Uma pesquisa sobre a satisfação dos brasileiros em relação ao home office revela que o que era um casamento feliz no início está virando divórcio.

Home office, o que era bom virou problema

Desde o início da pandemia, certamente um dos assuntos mais comentados nas redes sociais era sobre a experiência trabalhar de casa.

Diante disso, a startup Orbit Data Science resolveu mapear quase 5 mil comentários publicados nas redes sobre o assunto para saber a opinião dos brasileiros.

A forma como a pesquisa foi desenvolvida é bem interessante, pois acompanhou a mudança de opinião no decorrer da quarentena.

Para isso, o estudo foi dividido em 4 partes:

  • Pré-Impacto – ocorrido nos meses de janeiro e fevereiro
  • Impacto – em março, quando o lockdown foi decretado e as pessoas efetivamente começaram a trabalhar de casa
  • Adaptação – entre abril e julho
  • Consolidação – agosto e setembro

Para acessar o estudo completo, gráficos e outras informações, clique aqui.

Resumindo, o estudo chegou às seguintes conclusões:

Pré-Impacto – Fase 1 – Amplamente elogiado

Nesse período o home office foi elogiado por 71,3% dos brasileiros.

A princípio, os comentários positivos se referiam à comodidade, por exemplo:

“Fico mais à vontade”, “Trabalho com a roupa que eu quero”, “Tenho tempo para outras atividades”.

Ao passo que as principais reclamações eram sobre as distrações que envolvem estar em casa e o fato de a família não entender esse tipo de trabalho.

 

Impacto – Fase 2 – Aumento das críticas

Depois que o período inicial passou, as reclamações, que antes eram de 26,4%, subiram para 38,5%.

De acordo com o estudo, a maior reclamação foi o aumento da jornada de trabalho.

Apesar disso, os comentários positivos ainda eram maioria e nesse fase até surgiu a tag “Queria que meu trabalho fosse home office.”

 

Adaptação – Fase 3 – Percepção se torna negativa

Nesse período as críticas ao home office ultrapassaram os 50%, enquanto os elogios ficaram em 45% (a diferença se refere a comentários neutros).

Nesse momento, as reclamações giravam em torno da saúde, por exemplo:

“Fiquei com dor nas costas” e “Fiquei com dores no corpo”.

 

Consolidação – Fase 4 – Polarização sobre a volta ao escritório

Esta fase, ocorrida entre julho e setembro, mostra que houve uma polarização da discussão e os elogios ao Home Office voltam a ser maioria (51%) e as críticas ficaram em 43%.

Os comentários mais frequentes de quem elogiou o home office foram:

“Não quero voltar ao escritório”, “Sinto falta do home office” e “Queria que meu trabalho fosse para sempre home office.

Uma curiosidade extra fica por conta de um dado apurado no estudo: uma parcela do público que reclamou do home office na fase de adaptação, sentiu falta dele assim que voltou ao trabalho presencial.

Analisando os dados

O curioso dessa pesquisa, na minha opinião, é como muitas as pessoas são imediatistas e sentimentais, e por conta disso, quase nunca sabem o que querem.

Talvez você esteja pensando de onde tirei essa conclusão, mas é bem simples:

Em um primeiro momento, sem dar tempo ao tempo, a maioria se baseou apenas pela comodidade que sentiria.

Lembrando que estamos falando de janeiro e fevereiro, antes do lockdown, quando apenas aventava-se a possibilidade de ocorrer no Brasil o que estava acontecendo na Europa.

Isso foi suficiente para publicar nas redes sociais que trabalhar em casa era a melhor coisa do mundo, mesmo sem ter vivido a experiência.

Na fase 2, com apenas alguns meses de trabalho em casa, a maioria já queria definir a forma de trabalhar pelo resto da vida, prova disso é a criação da tag “Queria que meu trabalho fosse home office.”

As pessoas ainda estavam motivadas por conta da novidade, então, isso manteve os elogios em alta.

