Empreender às custas dos outros é fácil? Não, não é, Zebeléo!

A força da internet nos dá voz e hoje somos capazes de fazer pequenas justiças com nossos teclados. Entenda o que houve com o financiamento coletivo da hamburgueria Zebeléo que começou mal e foi morto em questão de horas. 

ATUALIZAÇÃO: Depois que este post foi publicado, Bel Pesce fez uma retratação que está registrada neste outro post: Assumir a culpa de um erro é o começo de um acerto

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O crowdfunding, ou financiamento coletivo, é um meio muito democrático de levantar capital para tirar uma ideia do papel. Funciona assim: você contrata uma plataforma de arrecadação (existem várias disponíveis) e lança a sua campanha dizendo qual é o seu projeto, em que beneficiará as pessoas que participarem contribuindo financeiramente e como/quando pretende torná-lo realidade.

Alguns escritores usam essa fórmula para poderem publicar seus livros, uma vez que trata-se de um negócio caro e que traz pouquíssimo retorno financeiro ao próprio autor. Encontrar um escritor que viva apenas da venda dos seus livros é quase como encontrar um unicórnio…

Mas a polêmica da semana foi o crowdfunding desse trio: Leo Young, vencedor do Masterchef (com a taça na mão), Zé Soares, do blog “Do Pão ao Caviar” e Bel Pesce, conhecida como “a menina do Vale do Silício”.

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Eles lançaram uma campanha para arrecadar 200 mil reais e abrir uma hamburgueria em São Paulo. Não, o dinheiro não era para fomentar conhecimento, nem para lançar um novo produto que revolucionaria as nossas vidas e nem para uma causa social. Sim, o dinheiro era para abrir uma empresa privada para três pessoas lucrarem, pessoas aliás, que têm condições de fazer isso com recursos próprios ou buscando financiamento em bancos como todo empreendedor se vira para fazer.

É claro que todas as pessoas são livres para pedir dinheiro a quem quiserem. E mais, as pessoas são livres para dar seu dinheiro a quem quiserem. Mas meu ponto de vista é que essa campanha ridicularizou o crowdfunding no Brasil, que já é pouco conhecido e pouco apoiado.

O vídeo feito para angariar fundos para a tal hamburgueria – chamada Zebeléo – mostra três pessoas com discursos desconectados do que deveria constar numa campanha desse tipo. Se você tiver estômago, assista abaixo… Mas de qualquer forma, fiz um resumo.

Leo Young, que acaba de ganhar um prêmio de 150 mil reais por ter vencido o Master Chef, se mostra como uma pessoa que tem o sonho de ter seu próprio negócio e conta a historinha do dia que conheceu Bel Pesce indo cozinhar em seu jantar de aniversário. Ele quer que seu negócio cresça, vire uma rede e vá para o mundo todo. Será que isso é suficiente para convencer as pessoas a doarem dinheiro para um negócio do qual só os três terão participação nos lucros?

Zé Soares, por sua vez, fala de suas viagens gastronômicas passando 12 dias em um cruzeiro pelos países nórdicos e por outros lugares (coisas a que todos os brasileiros têm acesso, claro!). O que isso tem a ver com pedir dinheiro para abrir um negócio? Mostrar o quanto eu tenho grana me dá o direito de sair pedindo… grana? Qual é o sentido disso? Será que “porque eu sei onde a comida boa está e tenho dinheiro para ir até lá” tenho direito a abrir meu restaurante dos sonhos com o seu dinheiro?

Por fim, Bel Pesce participa de um vídeo chato, longo, enaltecendo que quem doar terá o privilégio de estar “mais perto da gente”, mas não diz nada sobre o negócio em si, muito menos qual será essa “inovação” toda que prometem. A história de seu aniversário mostra desorganização (a inimiga número 1 do bom empreendedor), pois disse que seria um jantar para 20 convidados, mas foram 35 e um certo tom de “não estou nem aí”, pois nem sequer havia comprado todos os ingredientes solicitados. Sim, isso é dito no vídeo!

A piada maior ficou por conta das “recompensas” oferecidas. Segundo o site InfoMoney, quem doasse 100 reais teria direito a um combo com hambúrguer, batatas, refrigerante e sobremesa + um adesivo e um chaveiro (para fazer mais propaganda do local, diga-se de passagem) e um tal de “passaporte carimbado” que não se tem notícia do que seja…

Quem não pudesse desembolsar os 100 reais, poderia fazer a doação mínima de 60 reais e ter direito a adesivo + chaveiro + o tal passaporte. Se esse kit viesse com o logo da hamburgueria (abaixo), viria com a frase “honest burguer” (hambúrguer honesto).

