Gastos no ambiente de trabalho: o que fazer?

A leitora Mariana levantou uma questão importante: como evitar gastos no ambiente de trabalho se sempre alguém está organizando uma “vaquinha” para alguma coisa? Confira a resposta!

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Eis a questão que a Mariana publicou nos comentários aqui do blog na semana passada:

“Oi, Patty! No meu trabalho duas funcionárias estão grávidas, então o pessoal organizou um chá de bebê, cada funcionário deveria levar 2 fraldas e contribuir com R$ 10,00 para os comes e bebes. Como escapar dessa, sendo que quem não contribui é mal visto? Só nessa brincadeira se foi R$ 60,00 que eu poderia ter investido em mil outras coisas, e ter até poupado. O problema é que vira e mexe existem esses “eventos” em que devemos contribuir com algo. Sei que o ideal é contribuir, mas se somar tudo dá uma quantidade considerável de dinheiro… 🙁”

Realmente essas contribuições “forçadas” e pré-estabelecidas são muito chatas, assim como tudo o que se faz por obrigação… Acho que vale muito a pena o entrosamento entre colegas de trabalho, afinal, normalmente se convive 1/3 do dia com eles, mas como em toda relação de amizade, a espontaneidade vale muito mais do que o fazer por fazer.

Quando eu trabalhava em uma empresa grande, a cada 30 dias havia uma festinha para comemorar os aniversariantes do mês. O que era legal no começo, depois de uns meses virou um fardo, pois nem todo mundo podia colaborar sempre e os que colaboravam se sentiam no direito de “cobrar” a contribuição dos outros e até tentar impedí-los de participar da comemoração. Muito chato!

O pior para mim é que, naquela época, eu era assistente e fui nomeada como uma das organizadoras desses eventos (por imposição, não por vontade). Diante daquela saia justa, propus o seguinte: passar uma pasta por todo o departamento com os nomes dos aniversariantes do mês e cada um colocaria quanto pudesse. Não era preciso marcar quanto deu, bastava colocar o dinheiro e passar a pasta para o próximo.

No final, verificávamos quanto havia sido arrecadado e comprávamos o que dava: bolo e bebidas, só bolo, bolo e docinhos etc. Em alguns meses a festinha era mais modesta e, em outros, mais abastada, mas sempre havia algo e ninguém se sentia constrangido.

No caso das grávidas, acho que vale muito mais arrecadar um valor (livre), colocar num envelope lacrado e dar para a futura mãe comprar o que quiser do que fazer festa para o escritório todo ou definir previamente o que será dado. A ideia de lacrar o envelope é para que não haja competição de “quem arrecadou mais” ou quem é “menos querido” por ter arrecadado menos.

Quando permitimos que as pessoas tenham a liberdade de participar (ou não), temos um resultado muito melhor do que quando fazemos as coisas por obrigação.

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • May/SP diz:

    Já passei por isso em uma empresa que trabalhei há 11 anos atrás. Era vaquinha pra tudo, inclusive pra comprar um carrinho de bebê e parcelaríamos o valor da nossa contribuição em 3 (!). Até que um colega falou: “É um carrinho de bebê ou já é um fusquinha pra dar pro menino?!” rs E quem não contribuía era mal visto mesmo.
    Na empresa em que trabalho hoje, as futuras mamães e papais ganham um bônus da própria empresa, previsto em nossa política. Damos de presente, voluntariamente, como um pacote de fralda ou uma roupinha, mas nada imposto. Infelizmente nem todas as empresas tem essa política e a ideia que a Patricia falou é ótima. Um envelope lacrado onde cada um pode contribuir com o valor que pode seria o ideal.

    O que me incomoda aqui é o próprio aniversariante trazer o bolo no dia do seu aniversário. E é algo “imposto” e no ano passado não trouxe e ficaram cobrando. Se não trás, reclama. Se trás, ou pq era pequeno ou o sabor não era do gosto de todos. Querer prestigiar a pessoa ou parabenizá-la? Jamais. O povo quer é comer!

  • Carol diz:

    O duro é q entendi o “drama” da colega Mariana… entendi q ela não coordena isso, logo, ela é uma das constrangidas… bem difícil mesmo essa situação!

