Economia não é “lei de Gerson”

Você sabe o que é “lei de Gerson”? E o que ela tem a ver com economia? Esse é o tema de hoje!

educaçãoMuitas pessoas me mandam links, matérias e sugestões de temas para me ajudar a desenvolver os posts aqui do blog e o conteúdo da fanpage no Facebook. E ajudam muito! O que seria do Bolsa Blindada se não fossem as nossas queridas blindetes? 🙂

Realmente quando digo “juntas somos mais fortes” não se trata apenas de uma expressão, mas de um fato. Vocês têm entendido muito bem a proposta do que é economia e têm me ajudado a ajudar a muita gente. Mas nem todo mundo é assim…

Há pessoas que me marcam em publicações como: “saiba como fazer para não pagar IOF” ou “veja como se livrar das suas multas de trânsito”, e coisas do tipo “não pague”, “dê um jeitinho”, “burle uma lei”. Esses dias mesmo vi no Facebook a postagem da foto de um sujeito em uma academia com a legenda:

“De férias na Europa e malhando. Aqui as academias dão um dia de treino grátis. Vou cada dia em uma e não me matriculo em nenhuma… hahahaha! #economizandoeuros

O que tenho a dizer sobre isso é que, em primeiro lugar, fiquei azul-avatar! E em segundo (mas não menos importante), isso não é economia, mas sim, “lei de Gerson” que, por sinal, eu detesto!

A tal lei de Gerson significa querer levar vantagem em tudo, mesmo que prejudique outros. É querer colocar a sua conta para outra pessoa pagar e isso não tem nada a ver com economia e tudo a ver com o “jeitinho brasileiro” que, infelizmente, virou um péssimo slogan para nos definir… A ilustração acima mostra bem o que é essa lei.

Pense: mesmo que as academias estejam dando treino grátis, não é pra ir lá e tirar vantagem da boa vontade deles, pois é óbvio que isso é para quem tem, no mínimo, a intenção de se matricular em uma delas!  O intuito não é que as pessoas se aproveitem de uma cortesia só para “se darem bem”.

Também teve um caso em que senti muita “vergonha alheia” e daí o azul-avatar foi pouco. Eu fiquei grená! Estava no Jockey Club (um lugar que dizem ser “das elites”) acompanhando meu marido em um trabalho quando vi uma promotora distribuindo amostras grátis de dois novos sabores de um iogurte que eu adoro. A moça me ofereceu e claro que aceitei. Não era uma embalagem de amostra, pequenininha, mas sim a embalagem normal, que se vende no mercado. Escolhi o sabor que me deixou mais curiosa, experimentei e adorei!

horsePorém, logo em seguida chegou um casal que pediu uma dúzia de iogurtes. Sim, doze! Pediram 6 de cada e ainda fizeram questão de levar 12 colherinhas! Chegaram a pedir uma sacola para carregar, assim poderiam levar mais (!), mas como não havia (afinal era para dar UM para cada criatura), foram embora equilibrando duas pilhas de iogurte Jockey afora… Helooooo! Era para experimentar e, se gostar, vá ao supermercado, pelo amor de Deus! Não era pra fazer estoque pra semana!

Um bom negócio nunca é o que uma das partes sai ganhando. O bom negócio é aquele em que todas as partes saem ganhando.

Se você entrar nessa onda não se tratará mais de economia, mas sim de querer levar vantagem e, por que não dizer, poderá até se tornar uma pessoa avarenta. Como sempre dizemos, economia é equilíbrio, nem desperdiçar, nem reter o que é indevido. Imagine a mistura: lei de Gerson + “mão-de-vaquice”? Insuportável!

Você já viu algo semelhante? Compartilhe conosco e vamos levantar a bandeira: abaixo a lei de Gerson! #issonãoécoisadeblindete

Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Ética
  • Chloé diz:

    Gente, como pode? Eles nem ficaram com vergonha de sair com esses iogurtes todos?

    Muito baacana o que você escreveu, eu concordo!

    Na verdade essa lei de Gerson é para os enrolões. Isso é muito feio, é do diabo mesmo!

