Estabelecendo padrões – Parte 2

Continuando o assunto de estabelecer padrões, hoje vou contar o que aconteceu quando meu ex-chefe me chamou na sala!

Padrões_1Como comentei no post de ontem, percebi que o problema de todo mundo me sobrecarregar de trabalho tinha uma raiz em mim mesma por uma simples razão: eles só faziam isso comigo porque eu permitia.

Quando priorizei o meu trabalho e deixei de carregar os “folgados” nas minhas costas, todo mundo estranhou, até os clientes, que logo começaram a reclamar. Sabendo da mudança, meu então chefe me chamou para saber o que houve comigo.

Percebeu o detalhe? O chefe queria saber porque eu não estava mais fazendo tudo o que fazia (mesmo não sendo minha obrigação), mas não foi, em nenhum momento, perguntar aos outros porque estavam reclamando de terem que fazer, nada mais nada menos, do que a obrigação deles!

Foi aí que resolvi mudar meus padrões. Antes, eu mesma havia estabelecido um padrão no qual eu devia servir a todo mundo, mesmo que isso mal me permitisse parar para comer, enquanto os demais faziam 3 horas de almoço… E, claro, quando resolvi dar um basta, foi um espanto para todos!

Mas mesmo com a turma toda exigindo que “os velhos tempos” voltassem, decidi estabelecer outros padrões. Nos meus novos padrões, se eu trabalhava mais, tinha que ganhar mais. Se eu cuidava do departamento na prática, então deveria também ter o reconhecimento no papel e na minha bolsa (que já era blindada!).

Ao perceber que era o justo, meu chefe aceitou me dar uma promoção acompanhada de um aumento de salário. Mas não pense que foi simples assim! Os outros – que passaram a ter que se reportar a mim – não ficaram nada satisfeitos com “os novos tempos” e passaram a fazer de tudo para que meu chefe visse que havia “cometido um erro” ao me promover.

Então, amiga, não se engane. Crescer profissionalmente pode lhe render alguns desafetos. É uma questão de escolha: querer manter a paz com todo mundo (fazendo o que os outros querem) ou estabelecer altos padrões e pagar o preço que eles cobram. O que você prefere?

Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

  • Carolina diz:

    Isso acontece sempre comigo. Mais faz tempo que eu também mudei. Só que as pessoas são tão acomodadas que um dia, em uma empresa que trabalhei, quando mudei de setor, queriam que eu trabalhasse menos para a supervisora não ver que eles não faziam quase nada. Existiam um trato entre eles de só analisar 5 reclamações por dia, em 6 horas de trabalho. Ficava até soltando indiretas para mim. Mas eu continuei fazendo meu trabalho. No final, todos começaram a trabalhar mais. E o setor começou a cumprir as metas do mês, coisa que nunca tinha acontecido.

    • Patrícia Lages diz:

      Isso é mais comum do que possa parecer. Em muitos lugares existe essa “combinação para a preguiça”, mas o importante é fazer exatamente o que vc fez: forçá-los a trabalhar em vez de cair na preguiça deles. Parabéns!

  • Ana Carvalho diz:

    Perfeito!!
    Depois que li “Bolsa Blindada”, essa mudança já começou a acontecer na minha vida profissional e agora lendo “Bolsa Blindada 2”, ninguém me segura!!! Beijos Patrícia e que Deus continue te abençoando!!

    • Patrícia Lages diz:

      😀

  • Fabiana diz:

    Oi Paty minha linda,

    Tudo bem. Isso também acontece comigo,na verdade é complicado as vezes no ambiente de trabalho, porque muitas pessoas levam para o lado pessoal não sabe diferenciar a razão da emoção. Também estou desmotivada no meu trabalho, como devo chegar ao meu gerente e falar isso com ele?

