Depois de 5 anos a dívida desaparece?

Existe um mito que afirma que depois de 5 anos as dívidas saem dos sistemas de proteção ao crédito e simplesmente caducam e somem. Será mesmo?

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Primeiramente temos que separar o que é informação negativa e o que é prescrição de dívida. Vamos lá!

A informação negativa é o famoso “nome sujo”, ou seja, quando o inadimplente tem seu nome registrado negativamente nos serviços de proteção ao crédito como SPC, Serasa e Boa Vista. Aqui vale um parêntesis: essas instituições não possuem só informações negativas, mas também dados positivos, como pagamento em dia, quanto o consumidor costuma comprar etc.

Já a prescrição da dívida é quando o credor perde o prazo de cobrança da dívida, isto é, ele não moveu nenhuma ação contra o devedor durante todo o prazo que a lei prevê. Passado o prazo, o credor se coloca sob pena de perder o direito daquela ação.

Portanto, as dívidas não desaparecem depois de cinco anos. 

Imagine só que bagunça seria este país se pudéssemos comprar o que quiséssemos, não pagássemos e, depois de 5 anos, estivéssemos com nosso crédito novinho em folha para fazer tudo de novo!

O que acontece é que os serviços de proteção ao crédito não podem manter em  informações negativas por mais de cinco anos (Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, artigo 43, §1º).

É importante dizer que, ainda que o nome do inadimplente não conste nos serviços de proteção ao crédito, não significa que ele não precisa mais pagar a dívida. O credor poderá continuar cobrando com outras medidas judiciais.

Portanto, o único jeito de se livrar de uma dívida é pagando!

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Seus Direitos
  • Miriam diz:

    Oi Patricia, poderia dar dicas de moda pra mulher cristã. Obrigada

  • Glauccia diz:

    É verdade Pati, antes de perder meu emprego eu trabalhava em uma instituição financeira, no qual muitas vezes deixávamos de fazer financiamentos para as pessoas pelo fato de a pessoa possuir muitos históricos de dívidas prescritas.

  • Natália diz:

    Patrícia,

    O que acontece também, que eu acredito que contribui para aumentar o “mito” de que as dívidas desaparecem, são as dívidas com o Estado. Por exemplo: dívida de IPVA e outros Impostos. Se a Dívida não é inscrita em Dívida Ativa pela Procuradoria no prazo de 5 anos, ela prescreve. Ou seja, nesse caso, a dívida realmente “some” porque não se pode mais cobrar. Atualmente isso é muito difícil de acontecer, mas no passado acontecia bastante. Um grande abraço!

    • Patrícia Lages diz:

      Olha, que o governo deixe de cobrar é algo tão surreal que não podemos contar com isso!!! rs…rs….

      • Carolina diz:

        Complementando o comentário da Natália, dívidas de tributos e impostos tanto municipal, estadual e federal não prescrevem. Ou seja, você ficará devendo o imposto eternamente até o pagamento.

  • Zaira diz:

    Olá Patrícia, bom dia. Muito bom o post de hoje mas você cometeu um pequeno equívoco no final. Uma vez que a dívida em cinco anos sai do banco de cadastro negativo, a depender do caso, o credor pode ou não cobrar a dívida judicialmente, vez que, como você mesma falou, ocorre a prescrição. Que nada mais é do que justamente e perda, não do direito de receber, mas de ingressar com medidas judiciais para receber seu crédito de volta.
    Abs!!

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Zaira. Creio que dissemos a mesma coisa, mas de formas diferentes! 😀

  • Fabiola Scalart Leite diz:

    Olá Paty, eu e meu esposo nunca tivemos nome “sujo”, porem ele financiou um carro para seu irmão, sendo que me avisei que era contra, enfim o irmão acabou vendo o carro, que meu marido tinha financiado para ele, outra pessoa sem transferir, nossa nunca soube o que banco te ligando para cobrar, infelizmente não sabemos o que fazer porque o moço que o irmão dele vendeu foi morar em outro estado não paga as parcelas, nem IPVA, nem as multas,eu e o meu marido estamos desesperado, o banco não consegui fazer busca e preação do carro por estar em outro estado.Vc poderia me dar uma dica o que nós podemos fazer.

    • Patrícia Lages diz:

      No caso de vcs o melhor é consultar um advogado para cuidar do caso. Espero que dê tudo certo!

    • Mariana Constantino diz:

      Fabíola, estive com um problema parecido. A primeira coisa que fiz foi ir a Polícia Civil, fazer uma declaração de que o carro não esta em minha posse, pois estava em meu nome e a pessoa que o carro estava podia cometer crimes com o carro. A segunda coisa foi procurar um advogado, demorei 3 anos para resolver essa situação. Fé em Deus que você vai conseguir. E a maior lição de todas, que eu aprendi no Bolsa Blindada 1 “NUNCA EMPRESTE SEU NOME PRA NINGUÉM, SE A PESSOA NÃO CUIDOU DO DELA, NÃO VAI CUIDAR DO SEU!”