Porém, chegando à fase 3, as dores por não ter móveis ergonomicamente apropriados, a jornada mais longa e o fato de não saber até quando a situação iria continuar começou a angustiar as pessoas.

E, inesperadamente, quando as pessoas resolveriam os problemas dos quais haviam acabado de reclamar, pois voltariam ao trabalho presencial, a maioria declarou sentir falta de casa!

Certamente o home office não se encaixa ao perfil de todo mundo, mas a pesquisa mostra mais do que simplesmente a preferência por trabalhar dentro ou fora de casa.

Vemos claramente que a maioria das pessoas se baseia muito mais por percepções e sentimentos do que pela razão e isso tem sido uma constante.

Mas, agora, quero saber a sua opinião – já que o assunto deste post é pesquisa!

O que mais você gostou nessa quarentena e o que mais detestou?

Participe deixando seu comentário. 😀

Nos vemos amanhã!

 

 

Confira o post anterior clicando aqui.

 

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Bom dia querida! Eu sou da rua, ñ conseguiria trabalhar em casa, gosto de me arrumar, sair, ver pessoas, conversar, dá informações, eu faço um curto trajeto até meu trabalho, porém como fica próximo ao Hospital da cidade, encontro mt gente perdida, pedindo informações e eu gosto de ajudar, nem pensar em ficar em casa rsrsr..e olha que amo cuidar da minha casa tmb. Uma pena tantos divórcios.
    Um grande abraço!

  • Olá Patrícia!
    Nessa quarentena curti bastante minha gravidez e agora de licença- maternidade estou curtindo muito meu bebê (5 meses e 19 dias).Como eu era do grupo de risco fui afastada do trabalho.
    Tem sido uma experiência incrivelmente ótima, pois nos desaceleramos e passamos a dar importância a coisas pequenas que antes não percebíamos .E melhor agora com seus post. Acompanho todos os dias. Obrigada!!!Ótimo final de semana a todos.

  • O q eu mais gostei foi q as pessoas começaram a dar mais atenção a própria casa ,por exemplo se dedicando mais a seus jardins,decoração etc valorizando assim os trabalhos manuais q é a minha área.
    O q eu detestei foi ter q usar máscara e a limitação de frequentar certos lugares, como o cinema por exemplo, mas respeito q seja por medidas de segurança.
    Detestei também q muitas famílias por conta disso ficaram sem renda,pq suas atividades dependem desse movimento de pessoas nas ruas.

  • Olá Patrícia, raramente comento por aqui, mas hoje acho que seria legal…
    O que mais gosto do home office é o fato de não ficar 5 horas ou mais no trânsito, o tempo com minhas filhas que aumentou, enfim no geral eu tenho gostado bastante do home office. O que não tenho gostado muito nessa quarentena é o home scholling, pois tenho que auxiliar minhas gêmeas enquanto trabalho, e isso as vezes é bemmmmm complicado e estressante. Mas de modo geral tenho gostado do home office e faço parte do time que continuaria assim pós pandemia sem nenhum problema…rs Ah, estou em home desde o início de março.

  • Olá Patrícia! Estou em home office, sou professora. Na minha opinião tudo é necessário dosar. Gostei da experiência, mas acho que fazer tudo em home office não é bom e nem sempre o resultado é eficaz. É claro que ele nos ajuda na perda de tempo por deslocamento, mas atender alguém presencial, ainda é muito importante nas relações e desenvolvimento humano.
    Abraços.

  • Acho que o trabalho em home office é bem válido, no entanto que também tivesse uma carga horária definida, pois no meu caso viramos reféns da empresa, que além dos trabalhos, ainda tem as lives, os cursos on line, as reuniões on line e tudo isso acaba por preencher todo o tempo que antes, ficava nas 08 horas trabalhadas diariamente. Em casa, além do home office, tem o trabalho doméstico diário, como cozinhar, acompanhar os filhos na aulas remotas, apoiar nos estudos para as provas remotas, lavar, passar e por aí vai. Sendo que cada dia mais uma diarista está bem complicado de contratar e assim, poder distribuir melhor essas tarefas domésticas. No meu caso, o melhor seria, o trabalho com horário corrido, de 06 horas diárias, assim, ficaríamos com tempo livre para as outras atividades.

