    Bom final de semana!

  • Disciplina da seletividade.👏👏👏
    Ontem eu estava pensando a respeito desse assunto, em como abordar com meus alunos do 5° ano. Uma vez que, o senso crítico precisa ser aguçado neles desce cedo.

  • Bom dia
    Sempre acompanho as publicações desta página pois os conteúdos são muito bons e os assuntos são tratados de maneira claramente diferenciada do que estamos acostumados a ver no restante da mídia.
    Infelizmente falta senso crítico a população de modo geral, que tem o hábito de tratar as notícias como, digamos assim, “verdade”, sem antes pensar ou analisar, ou sequer raciocinar a respeito, para levar em conta se a “verdade” apresentada é minimamente coerente.
    A falta de análise pode ocorrer mesmo inconscientemente, pois de fato não somos costumeiramente “convidados” ou estimulados a pensar ou raciocinar adequadamente.
    Sempre me incomodou o julgamento da mídia, dos meios de comunicação, eles não tem essa competência e as pessoas não deveriam delegar ou aceitar esse comportamento, pois esta é a função da justiça e somente dela.
    Infelizmente a manipulação e a tendenciosidade com que os assuntos são tratados na mídia hoje, não vão sumir tão cedo, pois ainda há campo fértil e “consumidores” assíduos para tal.

    • É a força do “quarto poder”, por isso cabe a nós fazermos a seleção que eles não fazem!

  • Bom dia Paty, poderia detalhar um pouco mais sobre a “meia-verdade” da tal rede social famosa? Quando li a reportagem muito me preocupou, pois estamos cada vez mais sendo censurados, está cada vez mais claro que os fins dos tempos está mais perto do que nunca.

    • Vc já entendeu tudo. Quando detalhamos demais somos censurados tb!

  • Bom dia Patrícia!
    Somos prova viva do que a mídia é capaz.
    Para quem vive em São Paulo deve conhecer o caso da Escola Base. A Família que trabalhava super bem foi destruida.
    Cheguei a ser entrevistada e fomos chamados para depor. Só tínhamos elogios, pois todos trabalhavam com muita dedicação, a escola era limpa e organizada.
    Por conta da denuncia falsa de um dos pais de uma criança e a intervenção da mídia, os vizinhos nao esperaram o final da história para quebrar e pichar a escola toda. Saquear a escola, etc…
    Meu filho tinha 4 anos, hoje tem 30, foi tão triste que até hoje quando vemos as fotos ficamos consternados.
    “A indenização, assinada pelo governador Mário Covas, que o Estado de São Paulo deveria pagar aos seis acusados era de R$ 457 mil. A “Rede…. ” deveria pagar cerca de R$ 1,35 milhão aos donos e o motorista da Escola Base, porém entrou com recurso.
    O caso tornou-se referência obrigatória nas discussões em cursos de Direito e Jornalismo. O jornalista Alex Ribeiro escreveu sobre no livro “Caso Escola Base: Os abusos da imprensa”, lançado em 2003.
    Aqui em casa acontece o mesmo que na casa da Celi Bezerra. As vezes quando ele vem com uma notícia “dessas”, pergunto: -ja checou se nao é fake? Vira e mexe é. rsrsrsrs.
    Beijos.

    • Esse caso é muito emblemático e não foi o único. Parece até que o dono cometeu suicídio. A mídia foi irresponsável e muitas vezes ainda é. A imprensa não apreendeu a lição…

  • Eii

    Eu mesma de vez enquanto, desinstalo alguns aplicativos do celular para ficar um pouco off e não ver tanta informação o tempo todo;

    Fico ligadinha nos desafios amoo muito 🙂

  • Boa tarde, hoje a mentira está tão bem feita, que as vezes e até difícil de saber se e mentira ou verdade, por isso engana muita gente. Tem que ter muito cuidado, analisar bem, pesquisa para pode passar para outras pessoas.

  • Acredito que devemos selecionar o que lemos da mesma forma como selecionamos os alimentos que comemos. Parece que hoje em dia há mais desinformação e manipulação do que outra coisa. As redes sociais há tempos perderam o seu propósito, que era o de unir as pessoas. Sugiro o documentário “The social dilemma” disponível no Netflix.

