“A professora mostrou uma boneca com ‘pipi’!”

Muitas mães não estão sabendo como lidar com a forma que os professores estão tratando o assunto de gênero nas escolas. Se você também tem dúvidas, confira o post de hoje da Isabela Munhoz.

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Semana retrasada, a Jéssica, leitora do blog, postou nos comentários uma situação inusitada pela qual está passando. A escola de sua filha está abordando a questão de “identidade de gênero”, e para explicar o assunto a professora mostrou aos alunos uma “boneca com pipi”, como nos relatou a leitora, que não sabe o que fazer a respeito (supostamente uma boneca feminina, mas com pipi de menino).

Na minha época de estudante aprendi nas aulas de biologia que havia dois sexos, masculino e feminino, e mais tarde, na matéria de genética, que o gênero masculino é formado pelos cromossomos XY e o feminino pelos XX.

Esse conhecimento é utilizado, por exemplo, no exame de sangue para descobrir o sexo do bebê, com apenas 8 semanas de gestação. Nesse exame, denominado “sexagem fetal”, detecta-se ou não a presença do cromossomo Y (masculino) no sangue da mãe.

Sobre a questão comportamental do ser humano, não aprendi na escola, mas a polêmica nos dias de hoje é se os professores devem ou não abordar o tema no ambiente escolar.

Quando os pais podem escolher a escola para seus filhos, devem optar por aquela que esteja em consonância com seus valores e acompanhar o que é ensinado. Porém, quando o ensino gratuito é a única opção, também é imprescindível que se acompanhe de perto a vida escolar dos pequenos. Se a forma que a escola vem trabalhando não está de acordo com o que acreditamos ser o melhor, cabe a nós interferirmos, seja conversando com a direção da instituição, com os professores e até tomando a decisão de mudar de escola, se for o caso e se houver condições para isso.

Agora, indo além, penso que mesmo que a escola não aborde esse assunto, uma hora a criança estará exposta aos mais variados tipos de pessoas e comportamentos, seja através da mídia, das redes sociais, dos colegas, na rua etc. Elas também ouvirão opiniões sobre tudo, pensamentos diferentes dos que os pais ensinaram, e terão que decidir o que seguir em suas vidas.

Por isso nós, como pais, temos que ser as fontes de informação em que nossos filhos mais confiem. E como conseguir essa credibilidade?

  • Mantendo um diálogo aberto com os pequenos, em que não haja assuntos proibidos ou tabus, mas que exista liberdade para falar sobre qualquer coisa.
  • Demonstrando interesse pelo que a criança tem a dizer.
  • Falando sempre a verdade a eles.
  • Vivendo na prática, através da nossa conduta, aquilo que queremos que eles aprendam, sendo o próprio exemplo para os nossos filhos.

Aproveite esta época de férias, em que eles estão mais perto de você, e passe conceitos segundo as suas crenças e tente saber o que seus filhos pensam a respeito doa mais variados assuntos. Não é necessário chamá-los para uma “conversa séria”, mas sim, tentar extrair informações deles em momentos de descontração.

Aqui em casa, férias tem que ter cabaninha na sala! Até a semana que vem 🙂

Isabela Munhoz

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Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Crianças
  • Tércia Oliveira diz:

    Esse assunto é de grande delicadeza mas de maior necessidade que seja tratado em casa. Acredito que muitas famílias tem problemas em resolver tais situações com transparência e sabedoria com os filhos por medo ou vergonha, mas devemos agir sim, pelo bem de nosso lar!
    Mais uma vez, compartilhei seu post em meu blog, espero que goste…

  • Luciana diz:

    Este assunto é complicado até para os adultos, imagina para as crianças! Mas concordo totalmente com a Isabela quando diz que os pais, e acrescentaria a família, devem ser as principais fontes de informação e exemplo dos pequenos. Isto independe de condição financeira, mas precisa de muita paciência, amor e criatividade para explicar as coisas numa linguagem que eles entendam e sem que pareça aula ou sermão. Parabéns meninas por abordarem este tema!

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