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Fabiana. Eu creio que vc deva buscar um momento em que as emoções estejam de lado e focar no racional. Escolha um momento que vc esteja bem, tranquila e focada e que seu chefe também esteja dessa forma. Fale com ele francamente, sem se exaltar e sem ofender ou apontar o dedo para ninguém. É melhor exaltar as suas qualidades do que apontar os erros dos outros. Se ele for um bom chefe vai saber valorizá-la. Bjs

  • Nayana diz:

    Olá Patrícia! Que bacana o post, você sempre muito gentil e compartilhando suas experiências conosco 🙂 Saiba que algo bem semelhante ocorreu comigo desde o ano passado. Mas eu não fui promovida pois era um trabalho voluntário (sem remuneração) e tive que sair de lá mesmo. Lá existiam funcionárias pagas para exercer aquilo que eu estava fazendo de graça, mas como eu me empenhava muito em tudo o que eu fazia (e com isso eu gastava muito, tudo saia do meu bolso) todas se encostaram em mim, do tanto que quando eu saí (tive que tomar essa decisão radical) ainda me mandavam e-mail para eu fazer o trabalho “à distância” acredita nisso? Eu antes respondia com toda a gentileza do mundo, mas aí eu tive que, mais uma vez, “aumentar meus padrões” e passei a não responder mais o e-mail. Qual foi a parte que não entenderam que eu saí não é? É muita cara de pau mesmo. Uma coisa eu tinha na minha cabeça, por mais que eu fizesse tudo elas nunca iriam me valorizar, no dia em que eu deixar elas vão perceber a carga enorme de trabalho que eu as livrava, e de graça! Dito e feito! Me mandava e-mail para eu “dar uma ajudinha”… Ah! E detalhe! Não pense que eu saí de supetão deixando tudo nas costas delas não!!! Eu deixei tudo “prontinho” organizado, com tudo já engatilhado para não sobrecarregar ninguém, e ainda tive o trabalho de mandar e-mail antes de sair dando as diretrizes de como finalizar o trabalho, acredita nisso? Rsrs Beijos!

    • Patrícia Lages diz:

      Quando a gente dá a mão e pegam o braço a coisa fica desigual… Infelizmente isso acontece!

  • Vanessa diz:

    Nossa…Amei esse post!!!

  • Karina diz:

    Olá Paty,

    Estou sempre por aqui lendo seus posts e fazendo os desafios, mais esse parece que adivinhou o meu momento.
    Gostaria de compartilhar com você minha situação, mais vou enviar para o e-mail de contato.
    Estou me sentindo frustada, injustiçada e desmotivada, mais sei que Deus tem o melhor para mim na hora certa.

    Bjos.

  • jessica diz:

    Paty quero meu bolsa blindada 2 onde eu compro????

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Jessica. A distribuição ainda está sendo feita. Dá uma busca na internet para ver onde já é possível encontrar na sua cidade! Bjs

  • Carmem Lucia diz:

    Estabelecer meus padrões para o alto e ninguem vai me derrubar , se precisarem de ajuda eu mostrar o caminho , contem comigo e vamos juntos crescer

  • Viviane diz:

    Ameeeeeei a conclusão Paty!
    Esta sendo excelente acompanhar suas matérias.
    Beijinhos

  • Cidalia -Tunisia( Africa do Norte) diz:

    Este post é realmente uma Benção para despertar Quem (eu) está nesta situação…Muito Obrigada Patty, pode crêr que é Um estrumento nas Mãos de Deus para nós.
    Bisous

    • Patrícia Lages diz:

      Minha linda Cidália, é sempre um prazer recebê-la aqui!! Bjs

  • Ana Maria Albuquerque diz:

    Olá Patrícia, bacana o seu post de hoje. Isso me fez refletir sobre o meu problema, pois também sofro deste mal. As vezes faço mais do que vale o meu salário que é baixo, sem cobrar mais por isso. Como os salários são fixos, optei por não mais aceitar ir em tudo que é reunião por um salário tão baixo. Optei por mudar de emprego e já estou enviando o meu currículo e trocando ideias com outras pessoas para aumentar o meu salário e não me deixar mais ser tão explorada, pois sou considerada talentosa na minha área e tenho que aprender a cobrar e valorizar pelo meu devido valor profissional. Valeu pela dica! Economizar e aumentar os ganhos aprendendo a ter uma bolsa ainda mais blindada mesmo que isso gere desafetos. Abraços, Ana Maria.