  • Olá Patrícia,
    Concordo com você sobre o imediatismo e sentimentalismo que se vive nos dias de hoje.
    Trabalhei em casa de Março a Junho. Os aspetos positivos foram não ter o stress matinal da ida para o escritório, não ter tantas interrupções, pois no escritório divido a sala com mais 3 pessoas, logo há mais interrupções nas tarefas, ver que consegui disciplinar-me para manter os hábitos de me arrumar diariamente e de cumprir com os horários, sem prolongar o trabalho por estar em casa. Os aspetos negativos foram mesmo as dores que surgiram por falta de material ergonómico para trabalhar o dia todo sentada, e senti muita falta de ver e estar com pessoas, mas isso não foi só pelo facto de estar em home office, mas por conta do lockdown, não poder ir até um parque, nem na igreja podíamos ir, estava tudo fechado.

  • O home office forçado me ajudou a me redescobrir. Eu amei trabalhar de casa desde o primeiro dia, minha qualidade de vida melhorou MUITO! Com o tempo consegui balancear o meu trabalho com os meus cuidados com a casa e comigo mesma. Comecei a fazer academia online e me exercito com mais frequência do que quando ia na academia. Ser profissional home office virou uma meta de vida, já comecei a juntar dinheiro para largar o emprego e trabalhar de casa como tradutora (já tenho formação, mas sempre tive medo de me jogar nisso, agora é a hora!)

  • Analisando os custos X benefícios na minha realidade não valeu a pena. Os gastos com contas de luz, gás, comida,… ficaram mais altos. Comparei os gastos de antes da pandemia e na pandemia e não valeu não. Fora os gastos com equipamentos que subiram muito como computadores, impressoras, papel a4, e até celulares. Tive muitos transtornos na pandemia como celular quebrar, computador quebrar, e lá vai gastos que poderiam ter conserto mas pela urgência da situação tiveram que ser substituídos por até não ter como sair de casa e encontrar alguém para consertar. Nesta pandemia computador e celular viraram “itens mais que essenciais” tanto como um plano de internet. Meu tratamento dentário foi interrompido e sem previsão para retorno para 2021 pois estão seguindo uma lista de prioridade e bem reduzida de pacientes. Não consegui fazer meu check up nem de outubro rosa. Estou aguardando vaga. Imagino as pessoas com tratamento de saúde urgente…

  • Bom dia!
    O que mais gostei:
    – comecei a me interessar sobre finanças, foi assim que conheci o trabalho da Patrícia Lages (rs)
    – aprendi a fazer e cuidar de horta, que já ajuda na economia de casa (rs..)
    – aprendi novos hobbies (pintar e lettering), novas receitas, a buscar coisas novas (youtube e o clube da leitura ajudam bastante)
    – agradecer, dar mais valor e cuidar em geral de tudo que tenho e posso ter acesso
    – tomar sol, prestar mais atenção em mim, meditar
    O que não gostei:
    – diminuiu o rendimento financeiro;
    – aumentou as despesas em casa (água, luz, mercado…)
    – aumentou a ansiedade
    – reparar mais na falta de educação, na falta de cuidados (não uso de máscaras ou uso incorreto, falta de distanciamento…), na falta de empatia das pessoas
    – briga política entre os governos e o judiciário (decepcionante)
    Foram isso que mais se destacaram na quarentena.
    Até mais!

