Dia triste: problemas financeiros levam 6 pessoas à morte

O saldo foi o pior possível: 1 mulher e 3 crianças mortas e o suicídio de 2 homens. O motivo: não ter mais condições de sustentar a família. Agosto está deixando seu recado. E você? Que recado vai deixar para agosto?

3074361664_2e81494e80_b

O Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, na Barra Funda, São Paulo, presenciou, pela terceira vez só neste ano, o ato final de pessoas que desistiram da vida diante dos problemas. Ontem, um motoboy de 41 anos se jogou do 17º andar do prédio com o filho de 4 anos no colo. Em sua carta de despedida, alegou problemas financeiros e que o relacionamento de mais de dez anos com sua companheira estava conturbado por conta da situação. Além da mulher, ele deixa uma filha de 17 anos.

5ly0act8vt_4btc26oad6_file

No mesmo dia, segundo informações do R7, Nabor de Oliveira Junior, de 43 anos, matou a esposa Lais Khouri, de 48 anos e jogou seus dois filhos, Henrique, de 10 anos e Arthur, de 6 anos, do 18º andar do prédio em que moravam no Rio de Janeiro. Foi encontrada uma carta (que ainda está sendo periciada para comprovação da autoria) na qual, assim como o motoboy de São Paulo, alega problemas financeiros como motivo das mortes.

Tenho visto nas redes sociais pessoas ansiando pelo fim de agosto e seus “365 dias de desgosto”, mas temo que o problema não esteja no mês, mas sim, no rumo que este mundo está tomando. Na me refiro à falta de dinheiro, pois isso sempre houve e sempre haverá: pouca gente com muito e muita gente com pouco, mas sim, à falta de estrutura emocional das pessoas diante dos problemas.

capa_bolsa_blindada_1Não estou aqui para julgar ninguém, pois se você leu meu primeiro livro, Bolsa Blindada, sabe que, diante de mais de 150 mil dólares em dívidas, morando numa casa alugada, com todas as despesas atrasadas e sendo até ameaçada de morte, eu pensei em dar cabo da vida.

Por isso, posso dizer com conhecimento de causa que, quando passamos por situações assim, não é exatamente a falta de dinheiro que nos leva a pensar em cometer esse tipo de loucura, mas sim, a pressão pela qual passamos 24 horas por dia. Sim, 24 horas. Mesmo dormindo, eu sonhava com as dívidas. Ao acordar, muitas vezes, meu despertador foi o telefone, com alguém me ameaçando por não ter pago uma conta. Café, leite ou pão não havia na minha cozinha, então eu tentava engolir um copo d’água, mas o nó na garganta não deixava. Perdi 10 quilos.

Não conseguia ter foco em nada, não conseguia raciocinar, sentia fome, sentia o cheiro do almoço na casa da vizinha, sentia vergonha por não ter o que comer. Passava o dia sob ameaças, não só as feitas pelas pessoas, mas as que a minha cabeça criava. “Você vai acabar sendo presa. Você foi a culpada por essa situação. Você confiou demais nos outros. Você foi burra o bastante para perder tudo. Você merece o que está passando. Você nunca mais vai sair dessa. Você não é ninguém.”

Até que decidi rebater essas vozes e entender que eu valia mais do que dinheiro e que era perfeitamente capaz de vencer aquela situação. Li a passagem bíblica de Isaías 40-12 e aquilo me deu muito mais forças do que café da manhã, almoço e jantar. Lutei, trabalhei, aguentei muita humilhação, mas paguei todas as dívidas até o último centavo.

Isso quer dizer que nunca mais terei dívidas, que jamais terei problemas financeiros novamente e que minha vida ficou cor de rosa? Não. Isso significa que aprendi o caminho e que, venha o problema que vier, não vai me vencer. Ponto. Sou eu que decido, eu que determino qual será o meu recado para os problemas. E o meu recado é: você escolheu a pessoa errada!

E você: que recado vai dar para os problemas? Que desiste diante deles ou que eles vão ter que voltar para onde vieram?

