Essa questão de acharem que sou radical com dinheiro é uma pergunta comum, então resolvi responder no post de hoje. Confira!

“Patricia, por que você é tão radical com dinheiro?”

Hoje resolvi responder à pergunta sobre a minha suposta “radicalidade” com dinheiro.

Isso porque o post de ontem e o anterior à Páscoa sobre o preço absurdo dos ovos causaram um certo alvoroço…

Primeiramente, é um erro achar que sou radical com dinheiro.

A questão é que me tornei educadora financeira depois de ter passado por uma situação de alto endividamento.

Quem leu meu primeiro livro, Bolsa Blindada, sabe que a pressão de dever (o que hoje seriam cerca de 600 mil reais) quase me custou a vida.

Isso sim foi radical!

Por isso, lidar mal com dinheiro não deve ser encarado como brincadeira ou “coisa da vida”.

Apesar de que minha experiência foi péssima, há quem tenha tido um fim ainda pior.

Isso porque não são poucos os suicídios em razão das dívidas.

Acho que já deu para entender que é preciso agir com a cabeça quando o assunto é vida financeira, não é?

E quando agimos com a cabeça e não com a emoção, é comum sermos chamados de radicais.

Particularmente, não me considero radical, pois se assim fosse, eu guardaria cada centavo que recebo com medo de passar novamente pelo tormento das dívidas.

O que acontece é que aprendi a não agir segundo o coração, mas sim, segundo o meu cérebro.

Pena que isso levou muito, muito tempo…

Dinheiro não combina com emoção

Assim como a maioria das pessoas, fiquei muito feliz ao receber meu primeiro salário aos 17 anos.

Felicidade é uma emoção, anote aí!

E, assim como a maioria, eu também passei o mês todo (antes de receber o salário), pensando ansiosamente sobre como gastaria o dinheiro.

Ansiedade é outra emoção.

Como aqueles 30 dias “demoraram” horrores, assim que recebi saí imediatamente na maior alegria por ter dinheiro para gastar!

Alegria é mais uma emoção.

Quando vi os preços das coisas e percebi que o que eu pensava ser uma fortuna não dava para comprar quase nada, fiquei decepcionada.

Decepção, adivinhe só… é outra emoção!

Eu tinha prometido – também na base da emoção – dar um ferro de passar para a minha mãe.

Quando vi o preço, fiquei triste porque custou metade do meu salário.

E tristeza é o que? Sim, mais uma emoção…

Quando vi que não ia dar para comprar nem um terço do que eu havia planejado com o que sobrou, já comecei a desanimar…

Desânimo. Anota aí na lista das emoções para não perder a conta!

Com o que restou, comprei um jeans em promoção e uma camiseta de malha de manga longa.

Eu havia entrado na loja super empolgada (emoção).

Fiquei triste com os preços (emoção).

Senti satisfação ao poder pagar minhas compras com meu dinheiro (emoção).

E quando cheguei e reparei que em um dia gastei tudo o que levei 30 para ganhar, fiquei frustrada (emoção).

Mas, mesmo assim, não aprendi a lição logo de cara!

No próximo post termino a história, mas até lá, pense se você não fez (ou está fazendo) coisas muito parecidas.

Aproveite e deixe nos comentários os erros que as emoções já fizeram você cometer!

 

PS.: Precisando gastar menos? Participe do nosso Desafio 30 dias sem compras! Clique aqui para conhecer e começar!

 

Nos vemos!

Jornalista, especialista em finanças, autora de 5 best-selleres, colaboradora dos programas Mulheres (TV Gazeta) e Escola do Amor (Record TV). Colunista do portal R7 e youtuber.

  • Patricia, verdade precisamos controlar nossa emoções, trabalhar 30 dias e ver que restou nada é muito triste.
    Comecei este mês de maio o desafio dos 30 dias sem gastar, já tirei o cartão de credito da bolsa.
    Ontem entrei no mercado com esse pensamento do desafio, e conseguir sair do mercado levando somente o eu precisava no momento , que alivio.
    No decorrer dos dias, vou dizendo como estou saindo, bjs.

  • É verdade…para conquistar o salário é difícil. Mas para gastarmos é rápido!!!