  • Eu não fiquei em home office, trabalho na saúde e não tive como optar por essa modalidade, mas meu esposo sim! Acho péssimo esse trabalho em casa, não consegui me adaptar com isso, até já discutimos. É muito impessoal, a pessoa mistura tudo, casa com trabalho e vice versa, incomoda muito devido o barulho, a falta de espaço, de um ambiente adequado, etc… Além disso, ele passou a reclamar de mais cansaço, dores no corpo, na cabeça, aumentou o tempo na frente do computador e telefone e por aí vai. Apesar de tudo, ele gosta do trabalho em casa, acho que mais por conta do deslocamento (trânsito) e como o rendimento está satisfatório, não reclama e por ele continua em home office. Eu estou rezando para que retorne à empresa, já disse: Nossa casa não é escritório!

  • Bom dia, Patrícia!
    Não gostei de ficar em casa; lá é meu lar e foi organizado para ser lugar de descanso.
    Prefiro mesmo trabalhar fora.
    Beijos
    Vânia

  • Na quarentena eu tive mais tempo pra cuidar da saúde e curtir a família … Detestava ver tudo fechado, me causava pânico !

  • O que mais você gostou nessa quarentena e o que mais detestou?
    Gostei:
    – Lidar menos com meus colegas de trabalho. Ficou evidente que são uma fonte de ansiedade. Seja por assuntos inúteis, políticos, fofocas, deboches, adultos infantilizados
    – Ficar mais em casa e perceber detalhes da minha rotina. Sono, água, alimentação.
    – Comprei uma escrivaninha ao invés de reclamar de móvel inadequado. Agora, vou comprar a cadeira.
    – Mais leitura de livros, menos internet.

    Detestei:
    – bateção de panela quando era pra nos unirmos e entender o momento (uso da razão, como você falou no texto)
    – pessoas próximas se entregando, dizendo que tava entrando em depressão quando na verdade estavam fazendo drama
    – pessoas continuam automotivadas e fazendo inimigos enquanto os políticos se abraçam

    To adiando minha volta às redes sociais. Trabalho num banco. O banco, os concorrentes, as corretoras, o governo, os órgãos fiscalizadores e regulares e, o principal, os clientes estão todos nas redes sociais. Como funcionária, não posso ficar de fora. Mas, como ter um perfil nas redes sociais sendo funcionária corporativa, compartilhar sobre a minha área num ambiente cada vez mais hostil. Tenho medo de pisar em falso e ser cancelada e me queimar no banco.

  • Olá Patricia,

    Claro que como sempre há pros e contras…

    O que eu gostei foi de :
    – poder passar mais tempo em Casa, ter tempo de valor com a familia em paz (saber que embora estejamos colados uns aos outros não sentir vontade de esganá-los rsrsrs, pelo contrario 💓),
    – a possibilidade de dormir 7h, ( se dormir 5h antes era muito)
    – que enfim, eu também tive direito a um laptop, a material de trabalho em casa, a poder trabalhar em casa (até então isso era reservado aos mais “antigos” , eu “só” cheguei há 5 anos..🙄)
    – ganhei em flexibilidade ( posso conciliar o trabalho de autonoma com o trabalho assalariado, tive a minha maior renda desde que comecei a trabalhar por conta própria no mês passado…ja dá pra ter um sálario)

    O que não gostei :
    – ficar trancada todos os dias em casa
    – ter pouco contato com os colegas e clientes
    – as multiplas reuniões virtuais, que muitas vezes tomavam o meu tempo e eu nem sequer tinha algo a ver com o assunto.
    – da falta de conforto em relação ao escritório, conexão internet ruim… (Dores nas costas, stress por causa dans deadlines e o emails pra ler crescendo…)
    – multiplas distrações e familia que tem dificuldades de entender que quando estou trabalhando “não estou em casa” 😂😂😂
    – comecei a ter menos disciplina com os horários e a trabalhar mais tarde com menos produtividade
    – lockdown no inverno ( estamos em pleno lockdown outra vez ) sem motivação para fazer desporto em Casa e dias curtos , não saio mais fazer caminhada.

    O que eu aprendi:

    – o que me convém é um pouco dos dois, tipo 2 dois no escritório e três em casa
    – que o tempo que eu ganho não indo ao escritório fica perdido, se eu tomar esse tempo em conta…para não fazer nada.
    – gosto de ter disciplina e Preciso de ter rotinas e ritmo de trabalho.

