Adaptação: palavra-chave para os dias de hoje

O mundo está mudando mais rápido do que nunca e quem não se adapta a essas mudanças, cedo ou tarde, acaba perdendo. E ontem foi o meu dia de me adaptar e abandonar uma expressão antiga da Língua Portuguesa!

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Vou confessar aqui e agora que o “politicamente correto” é um negócio muito chato! Não sou adepta ao fato de que não devo dizer isso ou fazer aquilo porque se tornou politicamente errado. Se a minha opinião diz uma coisa não vou agir de maneira contrária só para “parecer” correta. Nisso eu não quero me adaptar… Nós somos pessoas e não camaleões (embora eles sejam lindos)!

Mas há algumas expressões antigas, enraizadas em nossa cultura e idioma que alimentam conceitos errados que devem ser abolidos para vivermos num mundo mais harmonioso.

Uma vez eu disse que o marido de uma colega era cego e fui corrigida: “Você deve se referir a ele como ‘deficiente visual’ e não cego!” Imediatamente respondi, dizendo: “Não, deficiente visual sou eu que sou míope (eu era na época) o Fulano é cego. O nome da condição é cegueira, portanto ele é cego”. E continuei me referindo aos cegos como cegos e afirmando: “gente, eles são cegos, hello!!!”  Até que…. entrevistando o Dudu Braga, filho do Roberto Carlos (que tem um tipo de cegueira), perguntei se ele se importava com a palavra cego ou se preferia deficiente visual. A resposta dele foi fantástica (aliás, ele é fantástico!):

“Olha, eu vou ser bem direto com você. Esse negócio de ficar escolhendo formas engenhosas de falar me irrita um pouco, mas quando comecei a perder a visão, bastava ouvir a palavra ‘cego’ e eu ficava realmente incomodado. Eu estava passando por um momento muito difícil e estava sensível, então me sentia ofendido sim. Hoje eu já não ligo, só explico que não sou cego, pois tenho percepções de luz, por isso a palavra não se encaixa muito bem a mim. Mas se quer me chamar de cego em vez de Dudu, o que eu vou fazer?”

Quando ouvi isso entendi o seguinte: se a pessoa se sente ofendida, então é uma ofensa sim, mesmo que para mim não seja ou que eu não tenha tido a intenção de ofender. E como não tenho intenção de ofender, prefiro me adaptar e mudar o termo.

Estou tocando nesse assunto porque ontem o título do meu post era “Dia negro: problemas financeiros levam 6 pessoas à morte”. O texto foi ao ar logo cedo e estava tudo bem até que recebi este comentário na parte da tarde:

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Ao qual respondi da seguinte forma:

Screen Shot 2016-08-30 at 21.35.37

Aparentemente não há nada de errado com a resposta, porém, mais para o final da tarde lembrei da conversa que tive com o Dudu e sobre a conclusão que cheguei: se a pessoa se sente ofendida…

Entrei no blog e mudei o título para “Dia triste”, não para parecer politicamente correta, mas sim para usar o termo mais adequado ao que eu queria dizer. Há séculos os negros têm sido tratados como “sinônimo” de coisas ruins, mas no mundo de hoje já não tem sentido continuar alimentando essas ideias. Nós temos que evoluir.

Também me lembrei de que não gosto do verbo “judiar”, porque significa dar o tratamento (ruim) que se deve dar a um judeu… 🙁 Cada um sabe onde seu calo aperta, né? Eu sei que as pessoas nem se tocam a respeito disso e que não pretendem ofender quando falam judiar, judiação ou judiaria como se diz no Sul, mas que eu não gosto, não gosto…

Portanto, a ordem do dia é adaptar-se, sem ser fingida ou dissimulada. É compreender o motivo pelo qual algumas expressões ofendem e aboli-las do vocabulário. Se você fala alguma coisa que incomoda alguém, será que vale mesmo a pena continuar só porque você não tem intenção de ofender ou até mesmo porque acha frescura ou qualquer coisa do tipo? Não se trata apenas de mudar para agradar, mas de compreender de fato que expressões como essas alimentam ideias furadas e isso precisa acabar.

Agora eu quero saber: você tem alguma coisa que não gosta que as pessoas digam ou façam? Divida com a gente para que possamos nos adaptar e mudar! 😀

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Nos vemos!

Jornalista com atuação no Brasil, Inglaterra, Argentina e Israel. Autora do best seller Bolsa Blindada e palestrante na Universidade de Harvard.