Para não perder nada aqui do blog,

Cadastre o seu e-mail agora!
Cadastre o seu e-mail abaixo e receba todas as nossas novidades!

Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Espiritual
  • Juliana diz:

    fiquei mto triste com o q aconteceu ainda mais colocando as crianças nisso, acho q o mundo de hj td leva a din e falta de Deus nas familias é infelizmente um fato… as pessoas perderam a confiança em DEus e preferem ter a “instabilidade” do dinheiro, a moda de comprar o q nao tem condicoes de pagar é o mau dos dias de hj, mto credito… temos q pensar q o q é nosso é o dinheiro do salario e nao o limite do cartao de credito e cheque especial, isso é ilusao… o din direciona a vida mas nós q é q dirigimos aonde queremos chegar… devemos aproveitar o q o din nao compra como momentos c a familia e a sintonia com Deus…

  • neila diz:

    Sempre assim positiva, isso nos dá forças né para prosseguir nesses dias obscuros que vivemos…Isaías 40:31

  • Paulliane Santos diz:

    Bom dia Paty!!!!
    Mais uma vez suas mensagem vem suprir minhas necessidades. Você não faz ideia do quanto esse post mim ajudou. “Problema, sai do meu caminho. Você escolheu a pessoa errada”.

  • Rebeca Beserra diz:

    Meu Deus, que casos tristes! 😖 Louvo a Deus pelo seu testemunho, Paty. Mais pessoas precisam conhecê-lo.

  • Larissa Lemes diz:

    Patrícia, você teve Deus no seu coração e não deixou as pressões externas atingirem sua vida, gostei muito da matéria.. é forte mas é a realidade que nós estamos vivendo, num país ingovernável como superar tantos desafios, é crise financeira, é crise política, é crise existencial, não percamos o foco de vencer sempre!!!

  • celins diz:

    Fico muito triste com toda essa situação infelizmente as pessoas se esquecem do principal buscar a Deus primeiramente.fico triste também pelo título do post “Negros dia” o que os negros tem a ver com isso???

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Celina. O título é uma expressão bem conhecida da Língua Portuguesa e remete à escuridão, a um dia sem luz e não tem nada a ver com a raça negra. Sei que as pessoas confundem com preconceito racial, mas não é esse o significado (pelo menos não o que eu aprendi).

  • Adriana diz:

    Agora, sim! Essa é a Paty que eu conheço!
    Também passei por uns maus bocados e quando o vão do metrô começou a “conversar” comigo, quando vinha o metrô e eu sentia um impulso de me jogar, comecei a voltar pra casa de ônibus. No caminho ia pensando, me recompondo, perguntando o que estava acontecendo e em qual ponto da jornada me perdi, até que, devagar fui reorganizando minhas finanças. Reli seu livro nessa época também.

    • Patrícia Lages diz:

      Que bom que vc desenvolveu essa estratégia. O mundo seria mais chato se o vão tivesse te convencido!

  • Sara diz:

    Eu também já passei por muitas pressões na minha vida financeira! Essas horas que precisamos manter o auto controle e realmente agir da forma mais racional possível! Infelizmente quando agimos pelas nossas emoções agente se deixa levar como as ondas do mar! É realmente é incrível de ver que quando agente passa por um problema e supera, agente sempre sai mais forte e mais experiente!

  • Vânia Maria Gabriel de Souza diz:

    Paty querida, bom dia.
    Fiquei desempregada este mês, mais uma vez. Sofri assédio moral e pela primeira vez na vida fiz uma carta de demissão.
    Tive pesadelo com o dia da rescisão (que foi ontem e deu tudo certo, graças a Deus!).
    Ligo a tv e só vejo coisas horríveis… e me vem a cabeça: “Pedir demissão nesse tempo de crise só pode ser irresponsabilidade!” Mas eu orei, orei muito mesmo a Deus para não tomar tal atitude de forma irresponsável. E quando o fiz, me senti tranquila. Agora estou batalhando novamente!
    Deus nunca, nunca, nunca me deixou na mão – e eu já te contei de muitas situações em que fui surpreendida com provisão, médico, etc etc etc.
    Não, não julgarei o mês de agosto como de derrotas, mas só mais uma oportunidade de aproveitar o momento e descobrir algo melhor para minha vida.
    Beijos, querida amiga!