    Beijos

  • Primeiramente gostaria de Agradecer pelo Desafio 100 DIAS PARA 2021… Recebi o e-mail sobre o desafio exatamente no dia que eu estava fazendo um balaço do que foi meu ano… Ano que completei 35 Anos , e que eu queria que fosse um ano diferente… claro que não imagina essa proporção mundial… Mas em fim foi para todos! Mas poucos realmente mudaram para melhor mesmo diante da Pandemia… Pra mim O que mais você gostei foi que realmente tive tempo para reavaliar minhas prioridades( e muitas delas mudaram) no geral, saúde, finanças, família, amigos… tive tempo também para ver quanta coisas e sentimentos eu tinha entulhadas na esperança de um dia usar… foi muito difícil para mim como uma acumuladora jogar coisas que praticamente erram lixo, vender, doar coisas que talvez eu usaria Talvez, e dos sentimentos… quantas vezes eu me sentia no direito de ficar brava com algo que hoje é insignificante por exemplo quando você se depara com uma pessoa que vc magoou ou se deixou magoada e ficava pensando mil coisas sobre a situação mas deixava pra amanha… amanha… e hoje foi tarde porque para essa pessoa o amanha não chegou… mas estou destralhando … e estou fazendo o meu melhor a cada dia… e o que mais detestei foi ver o quanto de dinheiro e tempo perdi ao longo da minha vida acumulando e talvez tenha perdido varias oportunidades de Aproveitar mais o que realmente importa!

  • Oi Paty tudo bem? Como vai?
    Em janeiro eu saí do emprego e já estava em casa mesmo. Em fev iniciei em um escritório, mas eu só ia algumas vezes na semana e trabalhava mais em casa. Em março chegou a pandemia e eu já estava no ritmo home office. Pra mim não fez muita diferença. Estou no início de carreira e não tinha grana pra montar um escritório. Trabalhar de casa era a única opção. Mas confesso que as dores na coluna e nas pernas ficaram mais intensas. Apenas agora com seu desafio passei a me exercitar 3x por semana, cumprindo aquela lista do 1° dia do desafio.

    Minhas audiências estão sendo virtuais. Não preciso me deslocar aos fóruns. Os processos já são eletrônicos então faço de qualquer lugar. Trabalhar fora demanda transporte, gasto com roupas, lanches, tempo. Em casa é muito mais confortável e acessível.

  • Mesmo antes de ler sua conclusão já sintonizei as palavras imediatismo e sentimentalismo. Somos muito imaturos ainda, haja visto que discutimos partidos políticos. Os exemplos de países em que pessoas trabalham menos e até em home office, exige maturidade de todos.

  • Boa tarde, bom no meu trabalho a única diferença foi no horário, pois na pademia foi obrigatório abrir mais tarde e fechar mais cedo. Aqui abrimos todos os dias da pademia como já fazíamos. As pessoas só não podia entrar.
    Gostei 😀
    Com isso obtive mais tempo e aproveite para perde uns kilinhos. E foi muito bom perdi 8kg nessa pademia.
    Detestei 😡
    Uso de máscaras.
    Aqui eu trabalho no atendimento. As pessoas agora pode sentar para consumir, só que as pessoas querem vir sem máscara com a desculpa que vão comer. Tenho que fica avisado mesmo com avisos na parede em toda loja, e claro, com mundo em inteiro sendo obrigado a usar máscara, para a pessoa colocar a máscara. Isso muito chato. As pessoas não tem respeito nenhum pelo estabelecimento dos outros, mesmos sabendo que podemos ser multado e fechado. Deve um domingo aqui que foi o dia da chatice, nós acabava de fala com um que não podia, entrava em seguida outro aí era outra chatice. Teve um queria era brigar, só não conseguiu, pois não valia a pena perde a paciência. A outra falo monte pra nós e depois ainda foi nossa rede sociais nós humilhar, para todos nossos clientes como fossemos a pior loja. Tudo por causa de uma máscara, que a pessoa sabe que e obrigatório, que não foi a minha loja que inventou, mas preferi vir para brigar do que usar. Aja paciência…😒

  • Pati, para mim foi e tem sido tranquilo, pois estou de quarenta desde março de 2019 quando me despedi do trabalho.

