Comprar, comprar, comprar! O apelo ao consumo está mais presente do que nunca e muita gente não tem conseguido controlar seus gastos. Esse é o assunto de hoje, confira!

Comprar tem sido um mal na sua vida?

Comprar é bom e todo mundo gosta, mas…

…o que fazer quando perde-se o controle e as contas saem dos trilhos?

A ideia de escrever mais uma vez sobre o tema veio de um dos muitos comentários que recebo.

Veja abaixo o direct que recebi no meu INSTAGRAM:

 

 

Essa seguidora tão querida (que não vou identificar aqui) está apresentando um comportamento muito comum:

Justificar os gastos além da conta transformando-os em “benefícios”.

 

A imagem que escolhi para este post mostra exatamente isso, observe novamente:

 

A compradora passa o cartão e, embora tenha gasto 100 euros, moedas caem de volta na sua bolsa.

Aliás, esse porta-moedas se parece muito com a minha bolsinha blindada, não é mesmo? 🙂

A sensação de ganhar enquanto se gasta (o que não deveria) facilita muito o descontrole, pois ela elimina a dor da “perda”.

O cartão de crédito tem sido um vilão justamente porque ele neutraliza a dor da perda quando fazemos uma compra.

Pense comigo:

Quando você compra com dinheiro, traz a compra, mas volta sem o dinheiro.

Ou seja, você “perde” aquele dinheiro.

Porém, quando se compra com cartão, você traz a compra e o cartão junto…

Ou seja, você não “perde” nada!

Por isso, acabamos gastando mais quanto passamos o cartão do que quando pagamos com dinheiro.

Mas tem mais!

 

Justificativas para não mudar

Além da eliminação da perda, geralmente a pessoa que se descontrola nas compras cria justificativas para os gastos.

Eu já fiz muito isso. Sim, eu mesma!

Como sou pequena e é difícil achar roupa e sapato do meu tamanho, eu gastava horrores quando entrava em uma loja que tinha coisas que me serviam.

A justificativa era que, se eu não comprasse naquele momento, “nunca mais” iria achar!

Nossa amiga do Instagram também achou uma justificativa para comprar um sapato de cada cor.

O raciocínio parece ser:

“Só comprei um monte de sapatos iguais – que eu nem precisava – para resolver o problema das dores nos pés!”

Ou…

“Não é porque eu não tenho controle e não consigo dizer não… é porque os meus pés doem…”

Ou ainda…

“Não sou eu que tenho um problema, são os meus pés!”

Pois é, eu fazia igual!

“O que eu posso fazer se calço 32,5 e não acho sapato que me sirva? Vou comprar na Ortopé?”

“Paguei 500 reais nessa bota porque ela me serviu. Era essa ou nenhuma, fazer o quê?”

Mas que nada! Comprei porque quis…

Afinal, eu estava longe de correr o risco de não ter o que calçar!

O mesmo se aplica com outras tantas justificativas:

  • Comprei porque teve desconto
  • Comprei porque foi parcelado e eu nem vou sentir no bolso
  • Comprei porque estava super barato
  • Comprei porque estava triste
  • Comprei porque estava alegre
  • Comprei porque eu mereço
  • Comprei porque estava viajando e nunca mais ia voltar lá
  • Comprei porque meu filho pediu e ele nunca pede nada (#sqn)

Enquanto houver justificativas, não haverá mudança de comportamento.

 

Vamos comprar com a cabeça

É certo que existem benefícios em algumas compras como:

  • Descontos reais
  • Promoções
  • Cash back (receber uma porcentagem da compra de volta)
  • Pontuação em programas de fidelidade
  • Prêmios e bônus de utilização
  • Pagamento facilitado etc.

Porém, qualquer um desses benefícios perde o sentido quando você compra o que não precisa.

Vou repetir para você guardar bem:

 

Qualquer benefício perde o sentido quando você compra o que não precisa.

 

Por isso, ainda que você encontre algo bom e barato, se você não precisa, não compre.

Pense em tudo o que você comprou somente neste ano e nem sequer usou.

Pense em todas as roupas que abarrotam o seu armário e você usa sempre as mesmas.

Pense em tudo o que tem na sua cozinha e você não usa só para não ter o trabalho de lavar…

Quanto isso poderia representar de dinheiro na sua conta hoje se você tivesse dito não?

A chave para mudar seu comportamento é:

Pare de justificar o mau comportamento!

Não é fácil, mas é só isso 🙂

Nos vemos!

Jornalista especialista em finanças, autora do best-seller Bolsa Blindada, colunista do programa Mulheres, TV Gazeta e youtuber.