  • Daiana(Rio Grande do Sul) diz:

    Boenas Pati!

    Bem esclarecedor, de fato em pensava que depois de 5 anos, o nome ficava “limpo”.
    Um abraço guria.

  • Sandra Souza diz:

    Eu passei por uma situação muito ruim enquanto estava lendo o Bolsa Blindada 1.Estava lendo devagar, por que na ocasião estava lendo outros livros, então eu lia um pouquinho e parava..não fiz uma leitura direta como costumo fazer ate acabar o livro. Nesse período eu fui comprar uma coisa para minha mãe e acabei comprando para mim no cartão dela para eu pagar quando chegasse o boleto. Mas aconteceu muitas coisas e alguns contratos de trabalho antes de serem assinados foram adiados e eu me vi numa situação d aperto diante de um imprevisto e sem reservas. Foi quando entrei no capitulo em que a voce Patricia, fala no livro do desespero que tomou conta de sua cabeça quando ameaçaram acionar o seu fiador e pegar a casa de sua mãe como pagamento. Nossa eu nem respirava direito.Me perguntava o tempo todo como pude fazer isso confiando em um trabalho que ainda não havia sido depositado.Me senti muito burra e fracassada. Mas, como eu não tinha uma manicure pra descontar ( li isso no livro) resolvi achar dinheiro na geladeira, conta de celular, guloseimas para visitas(era direto na cozinha fazendo agradinhos pra um e pra outro), parei de fazer compras, Só ia ao mercado comprar o que tinha acabado e mesmo assim se fosse de primeira necessidade. Sabe aquele sabão em pó caro? Só para roupas brancas. Não sou de comer na rua, mas também parei de fazer pratos diferentes e sobremesas que amo. Paguei a fatura dela e deixei a minha de lado…Fiz o mesmo nos dias seguinte e consegui me livrar do meu vacilo. Agora, deixo cartão em casa e saio com o minimo necessário. Isso foi em dezembro e depois disso já li o livro e fiz os 3 cursos da Eduk e estou aplicando tudo pq o ano começou com uma baixa nos trabalhos e é melhor não fazer dividas. Eu andava a pé e pensava na casa da sua mãe e na cara da minha se eu não tivesse o valor na mão. Eu andava e sentia até o seu coração disparado. Eu via as cenas do livro como se eu tivesse assistido um filme com você; Eu senti ate o cheiro do molho do cachorro quente que você não pode comprar (naquela cena do filme). Foi doloroso pra voce, foi pra mim e não quero sentir aquele pavor de novo. Se eu tivesse lido o livro todo naquele dia não teria usado o cartão dela e provavelmente não estaria contando isso aqui. O livro pode impedir pessoas de cometerem erros. Obrigada por dividir suas experiencias conosco. Estou aprendendo muito.

    • Patrícia Lages diz:

      Obrigada por dividir sua experiência tsmbém! ?

  • Izalira Lopes diz:

    Patricia, gostaria de saber se o servidor pode disponibilizar a opção enviar por WhatsApp os seus posts. Obrigada

    • Patrícia Lages diz:

      Por enquanto só por e-mail, pois não cadastramos telefones. Mas achei uma ótima ideia. Vamos verificar essa possibilidade futuramente! 😀

  • Rosana Ribeiro diz:

    Olá Patricia. Gostaria muito que vc me respondesse, pois estou muito preocupada que se repita uma situação que já viví antes. No ano 2000, fiquei com o nome sujo por 5 anos, por causa de uma dívida com cheque especial, de um banco que já foi comprado por outro banco. Há alguns meses, uma empresa intermediária de cobranças, me ligou para negociar esta dívida do banco, mas o valor proposto subia a cada mês, mesmo eu pedindo para reduzirem, só aumentava, por isso, acabei aceitando o proposto, só que não consegui pagar e eles não reduzem mais o valor, a negociação de valor parou por aí. Sendo assim, se eu não pagar o valor deles, eles podem me mandar para o serasa novamente, já que não há mais negociação de valor? Patricia, me responda por favor, muito obrigada.

    • Patrícia Lages diz:

      Olá, Rosana! Infelizmente eles podem negativar seu nome novamente, pois ao aceitar um novo acordo, vc assumiu uma nova dívida. O certo seria não ter renegociado e ter juntado apenas o valor da dívida original para pagar. Busque aconselhamento jurídico e peça para verem o que diz o contrato que vc assinou. O que eu te aconselho é não pagar (já que vc não está conseguindo) e juntar o valor original. Seu nome ficará sujo novamente por um bom tempo, mas pelo menos vc não faz outras dívidas e junta para pagar essa e se livra de uma vez dessa indústria da cobrança. Beijos

  • Rosana Ribeiro diz:

    Obrigada pela resposta Patricia. Eu estava desorientada, agora já tenho um rumo. Beijos.

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