    Foi difícil para mim nesse período ficar em casa, porque sempre trabalhei desde os 14 anos, foram mais de 20 anos trabalhando arduamente e parar assim custou muito.

    Mas com o tempo acostumei ficar em casa, comecei a investir mais em mim, cuidando melhor do meu lar, do meu esposo.

    Quando começou a quarentena sinceramente o que mais me fez falta foi não poder ir na igreja, amo ir casa de Deus, participei dos cultos on-line, mas não é a mesma coisa, o fato de não poder sair na rua para dar oportunidade à quem sofre também não gostei, mas não me limitei, usei as redes sociais e whatsapp para ajudar quem precisava.

    Foi uma experiência bem diferente, pois tive a oportunidade de poder ajudar 2 colegas que estavam passando necessidade, ficaram sem trabalho, sem comida, tinham filhos, e graças à Deus eu tinha pra dar, pois não me faltou nada, mesmo o comércio fechado por aqui, o meu esposo continuou a trabalhar e pudemos ajudar.

    O trabalho social da igreja foi de extrema importância, o povo se uniu, foi arrecadado muitos alimentos e pudemos distribuir para famílias que estavam numa situação crítica.

    Foram momentos difíceis sim para todos, principalmente quem precisou fazer exames, tratamentos e de um dia para o outro encontrar as clínicas fechadas, isso doeu!
    O dinheiro nessa hora não pode fazer nada!

    E mesmo sem clínica, sem exames, sem médicos, sem tratamentos através da minha fé na palavra de Deus eu fui curada de um problema de saúde que surgiu em março deste ano.

    Foram justamente nesses momentos difíceis, de dificuldade, de dor, que eu tive forças para não desanimar, não me abalar, não entrar em desespero, ali eu vi o quanto a fé é preciosa.

    Deus não depende de recursos externos para realizar um milagre numa pessoa, basta ela apresentar FÉ!

    Vou ficando por aqui Diva, quando começo a escrever não dá vontade de parar kkkk …

    Excelente fim de semana pra você e sua família e que Deus te abençoe grandemente!

    Até domingo no Clube da Leitura!!!

  • Eu sou cantora lírica e professora de canto,fomos os primeiros a parar e,presencialmente,não temos previsão quanto ao nosso retorno.
    No começo da pandemia foi tudo muito confuso pra mim,não por ficar em casa pois sou bem caseira,mais não tinha nenhuma intimidade com tecnologia.
    Quando começamos a fazer gravações e vídeos pra internet,tive muitas dificuldades,mais fui aprendendo com ajuda da filha,dos amigos e do Google.
    Mais dar aulas foi mais difícil,elas ficaram mais longas e cansativas pra mim.
    Mais fazendo um balanço destes meses todos online,aprendi muitas coisas,me adaptei a outras,tem alunos que gostam muito das aulas online.
    Que Deus nos abençoe e nos proteja.
    Grande abraço Patrícia,seus posts são maravilhos.

  • “O que mais você gostou nessa quarentena foi” ter mais tempo em casa..com a família,pra estudar,ler livro.

    “e o que mais detestou nessa quarentena”
    Foi a redução de salário…usar essas máscaras…..as limitações.. de ir e vir.

  • Bom consigo ir as consultas sem me preocupar com atestado. 😀
    Realizei muitos cursos e participei de muitas lives ao vivo.
    Ruim dor nas costas, vista cansada e saudades das crianças.

  • O que mais gostei: A educação forçada a qual fomos submetidos. No meu Estado as pessoas gostam muito de se tocar e pra mim isso é invasivo. Gostei desse distanciamento de 1m forçado, embora nem todos aqui respeitem.

