Quem pensa diferente de uma minoria histérica e desocupada acaba sendo vítima da cultura do cancelamento, que não passa de emburrecimento.

Cultura do cancelamento, cultura do emburrecimento

 

O post de hoje é uma repostagem da minha coluna do R7 publicada no último sábado.

Achei importante trazer esse tema, pois tivemos vários comentários interessantes sobre o post que tratamos das redes sociais.

Então, boa leitura!

 

Pessoas que trabalham duro, que precisam fazer o tempo render para dar conta de todas as suas responsabilidades não têm tempo de ficar esperneando na internet cada vez que vêm algo que não lhes agrada.

Mas, ao contrário disso, há os desocupados que, por saberem que suas vidas não têm nada de interessante, gastam tempo em cuidar das dos outros.

O ócio é tanto que elas se dão ao luxo de reparar em absolutamente tudo o que os outros fazem, falam, com quem andam e, pasmem, até o que pensam.

Prova disso é quando nos deparamos com postagens afirmando que “Fulano pensa que é melhor do que os outos”.

É… o pessoalzinho da internet tem poderes impressionantes!

A questão é que esses nanicos de internet gritam alto e fazem qualquer meia dúzia parecer uma multidão.

Eles se automultiplicam criando contas fake e surram seus teclados sem trégua, destilando todo ódio que cultivam dentro de suas cabecinhas vazias.

Mas apesar de estarem vazias, suas mentes são tão estreitas que a amplitude do bom senso simplesmente não cabe.

 

Carroça vazia faz barulho por onde passa

 

E o barulho que fazem chega a assustar aqueles que fazem tudo e qualquer coisa para lucrar mais alguns tostões.

Não faltam empresas que se autopromovem ao ceder – de forma altamente calculada – aos apelos da turma do mimimi que não pode ser contrariada.

Ao primeiro sinal de postagens que exigem um pouquinho mais de inteligência e pesquisa, um nó se forma em suas cabecinhas ocas e só lhes resta correr para as redes exigindo o “cancelamento” de seus desafetos.

A estupidez – característica sempre presente quando a histeria toma conta – passa por cima de qualquer razão e, obviamente, não se dá o menor valor a argumentos plausíveis.

Na falta deles basta repetir a mesma ladainha de sempre: “fascista, nazista, terraplanista, misógino, homofóbico!”

Porém, basta pedir aos destiladores do “ódio do bem” que definam o significado de cada uma dessas palavras para ter certeza de que não passam de papagaios.

São simplesmente pessoas que reproduzem o som do que ouvem, mas não têm ideia do que se trata.

Mas o desconhecimento das palavras não é o único problema da turma do cancelamento, pois eles também não sabem absolutamente nada de história.

Só que, como todo mundo que vive de aparência, é preciso eliminar tudo o que desmonte seu personagem.

Logo, se não conhecem – nem querem conhecer – a história, eles a apagam e fingem que fatos e dados nunca existiram.

O mundinho do cancelamento é pequeno, tosco e estúpido, mas como toda carroça vazia, faz muito barulho por onde passa.

Quanto às empresas que cedem à gritaria, demitindo pessoas, recolhendo produtos e suspendendo campanhas, suas atitudes nada têm a ver com consciência social ou preocupação com minorias.

Trata-se apenas de publicidade gratuita, o que não exige estratégia, investimento ou trabalho.

Enquanto a gritaria der lucro é esse tipo de coisa que teremos de aguentar.

Nos vemos!

 

Confira o post anterior clicando aqui.

 

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Olá Patrícia, bom dia! Por hoje acrescento o que está em Efésios 6,10-20 “10.Finalmente, irmãos, fortale­cei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. 11.Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. 12.Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares.* 13.Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. 14.Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, 15.e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. 16.Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17.Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus. 18.Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. 19.E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20.do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever!” Boa semana! Abraços!

  • Carroça vazia faz barulho por onde passa, muito boa, confesso que não conhecia =))).

    Muitos crescem com isso, muitos amam isso… e quanto mais alto for a gritaria mais “lucros” será oferecido… a realidade dura e crua!!!