    Minha mãe, um dia, deu um bom dinheiro para uma collaboradora para ela ir comprando o lanche durante o mês (já que íamos de férias e ela então não poderia comprar) e ela, invés de comprar os lanchinhos todas as semanas, trouxe uma lata de biscoitos que ela tinha feito em casa e guardou o dinheiro todo para ela.

    Se a pessoa só vive com dificuldade financeira, ela tem que ver se ela não está sendo essa pessoa enrolona, desonesta. Ninguém vai pra frente desse jeito, ninguém.

    P.S Ficou lindo o novo layout e você ficou tão fofinha com essa blusa rosa!!!!! Beijinhos com carinho! 🙂

    • Patrícia Lages diz:

      Obrigada, Chloé!

  • Flávia Priscila diz:

    Infelizmente, conheço pessoas assim. São horríveis de conviver. É como você falou, estão querendo levar vantagem em tudo e avarentas ainda mais quando se trata de dar, acabam deixando a desejar quando é preciso. Quero é distância!

  • Luiza Mendes do Carmo diz:

    Já vi muita coisa assim , mesmo na Europa , o povo faz o mesmo , e pior , são pessoas que tem muito dinheiro , e as vezes me sinto envergonhada de ver elas fazerem isso sem necessidade .

  • Bianca diz:

    Ih, casos assim tem de monte, Patrícia. Claro que uma vez ou outra, todo mundo dá uma deslizada, pois somos humanos, passíveis de cometer muitos erros. Todos nós, eu acredito, em algum momento, já agimos acobertados pela Lei de Gérson, mesmo não admitindo. Conheço muita gente que faz cada coisa absurda, mas acham que estão legitimadas a fazê-lo, por realmente crerem que é um direito seu. Isso vai desde ficar na fila do supermercado sem nada nas mãos, guardando lugar para um carrinho lotado que entrará na frente de um desavisado que escolheu a fila por parecer que iria ser mais rápido, até pessoas que se acham no direito de pedir que seu processo judicial, que segue uma ordem cronológica, seja colocado no topo da pilha porque seu direito seria mais importante do que o dos outros. Claro que muitas vezes algumas situações se justificam: a pessoa vai perder um avião e pede para passar na frente num banco, numa farmácia ou, como no caso dos processos, se envolvem verbas alimentícias, pedidos de medicamentos negados pelo Estado, os chamados direitos à vida, mas nem sempre é assim! Quando reconhecemos nosso erro e tentamos evitar cometê-lo de novo, já é um caminho para acabarmos com esse péssimo hábito. O problema é que as pessoas viciam nessa lei e quando conseguem uma vez, tentam mais uma e outra…e assim vai…Difícil…E não é só aqui no Brasil, não. Aqui é mais acentuado, com certeza, mas esse comportamento é da natureza humana, infelizmente.

    • Patrícia Lages diz:

      Muito legal seu comentário, Bianca. O que deveria ser visto como uma exceção (passar na frente, pedir um privilégio extra), acaba virando regra. Muito bacana esse ponto de vista! Bjs

  • Sónia diz:

    È, Dona Patricia de facto existem gente querendo sempre tirar vantagem de alguma coisa prejudicando outro. Fiz negocio com alguém que recebeu os produtos e na hora de pagar não completou o valor do pagamento como quem dissesse o que falta é minharia (pouquissímo) você completa não vai te custar nada.

    • Patrícia Lages diz:

      Se é ninharia então ela mesma poderia, não? Rs…. Rs…

  • Beatriz Silva Campinas diz:

    Bom dia Patrícia, tudo bem?

    Eu já vi muito isso, e não gosto dessas coisas, acho que quanto mais você querer enganar as pessoas, mais sua vida anda pra trás, quando vou comprar algo pesquiso, peço desconto, mais não fico implorando tem gente que é até chata, nessas horas e se tornam inconvenientes.

    • Patrícia Lages diz:

      Sem dúvida que a vida anda pra trás. Enquanto a pessoa está focada em obter vantagens como essas (geralmente pequenas e mesquinhas), acaba perdendo o foco em coisas grandes. Quem busca ninharia acha ninharia, né!?