Categoria: Comportamento
  • ANDREIA FERRAZ diz:

    Patriria, Bom Dia! Esse texto me fez refletir, você tem toda razão, se a pessoa se sente ofendida então é uma ofensa, ainda que não tenhamos a intenção.
    E nossa língua é tão rica de palavras que sempre vamos conseguir substituir as expressões sem perder o tom! Adoro seu blog Abraços e sucesso!

  • Barbara Sthefani Ivo Ramos Amaro de Lima diz:

    Bom dia, Pati!

    Sou uma admiradora do seu trabalho. Seus livros me incentivaram a cultivar o hábito de leitura por serem muito interessantes (pois eu não gostava de ler) e portanto, li todos eles e acompanho suas postagens diariamente. Não costumo me importar com a maioria das expressões, a não ser que eu perceba que alguém falou para ofender propositalmente, o que não foi o caso. Mas confesso que como negra que sou,fiquei bastante incomodada com o título do post de ontem. Talvez eu estivesse sensibilizada pelo absurdo registrado em um vídeo recente que viralizou na internet por uma discriminação racial gratuita na praia do Rio de Janeiro e por outras situações do gênero que passo diariamente. De qualquer modo, relevei porque sei que expressão é muito usual e entendi que dado o contúdo do post, você não quis ofender. Agradeço a sua sensibilidade em perceber e reparar algo incômodo, mas que passa despercebido por muita gente. Saiba que ações assim só aumentam a minha admiração por você e seu trabalho.
    Fique com Deus!
    Beijão

  • Sara diz:

    Paty eu entrei no blog ontem e realmente me deparei com esse comentário, porém, a primeira vista confesso que achei um comentário desnecessário ou que a pessoa até mesmo não tinha pegado o “espírito” da mensagem, pensei também que ela estava levando para um lado que não tinha nada a ver e talvez estivesse exagerando um pouco, agora pela manhã comecei a ler o texto e já imaginava do que se tratava, ainda de cara pensei, a Paty não precisava fazer um texto se retratando, ela não fez nada de errado! Mais quando eu cheguei no final do texto eu realmente me surpreendi, como realmente estamos acostumados a “pensar só dentro da caixinha” e de forma automática e não questionamos certos hábitos e formas de falar que aparentemente não tem nada haver! Como vc explicou no texto e indo mais a fundo! Realmente tem muito a ver mesmo, e o que assusta é que são coisas que já está tão enraizadas, passaram de nossos bisavós para nossos avós que passaram p nossos pais e que passaram pra gente e por aí, infelizmente, vai seguindo adiante! Parabéns pela sua atitude de ser humilde em primeiro lugar, de se questionar e principalmente de pensar no próximo, vc não foi egoista olhando só pra si e ainda nos ensinou uma lição valiosa! Bjs

  • Bruna diz:

    Bom Dia Patrícia!
    Muito interessante o texto de hoje, realmente se precisamos acabar com o preconceito, etc devemos mudar nossa maneira de falar e agir. Tenho um exemplo dentro da minha própria casa, minha mãe foi perdendo a audição gradativamente e hoje ela usa aparelho auditivo nos dois ouvidos, ela não é surda, mas as pessoas a vem como uma e ela simplesmente odeia ser chamada assim, se sente extremamente ofendida e até então eu achava exagero da parte dela, já que ela estava (na minha concepção errada) ficando surda, bom, obrigada pelo post, começarei a partir de hoje me adaptar para que jamais venha ofender alguém.
    Beijos Paty!

    • Bruna diz:

      Correção: a veem e não a vem.

  • Juliana diz:

    Bom dia, Paty, vi e comentei o post de ontem assim como faço todos os dias pela manha (nem sempre comento mas leio todos pq é p mim um aprendizado p deixar meu dia mais leve e pratico) acho q no post de ontem faltou interpretacao pq eu li e nao vi nenhum tipo de referencia aos afro descendentes, “dia triste” ficou um dia triste mas “dia negro” ficou um dia em q todos ficaram mto mais tristes, um clima “pesado” dos acontecimentos referente a crise financeira e profissional e ao extremo q tomou envolvendo as crianças… se vc achou melhor mudar o titulo p mim tanto faz nao vi diferença… Qdo era mais nova sofria na escola p sempre ser acima do peso (e nem era tanto assim acho q no maximo 10 kg) e me chamavam de botijao ou msm tiravam sarro com o meu nome “Juliana banana” odiava akilo ate mais do q ser chamada de bojitao, hj td é da geracao “nao me toques” q se fala em bulling esse tipo de coisa ou algum desconforto do q a pessoa fala dai ja acham q é ofensa “uma geracao de açucar q pod derreter com a agua” sao coisas mesquinhas… deveriam se importar com problemas mais serios como fome, desemprego essas coisas, se podemos dar um prato de comida a alguem q passe fome entao vamos dar e nao postar foto em rede social falando q o governo deixa a desejar…