  • Faz lembrar exactamente o que eu fiz com o meu primeiro salário com 17 anos também! Curioso é que quando me lembro dos tempos da escola, eram os filhos da classe média e baixa que mais compravam lanche no bar da escola. Já os filhos da classe alta raramente compravam, só pedinchavam. Ficou célebre a história de um menino rico que pediu ao pai dinheiro para o pequeno-almoço no portão da escola ao qual o pai respondeu: tens pão com manteiga em casa kkk! Outra coisa na qual reparava eram as compras de supermercado. Durante o meu curso universitário trabalhei como caixa para ajudar a pagar as propinas. Adivinhem quem é que comprava sempre o mais barato e corria atrás das promoções? Isso mesmo, o pessoal mais folgado financeiramente. A classe média e baixa era aquela que comprava quase tudo de marca, pré cozinhado ou embalado que é muito mais caro! Confesso que às vezes gasto como se fosse uma espécie de vingança da minha infância. Era pobre e não tinha acesso a quase nada então hoje que posso, compro sem dó! Só prova que o trabalho que temos que fazer começa no interior, no porquê de ser como somos! As finanças muitas vezes são o reflexo do desarranjo interior, de algo mal resolvido! Agora aos 36 decidi mudar porque esta atitude tem sido uma burrice!

  • Isto mesmo, paguei alto pelos ímpetos da emoção, e graças aos livros e posts da Paty limpei meu nome e diariamente busco equilíbrio.

  • Acho injusto as pessoas falarem esse tipo comentário. Só quem passou por dificuldades financeiras sérias sabe o quanto vale cada real. Mas acho que a maior lição que aprendi com a sua história foi ver como você deu a volta por cima e se existiu uma solução pra você, tinha pra mim também. E esse desafio assim como você eu tive que vencer sozinha e venci!

  • Com certeza já errei demais quando me deixei levar pelas emoções… principalmente quando se trata de dinheiro. Essa questão de dar presentes, de ser pressionada pelos outros, dar um passo maior que as pernas e gastar no cartão de crédito como se não houvesse amanhã… tudo baseado em sentimentos. Mas foi bom para aprender e mudar de vida. As pessoas acham que é radicalismo mas eu chamo de “viver em paz”, dinheiro nenhum compra nossa paz e a consciência tranquila no travesseiro. Beijos querida Patrícia.

  • Bom dia, Patrícia!
    É assim mesmo. Isso acontece quando sabemos que vai ter aumento no salário, com décimo terceiro e por aí vai.
    Já começava a gastar antes mesmo de receber. Isso aconteceu comigo várias vezes.
    Mas fazendo o desafio 30SC, foi um verdadeiro aprendizado.
    Só tenho a te agradecer.
    Um abraço!

  • Comprei muitas coisas parceladas por ver meus filhos tristes ( emocao).e culpa (emocao).
    Creio hj que ter feito uma bela caminhada com eles por um lugar bonito teria tido um efeito melhor

  • Estava chateada com a vida e resolvi que a compra de algumas peças de roupa novas iriam levantar o meu astral naquele dia. Depois fiquei decepcionada pois foi totalmente desnecessário gastar aquela quantia naquele dia, e acabaram ficando praticamente paradas no meu guarda-roupa. Outra vez (que me lembro) foi com sapatos que não uso no meu dia a dia. Triste!

  • Oi Paty!! Conheço muito bem todas essas emoções citadas, inclusive a do primeiro salário! rsrsrsrs Gostei de conhecer essa parte da sua história, pq lembrou a minha! 😀 Eu percebo que continuo tendo que controlar o carrocel das emoções dentro de mim, para não sair gastando de forma ruim o que é trabalhoso receber. É um exercício diário. Eu acho que estou melhor, mas, como alguém convalescente de uma doença, tenho que cuidar para não ter recaídas. E interessante observar que nem sempre aprendemos com a primeira lição, que precisamos de vááááárias delas para entrar na cachola! kkkk Obrigada por ter você como um apoio nessa jornada! Eu continuo seguindo sempre o seu blog justamente para me lembrar TODOS OS DIAS o quão ruim é fazer mal uso do dinheiro. Bjos!!

    • É verdade, Paty. Além de não aprendermos logo de cara, temos que saber que não é como andar de bicicleta que, uma vez aprendido nunca mais esquecemos… Controlar as emoções é um exercício diário para o resto da vida, não só em relação a dinheiro (que nem é o mais importante), mas em relação a tudo na vida. Beijos!

  • Muito bom!
    Adorei a histórinha, também já passei por esse turbilhão de emoções com o salário. Ocorreu muito de eu gastar em poucos dias o que levava 30 dias para ganhar, usando a lógica de que no próximo mês teria mais um salário para gastar!
    Hoje, graças as dicas, do seu blog inclusive, tenho melhorado minha vida financeira, mas sempre preciso me policiar, porque para agir pela emoção, não é preciso esforço.

    Tenho uma sugestão de post, se me permite. Gostaria de saber sua opinião sobre compra de imóvel (casa, apartamento, etc.). Você acha vantajoso, principalmente para quem entra em um financiamento, ou hoje em dia, melhor morar de aluguel?
    Tenho visto que alguns educadores têm orientado a morar de aluguel, mas não estou 100% convencida desse fato. Obrigada!