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A tal campanha deu tão errado que foi tirada do ar. Se alguém pediu desculpas? Não, claro que não. As publicações explicando a descontinuidade da campanha foram num tom “vocês não estão maduros o suficiente para entender a nossa super proposta. Vocês ainda não estão preparados para nos doar seu dinheiro, então agora nós vamos brincar sozinhos!”. Valha-me Deus! Agora estão dizendo que irão abrir o tal do Zebeléo de qualquer forma. Será?

Empreender não é fácil, nós vivemos dizendo isso aqui no blog. Caminhos fáceis levam a situações difíceis e saias justas como essa. A melhor maneira de empreender ainda é o trabalho árduo somado à verdadeira honestidade e vontade de fazer a diferença por meio do suor do seu próprio rosto. É isso.

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Ética
  • Ana Lúcia Da Silva Caetano diz:

    Q ridícula essa campanha, ainda bem que foi removida do ar,chego a sentir nojo… sem palavras!

  • Cidalia -Tunisia-Africa do Norte diz:

    Olá Patty,
    Como se diz ” até o ridiculo se vende”., mas ninguém precisa ser bobo!!
    Beijinho Querida

  • Regiane Barbosa diz:

    É ser muito cara de pau querer que as pessoas banquem os nossos sonhos. A que ponto o ser humano chegou. Essa músiquinha de superação me irrita. Parabéns Pati. Temos que questionar mesmo essas coisas. Deus abençoe e brasileiros ACORDEM!

  • Orleane diz:

    Nossa que coisa absurda né pedir dinheiro para abrir um negócio..acho que deveria também fazer um post sobre os pastores honesto da Igreja Universal que também pedem dinheiro em nome de Deus e usam o dinheiro doado pelos fiéis em suas empresas particulares.Tenho certeza que daria um ótimo post!

    • Patrícia Lages diz:

      Eu so posso falar do que tenho conhecimento. Nunca vi um pastor da Universal ter negócio próprio e nem usar dinheiro da igreja para isso. Se vc sabe de algum caso, passe que eu vou pesquisar.

  • Rosangela Albuquerque diz:

    Absurdo! As vezes não tenho coragem de cobrar quem me deve ( aliás gostaria de fazer essa sugestão Patrícia, de você dar dicas de como cobrar alguém sem parecer chata mas conseguir fazer a pessoa pagar. Se puder, vou adorar!) e esses três fazendo campanha pra receber dinheiro de graça! Temos mesmo que acordar!

    • Patrícia Lages diz:

      Vamos falar sobre esse tema da cobrança sim, aguarde!! 😀

  • Marjorie diz:

    É tão sem sentido o que eles falam que mesmo assistindo mil vezes não consigo encontrar onde isso seria um bom negócio para alguma pessoa a não ser para os três. E seria impossível eu confiar em alguém que nem na sua própria festa de aniversário conseguiu se organizar!! Vergonha de gente assim…..obrigada Patricia por esse é tantos outros posts que tanto nos informam dessas situações. Beijocas….

  • vanessa diz:

    E ela se diz empreendedora ta mais para aproveitadora, o pior que tem varias pessoas levando a vida como esses 3, ou é se aproveitando dos pais, dos avôs e de quem mais puder, muito triste ver essas coisas.

  • Ana Carla Saud diz:

    Há algum tempo atrás, tomei conhecimento do “crowdfunding” e também de que existem investidores “anjos” que investem em empresas emergentes, com boas chances de trazerem retorno financeiro ao investidor.
    Eu tenho o que se chama de ideal, na área da educação de crianças voltada para tecnologia e ciências, na prática.
    Eu gostaria de montar uma escola que funcionasse em regime de atividade extraclasse para crianças a partir de 5 anos de idade “brincarem” com ciência. Quando percebi que a ideia é só a faísca inicial, uma vez que para obter apoio financeiro, temos de elaborar um plano MUITO BOM, mas MUITO BOM, MESMO. E o negócio deve ter metas de retorno financeiro, para que os investidores não se sintam lesados.
    Uma coisa é ter uma boa ideia e um PROJETO MUITO BOM a partir dessa ideia, expondo-o com muito senso de realidade. Outra coisa é se aproveitar de canais abertos com pessoas interessadas em investir (e que obviamente querem ter retorno financeiro com esse investimento, porque ninguém dá dinheiro “grátis” para ninguém) para tentar o velho golpe “171”.
    Não vou julgar as pessoas. Mas, neste país, nós temos muito a aprender. E temos de nos esforçar, especialmente, nos quesitos “organização”, “seriedade” e “trabalho esmerado”, se quisermos progredir de fato.
    Acredito que um investidor não estará disposto a empenhar nenhuma quantia em planos idiotas, com promessa de retorno perto de zero. E acredito que nem perdem seu precioso tempo, com “conversa” desprovida de nexo.
    Me parece que um investidor não quer um lanche. Ele pensa em obter lucros, bons lucros. Caso contrário, não perderá tempo escutando algo que lhe pareça duvidoso ou de retorno miserável.
    Um grande abraço, Patrícia.