  • Regiane Lima Barbosa diz:

    Muito bom o texto Pati!Sou cristã desde pequena, atualmente tenho 23 anos. Não gosto quando acontece algo em algum templo e as pessoas se referem aos cristãos, os evangélicos preconceituosos. A conversão nos ensina que devemos nos guardar para o casamento e, as vezes as pessoas fazem determinados tipos de brincadeira como, a saber: a virgem, a pura. Me orgulho de ser cristã e sou grata a Deus pela oportunidade de servi-lo, contudo, a palavra respeito não é praticada por muitos quando é ligada ao cristianismo. Tenha um bom dia!

    • TATIANE diz:

      oi,

      Siga em paz com todos, e no propósito do Senhor, obedecendo aquilo que está em sua palavra e que é bom pra você.

      bjs!

  • Diane Abreu diz:

    Olá Patrícia!

    Sou formada em pedagogia e quando estudei a disciplina Inclusão na Educação,
    aprendi que os termos corretos para portadores de necessidades físicas especiais são estes mesmo: surdo, cego, e não deficiente visual ou auditivo. No início tomei um choque, porque achava termos fortes e ofensivos.Mas com a vivência e estágio fui percebendo que eles não se ofendem com isso.
    Concordo quando você diz que devemos nos adaptar, afinal somos seres sociais, precisamos viver em harmonia.
    Eu não gosto quando as pessoas falam gíria, muito menos no ambiente de trabalho. Isso me incomoda muito. Tenho uma colega de trabalho (que já é uma senhora, o que no meu ponto de vista piora ainda mais o quadro) que sempre quando se espanta com algo ou tem algum problema no setor, solta um “caraaaca caraaa e agora?”. Isso me dói na alma!rss..

  • Daniela diz:

    Patrícia, mais uma vez vc tem toda a minha admiração. Parabéns por nos mostrar que estamos aqui pra evoluir, e não pra sermos a mesma pessoa de sempre.

  • Carla Lima diz:

    Como sempre, nos ensina uma valiosa lição em todos os sentidos.
    Da pessoa que com muita civilidade se mostrou incomodada, e sua, que com muita sensibilidade soube entender esse sentimento.
    Que Deus continue te orientando dessa forma tão bonita!
    Um grande abraço!

  • Maria Carolina Urizzi diz:

    Essa eu precisei comentar… eu escrevi p vc sobre isso ontem… na parte de “contato” do blog, coloquei no assunto “observação com carinho” e no texto expliquei q admiro demais vc e seu trabalho, e disse com todo carinho e respeito, que não achava essa expressão legal, como diversas outras infelizmente ainda presentes em nosso vocabulário. Mas, com medo da msg não ser privada, e de quem sabe não ser vc mesma quem as lê, desisti do envio e deletei… mas o ensinamento chegou a vc, fiquei feliz! Mais uma vez, gratidão por seu trabalho, e por tudo q vc nos doa diariamente! Bjo enorme e fique c Deus!!

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Maria Carolina! As mensagens enviadas pelo Contato vêm direto para um e-mail meu e não são publicadas de forma nenhuma. São totalmente sigilosas. Outra leitora me mandou esse toque pelo contato e isso me ajuda muito. Da próxima vez que vir algo “fora da casinha”, por favor, me avise! Estamos sempre evoluindo e nesse processo erros podem acontecer. Super beijo!

  • Rosane diz:

    Bom dia Patrícia. Uma coisa que me chamou atenção no texto, vc TINHA miopia? Rs o que fez para não ter mais? Sei que minha pergunta não tem haver com as respostas que pediu, mas se puder responder. Eu tenho miopia 😑

    • Patrícia Lages diz:

      Eu fiz cirurgia a laser e a miopia foi embora!! Recomendo 🙂

  • Luiza diz:

    Esse foi o post mais legal que li neste blog! Parabéns pela lucidez e sensibilidade. De fato, usar algumas expressões não tem nada a ver com você mesmo (com quem fala) e sua opinião, mas com quem escuta e se sente agredido de alguma forma. É o exercício de se colocar no lugar do outro. Abraços!

  • Maria Carolina Urizzi diz:

    Ah! Esqueci de comentar: eu não sabia o significado de “judiar”, choquei!!!!! E tem uma palavra q eu gostaria de citar p esquecermos de usar no sentido q vem sendo empregado, “denegrir”, pois significa “tornar negro” e no entanto, é usada no sentido de “macular a reputação”, ou seja, uma coisa ruim!!! Como diz o povo, #ficaadica
    Bjks!!

  • TATIANE diz:

    Boa tarde, tudo bem?

    Aprendi uma frase que diz: O importante não é como você fala, mas como o outro te interpreta.

    Bjs!

  • Geilma diz:

    Vc é uma benção! E peço a Deus q também me de essa percepçao diante da vida.

  • Regina Soria diz:

    Hola Patricia. No está permitido decirle”negro” a las personas, al referirse a ellos es afro descendientes.
    Desde mi humilde opinión una cosa no tiene nada que ver con la otra. Saludos. Adoro tus publicaciones.💋😘💐

    • Patrícia Lages diz:

      Hola, Regina. Acá en Brasil tenemos una historia muy triste que viene desde la esclavitud, por lo tanto, conviene que vengamos tener posiciones más justas en reconocimiento a todo lo que pasaron y aún pasan. O sea, es tener una nueva visión para no repetirmos los errores del pasado. Saludos!

  • Leticia Pereira diz:

    Realmente nunca lo había visto de esa perspectiva, muy interesante y bueno… Me re ayudo!! Gracias. Desde Uruguay

  • Cristina diz:

    Oi Patty
    Hj vivemos em um mundo tão chato, que uma frase dita e for lida de maneira errada, estaremos sempre ofendendo alguém e acaba virando uma discussão desnecessária.
    Hj temos que ser cautelosos ao conversar com alguém, pois tudo é motivo de racismo, ofensa.
    Tipo vc não pode chamar chamar uma pessoa de gosta do mesmo sexo de gay e sim de homossexual
    Tudo e direitos iguais e bla bla bla
    Sou negra e nem passou pela minha cabeça dia negro com racismo ou algo parecido. Pensei em algo triste
    Infelizmente temos que nos adaptar e algumas vezes ficar sem dar opinão.
    Mil beijos. adoro o blog

  • Olga da Silva Sales diz:

    Tudo o que vc escreveu é uma grande verdade e as pessoas estão levando tudo para um outro lado, gastando energia com bobagens, mas enfim, a adaptação é um caminho bacana. Acabei de ver no YouTube, programa Mulheres, que sou fã,uma torta intitulada” nega maluca”, na qual conheço desde de pequena, uma delícia, mas…
    Devemos gastar nossas energias com coisas mais importantes e trabalhar nossa auto estima.Um abraço!!

  • Etienette prudencio diz:

    Paty
    Amei sua fala.
    Obrigado por existir pessoas iguais á vc.
    Q

  • Samara Brion diz:

    Ei Paty!
    Amei o texto de hj. Na verdade amei presenciar sua humildade. Apesar de, como comentaram algumas colegas, concordo que vivermos em uma geração difícil em que tudo que se fala, é mal interpretado. Também aprendi que “Somos responsáveis pelo que falamos, e não pelo que o outro entende”, pois se, para falar, tivermos sempre que “pisar em ovos”, será melhor ficarmos calados rs. Contudo, concordo totalmente com o que disse sobre “se SEI que algo ofende à alguém, mesmo que eu não tenha a intenção, seria educado deixar de dizê-lo”. Não sabemos da “bagagem de vida” daquela pessoa e, algo que para nós pode não ter importância, para ela pode ser algo que cutuca uma ferida aberta. Então, o que prevalece é sempre o bom-senso rs. Creio que devemos procurar não ser tão melindrosos, nos ofendendendo com tudo (acredite, isso só faz bem a nós mesmos, é libertador!) e, em contrapartida, ter a sensibilidade de deixar de tomar atitudes que sabemos, ofende à alguém.

  • Gabriela Gomes diz:

    Eu entendi a sua posição, o seu conceito de colocar-se no lugar dos outros, e o entendimento de que nosso vocabulário é muito extenso de modo que podemos substituir palavras sem que aquela frase perca o sentido. Seguindo essa linha de pensamento eu gostaria de saber qual a sua opinião e qual seria o seu comportamento quanto ao movimento GLS que acha válido que a língua portuguesa seja modificada, tirando palavras que só existem no feminino ou no masculino. Isso ofende eles, e se ofende, é uma ofensa mesmo que não tenhamos a intenção de ofender correto?