    • Patrícia Lages diz:

      Quando colocamos nossa vida nas mãos de Deus e confiamos tudo dá certo! Bjs

  • DELÂNDIA diz:

    Bom Dia Amadas…Saudades Paty, saudades de escrever no “nosso” espaço…rsrsrs
    Realmente toda essa fatalidade tem sido muito triste,e como a Paty disse : não estamos aqui para julgar ninguém, creio que cada uma de nós passamos por alguma situação que nos trouxe desespero. Eu já tive o meu, graças a Deus me peguei a Ele, tinha os meus filhos que precisam de mim, e na mesma época conheci o livro Bolsa Blindada, ate hoje se algo me desespera, eu o leio, releio, rabisco…rsrsrs.Busco na Bíblia conforto. Penso que ter com quem contar também é muito bom, dividir e compartilhar a dor, muitas vezes na escuridão não vemos a luz que pode estar bem próxima.
    Que possamos seguir em frente, olhar pra Deus e nos apegar a sua promessas e a palavra que diz : O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.
    Muitos beijos…

    • Patrícia Lages diz:

      Saudade amiga, apareça mais vezes aqui na nossa “sala de estar” para bater aquele papo!! Bjs

  • Joselene Lima diz:

    Muito forte!

  • Kedja Di Branco diz:

    Olá, Paty!

    Neste ‘SETEMBRO AMARELO’ de alerta ao problema do suicídio; lendo seu maravilhoso post, devo confessar q, de alguma forma, entendo o desespero q leva muitos a findar a própria vida por conta das pressões financeiras e do desemprego; veja: uma pessoa que além do sério problema das dívidas, vê o acúmulo das contas e encontra-se sem emprego: o que pode esperar; infelizmente, neste mundo só há espaço para quem tem dinheiro para gastar/comprar/consumir – estes são sempre bem vistos e bem recebidos em qquer lugar; e para pagar contas que sempre chegam – pagamos para viver – e, quem não pode mais custear sua vida, torna-se pessoa ‘non-grata’: amigos desaparecem e os problemas já graves tendem a aumentar e acumulam-se, levando ao inevitável suicídio…acompanho seu trabalho literário e também seu site, face e vídeos e gostaria de, na medida do possível, sugerir algo do tipo: orientações de ‘home office’ para direcionar pessoas e famílias que se encontrem na situação de desemprego e precisam urgentemente de uma luz para nortear a vida em uma nova perspectiva (pois quem já passa dos 40 anos, dificilmente irá se recolocar no mercado de trabalho, concorda?); nem todos têm objetos para ‘vender pela internet (no olx, Mercado Livre, entre outros…)e essa pode até ser uma opção, mas não é definitiva, nem tampouco duradora; fazer artesanato tbém pode ser difícil para quem sempre trabalhou no mundo corporativo (como executiva (o); sei que há empresas que fornecem material para montar em casa (parece-me que eles entregam e retiram) e pagam por produção (vc conhece alguma empresa para indicar, Paty?); mas penso que deve a ver serviços que podem ser exercidos/oferecidos a partir de casa (via computador/telefone)e opções assim poderiam evitar muitos suicídios. Qual sua opinião a respeito?

    Tenha uma vida repleta de bênçãos, Paty!
    Com muita sorte, sucesso, plena de gdes realizações e recheada de surpresas maravilhosas porq vc merece.

    Um forte abraço, com admiração, respeito e afeto,
    Keka

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatório são marcados *

*


Carreira Profissional

Cartão de Crédito

Investimentos

Pagamento de Dívidas

Faça uma busca no site:

Acompanhe também a Bolsa
Blindada nas redes sociais:


Receba todas nossas novidades!

Livros Bolsa Blindada:

Desenvolvido por: