Celebridades normalmente são vistas como exemplos de vida perfeita, mas como explicar a felicidade de ontem com o divórcio de hoje e o suicídio de amanhã?

A felicidade está no que os olhos não veem

Hoje teremos um repost da minha coluna do R7. Acompanhe!

Roupas caras, mansões deslumbrantes, portas abertas nas baladas mais concorridas, viagens em jatinhos particulares com destino aos lugares mais paradisíacos, hospedagens nos melhores hotéis do planeta e acesso a tudo de melhor que o dinheiro pode comprar.

Além disso, as celebridades parecem ter o poder de fazer o tempo parar, pois a qualquer indício de ruga ou marca de expressão, lá estão elas bebendo da “fonte da juventude” nos consultórios dos cirurgiões plásticos mais famosos do mundo.

Suas festas de casamento parecem ter saído dos contos de fadas: muito luxo, pompa e circunstância em castelos, palácios, ilhas particulares, praias fechadas exclusivamente para o evento e uma lista de convidados invejável.

Fortunas que alimentariam milhares de pessoas durante meses são gastas para celebrar uniões que, em alguns casos, não chegam a durar semanas.

O mundo dos famosos movimenta bilhões de dólares, pois praticamente toda publicidade gira em torno deles.

É preciso que a celebridade de pele perfeita diga que sua beleza vem do creme X, ainda que o produto seja novo no mercado e ela jamais o tenha usado.

É como disse Eric Hoffer:

“A propaganda não engana as pessoas, apenas ajuda as pessoas a se enganarem”.

Sempre cercadas por multidões que as idolatram como se fossem deuses, os famosos acabam tornando-se pessoas solitárias, mas poucas têm coragem de confessar o que realmente vivem.

Esta semana a cantora canadense Alanis Morissette afirmou que a fama pode ser uma “experiência solitária” e que havia descoberto que, ao contrário do que pensava, ser o centro das atenções não fez seu “desconforto desaparecer” e acrescentou:

“Me venderam a mesma declaração de direitos sobre a fama que imagino que todos tenham, de que ela fará com que toda a sua dor suma, que levará seu trauma embora, de que todos te amam e tudo é feito para que haja cura, mas na verdade é uma experiência bastante solitária.”

Há toda uma indústria que depende da nossa crença de que aqueles sorrisos perfeitos são de felicidade, de que é preciso se endividar por anos para ter uma festa de casamento de cair o queixo, de que precisamos esculpir nossos corpos com horas e mais horas de academia, tratamentos estéticos e muito suplemento e que, mesmo assim, nunca seremos bons o suficiente.

Pessoas satisfeitas consigo mesmas consomem menos.

Vou repetir: pessoas satisfeitas consigo mesmas consomem menos.

E o contrário também é válido: pessoas insatisfeitas consigo mesmas consomem mais.

É preciso vender a ideia de que você não é feliz o bastante, que sua imagem não é adequada e que você precisa de muito mais coisas de que realmente necessita.

Porém, em vez de comprarmos essas ideias, precisamos questionar o que não está sendo mostrado:

O que fez aquela celebridade tão idolatrada cometer suicídio e por que aquele casamento tão feliz acabou da noite para o dia.

A verdadeira felicidade está naquilo que os nossos olhos não veem, afinal de contas, pessoas realmente felizes não têm necessidade de demonstrar isso o tempo todo.

Todo excesso esconde uma falta e é preciso que não nos esqueçamos disso.

 

Nos vemos amanhã!

 

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Jornalista, especialista em finanças e autora de 5 best-selleres. Colunista do portal R7 e apresentadora do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

  • Bom dia querida! Pois é ! Trabalho na área da estética e estou prestes a completar 60 anos, ñ uso maquiagem, ando de cara lavada, e minhas clientes dizem: “Celi qual creme vc usa? O que vc faz?” Eu respondo: “alimentação saudável, muita água, pouco açúcar, zero de consumo de refrigerante e atividade fisica 3 vezes por semana”. Querem um creme milagroso rsrsr..o dinheiro e a fama ñ trazem felicidade. Um grande abraço 😍😘

  • Perfeitooooo….. Demorei pra aprender isso ou admitir isso mas é a mais pura realidade…..