  • Minha amiga…. pode não ter nada a ver (e acho que não tem mesmo)…. mas vivo me justificando porque não paro de comer…. é porque estou sozinha, é porque não é dia útil e fim de semana fico solitária, é porque não tenho um namorado, e por aí vai… e enquanto isso vou detectando um ou outro dia com a pressão alta… um ou outro dia com o fígado meio azedo…. e todos os dias as roupas ficando mais apertadinhas…. 🙁

    • Tem tudo a ver, Vânia! As justificativas para continuar fazendo o que não deveríamos servem para tudo. Portanto, o mecanismo para sair disso é o mesmo: não justificar mais e não aceitar as próprias justificativas. Beijos!

  • Bom dia, Paty! Tem uma frase que uma amiga da minha usava para justificar seus constantes gastos com roupa: “Enquanto compro, estou gerando empregos”. O que vc diria sobre essa frase? Parece racional, mas tem mesmo razão de ser?

    • Oi, Paty! A melhor forma de gerar empregos é transformar dinheiro em mais dinheiro e não simplesmente gastar dinheiro com coisas que não trazem resultado financeiro nenhum. Resumindo: a melhor forma é fazer você ganhar enquanto eu tb ganho! Bjs

  • Oi Patricia
    Amei o layout do post!! Leve, letras grandes… muito legal!!!! Além do conteúdo, claro!! bjos

  • Patrícia, bem bacana o post! Sempre penso antes de comprar e algumas vezes já fui discriminada por isso, principalmente no trabalho, nas datas comemorativas, no qual faziam os amigos secretos:de ovos de páscoa( que eu não faço questão), junino, Fim de ano…enfim, sempre tinha alguma coisa que inventavam que envolvia o nosso salário e se não participasse, era taxada de pão dura. As pessoas não entendem muitas vezes o quanto o planejamento financeiro é importante, eram essas pessoas que depois ficavam reclamando de não ter como pagar suas contas…quando eu tentava passar alguma dica, elas não davam ouvidos por que não estariam “vivendo a vida” se agissem assim e ainda vinham me interrogar, não para aprender, mas sim pra avaliar o quanto ou o que eu tinha materialmente.

    • Sei bem como é! A gente tem mais vontade de ajudar do que certas pessoas têm de serem ajudadas. Quando eu trabalhava em empresas grandes tb não entrava nessas coisas, porque se fosse participar de tudo…. Haja dinheiro! Bjs

  • Oi Patrícia , gostei muito do seu texto , mas venho fazendo há três meses o seguinte : fiz as contas para saber até que valor o cartão de crédito meu e do meu marido pode chegar e acompanhamos toda a semana; também começamos a guardar dinheiro com propósitos e sempre qd penso em gastar, eu me lembro da viagem que quero fazer e acabo colocando as coisas em prioridade. Está dando certo ! Bjs

  • Oi. Esse assunto é utilidade pública. Você “salvaria” muitas vidas, contas bancárias e casamentos se escrevesse um livro inteiro sobre esse assunto. Bjus! Amo seu trabalho.

  • Patrícia passo a mesma situação ,controlo meus gastos em planilhas e no final do mês sei exatamente para onde foi , apenas coisas desnecessárias, não consigo melhorar…
    Acompanho seus vídeos e espero que com o tempo consiga melhorar e conseguir me reorganizar.
    Bjs

  • Acompanho você Patrícia e tudo que você nos aconselha e orienta tento pôr em prática.Obrigada por ajudar no nosso crescimento financeiro.Um abraço e que Deus lhe abençoe sempre.

  • Olá, acompanho-a à poucas semanas. Contudo verifiquei que sigo regras parecidas com as suas sugestões, e hoje em dia não necessito de apontar nada. Não tenho poupança pois embora seja muito certinha, fiquei desempregada em 2012, e quase logo a minha filha foi para a faculdade. Os esforços valeram a pena, pois ela já está formada. Agora vou tentar alcançar outros objectos.
    Parabéns pela sua competência.

    • Parabéns pela formatura da sua filha, o que tb é uma conquista sua!

  • Olá, acompanho-a à poucas semanas. Contudo verifiquei que sigo regras parecidas com as suas sugestões, e hoje em dia não necessito de apontar nada. Não tenho poupança pois embora seja muito certinha, fiquei desempregada em 2012, e quase logo a minha filha foi para a faculdade. Os esforços valeram a pena, pois ela já está formada. Agora vou tentar alcançar outros objectos.
    Parabéns pela sua competência.

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