Pirataria é crime, e quando é amplamente aceita no meio evangélico chega a dar uma tristeza extra. É preciso falar sobre isso, é preciso combater esse mal.

Pirataria no meio evangélico continua sendo crime

Na semana passada estive conversando com um distribuidor de filmes cristãos e ele me dizia que o maior problema do setor é a pirataria.

Já conheço essa realidade há muito tempo, pois quando visitei o Centro de Distribuição de uma companhia de venda direta, vi uma coisa que me intrigou…

Alguns produtos bem caros estavam expostos nas prateleiras, mas os CDs gospel estavam trancados em um compartimento.

Então, questionai a razão e me responderam:

“Os funcionários ‘pegam’, sendo assim, resolvemos dificultar o acesso”.

Imagine a minha vergonha! O tal pegar, obviamente, era roubar…

Livros cristãos também são igualmente pirateados sem o menor problema.

Porém, quando o assunto são obras seculares, os evangélicos parecem não ver nenhum problema em pagar o que é de direito.

Afinal, pagam Netflix, a entrada do cinema e a assinatura do Spotify.

Além disso, compram livros didáticos e tudo mais que julguem “valer a pena”.

Mas quando o assunto é material cristão, a generosidade acaba na hora.

“Deveria ser de graça!”

“o que eu posso fazer se me mandaram o pdf pirata do livro no zap zap?”

“Ué, mas eu ‘copiei’ porque é música de Jesus!”

Claro, o que é “de Jesus”, de fato, não vale nada… entendi!

A questão é que o crime de pirataria não exclui a “pirataria evangélica” (que vergonha de usar esse termo!).

 

Não é porque “todo mundo faz” que é certo

Embora muita gente diga essa frase infeliz, crime continua sendo crime.

Se você respeita obras seculares, de maneira idêntica deveria respeitar as cristãs. Ou, quem sabe, até mais!

Muitos cristãos reclamam que há poucos filmes, pouca variedade de entretenimento cristão e até menos livros do que deveríamos ter.

Porém, fazer um filme cristão custa o mesmo que fazer um secular, muitas vezes até mais caro, se for uma obra de época onde é preciso ter figurino específico e cenários condizentes com a história.

Logo, quem vai ter condições de investir sabendo que será altamente pirateado pelos próprios cristãos?

Portanto, se você tem esse péssimo hábito (para não lhe chamar de criminoso), abandone-o agora.

Respeite o conteúdo cristão, prestigie quem ainda se empenha em investir em produções de qualidade e diga não à pirataria.

Nos vemos amanhã!

 

Confira o post anterior, clicando aqui.

 

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Bom dia querida! “Pirataria” o nome por se só já condena-se. Um grande abraço! 😍

  • Totalmente de acordo! Também me envergonho disso! Nojo completo!

  • Muito bem…. A postura e vivencia cristã precisa ser mais ampla do que simplesmente bater cartao nas reunioes religiosas.

  • Triste e lamentável também é ver algumas empresas que quando prestam algum serviço para alguma igreja, elevam os preços!

    Penso que o preço deveria ser igual pra todos, mas muitos se aproveitam e abusam.

    Abraço Patrícia.

    • Isso acontece sempre e é ótimo para riscar essas empresas da lista de possíveis fornecedores! hahahaha

  • Uma coisa que não aguento mais é a pessoa me indicar um livro ou eu comentar sobre um livro e, logo em seguida, já vem um “tem o pdf na internet”. Putzzzzzzzz.

  • Todas as vezes que preciso ler e não posso comprar vou à biblioteca. A pouco tempo li um livro do José Saramago que coincide com meu trabalho. Peguei “emprestado”, tomei cuidado, 30 + 10 dias e entreguei. Simples assim. Nem procurei saber se alguém tinha pirateado. Assisto filmes na TV paga, por sinal ótimos filmes e temos o acesso à conta de um amigo na Netflix. O importante é dormir com a conciência tranquila. Que susto quando li “pega”, mas lembrei que na nossa igreja tbem. teve gente que “pegou” aspirador, ventilador…Santo Deus. Triste, muito triste. Beijos a todos.