  • joicy diz:

    É polêmica essa questão sobre o tal investimento coletivo que não deu certo, pois gerou uma interpretação muito errada, devido os empreendedores não terem esclarecidos devidamente como seria a proposta do investimento. Mas pelo que eu entendi, a proposta não era tanto para arrecadar dinheiro, mas era utilizar da tal ferramenta para trazer público para o empreendimento, mais uma forma para marketing seguido de recompensa, é o mesmo do que falar dessas famosas iscas digitais, que muito blogueiros fazem uso, é uma ferramente para adquirir contatos, porém, a falha na comunicação gerou um problema seríssimo a ponto de ter que tirar do ar a proposta do investimento que foi apelidado de “vaquinha”. Confesso que fiquei triste com essa repercussão negativa, até porque a proposta do empreendimento é interessante, se vocês acessarem o face da Bel Pesce, tem toda proposta detalhadamente esclarecida, mas vi em muitos sites, artigos muito distorcidos do que realmente era. Mas mesmo, assim, acredito que Bel Pesce é uma excelente empreendedora, e fica a indagação: que empreendedor que nunca errou, quem atire a primeira pedra! É fácil julgar, quando não se tem a empatia para esta no lugar do outro. Ela não foi considerada uma dos 100 melhores lideres mundiais à toa, tem conhecimento, tem um público muito fiel… É admirável, que seus clientes são tão fiéis. E ela encanta todos por onde passa, e gente na boa, fidelizar clientes hoje, com tantos recursos digitais, com um publico com inúmeros acessos explodindo de tanta concorrência, para fidelizar cliente, tem que ter mais do que material de qualidade…A mídia foi muito cruel, só não entendi ainda, se a fúria dos internautas foi por conta do Léo ter ganhado o MasterChef, na qual encontrei em muitos comentários, que eles não mereciam o investimento porque são de classe média… Engraçado, que brasileiro acha que investimento só pode ser feito para as pessoas de classes baixas…Mas os investidores anjos olham classe social? Acho que não? Então, não sei se vem ao caso, o investimento público ter sido visto como algo para arrecadar dinheiro para abrir um negócio para se beneficiarem, pois era opcional, quem investiu com certeza, leu as regras, a proposta, ou não??Pelo que eu vi, muitas criticas, partiu de pessoas que não investiram. Vamos esperar os próximos capítulos dessa novela mexicana

    • Patrícia Lages diz:

      Joicy, todas as justificativas foram dadas depois do problema. O projeto foi mal explicado e o sentido é angariar fundos sim, está bem explícito. Foi um erro sim, e como vc disse, todos os empreendedores estão sujeitos a errar. Mas a questão tomou essa proporção porque quando a pessoa se vende como “super herói”, as pessoas vão cobrar isso. A Bel tem seus méritos, não há dúvida, mas não assumir um erro pegou muito mal.

  • Samira Tosas diz:

    Que vergonha! Como sempre há gente no Brasil ridicularizando algo tão importante!

  • Bruna Kato diz:

    Fiquei particularmente triste com a repercussão negativa que a mídia toda fez a respeito disso. Acompanho a Bel e a FazInova há tempos; e posso dizer que aprendi muito. Desde que vi esta campanha não vi nenhum lado tão negativo quanto às pessoas dizem. Já que a proposta era utilizar esta empresa como uma escola para quem QUISESSE aprender. Eu mesma gostaria muito de acompanhar esta experiência de perto caso morasse no Brasil. Outra coisa, já vi hambúrguer por 1.000 dólares; se alguém quiser pagar 100 reais, e dai? Será que eu tenho agora o direito de criticar o de 1.000 reais e quem paga por isso? Já vi produtor de filme arrecadar grana para ter seu filme na tela dos cinemas, diga-se de passagem, é um americano, seu caso repercutiu positivamente a ponto de pessoas que estão no Japão ajudarem e compartilharem; o que elas ganharam? Um DVD com o longa… Quem vai lucrar com o filme nas telas? Ele! Mas e daí se eu quiser ajudar com um filme que eu ainda não assisti? E, a Bel pediu perdão sim! E ainda estará hoje as 9 da noite ao vivo aberta a críticas e esclarecimentos. Sabe quando alguém pega um pedaço de um vídeo de um pastor, sai compartilhando dizendo inúmeras coisas negativas a respeito, e as mídias e o povo sai compartilhando e repercutindo? Dai, só quem é de dentro sabe a verdade que ninguém de fora quer ouvir? É isso que estou vendo neste caso. Tive estômago e mente para assistir ao vídeo, fiquei querendo mais detalhes, sim! Mas fiquei tranquila porque tinha certeza que logo teríamos mais… o projeto não morreu! E como dizem, os resultados falam mais que palavras! Estarei acompanhando cada lição com todo o episódio da hamburgueria; a qual eu gostei muito do logo! Como você mesma citou acima, não leu os livros dela, provavelmente o que conhece dela é o pouco que a mídia ou o facebook dela mostra; acho que antes de uma crítica dessa deveria-se procurar mais informações, como o pedido de perdão que você diz que ela não fez e na verdade fez!
    Particularmente, quem foi colocado em descrédito para mim foi você, ao se sentir no direito de julgar de tal forma com pouco conhecimento de caso! Desculpe a sinceridade, pode parecer que esteja a defendendo… Mas o post me obriga a parecer isso!