  • Oi Paty bom dia!!
    Exatamente! Eu deixei de seguir perfis que geravam em mim a vontade de consumir, principalmente roupas e viagens. Cheguei a bloquear para não aparecer no explorar do Instagram. Deixei de seguir contas que causavam em mim uma vontade enorme de ter certas coisas, mas gerava comparação e as vezes me via triste. Bem, o que meus olhos não veem o meu bolso não sente rsrs e de fato, como está no livro O pequeno príncipe: “o essencial é invisível aos olhos”.

  • Bom Dia!!!!…….é verdade,.
    “.Verdadeira felicidade está naquilo que os nossos olhos não veem”
    é bem assim mesmo.

  • Excelente!!! E se colocarmos esse pensamento : ‘Pessoas satisfeitas consigo mesmas consomem menos’, em pratica, muitos dos nossos desafios (aprendi com vc a dizer assim, no lugar da palavra Problema!!) seriam superados!! Bjs.

  • Você é demais.
    Sempre lembro dos seus post, São perfeitos.
    Concordo sempre com as suas palavras, sempre sabias.
    Bjs

  • Boa noite, concordo com senhora, quando somos felizes, não tem necessidade de fica provando pra ninguém e nem se aparecendo em rede sociais de que estamos felizes. E a felicidade e algo visto muito facilmente na vida de quem e realmente feliz. 😘

  • “A propaganda não engana as pessoas, apenas ajuda as pessoas a se enganarem”.

    Perfeita frase, quanta verdade.

  • Depois que assisti ao filme “Sid & Nancy – o amor mata” (tem no streaming Belas Artes à la Carte) eu venho me questionando sobre toda a cultura de celebridades que estamos consumido desde a era de ouro em Hollywood com suas divas e galãs, passando pelo rock e seu lema “sexo, drogas e rocknroll”, chegando ao pop, ao k-pop (onde muitos estão morrendo e não aguentam a pressão dessa indústria), youtubers, influencers, coachs, Hollywood há 20 anos falando de super heróis de tudo que é tipo. Eu ando bem cansada de tudo isso. Tenho preferido ler menos livros, consumir filmes de outros países e sair dessa roleta russa.
    Uma coisa que não gosto nas celebridades é essa ideia de que uma vida comum seja ruim, sinônimo de medíocre. Estudei, tenho meu emprego, vou à Igreja e não vejo problema nenhum nisso. Ninguém é só mais um na multidão, todos nós somos únicos. Há pobres felizes em casas simples e ricos infelizes vivendo em mansões.

  • Eu vi o vídeo que você falou que “todo exagero quer suprir uma falta”. E até anotei no meu caderninho. Pois Deus é equilíbrio. Por isso na bíblia os grandes exemplos de prosperidade tinha a vida equilibrada. Eram muito prósperos mas a maior riqueza era Deus na vida deles. E assim tem que ser na nossa vida também. E este vídeo foi ótimo sobre consumismo. Quando você falou: – A maluca das canetas!!! Logo me enxerguei. Faz algum tempo que eu não compro canetas. Mas eu não podia ir em uma papelaria…mega papelaria então nem se fala… E tenho uma gaveta cheia de canetas. Já até estou doando algumas. A minha história parece como da sua conhecida. Meu pai tinha uma coleção de lápis e não me deixava brincar e quando cresci todo lugar que eu encontrava uma caneta diferente eu logo comprava. Ainda bem que veio a pandemia e eu pude aprender mais sobre finanças e o mal foi cortado.

  • Verdade!

    Essa semana eu postei uma foto e na legenda escrevi exatamente sobre isso! Sobre como somos excluídos e diminuídos pela sociedade (e até por nós mesmos) quando não nos encaixamos em padrões, principalmente de beleza. Já me importei muito com isso, mas hoje, graças a Deus, não! Devemos nos cuidar, sim, mas não gastar nossas energias para tentar alcançar o inalcançável. E terminei meu texto com a seguinte frase: “Você e eu nunca seremos o bastante para quem não consegue enxergar além do que os olhos podem ver”. Bem próximo ao que você escreveu neste post! Rs

    Bjs

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