  • Cristina/Sergipe diz:

    Bom dia D.Patrícia!
    Numa festa, presenciei uma moça com com um blazer no braço e em baixo, uma vasilha cheia dos melhores docinhos. Outra, ia ao supermercado no caminho do colégio; usava o desodorante dizendo que era para economizar o seu.
    UUUFA, QUE ORROR!

  • Elisangela diz:

    Fala seriioooo, que vergonha essa de tirar vantagem dos outros. Nos como uma comunidade devemos erguer a bandeira do #issonaoecoisadeblindete, para ver se esse povo cria vergonha na cara!!!
    Bjs

  • JULIANA FREITAS diz:

    Bom dia Patricia,
    tenho acompanhado seu blog e tb seguido as dicas do seu livro e estou muito feliz com os resultados.
    Pensando numa vida mais frugal fui pesquisar na net uma forma de estar bem vestida gastando pouco e encontrei esse blog com ótimas dicas de vestuário. http://www.theviviennefiles.com (precisa de algumas adaptações por ser um guarda-roupa p/ clima frio mas a essencial é perfeita).
    A idéia é passar p/ as mulheres que estar bem vestida não significa gastar muito, ou seja, um princípio que vc defende aqui, economia com sabedoria.
    Espero que a dica seja útil p/ tds.
    abraços,
    Juliana

    • Patrícia Lages diz:

      Vou dar uma olhada, obrigada pela dica!!

  • Ana Maria Albuquerque diz:

    Achei interessante você trazer a questão a usura, pois é um dos problemas que tenho com o meu pai. Não é nada fácil e sinto que as dificuldades que tive nas finanças também são decorrentes de tentar ser oposto do meu pai, mas tenho me empenhado mais e em economizar e viver com o que tenho, pois isso melhora a minha relação com ele e com todos os meus familiares. Sem contar que economizando sou dona do meu nariz e fico mais serena e tranquila. Abraços,

  • Denise Angeli diz:

    Gostaria de dizer que é difícil de acreditar que pessoas façam coisas desse tipo, mas infelizmente não é.
    Por outro lado sei que o trabalho que tem feito tem ajudado a mudar a mentalidade e postura de várias pessoas.
    É quase um trabalho de formiguinha, mas a cada dia tem alcançado uma pessoa nova e aberto a visão.
    Sempre haverá pessoas tentando se aproveitar da situação, ou querendo tirar vantagem sobre a outra, isso é inevitável, mas nós podemos ser do grupo que faz o que é certo e que influencia corretamente os que estão ao nosso redor.
    Cada um pode fazer a diferença no meio em que vive.
    Concordo 100% com você Paty.
    Abaixo a lei de Gerson! #issonãoécoisadeblindete
    Um abraço, flor.

    • Patrícia Lages diz:

      Isso mesmo. Nós podemos fazer a diferença e influenciar para o lado bom! Bjs

  • Mirianne diz:

    Concordo e assino embaixo. Se cada um de nós fizermos o que é correto e denunciarmos exemplos horrorosos como esse, estaremos assim fazendo um trabalho de reeducação e contribuindo para que a sociedade seja melhor. Mesmo quem não tem “desconfiômetro”, vai se sentir incomodado ao pensar em cometer um erro desses novamente.

  • Nayane Negretti diz:

    Olá Patricia

    Gosto muito do seu blog e procuro sempre acompanhar as suas publicações.
    Admiro o seu jeito de ser: competência e honestidade.
    Obrigada por nos ajudar!

  • Vânia Maria Gabriel de Souza diz:

    Oi, Patrícia!
    Fico inconformada quando o assunto é pegar um montão de sacolas do supermercado sem necessidade de embalar as compras!
    E as pessoas se veem no direito de roubar (e citam a palavra “roubo” como algo engraçado!!) porque precisam para colocar o lixo de casa!
    Só faz isso quem não é blindete!
    Beijos

    • Patrícia Lages diz:

      Ah, isso é verdade! Não é coisa de blindete!! kkkkk…

  • Ricardo Arcanjo diz:

    Engraçado. (Gerson) é o nome de um gerente que tive que me pediu dinheiro emprestado e até hoje não me pagou. Depois fiquei sabendo que não fui o único. Safado! Ele também ficava dando em cima das vendedoras. Todas casadas. Pois é. Mas, vamos falar de coisa boa. Gostaria de parabenizar pelo sucesso que você está fazendo e também pelo novo blog. Se possível faça um post sobre: (como se comportar numa entrevista de emprego). Abraço seu fã e admirador, Ricardo. #Soublindeto Haha!