    • Patrícia Lages diz:

      O pedido de desculpa veio depois de eu ter postado este texto e, quando li o pedido, publiquei em seguida no blog. Se vc não viu, paciência. Eu conheço o trabalho dela e o fato de não ter lido os livros não me impede de falar da campanha, a qual ela mesma diz ter sido um tropeço.

    • Nayane diz:

      Também admiro a Bel Pesce.

      • Nayane diz:

        Ops! Este comentário: “Também admiro a Bel Pesce.” era pra responder à Joicy.

  • Vanessa Aparecida do Santos Souza diz:

    Nossa que feio!!! Sem comentários!!!

  • Adriana diz:

    Paty, eu acredito muito mais na sua história empreendedora do que na da Bel Pesce, que me parece mais uma empreendedora de palco. Com fãs tão ardorosos, como uma aí encima, só reforça minha percepção.
    Sinceramente, alguém no nível dela empreendendo uma hamburgueria? Não sei…
    Você comenta no outro post que está passando por muitas lutas e que não tem reagido tão bem quanto a Bel. Nunca me esqueço de uma frase no seu primeiro livro aonde você, no meio da turbulência para resolver os problemas da loja, disse ter voltado a ser você e que havia esquecido de que um dia tinha sido competente (quando apareceu um trabalho pra você).
    Crescer dói mesmo, foi você quem me ensinou isso. Mas saber para onde está crescendo e se está indo para aonde quer ir mesmo é o mais importante. Se está indo para a direção certa, vá em frente. Se não, reavalie.
    A Bel tem uma assessoria para ajudá-la a falar do jeito certo e com as palavras certas e parecer estar bem, sempre trabalhando o seu branding.
    Te desejo o melhor!

    • Patrícia Lages diz:

      Vc não sabe o quanto sua mensagem foi importante. Às vezes a gente ajuda algumas pessoas a se levantar e, amanhã, elas dão a mão para levantar a gente. Hoje vc me deu a mão!

    • Juliana Maria diz:

      Adriana, concordo com você. Admiro muito a força e determinação da Patrícia e sou super grata pelas postagens dela.

  • Marta Rodrigues diz:

    Que pena que algumas pessoas ainda não sabem compreender as suas postagens Patty, tudo ficou tão claro que nem é preciso reler (claro, quando se lê com atenção).
    Patty, siga em frente sempre 🙂

    • Patrícia Lages diz:

      Quem não quer entender, não entende nem que esteja claro como o sol. Mas nós vamos em frente!

  • Josefa diz:

    Fala sério, meu Deus !

  • Deborah p paulin diz:

    Achei essa campanha meio estranha pra dizer o minimo, mas não conheço nada desse assunto, poderia me indicar algum exemplo qual a forma certa de fazer isso?

    • Patrícia Lages diz:

      Procure campanhas que estejam no ar em sites de crowdfunding!

  • Luciana diz:

    Parabéns, excelente, excelente texto! Feliz que finalmente tudo isso tenha levado ao fim na carreira oportunista de Bel Pesci. Ela estava tão acostumada e confortável aplicando o mesmo golpe do “banquem meus projetos após ouvirem minhas incríveis ideias vazias de conteúdo, que trarão ilusão pra vcs e lucro imenso pra mim” que não dessa vez não se deu ao trabalho de pensar o que ia falar, confiando totalmente no carisma do Léo MasterChef

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Luciana. Ela admitiu o erro, mas não imaginou que uma campanha ruim colocaria em questão todo seu trabalho, sua imagem e sua formação. Foi displicente sim, mas está pagando muito caro por isso. Ela terá que aprender na prática o que é gerenciamento de crise, enquanto nós temos a oportunidade de aprender por observação. Que a gente seja sábia para aprender com o erro do outro!

  • joselene lima diz:

    Resumindo: são três “sem noção” não é? rsrsrsrsrs

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