  • A pirataria é um crime. Um roubo. E assim que temos que pensar. Se ficarmos no todo mundo faz…Ninguém está vendo…Ninguém vai saber…Vamos praticar os crimes achando que não tem problema nenhum. Mas o outro ponto que eu percebo é que as pessoas querem tudo de graça. Não se importam com o tempo, o trabalho, o investimento empregado pela outra pessoa. O cinema é 30 reais acha caro e quer acessar pirata. O livro é 30 reais está caro vai pegar um pdf pirata. Nem pensa em quantos empregos estão envolvidos naquele projeto e dependem do retorno do investimento. Eu sou da época que quando não se podia ir no cinema tinha que esperar chegar na tv quase 4 meses ou mais. kkkkk. Quando não se podia comprar o livro eu tentava no sebo ou na biblioteca da escola. kkkkk.

  • Olá Patrícia! Na verdade, independente do meio, pirataria é crime. No ambiente onde ocorre a prática da pirataria, vários produtos são pirateados, entre eles, roupas, calçados, utensílios domésticos, remédios, softwares Cd/DVD, filmes e livros. Claro que, principalmente no meio cristão, a pirataria é um ato que não deve ocorrer de forma alguma e, não cabe a “justificativa” de dizer que “fez cópia só porque é de Jesus”, isso é inadmissível! Abraços

  • Essa questão da pirataria é bem complicada, porque hoje em dia há muita facilidade em fazer o que é errado. Hoje em dia não tem apenas cds e dvds piratas, mas podemos encontrar muitos filmes novos no YouTube. E assim nem parece pirataria, porque afinal de contas se alguém postou no YouTube, então está acessível a todos, sendo assim, porque não assistir?
    Eu li uma vez um post da dona Cristiane Cardoso, onde ela falava sobre pirataria e uma leitora escreveu que não tinha condições pra comprar filmes originais(ou coisas do gênero) e nem tinha como pagar streaming de vídeo , como Netflix, Prime Video, etc. Então, a leitora questionou como poderia ter lazer assim, tendo que gastar sem poder?
    A reposta da Dona Cris foi que ser cristão é isso, é não ceder à nossa carne.
    Na hora achei até duro. Mas é verdade, se Deus considera que aqueles que tocam no dízimo são ladrões (Malaquias 3:8), porque estão tocando no direito de Deus, como vou tocar no direito do trabalho de outras pessoas? Também não seria isso roubar o outro?
    Quando devolvo o dízimo a Deus, reconheço que tudo o que tenho é graças a Ele. Reconheço que foi Ele que me livrou do período de escravidão e me libertou para uma nova vida:
    “E será que, quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der por herança, e a possuíres, e nela habitares,
    Então tomarás das primícias de todos os frutos do solo, que recolheres da terra, que te dá o Senhor teu Deus, e as porás num cesto, e irás ao lugar que escolher o Senhor teu Deus, para ali fazer habitar o seu nome…
    Então testificarás perante o Senhor teu Deus, e dirás: Arameu, prestes a perecer, foi meu pai, e desceu ao Egito, e ali peregrinou com pouca gente, porém ali cresceu até vir a ser nação grande, poderosa, e numerosa.
    E o Senhor nos tirou do Egito com mão forte, e com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres;
    E nos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel…”
    Deuteronômio 26:1-11

    O fato de não poder, naquele momento comprar algo original, não justifica praticar um erro contra alguém. Não justifica roubar outra pessoa, e achar que está tudo bem porque não tenho condições. Na verdade tenho que avaliar o porquê de eu não ter condições, e não aceitar a prática do erro para justificar uma vida que não está equilibrada.
    Por isso nem entro mais nesses sites que oferecem filmes gratuitos e não vejo filme no YouTube se eu não tiver pago, porque não gostaria de saber que roubei a alguém independente da minha condição financeira.
    Me lembrei de uma coisa, meu esposo ganhou uma máscara com a marca da Nike, mas obviamente não é original. Na hora nem liguei, não pensei direito. Mas vou jogar fora, porque não tem nada haver usar uma coisa que não é original e assim promover pirataria. A consciência fala logo.
    Desculpe por escrever tanto. Vou escrever menos.
    Bjs.

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