  • Bom dia Patrícia. Também passei por isso , me endividei também. Graças aos seus conselhos e os livros, e claro, a minha vontade de limpar meu nome e parar de receber ligações de cobrança, penso 10 vzs antes de gastar desnecessário. O post de hj tá ótimo. Obrigada

  • Eu achava que minha relação com o dinheiro sempre seria ruim, tudo por que? EMOÇÃO! Hoje vejo diferente, deixar a emoção de lado e agir com a razão, poderei ter um relação equilibrada.

  • Bom dia Patrícia, agradeço a você dedicar o seu tempo a nos ajudar, abrindo nossos olhos. Deus abençoe a você e toda sua equipe que torna tudo isso possível. Blindete Tatiane

  • É verdade Paty, trabalho desde de os 14 anos e agora com 25 que estou começando a aprender a usar meu dim dim. Quando olho pra trás vejo que se tivesse feito escolhas acertadas, hoje já teria minha casa própria, meu carro quitado e muitas outras coisas que ainda estão no papel. Mas graças a Deus dá pra recomeçar e acertar. Hoje faço escolhas conscientes e nada de emoção.

  • Pensei com o coração e para ajudar meu marido fui avalista em banco 2 vezes e sujei meu nome por 10 anos ,agora por último fiz um empréstimo descontado em folha ,paguei 4 anos e ainda faltam 4 e o pior ,peguei 6.ooo,00 e vou pagar quase 20.000,00.Pra nunca mais….😥😥😥

  • É engraçado mais viver de emoção seja lá em que área da vida for não vai combinar.

  • Oi Patricia, boa tarde.
    Já passei por esta experiência. Um dia a casa caiu. Tive que tomar emprestado para conseguir saldar alguns empréstimos. Senti-me humilhada em ter que ouvir acusações sem ter como argumentar. Estou, devagar, colocando as contas no eixo. Ainda tenho gastos, mas de uns três anos para cá, estou conseguindo controlar bastante. Este desafio serviu para fazer uma autoanálise, se estou agindo certo ou não. Até o momento as suas regras estão valendo. Abs.

  • noto com o que escreveu que o autoconhecimento, o saber definir com clareza o que está sentindo ajuda muito neh? se conhecer, ter discernimento do que sente, ser se é que se pode dizer ser “fria e calculista” consigo mesmo, auto controle, é ai que as metas/objetivos definidos claramente ajudam a não extrapolar, correto? (sigo você, participei dos 30 dias e estou querendo saber se estou no caminho certo do pensamento para me blindar! 🙂 grata!

    • Está sim, Renata! A questão é que, como sempre, a sociedade leva para o lado ruim o que na verdade é bom. Agir com frieza e racionalmente, que se resume ao ser fria e calculista, é algo visto como negativo. Isso porque a maioria das pessoas só coloca a cabeça para funcionar quando é para prejudicar alguém. Mas devemos agir com a cabeça fria e calculando as consequências dos nossos atos. Isso é, de fato, ser inteligente. Beijos!

  • O pior de tudo é que sempre tentamos justificar uma atitude emocional com outra 🤭 isso acaba nos levando a problemas sem fim … Pois um gera o outro… Somente agindo de forma racional é que conseguimos entender o que é excesso… E o que é necessário…
    Ótima postagem !!!

  • É mais confortável dar o nome de radical do que reconhecer que precisamos encarar os fatos.

  • Acho que meus maiores gastos sempre foram com lanches, quantas vezes eu poderia ter trago lanche de casa e preferi gastar, mas estou aprendendo.

    Patty, fala sobre compras de casa, tenho visto muitos educadores financeiros falando que não compensa comprar uma casa e sim morar de aluguel. Gostaria de saber da sua opinião, porém já dando a minha opinião rsrs, eu acho que ter uma casa própria é muito bom, mas se tiver que financiar deve ser pensado bastante para que tenha condições de pagar.
    Fico no aguardo de uma possível postagem sobre o assunto.

  • Estou sendo radical agora comigo para conseguir meus objetivos. Está tudo dando certo. Gostei, obrigada. Sigo com meus 30DSC radicalmente.!.