    • Patrícia Lages diz:

      Kkkkkkkk… Obrigada pela sugestão. Vamos publicar! Abs

  • Carmem Lucia diz:

    Daria até para eu compreender se fosse apenas os 6 de cada sabor com a intenção de provar e que mesmo assim, seria exagero na tradicional embalagem ,entendi 12 uma duzia ou seja o dobro, ai já é demais!Estou contigo.
    Abaixo a lei de Gerson! #issonãoécoisadeblindete.

  • Nédia diz:

    Patricia morri de tanto rir com o texto, não sabia dessa lei. Mais o incrivel é que não so o brasileiro é assim a espcie é em massa expalhada pelo mundo a fora.
    Eu vivo fora de meu Pais a uns 10 anos e sempre que la vou anualmente ou nao, pessoas conhecidas, proximas e outras que se dizem amigas ao saberem de meu regresso ja fazem pedidos, trás isto aquilo etc. Bom o voos Europeus dão ou davam anos passados poucos kg para bagagem e eu tinha minhas coisas por levar e esclarecia que havia prioridades e por isso seria melhor que lhes enviasse por correio, nem correio nem o valor das coisas que pediam nunca os vi(em 10 anos).
    Ao chegar la o filme era o mesmo estou a pedir isto aquilo etc, sou estudante e ainda que nao fosse a vida é cara se for pra comprar e oferecer nunca irei longe. No inicio ate dei era ingenua, mas notei que nas vezes seguintes nunca alguem ofereceu-me algo, nao era por troca mais Desculpem, ha coisas que em meu Pais tem e que em lado nenhum se encontram, ou que ao menos perguntassem.
    Ficavam e ainda ficam ofendidos com a minha postura actual de ignorar-lhes.
    E uns ate dizem, mais la onde morras as coisas são bem barratas afff, como se alguem sai-se destribuir roupa sapatos na rua

  • Nédia diz:

    Ahh Patricia e nos hoteis que servem pequenos almoços pelas gratis, se ve com cada coisa desumana por parte de turistas, comendo feito camelos no deserto e outro roubando a comida que muitas vezes proibem que se levem, para poderem comer depois.
    Da medo

  • Cristina Fontes diz:

    Oi Patricia!
    Eu não só conheço, como convivo com pessoas deste tipo. E assim como você vire mexe também fico azul avatar, chegando a quase todos os tons da paleta de cores. O bom resultado de viver com pessoas assim é que diariamente tenho exemplos de como não devo proceder, porque a verdade é fazem, se aproveitam mas nunca de fato se beneficiam. Um beijo querida e um ótimo fim de semana =*

  • Joselene Lima diz:

    Muito bom, adorei!

  • Marcy diz:

    Oi Patrícia! Gosto muito dos seus textos e este trata da mais pura realidade. Fico envergonhada de ver como tem gente por aí que gosta de se aproveitar dos outros e acha que pode tirar vantagem em tudo. Conheço gente que quando vai a casamentos quer levar a sacolada de doces para casa, para comer durante a semana. Acho isso o “Ó” e morro de vergonha desse tipo de comportamento. Nestes casos, sempre me afasto, pois não adianta falar, tem gente que quer ser chique sem entender nadinha de etiqueta. Além de outras coisas que tenho observado, como na hora de pagar a conta, tem muita gente saindo de fininho da mesa e deixando a conta para os outros, pensando que está saindo no lucro. Mas lucro mesmo é ser elegante e pagar o seu consumo, sem pesar no bolso do colega. E nada pior do que ser pego de surpresa, tendo que pagar a conta que não é nossa! Aliás, é cada uma que eu vejo hoje em dia, que vale por duas! kkkk… Abraços!

    • Patrícia Lages diz:

      Essa do casamento é clássica!! kkkkkk

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