  • Mariana Diniz diz:

    Paty, obrigada por compartilhar! Isso abriu meus olhos!

    Beijos,

    Mari

  • Leila Sousa diz:

    Graças a Deus, não sofro desse mal, nem sei se já sofri, não tolero gente abusada, sei e gosto de ajudar meus colegas, trato os clientes deles como meus, mas quando percebo um certo abuso eu simplesmente falo na cara: você tá fazendo o quê? Não vou fazer! Não quero fazer e não to nem ai!!! Ou simplesmente ignoro… kkkkkkk
    Tem gente que me chama de baixinha arretada, não sei porque…

    Como sempre aprendendo muito por aqui,
    bjus,
    Leila

    • Patrícia Lages diz:

      As baixinhas sempre são arretadas!! rs…rs…

  • Julie Barros diz:

    Paty,

    Esse seu exemplo eh algo que me acompanha a tempos! kkk eh mudar de atitude eh realmente algo que demorou pra eu aprender, mas que como vc acabou me trazendo muitos beneficios e inimizades. Afinal chefia um bando de preguicosos nao eh facil.

    Grd bjo,
    Julie

    • Patrícia Lages diz:

      hahahaha.. é verdade, mas quando a gente quer fazer a diferença, a gente consegue, assim como vc tem feito!! Bjs 😀

  • Ana diz:

    Muito bacana este post eu estou me libertando disso pois percebi algum tempo atrás o grande mal que estava fazendo comigo mesma. Reclamava que as pessoas aonde eu chegava parava de trabalhar e sempre a Ana faz… Agora já eu faço minha parte e se der eu ajudo se aprendi dizer não da. Passei a me sentir melhor pois é muito ruim se sentir usada e abusada.

  • Camila Ogassavara diz:

    No meu caso tenho mais tempo de casa que algumas pessoas, tenho funções maiores (sem me gabar!) e todos ao meu redor tem aumento ou promoção e quando chega minha vez ouço NÃO! Mas, como tenho aprendido, estou me valorizando, agregando todos conhecimentos que posso e procurando oportunidade em outros lugares.

  • Patrícia Bacellar diz:

    É Paty, isso já aconteceu comigo. Estava há menos de dois anos em uma empresa, quando dentre 300 funcionários, o diretor da loja viu em mim algo que não havia visto em nenhum outro, e me promoveu. Imagina que até meu chefe ficou surpreso, mas nada pôde fazer já que tinha que se reportar ao diretor geral. Ele chegou ao cúmulo de dizer pra eu não aceitar a tal promoção já que perderia a melhor funcionária que tinha no setor com +- uns 10 funcionários! Aceitei, e aqueles funcionários e todos os outros da loja deveriam se reportar a mim com relação a prevenção de perdas. Tive que aturar muitos olhares maldosos e a má vontade de todos na tentativa contrária à prevenção de perdas do meu antigo setor. Tinha funcionários lá que possuíam mais de 10 anos de casa. Ficaram revoltados.

  • Sara diz:

    Paty vc nem imagina como essa mensagem me abriu os olhos, de uns tempos para cá tenho passado por uma situação muito semelhante! Como elevei os meus padrões, e principalmente não aceitando que as pessoas me façam de boba mais, o resultado não poderia ser diferente: que elas não gostaram nadinha disso! E é nessa hora que vc vê o descontentamento das pessoas e o como elas ficam revoltadas por não poder te explorar mais como gostariam! Viram as costas pra vc como se vc fosse a errada ainda por cima! Através dessa mensagem vejo como estou no caminho certo! Me valorizando acima de tudo, pois ninguém fará isso por mim! Bjooosssss

    • Patrícia Lages diz:

      Esses que te viraram as costas te fizeram um favor! Mostraram quem na verdade são… Bjs!