    • Patrícia Lages diz:

      Oi, Gabriela. Não conheço esse movimento de mudar feminino/masculino no nosso idioma, é a primeira vez que ouço falar… Mas a princípio, não vejo como fazer uma mudança assim… Como diríamos, por exemplo, cansado ou cansada? Teríamos que inventar uma terceira palavra? Faríamos isso com cada adjetivo que existe?

  • Michele diz:

    Olá Patrícia,

    Primeiramente gostaria de agradecer a sua existência e da sua amiga Cristiane Cardoso. Vocês são mulheres que sabem se posicionar, são brilhantes, lindas e inteligentes sem serem ofensivas. Quanto a essa questão de palavras e frases acho algo tão complexo…
    Trabalho em um colégio e percebo que com crianças e adolescentes é extremamente necessário tomarmos cuidado com o que falamos e expressamos pois eles costumam levar tudo “ao pé da letra”. Também não consigo entender por qual motivo no nosso dicionário (Assistam o filme Malcon X) existem tantas palavras negras que são termos pejorativos: peste negra, ovelha negra, nuvem negra, floresta negra, denegrir etc. E poucas ou nenhuma que querem dizer coisas boas: pérola negra, raiz negra, pantera negra.

    • Patrícia Lages diz:

      Obrigada, Michele (agradeço por mim e pela Cris!). Sim, o uso do adjetivo negro é quase sempre pejorativo, uma pena!

  • Michele diz:

    Ola Patrícia,

    Por via das dúvidas é melhor utilizar um eufemismo, percebo que funciona e não incomoda tanto apesar de querer dizer a mesma coisa.

    Eufemismo é uma figura de linguagem na língua portuguesa, um mecanismo que tem o objetivo de suavizar uma palavra ou expressão que possa ser rude ou desagradável.

    O eufemismo consiste na troca de termos ou expressões que possam ofender alguém por outras mais suaves, seja por serem indelicadas ou grosseiras.

    Abraços,
    Michele Iris

  • Ida Nisia Lopes da Silva diz:

    Oi Paty,
    Adorei este post e sua sensibilidade. Isso para mim é fruto do discernimento que só Espirito Santo pode nos conceder. Afinal, somos todos falhos. Parabéns por dar espaço para este Espírito maravilhoso atuar em ti e te dar acesso a todos os tipos de pessoas levando tudo de bom que Deus pode nos ensinar.
    Um abraço e Deus continue te abençoando e inspirando.

    • Patrícia Lages diz:

      Sim, eu tb creio que o que há de bom em nós só pode vir do alto!

  • Joselene Lima diz:

    Outro post que vale a pena a sra. Cristiane Cardoso ler e aprender com ele, pois embora na época eu a tenha informado inúmeras vezes de que ser secretária não quer dizer ser amante do chefe a mesma continuava denegrindo a imagem do profissional quando publicava em seu blog pessoal a estória que futuramente se transformaria em um livro intitulada Amor em Ruínas, onde a vilã era uma secretária que se envolvia com o patrão. Publicações como essa são um desrespeito á imagem do profissional, que se esmera tanto para exercer a função para a qual se formou (conclui meu curso em uma universidade federal onde “ralei” por quatro anos para ter o diploma profissional). Por essas e outras temos o amparo da federação nacional das secretárias e secretários para que tais posts ou publicações preconceituosas em torno desse assunto deixem de existir, afinal, merecemos respeito! No link abaixo da FENASSEC pode ser visto um pouco mais do que estou falando, onde contém inúmeros e-mails enviados á rede esgoto e outras instituições que insistem em desrespeitar a categoria secretarial. Parabéns Patrícia pela sua humildade em reconhecer um erro e consertá-lo, isso mostra inteligência e maturidade.
    LINK DA FENASSEC: http://www.fenassec.com.br/b_fenassec_respeito_imagem.html

  • Valneide diz:

    Me identifiquei muito com esse post, pois temos os dois lados da moeda o emissor e o receptor. Desde os 7 anos de idade sofria com complexo de inferioridade por conta do diâmetro da minha cabeça rsrsrsrs…Devido há um simples comentário que minha mãe fez de uma foto. Minha mãe nunca se deu conta do que falou, mas daquele dia em diante eu nunca mais sorri pra fotos e toda vez que alguém falava ou cabeção eu me irava. Hoje sei que era uma expressão popular no sentido de cabeça dura, mas pra mim era uma grande ofensa pessoal, tive muitos problemas ao longo da vida…Hoje estou curada, mas não foi uma jornada fácil.

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