  • Viajei e gastei o que tinha e o que não tinha, pela emoção de consumir em coisas que não precisava. Quando chegei em casa, chegaram também as contas de toda essa “emoção “. Aí chegou junto a razão. Fiquei toda endividada e sem paz. Graças a Deus, foi nesse período que te conheci, Patricia, pela necessidade. Fiz todo o desafio, e minha cabeça e meu comportamento em relação ao dinheiro mudaram. Agora vivo te acompanhando. 🥰

  • Acredito que ter controle sobre os gastos não é radicalismo. No entanto, pessoas que agem por impulso ( emoção), tendem a não entenderem as pessoas que, além do presente, pensam no futuro também. Fato este que não impede a ninguém viver momentos de emoção, ao adquirir algo que queria muito ou precisava, mas que adquiri com consciência e planejamento. Sou grata pelas dicas da Patrícia, pois também já passei grandes apertos por agir por impulso e sem planejamento, mas me recuperei e as dicas dela tem me ajudado a cada dia mais.

  • Estou desempregada a 4 anos e super endividada!!!Cada dia que passa tenho menos esperanças de quitar essas dívidas (considerando os juros absurdos).
    E por esse mesmo motivo (estar com nome sujo) muitas empresas não dão oportunidade.
    Então me encontro sem saída!!!
    Nunca tive sorte com dinheiro (e olha que já ganhei muito!!!). Sempre gastei mais do que ganhei…Muitas emoções…Parece que tenho um “carma negativo com relação ao dinheiro”.
    Patrícia, diante desta situação, o que eu faço para sair dela? Por onde começar? As empresas nas quais eu devo(banco e cartões de crédito) podem de alguma maneira “bloquear” algum bem que por acaso eu venha a ter em meu nome?
    Me aconselhe pfvr!!!
    Obrigada
    Rose

    • Olá, Rose! O fato de vc estar há 4 anos sem emprego, não significa que vc está sem saída ou que tem um carma. Isso significa simplesmente que vc não está entendendo que esse não é o caminho para vc. Passar 48 meses tentando uma coisa que não dá certo mostra que vc está batendo nas portas erradas, não é mesmo? Por que vc não usa os seus talentos para trabalhar para si mesma? Não é hora de pensar nas dívidas porque vc não tem como pagá-las. É hora de pensar em obter renda. Faça algo, venda produtos (nem que seja de porta em porta), mas não fique parada esperando que alguém lhe dê um emprego. Vai dar tudo certo!

  • Boa tarde!

    Estou com dívidas até hoje por conta das emoções!!
    🤦‍♀️

  • Eu queria muito ajudar meu pai, já que somos 7 irmãos, e quando comecei a trabalhar em 1997 tudo que queria era comprar roupas, sapatos para todos, ir até o mercado e comprar tudo necessário que não tinha no armário. E isso me rendeu uma dívida, que só consegui pagar 3 anos depois e meu nome no SPC.

  • Menina, cê tá contando a mh história é? Rsrs
    Foi exatamente assim cmg no meu primeiro e segundo emprego. Qd finalmente aprendi, só passei 3 meses no último. Mas agora estou trabalhando pra mim msm. Ainda estou no começo, mas vai dar tudo certo. Antes tarde do que nunca né?
    Beijão querida

  • Também criei muitas espectativas com meu primeiro salário. Foi frustrante quando percebi que o dinheiro não pagaria metade das coisas que eu queria.

  • Ser radical!!?? Radical é ter o nome sujo por não cuidar das finanças.
    Eu dou graças a Deus por ter te conhecido há um tempo, desde o inicio do seu trabalho; porque quando fui me casar não entrei na emoção da industria do casamento; fiz as coisas com os pés no chão….resultado: meu esposo e eu nos casamos sem dividas, viajamos de lua de mel e montamos a nossa casa, graças a Deus e a usar a cabeça!
    Fizemos tudo isso sem dividas e com muita, muita ´pesquisa e lógico que a emoção batia a porta… a industria do casamento trabalha bem tem bolos…vestidos..lembrancinhas…flores…tudo..de todos os preços….mas aí você tem que usar a cabeça, e ter a felicidade de começar uma vida a dois sem uma lista de dividas de casamento.

  • Sim….fiz isso! Meu dinheiro era apenas para pagar contas! Como te falei em um outro post, passei por sérias crises de ansiedade, tinha o péssimo hábito de me comparar com os outros ( o que me deixava ainda mais ansiosa ) e me sentia bem se consumisse algo! Claro, algumas compras eram por necessidades! Para falar a verdade, nunca fui de comprar muito sem necessidade, mas o problema é que mesmo precisando eu não podia comprar tudo de vez porque meu dinheiro não dava! Gastava até o limite, acaba ficando sem muito dinheiro o resto de mês e muito frustrada com tudo isso! Por sua causa, estou começando a saber lidar melhor com meu dinheiro. Por nunca ter tido esse costume, agora, até eu estou me achando “mão de vaca”. kkkkk
    Estou aprendendo a colocar metas na minha vida e procurar estratégias saudáveis para alcançá-las! Sei que, com sua ajuda chegarei muito longe!
    Obrigada!
    Bjs

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