    O que mais detestei: Ficar longe das crianças, pois trabalho na área de educação.

  • Ola Patricia! Eu e meu esposo trabalhamos de home office ja tem alguns anos, A diferença é que antes da pandemia iamos para a empresa de 2 a 3 vezes na semana. Outro ponto é que nossa filha estudava na escola no periodo da tarde o que nos garantia a tarde livre de distrações e bastante produtividade. Com a pandemia foi necessario adequar nosso ambiente para 3 pessoas em home office (minha filha tem aula online) e nos adaptarmos a nossa propria companhia 24 horas por dia. Observamos o que sentimos mais falta e como a escola, por exemplo, faz muita falta para nossa filha. Tambem percebi que apesar da falta que sinto das pessoas prefiro realmente trabalhar de casa, mas gostaria de ter a opção de ir a empresa 1 ou 2 vezes no MES. Ja meu esposo sente mais falta de interação e deseja o retorno como antes, enfim, a pandemia nos trouxe descobertas, fortaleceu a nossa relação, nos “forçou” a ser mais economicos por medo do futuro. Nessa pandemia pudemos permanecer empregados e em casa, mas se fosse outro cenario talvez nao estivessemos preparados financeiramente. Descobrimos o quanto gastavamos com itens que nesse momento nao fazem sentido e como deveriamos ter investido mais em nós. Hoje fortalecemos mais a nossa relação. A pandemia não é boa, nos sentimos cansados de estar em casa e preocupados com nossa familia que precisa sair. Temos vivido da melhor forma que podemos

  • Olá Patrícia! O que mais gostei foi “voltar ao banco escolar” de forma virtual, algo que jamais pensei. A educação a distância já é uma realidade há muito tempo e, nesse período de isolamento social, parece que teve uma espécie de “letreiro luminoso” exibindo a sua existência. Como curiosidade, acrescento que há informações de registro do primeiro curso a distância, ocorrido em 1728, na cidade de Boston, nos Estados Unidos, na qual havia um professor chamado Cale Phillips que oferecia, para alunos do seu país, utilizando materiais que eram enviados pelo correio a cada semana, um curso de Taquigrafia, que é uma técnica que usa códigos e abreviações para se escrever manualmente de forma rápida. Não havia experienciado acessar tantos conteúdos interessantes que têm contribuído bastante para aumentar meus conhecimentos sobre diversos assuntos. Bem, o que mais detestei foi ter deixado de fazer minha caminhada diária ao ar livre, pois estava conseguindo fazer essa atividade física por cerca de uma hora e meia, diariamente, numa espécie de parque que chamamos de “horto florestal” não muito distante da minha casa. Abraços

  • O que mais gostei nesta quarentena foi o trabalho em casa. Pude cuidar de mim e de quem amo. Consegui manter uma rotina de trabalho e sempre consegui fazer tudo dentro dos prazos e ainda ter tempo para Deus. Foi uma experiência rica.

    Não gostei da maneira como a mídia abordou o assunto, dessa forma, procurei ser bem seletiva com as informações que recebi.

    Temos que analisar tudo e, muitas vezes, deixar de ver certos programas e redes sociais para sermos mais conscientes e equilibrados.

  • olá Patrícia… sou professora de educação infantil.
    logicamente meu trabalho em home office não é adequado pela idade das crianças, porem, como mãe de dois adolescentes e com sonhos “parados” por falta de “tempo” digo que a quarentena trouxe para a mim a oportunidade de realizar esses “sonhos” que estavam pela metade (publicação de livros) e me proporcionou mais tempo para curtir pela manhã e tarde meus filhos… tem sido um tempo de muitas coisas boas, apesar de sentir falta dos meus alunos e do meu trabalho que amo realizar. mas, aprendi com a trajetória da minha vida que devo viver intensamente um dia de cada vez…Desde então tenho me esforçado pra isso

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