  • Daniele diz:

    Excelente disse tudo, sou nova enfrento desafios profissionais e tenho estabelecido sim algumas coisas infelizmente aprendi da forma mais dura só que tudo é sempre para o nosso aprendizado para o nosso crescimento e edificação hoje quando me perguntam e dizem você amadureceu mudou e parece outra eu fico quieta e penso as vezes até falo mudei sim e não me arrependo um dia sabemos e este post é maravilhoso Parabéns Patricia admiro sua determinação garra e sabedoria obrigada pelo post maravilhoso que você escreveu eu precisava ler o que tenho aprendido ao longo da minha jovem vida profissional!!

    • Patrícia Lages diz:

      Obrigada, Deniele. E parabéns a vc que está aprendendo desde cedo! 🙂

  • Thais Stocker diz:

    Oi Patrícia!
    Achei estes cursos online gratuitos na internet, ainda não olhei todos, mas me pareceram bem legais e quis avisar para todas. São vídeos em inglês, mas possuem legenda em português. Com certeza vou fazer alguns!

    https://www.coursera.org/course/introfinance (Introdução à finanças)
    https://www.coursera.org/course/strategy101 (Os Fundamentos da Estratégia de Negócios)
    https://www.edx.org/course/university-torontox/university-torontox-be101x-behavioural-2616#.VC7Hc2ddVK8 (Economia Comportamental em Ação)
    https://www.coursera.org/course/ucimicroeconomics (O Poder da Microeconomia: Principios da Economia no Mundo Real)
    https://www.coursera.org/course/ucimacroeconomics (O Poder da Macroeconomia: Principios Econômicos no Mundo Real)
    https://www.coursera.org/course/successfulnegotiation (Negociações de Sucesso: Estratégias e Habilidades Essenciais)
    https://novoed.com/DQ101-4-2014 (ntroduction to Decision Quality)

    Obs: Acabei de ler o seu primeiro livro e estou colocando os meus planos em prática! Adorei!!

    Beijo

    • Patrícia Lages diz:

      Legal, obrigada por compartilhar! Bjs

  • Kalyne Amorim diz:

    Eu escolho estabeler altos padrões e pagar o preço. Mesmo sabendo que não será fácil, mas com o tempo me adapto e sei que colherei os frutos.

  • Debora Luz diz:

    Isso ai! Prefiro aumentar os padrões e pagar o preço!!!

  • Vânia Maria Gabriel de Souza diz:

    Saindo agora mesmo para estabelecer novos padrões!

    • Patrícia Lages diz:

      Essa é uma super-blindete: ouve e age!! Beijos pra vc!!

  • Thais Aparecida Plucinski diz:

    Isso aconteceu comigo em minha antiga empresa, mas infelizmente acabei pedindo demissão por não aguentar mais ser sobrecarregada e também humilhada, minha chefe não deu muita bola pra mim quando fui conversar e preferi sair. Quem sabe se eu ja a bolsa blindada as coisas teriam sido diferentes.

  • Erica diz:

    Olá, adorei o post, estou como supervisora em uma empresa multinacional, sou uma das mais novas no cargo, é uma empresa onde as pessoas esperam ser promovidas pelo “tempo de casa”, e simplesmentes detesto essa idéia, tem que ser promovido quem realmente trabalha e com visão. Não adianta promover por tempo, por ser bom no operacional, isso só gera futuros acomodados! Estou adorando os últimos posts, o da preguiça organizada foi excelente também!

  • Karina diz:

    Verdade existe muitas pessoas invejosas por ai. Não querem pagar o preço de receber um bom fruto, mas querem desfrutar dele sem te-lo plantado.. Fico revoltada com essas coisas.. Que bom que se deu bem! bjs

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