Quando comparado ao salário médio de outros países, o Brasil não tem uma colocação das melhores. Seria isso justo?

Salário médio do brasileiro é justo?

Quando praticamente qualquer pessoa se depara com essa pergunta a resposta já vem logo na ponta da língua:

Não, o salário médio do brasileiro não é justo!

Mas, essa afirmação seria com base em quê para ser tão generalizada dessa forma?

Primeiramente temos que nos lembrar que quem avalia e estabelece os valores dos salários é o mercado.

 

Essa avaliação é feita com base em uma série de dados, sendo que alguns independem do funcionário em si, como por exemplo, a lei da oferta e procura.

Ou seja, quando há muitos candidatos para uma determinada posição, o salário tende a baixar e o contrário também acontece.

Porém, há outros fatores que estão ligados à performance do colaborador e é sobre esse ponto que gostaria de colocar os holofotes.

Afinal de contas, o que não podemos controlar não adianta ficarmos discutindo, você concorda?

Certa vez me fizeram a seguinte pergunta:

Por que o brasileiro tem que viver com um salário abaixo da média de países como os Estados Unidos?

Sem pensar muito sobre como minha resposta soaria, questionei de volta:

O brasileiro tem um desempenho acima da média dos funcionários dos países aos quais você se refere?

“Claro que não, né!”, foi a resposta que recebi, então continuei:

Se o desempenho está abaixo da média, como o salário estaria acima?

Comparações desse tipo não nos levam a nada, afinal, as realidades são muito diferentes, mas a pergunta retórica cumpriu seu papel de fazer pensar.

Em outra ocasião a pergunta já foi mais inteligente:

O que é preciso fazer para ter um ganho maior que o da maioria das pessoas?

E aí a resposta é muito mais fácil do que se imagina:

“Fazendo mais do que a maioria das pessoas faz!”

É muito fácil dizer que o salário do brasileiro é injusto, porém…

Quando você quer mais fazendo igual ou menos, seria isso justo?

E se você faz mais do que sua obrigação, não mede esforços, mas não recebe reconhecimento, não seria hora de pensar em alçar voos mais altos?

Mas isso é assunto para outro post! Por enquanto, avalie sua atual situação e já vai ter bastante coisa com que se ocupar.

 

 

Nos vemos!

 

Confira o post anterior clicando aqui.

 

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Bom dia!
    ” se você faz mais do que sua obrigação, não mede esforços, mas não recebe reconhecimento, não seria hora de pensar em alçar voos mais altos?”
    Essencial!
    Afinal, não nos foi dado espírito de medo!

  • Bom dia querida! Esse povo ama fazer comparações, cada país tem seus prós e contras! O problema é que a maioria quer viver sempre um degrau a mais. 😍😘

  • Olá Patrícia, boa tarde! Penso que a questão de justo ou não, é o parâmetro para a comparação. No exemplo do Brasil e Estados Unidos, culturas diferentes, parâmetros diferentes também. No meu modo de avaliar, quando uma pessoa ingressa no mercado de trabalho formal, o ideal é que tenha em mente qual o seu objetivo, ou seja, se deseja construir uma carreira tradicional ou não. Quando inicia o exercício da sua atividade em determinada empresa, não vou falar da “jornada” pela busca da vaga de emprego (enviar currículo, entrevistas, dinâmicas, exames, etc.), um profissional, uma vez iniciando em um cargo de assistente, por exemplo, deve ter uma visão de qual o caminho a ser percorrido para chegar a ocupar um cargo de direção, se for o seu objetivo. O profissional poderia pensar em uma carreira vertical (exemplo de assistente para direção) ou horizontal, através da qual poderia percorrer por todos os setores (recepção, secretaria, contabilidade, financeiro, suprimentos, jurídico, etc.), conforme a estrutura da empresa. Penso que nesses dois exemplos, ambos teriam oportunidade de aprendizagem e escolhas a serem feitas. Então, quero dizer que, na minha opinião, um profissional iniciando sua jornada, com pouca experiência ou sem experiência alguma, não faz jus à mesma remuneração de outro profissional com expertise consolidada. Abraços!

  • Oi bom dia!
    Então, tema complexo, eu penso que não tem como comparar o incomparável. Acho o salário injusto no Brasil, mas o que acho mais injusto é a falta de educação, faltam boa escolas, investimentos nessa área! No Brasil é mínimo o investimento em educação e enquanto for assim, seremos um país desigual e pobre.

    • Na verdade o Brasil investe muito dinheiro na educação, um percentual até maior do que muitos países mais ricos. Porém, o dinheiro é mal gasto, boa parte fica no bolso de poucos e o material que se compra é de baixa qualidade. Temos de entender que ou nos tornamos autodidatas ou seremos escravos desses sistema.

  • Excelente, Patricia!
    o trabalhador precisa ter consciência do valor que o seu esforço produz. Só assim poderá saber identificar se está recebendo como pagamento, um “preço” justo pelo seu tempo e esforço empenhados.
    Sobre investimentos, a verdade o Brasil tem dinheiro. Trabalho com orçamento público e sei que dinheiro não falta, ele é mal aplicado e mal direcionado.

  • Oi Patrícia,
    E o mercado se aproveita com a necessidade do povo brasileiro, e com isso, as pessoas baratearam as profissões para não depender desse salário. Os que tem um trabalho com qualidade ainda se dão de bem quando se dá o seu valor, pois, muitos bons profissionais, se rebaixam por conta da situação de vida.

    Grande abraço.

  • Acredito que os brasileiros são muito acomodados e dependentes do governo para iniciarem ações, atitudes. Reclamar passou ser o forte e não o mudar de atitude, abrir a visão ou sair do casulo. Se queremos o salario justo, sejamos justos com nosso patrão, nos colocando no lugar deles: eu reconheceria meu funcionário que faz somente o que lhe é pedido? Que não tem perspectiva de crescimento? Que não grega a minha empresa. pelo contrario, só critica??
    Então depende sim, de cada um de nós!!

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