Fazendo o certo pelos motivos errados

Um evento de adoção de animais mostrou, mais uma vez, que muita gente até toma atitudes certas, mas por serem levadas por motivos errados, desistem e mostram quem de fato são. Saiba mais no post de hoje.

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Há alguns dias, muitas gente se comoveu com o resgate de 135 cães que a Luisa Mell fez em um canil de Osasco, região metropolitana de São Paulo, onde houve denúncia de maus tratos. Muitos deles eram de raças, como yorkshires, lhasa apsos, pugs etc.

Na última quarta-feira (04/10), o Instituto Luisa Mell fez um evento de adoção na zona Sul de SP, pois a capacidade do local está no limite. A ideia do evento é que as pessoas adotem os animais que já estão em plena saúde, dando espaço para que outros, em más condições, tenham vaga para serem tratados e, novamente, colocados para adoção.

A surpresa em torno do evento ocorreu por dois motivos: o primeiro é que, apesar de abrir às 10h, o local já estava com uma fila que virava a esquina desde as 8h da manhã. E o segundo – que revelou as verdadeiras intenções – porque, ao saberem que os cães que estavam ali para adoção não eram os de raça resgatados em Osasco, quase todo mundo foi embora (matéria aqui).

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Os cães de Osasco estão passando por tratamento, além do que, o Instituto Luisa Mell está pedindo a guarda dos animais para poder colocá-los em adoção futuramente.

O que concluímos disso é que a intenção não era de dar um lar para um cão abandonado, mas sim, poder ter um cão de raça. Será que é porque os cães com pedigree dão mais status para os seus donos? Ou quem sabe, geram mais curtidas nas redes sociais? Ou seriam eles mais dignos de compaixão do que os simples vira-latas?

Realmente, notícias assim me fazem pensar o quanto as pessoas colocam o ter acima do ser. O “eu tenho um cão da raça X” é muito mais importante para essas pessoas do que simplesmente ser a pessoa que vai cuidar de um cachorro, seja ele da raça que for.

Que valor existe quando se faz o certo com as intenções erradas? Assim vamos tendo exemplos atrás de exemplos de como caminha a humanidade.

Este blog trata de finanças pessoais e empreendedorismo, pois queremos que as pessoas saiam das dívidas, não vivam para pagar juros e não sejam escravas de trabalhos que detestam. Mas tudo isso é para que vivam melhor, para que realmente tenham qualidade de vida e não apenas sobrevivam pagando pilhas de boletos todos os meses, enchendo-se de coisas que não precisam para “impressionar” gente que nem conhecem.

Você pode e deve ter o que quiser, mas não faça o certo pelos motivos errados. Vamos pensar mais no que somos e não no que temos.

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • [email protected] diz:

    Hello Pati!
    Eu acompanhei esse resgate do Instituto através das redes social. Acho muito bacana o trabalho que ele faz. Mas lamentável alguém desistir de adotar um cachorro só porque ele não é de raça. Eu sou APAIXONADA por cachorros, independente de raça. Se pudesse eu teria uns 20, rsrs.
    Queria muito morar em São Paulo só para poder adotar 1 dos vários que o instituto põe para adoção. Lamentável a atitude que algumas pessoas têm…
    Me lembrei até de uma matéria que vi ontem sobre adoção: as pessoas preferem adotar os bebês, enquanto os mais velhos vão ficando de lado…
    Triste isso.
    Beijos 😉

  • Fabiane Alves de Souza diz:

    Esse acontecimento só reforça o quanto ainda temos que evoluir moralmente, porque intelectualmente caminhamos a passos largos.

  • Vânia Maria Gabriel de Souza diz:

    Falou tudo, Paty. Ali perto de onde moro vejo cenas bizarras de pessoas passeando com seus cães de raça, mas sem se preocupar com o tamanho dos pequenos…. daí ficam falando ao celular, andando rápido e puxando os pets que precisam fazer suas necessidades… porque ESSA GENTE não está nem aí com eles. Me revolto, me revolto mesmo. Vale a máxima da dona Maria, minha mãe: “se não sabe criar, que não tenha!”

  • Marcia diz:

    Tenho 2 cachorros sem raça que recebem muito amor e nos dão muitas alegrias.

  • Nalú de Souza diz:

    Lamentável esse tipo de conduta. Eu adotei um vira-lata e sou apaixonada por ele. Paty, concordo com você quando diz que as pessoas estão mais preocupadas com o ter do que com o ser. Infelizmente o “Ser Humano” está num processo de retrocesso de valores, seja moral, intelectual, humano, etc.

  • Luciana diz:

    Que tristeza! Este tipo de atitude demonstra a real motivação das pessoas: aparecer e se aproveitar da situação para ter um filhote de raça de graça. Interesse em ajudar…nenhum! Lamentável…

    • Patrícia Lages diz:

      É a lei do querer levar vantagem em tudo… Triste mesmo!

  • Liliani diz:

    Patrícia, acho q é meio como adoção de uma criança (guardada as devidas proporções, claro!). Os pretendentes a adoção querem bebês perfeitos e lindos… se fazem isso com seres humanos imagine com cachorros….
    Entendo sua comoção e seu olhar jornalístico e de formadora de opinião e espero que vc continue expressando sua opinião mas, em se tratando de seres humanos, é complicado mesmo entender….
    – Quero ser mãe “mais que tudo na minha vida”… desde que seja mãe de um bebê louro com olhos azuis e sem deficiência física nenhuma.
    – Quero muito adotar um cachorro pra ajudar a artista lá…. desde que seja um cachorro de raça e vacinado… se doarem uma ração de primeira linha tb me ajuda a ser mais “caridosa”.

  • Cidalia-France diz:

    Muito triste mesmo .Sem palavras Patty 😔

  • Fernanda Rocha diz:

    Gritar por boas causas é fácil, ter atitudes compatíveis é outra coisa bem diferente. Eu tenho um dog da raça Cocker Spaniel, na época eu comprei ele mas hoje em dia eu não compraria não… não por ele que é a paixãozinha da minha vida, meu chicletinho, mas porque eu iria adotar um bixinho que está carente de amor e poderia ser sim um vira lata… amor não escolhe raça nem de pessoas nem de animais, quem ama os animais ama de coração. Quem não ama, usa eles como se fossem objetos que tiram da estante para passear (enquanto estiverem sadios), mas que quando eles ficam velhinhos precisando de paciência de nossa parte, pedem para outra pessoa da família cuidar, quando não abandonam numa estrada qualquer…. Vergonha dessa parcela da população.

  • Sónia diz:

    Não entendo nada sobre o cuidado com os caninos mas, é lamentável essa atitude.

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