  • Olá Patrícia,
    Aqui em Portugal acontece exatamente o mesmo. Fica difícil de acreditar no que quer que seja à primeira.
    A situação de pandemia veio piorar ainda mais. A comunicação social fica divulgando coisas insignificantes, enquanto coisas mais sérias estão a acontecer sem o público dar por nada.
    Um exemplo disso é enquanto os médicos lutam para salvar vidas com os poucos recursos que têm, com o sistema nacional de saúde completamente esgotado e desorganizado, o parlamento português aprovou a despenalização da eutanásia, sem que houvesse grande divulgação. Fico com a sensação que os media são um chocalho para distrair as pessoas…

  • Olá Patrícia! Tendo a concordar que informação em excesso causa aborrecimento excessivo mesmo, por conta de muita superficialidade informacional e conteúdo raso. Para selecionar algo, penso que é melhor utilizar alguns critérios, por exemplo, se o conteúdo desperta meu interesse, por quanto tempo fico com meu olhar fixo nesse conteúdo, se ele me faz sentir bem, se enriquece meus conhecimentos ou se me faz perder uma parte meu precioso tempo. De qualquer forma, buscar o equilíbrio e evitar se deixar levar pelas narrativas cada vez mais atrativas, pode ser uma boa alternativa. Abraços!

  • Boa noite Pati
    Temos que ter discernimento das informações que ouvimos para não passar adiante ,sem saber se são verdadeiras ou não.
    O certo é pedir sabedoria que vem do alto ou seja de Deus para nós orientar qual caminho que temos que trilhar.
    Temos mesmo que vigiar sempre.

  • Olá Patrícia!
    Sempre tenho muito cuidado em todas as notícias que vejo, aprendendo a não passar nada sem ter certeza da verdadeira verdade.
    Temos que ter disciplina mesmo, e saber o que devemos ver e ouvir, isso é muito sério, informações que não condiz com a verdade, pode destruir uma vida, antes de acreditar na mídia e nas suas “suas verdades manipuladas” que possamos analisar os interesses e o motivo de tanta preocupação no o assunto.
    A mídia fala e depois joga no mar do esquecimento, e o outro que se vire para limpar sua imagem, tratar sua saúde, cuidar do seu psicológico

    Grande abraço.

  • Patrícia, você tem nos ajudado com seus posts, nos ensinando a ler e interpretar as notícias e o que ocorre à nossa volta. Por que você não faz um curso ou workshop sobre política ou jornalismo para quem quer entender mais do assunto?
    O jornal Gazeta do Povo, tem uma série de cursos online gratuitos, e um deles é o : “Religião e Política,
    uma relação perigosa”. Uma das pautas dos curso é:
    “Analisar, com base no livro Icabode, de Rubem Amorese – que mostra a relação da mentalidade pós-moderna com a religião –, os motivos pelos quais, atualmente, o envolvimento de pessoas religiosas com a política pode ser tão nocivo.”

    Quando li isso, pensei: Poxa, o curso é gratuito para disseminar pensamentos contrários a fé?
    Por que não fazer cursos que ensinem o povo a pensar? Mas, quem vai fazer isso, ainda mais baseado na fé?
    O engraçado é que dizer a verdade, gera censura, porém trazer pensamentos ou ensinar todo tipo de coisa equivocada na tv e internet não tem nada a ver, pois gera empoderamento e liberdade ilusórios.

    Mas, sigamos em frente nessa caminhada rumo ao alvo, mesmo com os verdadeiros valores esquecidos na sociedade, sempre podemos fazer a diferença.
    Sucesso!

    • Entendo perfeitamente o que vc diz. Mas um curso nunca é de graça. Na verdade, ele pode ser oferecido de graça para quem assiste, porém, alguém paga os honorários de quem elaborou o curso e o apresentou, além de toda equipe técnica e distribuição. Isso custa MUITO caro, passando facilmente dos 6 dígitos. Quem quer patrocinar um curso conservador? Quem pode bancar algo desse tamanho? Acredite: bancar este site já é bem pesado, infelizmente não posso assumir algo desse tamanho. A gente faz o que pode! 🙂

  • Sim, é verdade Patrícia. (Não consegui lhe responder no link da sua resposta.)
    Não pensamos em toda infrarstrutura por detrás de uma atividade como essa. Já vemos tudo pronto. E as coisas são além do que vemos na tela do pc ou celular.
    Muito obrigada pelo blog! Através dele e dos demais canais já tem sido uma benção.
    Sucesso!

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