O que realmente tem valor?

Já aconteceu de você se empenhar muito em algo, mas não ter o valor do seu trabalho reconhecido, enquanto outros que nem sequer se empenharam levaram todo o crédito? Esse post é para você!

Preço_Valor

Um tempo atrás uma empresa entrou em contato comigo solicitando orçamento para uma palestra. O gestor do RH dizia estar com muita pressa e, por isso, queria que eu dissesse o valor por telefone, não me dando tempo nem mesmo para formalizar uma proposta. Passei o valor e ele ficou de me ligar com uma resposta da diretoria.

Passado um tempo, voltamos a nos falar e ele disse que precisava me “confessar” que ficou bastante “surpreso” por eu cobrar por uma palestra… Diante daquela “confissão”, relembrei que ele havia entrado em contato comigo, dizendo que meu trabalho era excelente e que seus funcionários precisavam demais organizar suas finanças, pois muitos estavam endividados e desmotivados, o que se refletia na baixa produtividade na empresa.

Lembrei-o também de que ele me pediu um orçamento e que, diante disso, eu é que estava surpresa por ele achar que eu viajaria para outro estado, investiria 2 dias da minha semana e levaria o conhecimento de que tanto seus funcionários precisavam sem cobrar absolutamente nada…

Ele disse que também era “palestrante motivacional nas horas vagas” há mais de dez anos e que jamais viu isso como um trabalho. Perguntei por que ele mesmo não dava a tal palestra e ele fez outra “confissão”, dizendo que não tinha a minha expertise e nem o meu crédito e, por isso, os funcionários não “valorizavam” nada do que ele dizia. Diante disso, arrematei: “Bem, a minha expertise e o meu crédito têm valor e, em consequência disso, têm preço.”

Ele ficou sem graça e, em sua terceira “confissão”, disse que o problema real era que a empresa não tinha dinheiro nem sequer para a minha passagem aérea e que a esperança deles era de que talvez eu pudesse ter algum compromisso futuro na cidade e que “aproveitasse para dar uma passadinha” pela empresa dele e “ensinar dicas” para os funcionários, afinal, “ensinar é uma missão e não deveria envolver dinheiro”.

A questão é que, dias atrás, vejo essa mesma empresa contratando um “famoso” para divulgar um produto que estão lançando, investindo um cachê de milhares de reais. Ou seja, o problema nunca foi falta de dinheiro, mas sim, falta de visão de valor.

Para os funcionários, material humano que faz uma empresa ser o que é – sucesso ou fracasso – não havia dinheiro, mas para pagar um cachê exorbitante, aí sim, o dinheiro aparece… Sei muito bem que verba de marketing (propaganda) é diferente de verba de endomarketing (campanhas internas), mas o problema é investir muito em um e nada em outro. Do mesmo jeito que eu percebi a desvalorização do meu trabalho, certamente os funcionários também sentem a desvalorização do trabalho deles.

Contei essa história para que você veja que eu passo o mesmo que você. As proporções podem ser maiores ou menores, mas o fato é que também sinto na pele o mesmo que qualquer pessoa cujo trabalho é visto como algo “tão essencial” que deveria até ser de graça!

O que eu faço diante disso é não perder energia com esse perfil de pessoa. Não valorizou? OK, direito seu! Mas não venha querer me convencer de que meu trabalho não tem valor, de que devo “procurar outra coisa para ganhar dinheiro” e doar gratuitamente um conhecimento que levei 45 anos de muita luta para construir.

Sugiro a você que faça o mesmo. Quando alguém desvalorizar o que você faz, não se desanime, não perca tempo e não se chateie. Mas sacuda a poeira e vá em busca do seu público verdadeiro, aquele que de fato, valoriza o que você faz.

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • JANAINA SOUZA diz:

    ESSE POST É A MAIS PURA REALIDADE, A MAIOR PARTE DO TEMPO AS PESSOAS TENTAM NOS DESVALORIZAR, TRABALHEI EM TRêS EMPRESAS AO LONGO DE MINHA VIDA, A PRIMEIRA NO RAMO IMOBILIÁRIO ERA COMO ENCARREGADA, DESPERTEI QUANDO A PATROA CONTRATOU UMA PESSOA PRA ME AJUDAR E O SALÁRIO DELA ERA MAIOR QUE O MEU, NA SEGUNDA EMPRESA ERA ASSISTENTE ADM.(ESCRITÓRIO), MAS TINHA QUE SERVIR REFEIÇÕES, FRITAR OVO E OMELETE, SAI QUANDO GANHEI UM L.E.R NOS MEUS BRAÇOS E UM PROBLEMA NA COLUNA, E NA TERCEIRA QUE ESTOU AGORA, ENTREI PRA VENDER PRODUTOS, MAS AO LONGO DO TEMPO AUMENTARAM AS FUNÇÕES E ATUALMENTE TRABALHO PARA 04 EMPRESAS DENTRO DE UMA SÓ PELO MESMO SALÁRIO, ISSO DESMOTIVA, MAS TAMBÉM ESTOU VENDO OUTROS MEIOS PARA ME DELIGAR DESSA EMPRESA E SEGUIR COM ALGO EM QUE EU VOU FAZER PRA MIM, E NÃO PRA ENRIQUECER OS OUTROS E ME DEIXAR DOENTE. GOSTEI MUITO DESSA MATÉRIA.

  • Monise diz:

    Nossa já passei tanto por isso, tanto na empresa da família quanto no meu Ateliê faço artesanato depois do trabalho ou seja, das 19 às 3hs da madrugada quando estou lotada e das 19 às 24hs quando não estou tão atarefada, mas não paro nunca sempre estou inovando e estudando melhorando, então quem não dá valor ao meu trabalho não é meu cliente.

  • BIANCA MOURA diz:

    Pati tuas postagens são maravilhosas… tudo que eu preciso ouvir nesse momento. fica com Deus!

  • Paula Nunes diz:

    Ótima postagem é bem isso. AS pessoas acham que temos que nos sujeitar a muitas coisas, aprendi a me valorizar trabalhei numa empresa por 02 anos fazia tudo no escritório inclusive gerenciar a vida financeira particular do meu “chefe” resumindo eles me exploravam ao maximo só que como sempre fui esperta, absorvia todo o aprendizado da advogada do local, recolhi bagagem experiencia na carteira qd fiz 02 anos pedi minhas férias e simplesmente fui fazer entrevistas de emprego, coloquei vários currículos e fui chamada pasmem!!! no 3º dia das férias fui contratada para uma nova empresa com salário mais alto e com possibilidade de crescimento, o que não tinha no outro. Daí fui adquirindo experiencias e hj tenho um bom salário tenho horário flexível e o melhor trabalho a 20 min da minha casa.
    Quando eu me valorizei deixei de ser explorada pelos outros.
    Além do meu trabalho ainda auxilio o meu esposo que é trabalhador individual com as finanças e os clientes dele. E recentemente estou trabalhando com festas para mim mesma comprei as coisas e estou em mais um desafio.
    Quando nos valorizamos as pessoas nos dão o devido valor!

  • Fatima diz:

    É isso mesmo dona, penso exatamente assim.
    Cabeça erguida e bola pra frente…

  • rayanne fernandes lima diz:

    Recentemente, passei por uma situação assim! Apesar de ser nova, tenho batalhado para adquirir conhecimento no que faço. Quando vieram me pedi orçamento de um trabalho que faço, passei um valor x, pessoa queria me pagar o que ela queria. Bem abaixo do meu orçamento. Simplesmente eu não aceitei o trabalho, pois não ia desvalorizar tanto tempo investindo no que faço, so pra ser legal com alguem que estava contando as suas dificuldades financeiras. Temos que sim! valorizar o que fazemos e o quanto investimos, amei muito esse post!

  • Karla Tardoche N Lopes diz:

    Nossa…muito bom!!

    ótima semana pra você!!!

  • Cristina diz:

    Perfeito como sempre Paty!
    Trabalho com artesanato e passo muito por isso, as clientes acham um trabalho lindo mas quando cobramos acham absurdo! Apesar de “confessarem”não saber fazer, são incapazes de valorizar o trabalho de quem sabe.

  • Breno diz:

    Sem bem como é! Ainda mais recentemente que comecei um projeto novo e passo o mesmo porém quer saber? Eu sigo em frente, se não deu valor? O.k! Tem quem vai dar.
    Ah, e parabéns pelo trabalho me ajudou muito e continua me ajudando e não só a mim não, já dei algumas vezes o seu livro de presente e as pessoas que leram disseram a mesma coisa que eu, que a ajudaram muito!

    • Patrícia Lages diz:

      👏🏻👏🏻👏🏻

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