    Obrigada.

  • Bom dia querida! Pois é! Tá chato viu! É muito mi mi mi, preguiça desse bando de carroça vazia 😂😂, fazendo barulho por onde passam, gostei da comparação 🤗🤗

  • Boa tarde Patrícia!
    Quando li Analise lá no R7 achei muita graça na frase: carroça vazia faz barulho por onde passa.
    Tem tudo a ver com o que estamos vivendo referindo-se a cultura do cancelamento.
    Amei.
    Beijos!.

  • Boa tarde!!!!
    “”Carroça vazia faz barulho por onde passa””
    Já dizia minha vó.

  • Exatamente… empresas arrumaram um jeito de aparecerem sem gastar milhões em propaganda, criatividade, boas ideias. E o povo que fala tudo e acha que depois é só pedir desculpas e não entende que a cada vez que faz isso, tá queimando cartucho. A hora que precisar usar de verdade o pedido de desculpas, não vai colar.

  • Boa tarde, Patrícia!
    Falta do que fazer, dá nisso! Mente vazia, oficina do diabo!
    É triste, mas é real!

  • Gratificante é ter, em meio a tanta histeria, algo sensato para ler.

    Amo seus posts.
    Obrigada, Patricia.

  • Tenho lido sua coluna no R7, e tenho aprendido bastante. Como aprendo também, com os comentários das demais leitoras aqui do blog.
    A internet apesar de ter inúmeros apelos sem sentido e que só nos ajudam a retroceder, nos traz também a possibilidade de podermos aprender com pessoas que jamais imaginaríamos ter a chance de conhcer pessoalmente.
    E, aqui no blog, tenho a oportunidade de aprender e evoluir.
    Obrigada Patrícia.

  • Olá Pati, não costumo comentar aqui, mas sou leitora assídua do seu blog e acompanho todos os seus vídeos do YouTube e também o Clube da Leitura.
    Você acertou em cheio com esse texto. A sua opinião aqui expressa me representa muito. É cansativo e desanimador certos comentários que essas criaturas de cabeça vazia fazem, que destilam sua ignorância e burrice pelo simples fato de achar que precisam comentar tudo que veem pela frente e achando que assim trazem alguma “contribuição” à sociedade!
    Ninguém mais sabe o que significa ponderar sobre um assunto e manter a boca fechada enquanto faz isso.
    Essa sua frase “A estupidez – característica sempre presente quando a histeria toma conta – passa por cima de qualquer razão e, obviamente, não se dá o menor valor a argumentos plausíveis” representa bem o que a Débora G. Barbosa sentiu na pele algum tempo atrás quando teve que dar uma pausa no canal dela, só para citar um exemplo. E imagino que você passe por isso também, pois quando alguém expõe verdades e leva as pessoas a refletirem sobre determinados assuntos, isso assusta muita gente, e expõe o vazio, a inépcia e a incompetência dessas pessoas.
    Pati, enquanto for possível, fique firme e siga em frente !
    Amo suas postagens! Bjs!

  • “Mas apesar de estarem vazias, suas mentes são tão estreitas que a amplitude do bom senso simplesmente não cabe” confesso que devo guardar essa frase porque ela retrata a realidade e nos faz entender muita coisa… Isso ai… Parabéns PATRICIA!!!

    MINHA FAMILIA conhecia uma missionaria norueguesa e ela sempre dizia: “avião pequeno, barulhento, sem potencia… avião grande, potencia, capacidade, silencioso”

  • Olá Patrícia!
    Não consigo entender como esse povo trabalha e ainda tem a mente vazia, pessoas “desocupadas”, não sei que tipo de trabalho é esse que a pessoa passa o tempo todo fazendo barulho na vida dos outros, enquanto pessoas trabalham duro para fazer o tempo render, eles têm tempo de sobra para desfazer dos outros com esses comentários sem nexo. O homem se autodestrói o tempo todo e tem prazer em fazer isso, o certo é errado e o errado é certo, são papagaios e não se dão conta.

    Grande abraço.

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