Tristeza, angústia e depressão pós parto existem?

Hoje a Isabela Munhoz vai contar quais foram os sentimentos que ela vivenciou no pós parto, mesmo tendo trabalhado até a véspera do parto feliz e radiante. Confira!

Vocês já sabem que às sextas-feiras a mãe do Leo e do Rafa, Isabela Munhoz, conta suas experiências de executiva que largou a carreira para ser mãe em tempo integral. O tema de hoje são sentimentos pós parto. Veja se a experiência dela bate com a sua ou com a de alguma amiga! 

 

Screen Shot 2017-07-20 at 12.17.10Apesar de confiar plenamente na Dra. Liliane Guimarães, minha obstetra, ela disse duas coisas que me surpreenderam demais. Hoje vou abordar uma delas.

“Talvez você fique meio chorona depois do parto”, disse a médica, mas eu logo rebati: “Eu? Como assim? Que nada, sou super feliz e de bem com a vida!”

Minha gravidez tinha sido muito tranquila, não tive nenhum enjoo, fiquei super disposta e trabalhei literalmente até a véspera do parto. Por isso, logo concluí: “Esse negócio de tristeza não era para mim!”

Porém….. Foi o bebê nascer e bum!! Ainda na maternidade comecei a sentir uma angústia do nada, uma vontade de chorar que eu não podia conter. Como eu podia estar daquela forma em um momento tão idealizado, em que a gente deveria ver felicidade em tudo, até mesmo nos rostos inchados das recém mamães?

Os três dias na maternidade foram dificílimos para mim. A ansiedade de conseguir amamentar, as visitas que chegavam a toda hora, a questão de dormir pouco e sentir um cansaço físico imenso, a dor do pós cirúrgico… Tudo isso era muito incômodo, mas nada se comparava àquela angústia que eu sentia… O que era aquilo? Como aquele momento tão lindo parecia mais um pesadelo?

Diferente da depressão pós parto, eu tive “apenas” angústia e muita vontade de chorar. Depois descobri que isso é comum, pois afeta cerca de 60% das novas mamães. Existe até uma expressão em inglês para essa melancolia involuntária no pós parto: baby blues.

Não fossem as palavras da minha médica, eu teria achado que estava com problemas… Ela me explicou que tudo aquilo era hormonal, que durante a gravidez os hormônios estavam em alta e, de repente, há uma queda brusca desses hormônios após o parto e é isso que gera essa tristeza. A informação que recebi é que seria algo passageiro e que em 15 dias tudo voltaria ao normal.

No meu caso foi mais longo, durou um mês e meio, mas passou! Sou grata à obstetra por ter me alertado, pois é óbvio que nenhuma mulher espera sentir tristeza no momento que idealizamos como o de maior alegria.

Com essa experiência, pude vivenciar mais uma face do que é ser mulher, um ser cheio de hormônios oscilantes e que nos deixam com tantas variações de estado de humor. Somos esse ser humano tão diferente e, por isso, tão único e especial! 😀

Na semana que vem vou falar sobre a segunda surpresa: quando chega o amor?

Isabela Munhoz

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Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Crianças
  • Patrícia Monteiro diz:

    Ainda não sou mãe, mas é sempre bom aprender, e obrigada por dividir conosco sua experiência.

  • Mônica Almeida diz:

    Nossa, aconteceu comigo tbm. Na maternidade comecei a chorar sem motivo e continuei assim por quase 1 mês. Era um medo e uma responsabilidade muito grande que pesava naquele momento. Não podia olhar pro meu filho que eu me acabava de chorar de tão lindo que o achava (e vou continuar achando… rs)
    Realmente a maternidade é um momento divino! Sou grata à Deus pela oportunidade de ser Mãe!

  • Estela Munhoz diz:

    Olá,

    Comigo aconteceu também e foi bem estranho, além do desgaste físico, chorava muito e com facilidade, dai me sentia culpada e confusa por não estar bem. Mas com o passar do tempo fui voltando ao “normal” e entendi que meus hormônios me afetavam muito mais do que eu imaginava…

  • Luciana Bodini diz:

    Não sou mãe e nem pretendo ter filhos, mas sou mulher e me fez bem ler esse post hoje!Bjos!

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