“Nunca precisei fazer papinha de bebê”, disse a mãe

Não deu tempo de limpar a casa? Chama uma diarista. Não cozinhou hoje? Restaurante! Muita roupa suja? A lavanderia resolve. E o cuidado com os filhos, também dá para terceirizar? Confira o post de hoje da Isabela Munhoz!

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O título deste post é a frase de uma mãe em uma matéria que li um dia desses sobre uma escola que oferece serviço “faz-tudo” (para ler, clique aqui). A ideia é terceirizar alguns cuidados com os filhos, para que, segundo a escola, os pais tenham “tempo de qualidade” com as crianças, que ficam na escola 12 horas por dia: das 8h às 20h.

Além da parte pedagógica, a escola se responsabiliza por:

  • Lavar o uniforme dos alunos;
  • Levar um cabeleireiro uma vez por mês para cortar os cabelos da criançada;
  • Dar todas as refeições completas;
  • Vender papinhas congeladas para que os pais não precisem cozinhar em casa aos finais de semana;
  • Contratação de babás para ficar em casa por algumas horas.

Creio que a maioria das mães percebe que esse modelo não é o melhor para a formação dos filhos, mas penso também que, se há espaço para esse tipo de escola, é porque existe uma demanda de pais por esses serviços.

Nesse mundo corrido em que vivemos, se não tomarmos cuidado, acabaremos oferecendo não o que é melhor para nossos filhos, mas o que é mais conveniente para nós.

Prefiro pensar que as tarefas domésticas são, sim, tempo de qualidade dos pais com os filhos. Tempo de qualidade é quando escolhermos juntos o que comprar no mercado ou quando mostramos a eles os tipos de legumes diferentes na feira. Tempo de qualidade é quando ficamos juntos, conversando na cozinha sobre como foi o nosso dia, sentindo o cheirinho do alho e da cebola dourando na panela, ou do bolo assando no forno, enquanto lavamos a louça.

E mesmo quando não estamos juntos, o tempo que levamos para passar o uniforme da escola, arrumando as camas e deixando a casa em ordem, são momentos em que estamos nos dedicando a alguém. A papinha pronta nunca vai ter o gostinho da comida fresca preparada em casa. E quando falo em “gostinho”, me refiro não apenas ao sabor do alimento, mas ao sentimento que está sendo servido ali.

Nenhuma conveniência jamais oferecerá a mesma qualidade daquilo que vem dos pais. Porque tempo de qualidade é o tempo em que se dá de si para os seus filhos.

Isabela Munhoz, mãe do Leonardo e do Rafael

 

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Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Crianças
  • Shirley Martins diz:

    Eu sou mãe de 3 filhos com 20, 15 e 12 anos e uma das coisas que mais adoro fazer é cozinhar para eles, adoro fazer um bolo caseiro delicioso nos dias frios e de chuva, bolinhos de chuva também são muito bem vindos, além da comidinha caseira todos os dias ao jantar visto que eles almoçam na escola. A minha filha mais velha já está na universidade e mesmo assim ela adora vir a casa para comer a comidinha que eu faço para ela…ela inclusive um dia disse que quando pensa vir para casa pensa logo em “comida da mamã”, meus filhos mais novos também são assim, ficam dizendo que eu tenho de ir cozinhar na escola deles porque lá a comida não é tão gostosa e o meu filho de 15 anos diz que quer me levar junto quando for para a universidade kkkk, para mim cozinhar é uma forma de amar os meus filhos e eles sentem isso <3

  • Mariza Magna Ribeiro de Souza diz:

    Muito legal os posts da Izabela,não tenho mais filhos pequenos pois minhas duas crianças tem 26 e 22 anos,mas leio todos os posts sobre filhos e concordo plenamente.faz bem pouco tempo que entendi o verdadeiro valor de fazer tempo de qualidade com nossos filhos, tenho investido nisso com elas mesmo depois de grandes e tem sido muito bom.

  • Adriana diz:

    Eu nem imaginava que existia esse tipo de serviço!!! Das 8 as 20?
    Eu tenho 39 anos e ainda não tive filhos e estou pensando em não ter simplesmente porque trabalho das 8 as 15 e ficaria com ele somente a partir das 15:30, o que eu acho pouco.
    Pra mim é super esquisito isso. Pra que ter filho se não quero as atividades que acompanham a maternidade? So pra dizer que sou “mãe”? Só pra eles “cuidarem” de mim quando estiver velha?
    Talvez eu não tenha filhos mas não é por não querer ser mãe, é por saber que não serei boa mãe como minha mãe foi comigo. Terceirizar algumas coisas pode até ser, mas deixar o filho aos cuidados de outra pessoas das 8 até as 20 já acho que é melhor nem te-los.

  • Maria Carolina Ramos diz:

    Eu sinto pena dessas crianças!

  • Gilvana Lima diz:

    Perfeitamente, não existe serviço terceirizado que preencha o tempo e a satisfação de servir/estar/dividir momentos os os nossos filhos/família.
    Amei o texto!!!

  • Morgana Silva da Cruz diz:

    Amei o post de hoje.
    É uma reflexão bastante pertinente nos dias de hoje.

  • Francis Santos Carvalho diz:

    Boa noite Patricia! Por um lado eu fico feliz por ser uma “sobrevivente” de quem nasceu numa época onde começou a entrar as tecnologias nas casas com mais rapidez e variedade e a praticidade das coisas vieram juntas. Quase virei uma “mulher tecnológica” terceirizando até minha alma pra alguém cuidar se fosse o caso, mas quando a nossa intenção é acertar e agradar a Deus (embora o post não é assunto espiritual, mas tenho que dar crédito a quem me mostrou o caminho certo) Ele me ajudou e tem me ajudado a ter equilíbrio. Hj não pretendo ser mãe, sou empreendedora, gosto de tecnologia, mas não abro mão de quando casar (até antes já faço isto) destes momentos que eu posso num cuidado da casa, no preparar alguma refeição ter esses momentos em família e tantas outras situações. As pessoas não estão percebendo que tudo que acontece desde o início da criação tem um propósito, não percebem os valores perdidos quando anulamos completamente esses momentos. Se hj reclamamos que a humanidade tem perdido principios é justamente pq o principio era mais união, mais família, mais tempo junto, mais cuidado, no meu caso meu caso, noto que quando mostro que tenho um lado “moderna” e outro “antiga”(como rotulam) com equilíbrio sempre alguém meio que duvida de um dos lados rsrsrsrs

  • Vanessa diz:

    Muito legal o post, eu sou mãe, trabalho 9 horas diárias as vezes mais, tomo café todos os dias com minha filha, levo ela na escola, almoçoa com ela, janto com ela, dou banho nela e janto com ela, faço tarefa e coloco ela para dormir, além disso faço janta e organizo a casa e final de semana lavo roupas e limpo a casa e só as vezes que pago uma faxineira para fazer o grosso. É uma tarefa difícil trabalhar e cuidar dos filhos, mais muito compensador.

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