    • Patrícia Lages diz:

      Creio que esse é o drama de todos e, se um der a ideia, ainda que não seja a pessoa que coordena, muitos vão aceitar… rs…

  • Ana Carla Saud diz:

    Bom dia Patrícia Lages. Li seu livro “Bolsa Blindada” e gostei (comprei em uma livraria). Para ser bem sincera, penso que foi muito corajosa contando um pouquinho de sua trajetória e abordando, também, algumas coisas que não deram certo, para, em seguida, narrar como renasceu, tal e qual “Fênix” (o talento das mulheres fortes é se reerguer)… Nascemos na mesma época e me identifiquei muito com algumas vivências suas e com o que você conta dos seus avós e a sabedoria deles nas questões econômicas.
    Sobre esse post, das arrecadações no ambiente de trabalho corporativo, realmente, surgem pedidos desde colaborações para compra de caixões e coroa de flores para colegas que faleceram, até almoços, jantas, aniversários, grávidas, auxílio aos animais abandonados, etc. Nos finais de ano, então, as pessoas inventam muitas contribuições extras, com os mais variados objetivos.
    Parece que os líderes dessas arrecadações se esquecem que as pessoas já tem seus compromissos, seus próprios gastos para pagar e que, muitas vezes, falta salário até para solver as despesas pessoais e familiares. Quanto mais para contribuir com coisas que não são essenciais…
    Sinceramente, eu não vejo com bons olhos essa prática.
    Nos finais de ano é comum que algumas pessoas queiram dar destino para as verbas de outros. Nas ruas, o achaque começa desde novembro. Há os que batem de porta em porta, solicitando contribuições para isso ou para aquilo. E nas redes sociais algumas pessoas também acirram campanhas de doações disso e daquilo no fim de cada ano…
    Eu sempre costumo dizer. Se vamos auxiliar a todos que pedem, ficamos sem o que oferecer para nós e para nossa família. Me lembra aquela lição do seu livro “Bolsa Blindada” (que eu não vou contar, mas que todos podem ler)…

  • LUCIANA BODINI diz:

    Trabalhei em um lugar q a regra era levar uma caixa de bombom no dia do níver. Percebi q acabava sendo uma forma de aproximar as pessoas, pq tinham pessoas q trabalhavam em andares diferentes e se falavam por skype (q era a comunicação muito usada) ou telefone etc, e no dia do niver podia “visitar” a pessoa pra dar parabéns e escolhia um ou mais bombons da caixa rs. As pessoas eram bacanas, o clima ficava gostoso.E sendo uma vez por ano, não fica pesado.

  • Alexandra diz:

    Boa noite Patrícia tudo bem gostaria que você acordasse o assunto sobre pessoas que fazem aniversário,e obrigam as pessoas a contribuírem com o kit churrasco.E além do convidado levar o presente do aniversariante ele é obrigado a contribuir.

    • Patrícia Lages diz:

      Gente… acho que nem tem o que falar! É muito feio alguém obrigar os outros a “comemorarem” seu aniversário. Eu não iria e ponto!

  • Rayza Tavares diz:

    Recebi em minha casa, uma caixa de mercadorias de uma empresa da qual já participei sendo que já tinha solicitado o desligamento(com boleto e tudo) já até vendi alguns produtos e usei, fui a defensoria pública para reaver isso, a atendente me disse que tenho que levar todos os documentos inclusive o protocolo de atendimento dessa ligação(só que não lembro onde anotei) tem como mesmo assim sair com algum benefício nesta situação? agradeço a resposta!

    • Patrícia Lages diz:

      Rayza, se vc usou e vendeu os produtos, creio que já recebeu benefícios dessa entrega, concorda? Se vc não quer pagar o boleto, o correto teria sido devolver tudo e ir à defensoria com o protocolo de cancelamento (coisa que vc tb não tem). Não sou advogada para saber se vc tem como não pagar por algo que usou e até já vendeu, mas acho que o senso comum, nesse caso, já mostra o que deve ser feito. Beijos!

      • FABIANA RODRIGUES diz:

        Patricia Lages, a Rayza Tavares quis dizer que já revendeu os produtos desta empresa ( não que revendeu os produtos que recebeu), e já pediu o desligamento e eles madaram os produtos. Estou na mesma situação, era revendedora da Avon, deixei de revender os produtos desde 12/2015 e em 2016 recebi uma cobrança indevida de produtos que não sei com quem estão, a propósito falsificaram minha assinatura neste pedido, que seria de uma “pronta entrega”. Recebi milhares de ligações de cobrança, levaram 10 meses pra resolver esta situação. Em 11/2016, novamente fizeram um pedido em meu nome na empresa Avon, e procurei um advogado para cancelar a divida que não é minha. Conclusão, o processo esta em andamento, e chego a receber cerca de 19 ligações diárias de cobrança. Muito cuidado pessoal ao virar revendedora de produtos de algumas empresas, porque ha 1 aano e 6 meses estou vivendo um verdadeiro martírio por isso.

        • Patrícia Lages diz:

          Sinceramente fico feliz de ter entendido errado!! Mas no caso dela, precisa do protocolo de cancelamento e ela não está achando… espero que vc resolva o seu problema tb porque receber ligação de cobrança já é chato, mas de cobrança indevida ninguém merece!! Beijos

  • Joselene Lima diz:

    Amei as dicas, muito mais viáveis. Na igreja andei me dando mal por organizar alguns eventos, deixava livre e o povo não contribuía, então eu tinha que pagar do meu bolso, pior kkkkkkk

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